História Se eu Ficar - Capítulo 1


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Categorias Rodrigo "Saiko" Ximenes
Personagens Personagens Originais, Rodrigo "Saiko" Ximenes
Tags Andre, Meiaum, Saiko, Sycaro, Tawan É Corno, Tawo, Tawonauta, Ycaro, Ycro, Ykuuro
Visualizações 114
Palavras 1.735
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Avisos;

❥Nenhum dos personagens nos pertence. Links do canais, twitter e instagram de cada um nas notas finais.

❥Qualquer comentário desnecessário será excluído.

❥Nos avise sobre qualquer erro.

❥Em nenhum momento tivemos a intenção de ofender alguém. Caso não tenha gostado de algo, nos diga que iremos retirar.

❥Peço que o spirit ADICIONE LOGO A PORRA DA CATEGORIA DOS GAROTOS.(garotos= meiaum, tawan e ycro)

❥Boa Leitura <3

Capítulo 1 - .dominó


O seu coração batia forte a medida em que os segundos se passavam, e as mãos trêmulas abraçavam a toalha com força. Suava, com medo do que aconteceria assim que entrasse naquele banheiro. Agarrou a maçaneta e respirou fundo — teria de pôr um fim naquilo.

— Tio, o senhor vai tomar banho?

Ycaro murmurou um ‘sim’ bem baixinho como resposta para a pergunta de seu sobrinho e entrou no cômodo. Trancou a porta e largou as chaves na pia, colocou a toalha em cima da privada e a abriu, despejando as diversas cartelas e potes com remédios que havia encontrado por toda a casa.

O loiro colocou as mãos em seus bolsos na procura da carta que havia feito e de seu celular que vibrava, sinalizando uma chamada. Teve tempo de deixar a carta ainda bem escondidinha entre a lixeira e o vaso, desbloqueou o seu celular e prendeu a respiração por um momento inteiro ao ver que Rodrigo estava a lhe ligar.

Atendeu, ainda com o ar preso nos pulmões.

Arrombado, topa participar da live?

Ficou calado, pensando se devia falar algo. Pensou durante alguns segundos, ignorando Saiko perguntando o porquê da demora:

— Rodrigo. — A voz falhou um pouco, a respiração ficou mais pesada e algumas lágrimas se formaram no canto de seus olhos aflitos — eu não vou poder.

— Ycaro ‘tu tá chorando? O que houve? Aconteceu alguma coisa que eu não tô sabendo? — Saiko adotou uma postura preocupada.

Carlos soluçou, apertando o celular com força. Encerrou a ligação jogando o celular pra longe, tendo o nervosismo como o seu fiel companheiro. Ycaro tremia, sentindo toda a confusão trazida pelo desespero em um misto de sensações ruins que bagunçavam a sua cabeça.

Ele ignorou o barulho que alertava sobre outra ligação de Saiko. Estava decidido. Colocou todos os remédios que pode em sua mão e respirou fundo a fim de pegar todo o ar que era capaz. Iria deixar aquele lugar. Toda aquela situação, todo aquele mundo.

 

...

Abriu seus olhos com cuidado, sentindo suas costas doerem e a claridade fazer seus olhos arderem. O local onde estava era desconhecido, estranho, e estranhamente branco.

— Levante-se, menino. — Alguém o chamou, estranhou, já que a voz não era semelhante a de nenhum de seus amigos. Ficou em pé e a medida em que seus olhos se acostumavam com a luz, ele finalmente havia percebido que estava em uma espécie quarto branco. Viu uma figura com um tipo de manto preto e rosto coberto, no canto do quarto, encarou medroso aquela coisa e tomando alguma coragem, arriscou perguntar:

Onde é que eu ‘tô?

— Sem perguntas, Carlos. — A figura se aproximou lentamente, arrastando no chão o tecido que cobria seu corpo. — Não era para o senhorio morrer. É jovem demais, pelo que me lembro era para morrer de velhice.

Arregalou os olhos e se afastou com um pulo para trás. Aquilo só poderia ser um sonho bizarro. Será que estava no hospital, internado, e que na verdade tudo aquilo era a sua cabeça pregando-lhe peças?

— Deixe-me lhe explicar uma coisa, criança. — As mãos cobertas com luvas azuis levantaram o pano, pousando nos cabelos dourados do menino.  — Todos que são humanos tem uma alma. E no caso, sempre que uma alma abandona seu corpo ainda tendo toda uma série de coisas para fazer e vidas para afetar, o remorso por atitudes não tomadas acaba por vagar pelo mundo, já que a confusão não o deixa descansar em paz. Não após mudar todo um plano de lá de cima.

— Então por que é que tu tá aqui comigo? Se é assim, eu deveria tá é passeando pelo mundo, não conversando com tu, bicho estranho.

O estranho deu um puxão no cabelo do garoto, suspirando em frustração em seguida.

— Tenha mais respeito comigo, garoto. Sua morte não deveria ser assim. Deveria acontecer daqui há cinquenta e dois anos, e não agora. Não dessa forma estúpida. Essa sua decisão egoísta vai funcionar como um efeito dominó. Sua morte vai causar consequências que não deviam acontecer. E isso acaba por dificultar meu trabalho, já que mais pessoas vão seguir pelo mesmo caminho idiota que você seguiu. — Ele enrolou uma das mechas do cabelo loiro em um de seus dedos, entretido com o cabelo comprido — Terá vinte e um dias. Vinte e um dias para resolver se vai permanecer nesse mundo ou ir embora. Geralmente não dou segundas chances para as pessoas resolverem assuntos como estes, mas todos que você conhece irão sofrer de alguma maneira, e isso acarretará em mais mortos. E a sua desgraça foi uma algo que realmente não estava pressuposto de acontecer. Irei permitir-lhe que resolva seus assuntos e permaneça vivo para o bem conjunto, a menos que não se importe com seus amigos e queira morrer definitivamente.

— Eu não quero não. Eu me matei pra não ‘fica vivo, num vou voltar. — Fez birra.

— Carlos, você só tem essa chance. Poderá partir assim que disser que cansou. Respeitarei a sua escolha, mas se recusar irá ter de ficar vagando pelo mundo em constante dor e agonia pelo seus feitos egoístas.

Ycaro encarou seus próprios pés, pensou que realmente seria bom voltar. Queria saber o que havia acontecido com os outros a sua volta e se eles se importavam-se tanto, talvez valesse a pena voltar. E se os outros acabariam mortos também por aquilo? Ele não conseguia pensar em ter um peso maior nas costas do que assistir a decadência de cada um.

— Tá bom, eu volto.

— É uma escolha sábia.

Dito e feito. A sombra do ser espiritual o jogou para o vão que nem ele mesmo havia notado que existia, seu corpo se resumiu a pó quando sentiu o impacto e praguejou com a voz que não conseguia sair de seu corpo o quão maldito aquele demônio deveria ser. A dor que percorreu o seu corpo pela queda, foi a mesma que o fez acordar.
 

...

Levantou com o impacto de maneira brusca. Embolou todos os fios que estavam presos a sua cabeça, assustando quem estava lá para visita. Uma mulher, em especial que tinha olheiras profundas e a idade aparente nos pés de galinha do rosto deu um grito tão alto de pavor que até mesmo o seu marido havia se assustado.

Médicos vieram e de um momento para outro Ycaro havia se tornado a atração mais importante do hospital. Ele perguntava-se quem eram os estranhos que davam-lhe beijos molhados pelo rosto e diziam coisas bonitas, foi carregado de lá para cá a fim de fazer diversos exames e no final do dia Ycaro havia ficado conhecido como o “Milagre de Fortaleza” por toda a equipe médica que o tratavam como um caso excepcional. Mas de quê? No final de doze horas o menino já estava liberado, sentindo-se cansado ele estava sentado na maca no quarto individual que estava.

Se sentia estranho, uma coisa Ycaro não conseguiria negar. Aproveitando o momento a sós consigo mesmo, olhou para as mãos mais atentos. Mas não pareciam as suas mãos. Os pulsos marcados, assim como algumas cicatrizes pelas pernas denunciava que quem quer que fosse aquela pessoa, teria muito a relatar consigo mesmo. Passou a mão pela cabeça, alcançando a franja castanha na altura da testa e o cabelo na altura dos seios. Seios. Assustou-se por notar aquela coisa ali, as bochechas ficaram vermelhas com o espanto e o grito foi abafado pelas mãos macias.

— Tem algum problema aí, filha? — A mãe, que ele sabia que estaria do lado de fora toda ansiosa questionou mediante o barulho.

— Não, não. Tá tudo bem aqui.

Tinha que tirar a prova. Não era possível que aquilo de vinte dias não tenha se passado de um sonho mal contado, uma grande piada provinda de uma overdose de remédios de tarja preta. Mordeu o lábio inferior, não era um grande ideal levantar o vestido hospitalar e ter logo a certeza de que porra estava a acontecer.

O PORRA, ME DEIXA EU VER MEU AMIGO Ó CARALHO! — Ycaro assustou-se com a voz familiar. A alegria tomou conta do seu coração pelo sentimento de nostalgia e logo deixou de lado a besteira de olhar debaixo das saias, correu para a porta a fim de receber o amigo de uma década.

Só que Saiko, não estava lá para visitar aquele Ycaro.

A Mãe de quem lá fosse Ycaro o encarou surpresa pela súbita saída do quarto. Sorria de maneira reconfortante e seja lá quem ela fosse, com certeza seria uma grande amiga de sua própria mãe. A senhora mesmo esbanjava felicidade, afinal, a sua filha havia voltado de uma morte cerebral.

—  Tem é louco por essas bandas. — comentou a senhora. — Passou um rapaz aqui berrando pra ver outro rapazinho. Acho ele veio ver aquele que tava aqui ontem a noite, tentou se matar e tudo.

Ycaro remoeu-se de ansiedade.

— Pra onde é que ele foi? — perguntou o loiro prestes a escapar daquele lugar a qualquer momento.

— Você deveria descansar filha, a sua situação foi traumatizante demais. Volte para o quarto. Deve estar cansada. — A mulher preocupada recuava Ycaro de volta para o quarto.

— Eu… Eu preciso de água ó. — mentiu, livrando-se dos braços da mulher.

— Pois fique aqui, fique aqui. Eu te trago um copo d'água.

Obedeceu por um segundo inteiro. Nem esperou a senhora se afastar quando começou a correr para longe, mesmo que as pernas finas fraquejassem, o menino sentia a necessidade de ver Rodrigo. Pedir desculpas pelas besteiras que havia cometido, queria começar de novo, o loiro queria provar que podia ser melhor.

A mulher e o seu marido vieram atrás dele, mas pouco importava. Os sons pareciam confusos em sua mente, e tudo parecia em câmera lenta: A visão de Saiko atravessando o corredor, berrando com todas as suas forças enquanto outros dois amigos tentavam o acalmar era de quebrar qualquer coração. O moreno era claramente um dos mais afetados por aquilo, ele repetia palavras sem sentido e martirizava qualquer outro que tentasse dizer qualquer palavra reconfortante que fosse. E Ycaro assistia aquela cena com o coração na mão. Nunca quis fazer mal. E agora, tudo o que o loiro queria era dar um abraço em Rodrigo e dizer que tudo iria ficar bem.

Os seus olhos se encontraram por questão de segundos, antes que a dona Silvia tocasse os ombros de Ycaro e o forçasse a recuar para o seu quarto onde deveria permanecer em repouso. Longe de tudo, mas mesmo assim perto de todos.

 


Notas Finais


memórias são só memórias,
dias de luta, dias de glória.

saiko; [twitter]https://twitter.com/SaikoMene?s=09, [instagram]https://www.instagram.com/saikomene/ e [youtube]https://www.youtube.com/user/SaikoJoga & https://www.youtube.com/user/Saikanagem

ycro; [twitter]https://twitter.com/ykuuro?s=09, [instagram]https://www.instagram.com/ykuuro/ e [youtube]https://www.youtube.com/channel/UCHxUvRJB7ypxsC_2_8pnXjw

esperamos que tenham gostado <3


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