História Scream TMJ - Capítulo 1


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Categorias Turma da Mônica Jovem
Personagens Aninha, Carmem, Cascão, Cascuda, Cebola, Chikara Sasaki "Tikara", Denise, Do Contra, Dorinha, Eduardo "Dudu", Franjinha (Franja), Irene, Isadora "Isa", Jeremias, Keika Takeda, Luca, Magali, Maria Mello, Marina, Mônica, Nimbus, Quim, Titi, Toni
Visualizações 27
Palavras 1.933
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sempre fui muito fã da franquia Pânico, tanto os filmes quanto a série, e pensei em trazer esse universo sombrio pra Turma da Mônica Jovem, fazendo algumas adaptações. Espero que gostem.

Capítulo 1 - O pesadelo se inicia


 Era uma noite escura e nevoenta com um clima propenso a filme de terror. A calada da noite escondia inúmeros mistérios em meio à escuridão que pairava sobre todas as ruas e becos. O único som que se conseguia ouvir era o de galhos de árvores balançando junto às imponentes correntes de ar. Quer dizer, seria, se não fosse por uma festa da alta classe que ocorria na mansão dos Frufu, uma família rica e com alto poder aquisitivo no bairro do Limoeiro.

-A festa está deslumbrante, querida! –Uma amiga da senhorita Frufru comentava, enquanto segurava sua taça de champanhe. Todos ali presentes pareciam ter a mesma postura esnobe.

-Obrigada, Sheilla. Estamos comemorando mais um aniversário de casamento, não podia deixar essa ocasião passar em branco, não é?

 As mulheres, convidadas de bairros vizinhos usavam seus melhores vestidos, enquanto os homens estavam vestidos com roupa de gala. Uma música instrumental era tocada por uma orquestra, e o salão de festas iluminado pelos enormes lustres, ao passo que garçons rodavam pelo salão com suas bandejas de taças e aperitivos. Simplicidade é uma palavra que não existe no dicionário dos Frufru’s. Qualquer ocasião é uma oportunidade de esbanjar suas riquezas.

 A filha única dos Frufru, Carmem, descia do segundo andar pela escada central, ostentando seu vestido rosa brilhante na altura dos joelhos, seus cabelos loiros ondulados e um salto alto, a garota com o seu nariz empinado andava em direção ao pai.

-Ora ora, quem seria aquela linda garota? –Um homem no auge de seus 40 anos pergunta, com suas sobrancelhas arqueadas analisando o corpo da garota. – Grandes dotes, se é que me entende.

-É a minha filha. –O senhor Frufru falou fria e rispidamente, cortando aquele homem com más intenções.

-Desculpe... – o homem se afastou meio sem jeito, indo encher mais a sua taça.

-Olá filha, o que está achando da festa? - O pai perguntou segurando a mão da filha que acabara de descer do último degrau.

-É, está legal.... Exceto pelo fato de não ter ninguém da minha idade.- Carmem disse cruzando os braços- o que me lembra que o senhor prometeu que quando desse 21:00 horas eu poderia sair com meus amigos!

-Amigos?

-Eu, a Denise, a Maria Mello, Jeremias, Titi.... Fala sério pai, você conhece todos eles. Desde sempre. – A loira revira os olhos.

-É, e não confio neles. Vai ser aonde mesmo?

-No prédio perto daquela universidade, aquele lugar utilizado como um tipo de mansão de festas!

-Tudo bem, eu te levo lá filha. –O pai cede e tira do bolso a chave de sua ferrari.

-Não precisa! Os meninos já vão chegar com o carro para me buscar. O Toni vai dirigir.

-Ele já tem carteira? –O Sr. Frufru pergunta espantado.

-Claaaaro. Ele é muito bom no volante. Te ligo quando terminar, beijos papi. –Carmem dá um beijo no rosto de seu pai, acenando.

-Beijos... –bufa.

 Carmem pega seu celular (de última geração) enfeitado com uma capinha rosa extravagante e abre nas mensagens: 

Toni- E aí gata, ele já topou? Já estamos com o carro aqui fora, prontos pra curtir.

Carmem- Sim, já tô indo. 

 A loira guarda seu celular em sua bolsa da prada e abre a porta de entrada. Seu cachorrinho, um pequeno Yorkshire terrier vai correndo atrás dela, com suas roupinhas enfeitadas.

-Ownn, quer vir com a mamãe, quer? Vem lindinho. –Carmem segura ele com as mãos e fecha a porta, ficando lá fora sozinha- Ok.... Cadê o Toni, aquele imbecil? Ele disse que já estava aqui!

 Impaciente, ela pega seu celular e começa a mandar mensagens pra ele, sem perceber que um vulto se aproximava por trás dela.

-Buuu –Toni a agarrou por trás.

-Aaaahh!! Toni, seu idiota! Quase me matou do coração. O Mr. Wiggles é um cão treinado e pronto pra atacar, você teve sorte. –Mostra seu cachorrinho que estava tremendo de medo com o susto.

-Haha, até parece que essa coisinha ataca alguém. E que roupa é essa que você tá usando? Um vestido? Tava esperando um short bem sexy.

-Para sua informação, eu estava numa festa de alta classe, em que todos se arrumam bem. Claro, você nunca deve ter ido em uma desse tipo. –A garota fala com um ar superior.

-Certo, certo. Vamos logo pro carro. –Pega a mão de Carmem e vão andando até o carro, estacionado um pouco escondido.

 Ela abre a porta e já vê Denise que tinha colocado uma música bem alta e rebolava lá dentro, Titi a olhava maliciosamente e Jeremias e Maria Mello curtiam o som.

-Gatz, finalmente hein. Pensei que não vinha! –Denise falou agitada com seu jeito histérico de sempre.

-Não perderia essa festa por nada! –Carmem falou.

-Pois é, vou poder sair dessa seca eterna e achar um bofe pra mim na festa! –Denise riu.

-Também tô com esse plano! Vai tá cheio de gatinhas! –Titi falou.

-Pode crer! –Jeremias disse e eles fizeram um “toca aqui”.

-Até parece que vocês idiotas vão conseguir ficar com alguém, só se for com o Mr. Wiggles, que aliás está bem acima de vocês! –Carmem fala maldosamente e joga seu cachorrinho no colo de Jeremias.

-Hahaha!! –Denise se matava de rir.

-Vacilo aí! Eii, ele fez xixi, caramba!! –Jeremias falou zangado, segurando o cachorro.

 Toni começou a dirigir velozmente, enquanto todos gritavam animados.

>>Local da Festa- 22:30

 A diferença entre a festa da alta classe e essa de jovens era gritante e notável. Aqui, às favas com a orquestra, aparelhos de som estavam em todos os locais, tocando músicas bem animadas. Todos dançavam e curtiam, e muitos já estavam bêbados segurando garrafas de cerveja em suas mãos, enchendo a cara. Tocava agora, o novo sucesso de Zé Beto e Crispiano.

-Uhull!! –Toni estava bebendo, começando a ficar “alterado”.

-Essa festa tá demais!! Fico a noite toda na balada dançando até o chão! Zé Betoooo, Crispianoooo, lindos, gostosos, delíciassss –Denise gritava dançando.

 Titi estava sentado em um sofá, se beijando com uma mulher da festa.

-E você querida, vai arranjar alguém? –Carmem pergunta pra Maria Mello.

-Ah, não.... Eu tô saindo com o Nimbus lá da nossa sala, ele é um amor. Só vim pra dançar com as amigas mesmo. Além do mais, essa não é uma festa do tipo comes e bebes, então bônus pra mim!!

 Um cara cai no chão de tanto beber.

-Bom... Talvez só bebes, haha! –Maria Mello disse. Ainda mantinha seu rígido “regime eterno” em prol de seu grande sonho, sem ligar para as consequências disso.

-Sei... –Carmem fez cara de desinteressada.

-Pois eu não consegui ninguém, porcaria. –Jeremias chegou ali zangado.

-Desencana! Vai ver foi o cheiro do xixi do cachorro. –Denise riu.

-Há há há, muito engraçado... –Jeremias resmungou ironicamente- Ainda bem que aquela peste tá no carro.

 Carmem anda até Toni que estava dançando muito.

-Eu vou retocar a maquiagem e quando eu descer a gente pode ficar junto –Carmem passa a mão no peitoral dele.

-Acho uma ótima ideia! –Arqueia a sobrancelha e dá mais um gole em sua cerveja.

-Vem lindinha, hora de retocar a maquiagem. –Carmem puxa Denise pela blusa dela.

-Já tô indo.

 As duas saem em busca do banheiro, mas o local era gigante, até que elas chegam até o segundo andar e enfim encontram, no fim do corredor. Agora, elas conversavam na frente do espelho, passando batom e outros cosméticos.

-A festa tá incrível! Melhor noite ever! –Denise falou.

-Pois é, eu tô mesmo muito gostosa. O Toni vai cair em cima. – Carmem passa seu batom e faz biquinho pro espelho- impossível resistir.

-Tá maravilhinda, ô Barbie Girl. Vamos descer logo, temos que curtir cada minuto! –Denise falou ajeitando suas marias-chiquinhas.

-Pode ir descendo flor, vou terminar de passar meu rímel.

-Beleza, a gente se encontra lá em baixo. Beijos- meliga. –Denise sai correndo e gritando “festa”.

-Louca... –Carmem riu para si mesma enquanto terminava sua produção.

 Denise havia deixado a porta do banheiro aberta, e momentaneamente passa uma sombra correndo por lá.

-Mas quem.... –Carmem olhou para lá e viu que não tinha ninguém- Helloo, tem alguém aí? Toni, é você? Falei pra me esperar lá em baixo!

 O vulto passa de novo.

-Argh, vai assustar a vó. –Carmem fecha a porta do banheiro e a tranca- Bem melhor, privacidade. Deve ser só uns moleques que nunca viram uma garota gata na vida...

 Do lado de fora, alguém começa a bater na porta. As batidas viram chutes. Os chutes viram tentativas de arrombamento.

-Ou uma garota com muita diarreia. TÁ OCUPADO!

 Começam arrombamentos mais fortes. Carmem já se mostrava muito assustada.

-É melhor parar com essa brincadeira! Eu vou chamar a polícia!! Eu tô avisando! –A loira estava quase chorando de medo, até que o vulto consegue arrombar a porta que cai no chão, quebrada.- AAAHH!

 A pessoa, quem quer que seja, estava mascarada, com uma máscara de caveira fantasmagórica e vestindo um manto preto.

-Muito engraçado, Toni. Se é desse jeito que você quer, vamos logo com isso! –Carmem já abaixava a alça do seu vestido esperando qualquer reação por parte do garoto- Vamos, fala alguma coisa!

 O mascarado tira as mãos de trás das costas e mostra uma faca enorme e bem polida que refletia a luz do banheiro.

-AAAHHH!! –A reação imediata dela foi gritar, mas antes que pudesse correr, o mascarado bate no rosto da garota, que cai no chão e começa a tentar fugir engatinhando- NÃO!! SAI DE PERTO DE MIM!

 Carmem consegue passar pela porta destruída e começa a correr pelos corredores da enorme mansão, com sua cabeça ferida do soco. A garota não corria tão rápido por conta de seu salto enorme. O mascarado ia correndo atrás dela.

-SOCORRO!! ALGUÉM ME AJUDA! –Ela gritava por socorro enquanto tentava fugir e abrir algum cômodo do corredor, mas estavam todos trancados porque só o piso debaixo havia sido alugado. Ela pegou seu celular e discou o número de seu pai e foi chamando.

 Não demorou muito até ela ser pega pelo mascarado que a segurou por trás enquanto ela se debatia e gritava em vão. No momento que o celular dela caiu, ele pegou a faca e meteu no peito da garota e a empurrou no chão, enquanto ela já sangrava muito.

-AAAAHHHH!! –Carmem conseguiu fôlego para gritar.

 Os gritos da garota não eram escutados por ninguém, por conta do alto som que estava na festa, todos dançavam e curtiam enquanto ela estava lá em cima sendo esfaqueada por um mascarado.

-AAAAAHHHHH!!- ela foi levando múltiplas facadas no coração.

 O mascarado levantou de cima dela e pegou sua faca, enquanto Carmem tossia sangue e posteriormente fechava seus olhos, morta.

-Alô, Carmem? Carmem? Já é pra eu te buscar, filha? – O pai falava pelo celular da garota, que estava manchado de sangue.

 O assassino encerrou a chamada e andou até o banheiro onde ela estava se maquiando, pegou o batom da garota e o colocou no bolso, depois fugiu.

>>Andar de baixo

 Jeremias volta de onde estava com mais um copo de cerveja.

-Ei, alguém viu a Carmem? Ela sumiu po.

-Ela ainda deve estar se maquiando lá em cima, sabe como é, muito perfeccionista na make. –Denise falou dando de ombros.

 O mascarado aparece no andar de cima e joga um corpo de alguém, que despenca e se estabaca no chão. Ele foge mais uma vez.

-Mas o quê que é isso?

 Todos pararam de dançar e ficaram em volta do que tinha sido lançado lá de cima.

-CARACA! –Titi gritou.

-Mas é a.... é a....

-CARMEM!! –Denise começou a gritar desesperada, enquanto todos olhavam para o corpo ensanguentado da jovem.


Notas Finais


E então, o que acharam? Podem me dar sugestões, críticas construtivas, apontar erros ou outras coisas em que posso melhorar. Agradecido desde já.


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