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História Screw my life • The Wilds - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Hellooo guys!
Jazz aqui ;)
Temos boiolagem de sobra hoje, os refrescos aleluia arrepiei!
Boa leitura :DDD

Capítulo 10 - 9. Kiss me before everybody wakes up


Eu voava ao lado de Toni, às vezes ela beijava meu rosto e eu ria contra a boca dela…
Eu nunca me sinto tão segura como quando estou com a Toni…
Ouvi algumas batidas e abri a porta da casa, não havia ninguém, mas as batidas continuavam.

—Não vai abrir, amor? —Toni disse e eu travei...amor...? —Acorda. —Disse e eu cai num buraco escuro. Me sentei na cama de supetão, estava sonhando...um sonho bom com ela...e então ouvi as batidas do sonho.
—Psiu! —Olhei para a janela, era Toni do lado de fora.
—Ei?! —Exclamei sussurrando para ela um tanto confusa, me levantei, andei até a janela e a abri.
—Oi Rapunzel, eu sou seu cavalheiro da armadura brilhante! Vim te tirar da torre! —Disse sorridente.
—Você fumou maconha? Antes de vir pra cá?!—Perguntei confusa, ela estava doida?
—Claro que não! Eu só fumo às vezes pra relaxar...enfim, desce aí, vou te levar num lugar.
—Que horas são? —Eu disse procurando meu celular no criado.
—Anda logo Shelby! E traz uma blusa de frio. —Ela disse começando a descer…? Fiz o que pediu e olhei para baixo.
—Você roubou a escada do vizinho?! —Perguntei.
—Peguei emprestada pra resgatar você, pelo que sei, ainda não tem cabelos gigantes pra eu subir —Deu os ombros.
—Tá, segura a escada por favor.
—Medrosa…—Provocou e eu revirei os olhos. Passei a moldura janela e comecei a descer.
—Bom dia, princesa! —Toni disse beijando minha bochecha e eu corei.
—Bom dia? —Perguntei depois de processar o que ela havia dito.
—São exatas 4:15 da manhã, nós vamos num lugar rapidinho ok? Vem comigo. —Disse segurando minha mão...o encaixe perfeito me deixava sem ar…
—É muito longe?
—A pé sim, mas a minha carteira ficou pronta finalmente! —Respondeu —Tio Rick e eu consertamos um carro velho do falecido pai da Martha, pra minha surpresa ele deixou eu pegar o possante de vez em quando...então aqui está o meu ferro velho! —apontou para um carro de carroceria realmente com cara de muito velho. Ela abriu a porta pra mim.
—Obrigada, mas acho que aqui é a motorista não? —Eu disse.
—Ah...a gente não conseguiu fazer a outra porta abrir ainda…—disse com um pouco de vergonha e eu sorri, era fofo.
—Tudo bem. —Deixei um beijo em seus lábios e entrei no carro, só haviam duas portas e estava bem limpo por dentro, por fora parecia mais...rústico? E não tinham bancos traseiros, só um espaço vazio e algo que parecia ser uma boia inflável vazia.
—Os bancos estavam muito velhos, não deu pra restaurar… —Disse dando partida no carro. Eu nunca havia ido para aqueles lados da cidade, eu morava numa área mais central, e ali estávamos indo pro sul. Toni guiou o carro até uma estrada de chão e eu achei estranho, onde ela queria me levar? Nós subimos muitos morros e por alguns momentos eu tive medo de que o carro não conseguisse subir...mas deu tudo certo. Ela estacionou perto de uma árvore, estávamos numa montanha. Vesti minha blusa de frio, estava completamente escuro do lado de fora, ela saiu e fez com que eu saísse também, pegou algumas coisas no carro e disse para eu fazer qualquer coisa menos olhar, porque era uma surpresa. Decidi ir até a árvore, estava há uns 2 metros do carro, era uma árvore de lichias, vi algumas maduras, as colhi e comi algumas, estavam deliciosas, depois de alguns minutos Toni me chamou.
—Não é muita coisa, mas é um lugar que eu gosto de vir de vez em nunca...porque eu precisava de alguém pra me trazer e sei lá, é bonito...queria te trazer aqui. —Disse meio envergonhada e eu olhei para a carroceria do carro, agora a tampa estava aberta e tinha um colchão inflável lá...eu sorri e ela também, subimos e nos deitamos.
—Eu adoro ver as estrelas...procurar sirius, as três marias...ou só ligar os pontos e formar coisas...mas aqui, é só lindo, longe de toda a iluminação da cidade, é mais fácil de vê-las. —Toni disse olhando pro céu e eu olhava para ela falando tão apaixonada…
—É linda…—Ela olhou pra mim e sorriu, se aproximou esticando o braço pra mim e eu me deitei lá, apoiada contra ela, sentindo seu cheiro, o calor do seu corpo, as batidas do seu coração, e vendo uma linda paisagem no céu.
—Eu estou apaixonada por você…—Disse tímida, quase num sussurro, em seguida suspirou. Eu sorri olhando pra ela, tomei seus lábios, a sintonia que nós tínhamos era surreal, seus lábios contra os meus dançavam lentamente aproveitando cada segundo, nossas línguas se entrelaçavam com maestria e eu podia sentir suas mãos fortes contra meu corpo, era apaixonante, era quente, era algo totalmente novo que eu queria para sempre. Me separei dela.
—Eu também estou apaixonada por você. —Eu disse me sentando em seu colo e olhando para ela, ela apertou suas mãos contra minha cintura, eu quase podia sentir suas unhas curtas contra minha pele.
—Eu odiava o jeito que você era estranhamente sempre positiva, princesa. O jeito que me olhava, que aquelas besteiras homofóbicas saiam da sua boca e agora eu tô aqui, beijando-a, te desejando cada vez mais, a única divindade que eu quero adorar é você...o que você fez comigo Goodkind?—Ela tinha um sorriso safado e eu ri.
—Eu invejava a sua liberdade e agora a única que me faz livre de verdade é você. —Ela sorriu e se aproximou de mim novamente, tocou meu rosto e me beijou lentamente...as minhas mãos foram automaticamente em direção a ela, e ela deslocou uma das mãos para meu pescoço controlando o beijo e a outra começou a desbravar meu corpo...eu sentia arrepios em cada lugar que ela tocava…
—Shelby...vamos parar…—Ela disse um pouco ofegante, a lua cheia iluminava o céu naquele dia, eu podia ver os olhos dela queimando, suas mãos pararam de se mexer, ela ameaçou tirá-las do meu corpo e eu prontamente as segurei, seus olhos transbordavam desejo, ansiedade...minhas mãos estavam sob as costas das mãos dela, forcei-as contra minha cintura e rebolei contra seu corpo —Shelby...—Disse ofegante, tomou um fôlego e continuou —eu não quero que seja assim a nossa primeira vez…
—Não vai ser assim...mas eu preciso de você...—Eu disse mordendo os lábios.
—Eu não quero que a gente se precipite —Respondeu.
—Vamos devagar, eu confio em você. Sei que se eu pedir pra parar, você vai. —Ela assentiu e eu ataquei seus lábios. Ela não negou ou exitou, dessa vez eu senti suas unhas contra minha pele. Por algum motivo eu sentia aquela sensação todas as vezes que Toni me tocava, era um calor diferente, qualquer preocupação parecia desaparecer e eu só queria ela. Comecei a tirar meu casaco, ela fez o mesmo.
—Tem certeza que quer começar isso? Eu te desejo, mas tudo que me importa é quem você é. A gente pode começar a avançar para a próxima base aos poucos, eu não me importo de esperar.
—Eu quero...—puxei sua camiseta e tirei a minha, sua boca foi ao encontro do meu pescoço, deixava pequenas mordidas e beijos, eu me segurava mas não conseguia, Toni tirava qualquer sanidade que eu tinha. Me apertava contra seu corpo, ela tinha uma das mãos na base das minhas costas, num movimento instintivo desci suas mãos e ela me olhou, estava vermelha, eu ri. —Ficou com vergonha, Shalifoe? —Provoquei
—Você está muito sem vergonha, princesa. —Disse bem próxima a minha orelha e a mordeu —Não sabe com quem está se metendo. —Dessa vez, quando olhei em seus olhos, ela tinha um semblante malicioso, sorria como se estivesse prestes a fazer algo que queria há muito tempo.
Cada beijo, mordida, cada toque, me deixou extasiada. Apesar de ambas querermos mais e mais, não aconteceu ali, ela disse que a primeira vez de uma garota como eu deveria ser especial. E por mais luxuriosos que os seus toques fossem, ela me respeitou em cada um deles, sempre me perguntando o que eu queria...Toni sabia que o processo de aceitação de uma pessoa é demorado e dolorido. Esse foi outro motivo para não termos avançado.

Agora eu estava ali, protegida por seus braços, sentindo seus suspiros contra meu pescoço, me sentindo mais feliz do que em toda a minha existência. Era eu e ela, vivendo no nosso mundinho. Eu rezava para todos os santos que conhecia, pedindo que o tempo parasse e eu continuasse ali, nos braços dela, sentindo o calor do seu corpo contra o meu, com apenas a Lua e as estrelas como testemunhas.
Mas uma hora ou outra, somos forçados a encarar a vida real.

—Shelby...—Me cutucou.
—Humm? —Eu resmunguei.
—A gente tem que ir...são quase 6 da manhã, não é a hora que seu pai acorda?
—Uhum…—Se levantou me deixando deitada.
—Vamos, princesa… —Tinha um sorriso e um semblante tranquilo.
—Vamos...—Levantei e ela começou a esvaziar o colchão para guardá-lo, agora suas sobrancelhas estavam um pouco curvadas e ela mordia o lábio inferior, como se estivesse concentrada no que fazia...num impulso, lhe roubei um beijo e ela sorriu pra mim. Aquele sorriso poderia iluminar a mais densa das noites...aquele sorriso era uma das coisas que ainda me motivava a levantar da cama.
—Pronta, Shelbs? —Disse acabando de colocar tudo dentro do carro.
—Eu prefiro quando você me chama de princesa. —Disse mandando a vergonha pra puta que pariu.
—Acho que eu posso viver com isso, princesa. —Sorriu terna pra mim e deu ênfase na última palavra. Ela abriu a porta do motorista, eu entrei e logo fui para o banco do passageiro. Toni entrou, ligou o carro e pediu que eu colocasse o cinto, assim fiz. Minha mão repousava em cima de minha coxa e meus olhos acompanhavam a estrada, assim que voltamos para o asfalto, senti a mão dela capturar a minha, entrelaçou seus dedos nos meus e só os soltava quando ia passar marcha. Ela sem dúvida me ganhava com esses pequenos gestos, às vezes a gente só precisa de carinho, atenção...amor...e Toni me dava tudo isso.

Era impulsivo, eletrizante, emocionante, assustador e apaixonante todo momento ao lado dela, seja num banheiro olhando nos seus olhos enquanto ela te diz coisas lindas, seja roubando a escada do vizinho...seja beijando seus lábios.

Nos despedimos no pé da escada com um beijo que durou 9 ou 10 segundos mas eu podia jurar que tinha durado uma vida inteira...

Minha cama era incrivelmente espaçosa e eu só conseguia pensar se um dia ela iria ocupar aquele espaço comigo, se eu teria a sorte de poder acordar todos os dias do resto da minha vida com ela...em meio a sonhos e devaneios, adormeci torcendo para ter outro sonho com ela. 

 


Notas Finais


E aí? Ficaram soft com a boiolagem ou nem?
Eu fico super gatilhadaaa, quero chameguitos
Espero que tenham gostado, até a próxima att.
Jazz, desliga.


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