História Scorbus - Unlikely Lovers - Capítulo 1


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Categorias Harry Potter
Tags Harry Potter, Scorbus
Visualizações 38
Palavras 1.022
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu espero que gostem!

Capítulo 1 - Who'd believe that we two would end up as lovers?


  Aquele dia acordou cinza. Minha pele estava tão pálida que estava azul, e o vento estava frio congelante. Havia recebido uma carta de urgência de meu pai dizendo que Hermione Granger havia sido capturada e uma festa iria rolar em sua casa naquela noite. Na realidade, nem respondi. Toda aquela palhaçada me deixava envergonhado. Eu entendo que meu pai segue a ideologia de quem já foi chamado de Lorde Das Trevas um dia, mas todo o país? A família Potter estava foragida a anos, pessoas que não eram sangue puro vistos por aí manuseando uma varinha eram mandadas para a morte certa. Todos ligados a Harry Potter haviam sido mandados a um futuro desconhecido. E as vezes eu pensava, tudo aquilo era mesmo necessário?

  Fui até o ministério, meu pequeno gabinete estava abarrotado de fichas de nascidos trouxas desaparecidos, meu colega Luke Fisher estava as preenchendo, e quando me viu, disse:

  - Você viu o que aconteceu?

 - Da Hermione?

 - É, finalmente pegaram aquela porca imunda.

 - Eu vi sim, Fisher. Não precisa de tanta agressividade.

 - Ah Scorpius vamos lá! Acordou com o pé esquerdo hoje? Não me diz que não está comemorando aí dentro, vai.

 - Eu só... Não estou legal, tudo bem?

 Ele arregalou os olhos, como se eu tivesse dito algo realmente muito ruim, e voltou a escrever. No meio de algumas fichas se encontrava a da família Potter, que sempre era colocada no meio de todas as outras, como se em algum momento ela fosse ser atualizada, o que é realmente pouco provável de acontecer. A única ficha atualizada era a de Hermione Granger, que fora encontrada próxima a França por um casal de comensais. Me pego pensando sobre ela, sobre o que iriam fazer com o seu corpo depois que a espancassem, estuprassem e torturassem até que caísse morta. Pensava sobre a sua filha, Rose, e o Hugo. Nunca os conheci, mas os seus rostos estão estampados em cada capa de jornal, junto com os seus primos, tios e outros parentes. Me pego pensando sobre Albus, Potter.

 Ele morava em um vilarejo próximo ao qual meus pais passavam as férias, no interior. Meu pai nunca havia deixado eu brincar com ele nem nada parecido, e o pior, nunca dava nenhuma explicação do motivo. Uma vez consegui conversar com ele através de uma cerca, a bola dele havia caído em meu quintal e como ainda não podíamos usar magia fora da escola, ele precisava da minha ajuda para pegar.

  - Ei! – Gritou, eu estava sentado tomando sol e lendo um livro quando escutei. Olhei para ele e o meu coração acelerou.

  - Oi? É comigo?

  - É! A minha bola caiu aí no seu lado da cerca! Pega pra mim por favor!

 Eu saí correndo e joguei a bola para o outro lado, ele agradeceu com a cabeça, mas continuou olhando para mim por alguns instantes.

  - Qual é o seu nome?

  - É Scorpius, mas você sabe, a gente não devia estar conversando.

- Ai, não tem ninguém vendo. E afinal, nenhum de nós fizemos nada de errado, meu nome é Albus afinal, como o Albus Dumbledore.

 Arregalei meus olhos e pus as mãos sob a boca, todas as histórias horríveis que eu havia ouvido sobre aquele homem, meu pai o odiava, assim como o pai dele e possivelmente o pai dele também.

 - Tem... Tem alguma coisa de errado?

- Meu pai odeia este homem.

- Nossa... Eu nunca o conheci né, nem tem como saber...

- De qualquer forma, foi um prazer te conhecer, diz pro seu pai que eu mandei um oi educado, mesmo que eu não devia dizer isso. – Ele sorriu ao ouvir isso. Fui andando até a minha casa quando escutei sua voz me chamando de novo

- Scorpius!

 Virei subitamente, como se já estivesse esperando pelo chamado.

- Hm?

- Você sabe se algum dia a gente poderia se ver?

- Eu não sei, mas espero que em breve. Tchau, Albus Dumbledore.

 Ele deu um sorriso bobo, como se fossemos melhores amigos do mundo. Nunca mais nos encontramos na realidade. Dois anos depois, leis foram aprovadas para que pessoas nascidas trouxas, como Hermione Granger, fossem impedidas de usar a varinha, mas ainda teriam acesso a alguns itens mágicos, logo, todos eles foram restritos e as aparatações rastreadas. Nascidos trouxas que aceitassem estas imposições tinham o direito de ter uma vida parcialmente normal, se excluindo totalmente da comunidade bruxa, mas os que se negavam não tinham nem o direito do julgamento, eram enviados para a morte. Logo após de todas estas restrições, os mestiços passaram a ser alvo de uma série de perseguições. Eles eram considerados menos piores que os nascidos trouxas, mas dependendo da sua influência na comunidade bruxa, eram tratados de forma igual aos outros oprimidos. Logo, as mesmas restrições passaram a servir a eles. Eram proibidos de frequentarem lugares tipicamente bruxos, como os bares de Hogsmeade e até o colégio de Hogwarts. Sempre achei um absurdo, mas o meu pai amava o que estava acontecendo.

  - É uma nova era meu filho, você deve se orgulhar da comunidade bruxa britânica de hoje em dia, pelo menos você não teve que dividir dormitório com uma imundice daquelas.

 E eu não dizia nada. Aceitava frequentar um colégio sem a metade de seus alunos e sem alguns de seus professores. Aceitava ver trouxas morrendo na minha frente, eu aceitava. Não por eu ser ignorante, eu era tudo menos ignorante. Eu tinha medo. Sentia na pele a dor que eu passaria se eu resgatasse algum nascido trouxa ou mestiço, somente pelos discursos que meu pai insistia em reproduzir.

  Levantei-me do gabinete e fui andando até casa. No meio do caminho uma chuva forte caiu, e como eu evito aparatar, preferi me molhar a sentir a dor lacerante do aparato. Logo que cheguei na cerca de minha casa, notei uma figura encolhida próximo a minha porta. Ao chegar mais perto, reparei que era um homem, que ao se mexer, se revelou. Havia ali, um homem magro, pálido, e hipotérmico, havia ali Albus Severus Potter.

  - Albus?  

  - Por favor... Me deixe entrar... 


Notas Finais


Espero que tenham gostado!


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