História Se Eu Fosse Você - Capítulo 4


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Palavras 2.160
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Magia, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


uai

Capítulo 4 - Plano do caralho


Quer saber? Foda-se essa merda também.

- Sabe de uma coisa?

- O-O que?

- Não menti mesmo, e daí?



adeus mundo~



— Você é gay? Mesmo?

— Wolfhard, se eu disse que sim, é porque é verdade, pô!

— Uau... Por essa eu não esperava.


Por que ele estava tão surpreso?


— Ué, não entendendo essa indignação.

— Mas não estou indignado, só... Chocado, acho. Nunca achei que você gostasse de meninos...

— Tá, agora sabe que gosto, mas é você?

— Eu o quê?

— Você realmente é hétero?


Antes que Finn pudesse responder, a porta do quarto foi aberta. Era a mãe dele.


— Oras, quem é você? – senti que a pergunta foi um pouco agressiva.

— E-Eu? Eu sou seu vizinho, mãe.


Ah, puta que pariu, garoto burro!


— Quer dizer, senhora Wolfhard... – deu um sorriso de nervosismo.

— O que mora ali na frente e trouxe os biscoitos quando viemos morar aqui?

— S-Sim!

— Aproveitando que está aqui, devo dizer que eles me deram uma reação alérgica, nunca mais traga aquilo para minha família! – fez uma careta de nojo.


Como é?

Aquela velhota estava falando mal dos biscoitos da minha mamãe?

Ah mas isso não fica assim-


— Bem, mãe, acho que pode dizer o que veio fazer no meu quarto, não é? – me segurei.

— Vim ver se estava bem, mas parece que não, este rato está aqui!

— M-Mas foi o Finn que me chamou e-

— Chega de falar, coisinha! Não quero imundos como você dentro da minha residência! – ela empurrava o próprio filho sem saber para fora da casa, enquanto eu seguia os dois tentando impedir.

— Mãe, ele é meu amigo!

— Somos amigos?

— CLARO!

— Meu chuchu... – a mais velha se virou para mim e tentou me empurrar para dentro do quarto – Entenda, seus amigos devem estar a sua altura, como o Wyatt. Ele não é fofo? É seu melhor amigo...


Vi Finn gesticular com a boca o nome "Sophia", então me liguei.


— Minha melhor amiga é a Sophia.

— Puff! Outra ratinha... Querido, você deve entender que é melhor que eles. Anjos no céu e ratos na terra, não é mesmo?


Eu juro que se estivesse no meu corpo, iria falar "é por isso que você está na Terra", porém me segurei para não dar na cara daquela desnaturada. Finn que me perdoe, mas sua mãe era um saco e merecia um soco.


— Não precisa me expulsar, eu saio sozinho. Finn, nos falamos por telefone! – sussurrou a última frase e saiu por conta própria.

— Ufa! Ele foi embora!

— Não entendi, ele é meu amigo, por que não gosta dele?

— Ele parece... Pobre. Credo!

— Julga as pessoas pela aparência? Que pena, mamãe. Achei que você fosse uma pessoa melhor!

— COMO É QUE É? EU NÃO TE DEI O DIREITO DE FALAR ASSIM COMIGO, MOCINHO! ESTÁ DE CASTIGO! SEM CLUBE POR UM MÊS!


Fingi me atingir com aquilo e tranquei a porta do quarto, eu nem gostava de clubes mesmo.

Depois de me jogar na cama e sentir algo triste no peito, peguei o celular e liguei para mim mesmo (isso nunca perde a graça).


— Finn?

— Desculpa por minha mãe ser assim, ela não toma jeito...

— Tudo bem, eu não me importo. Se sente triste quando isso acontece?

— Bem... – o tom de sua voz pareceu triste – Às vezes. Ela não é má, apenas não aprendeu a aceitar as pessoas direito. Achei que quando ela conhecesse Sophia, a história poderia mudar, mas na verdade não... Sophia não é pobre, é de classe média, mas mesmo assim minha mãe a considera inferior. É por isso que ela me põe em tantos clubes, ela quer que eu faça amizades que estejam no meu nível, mas isso é ridículo.

— Acho que entendo... Um pouco. Tem gente que não gosta de mim pelo simples fato de eu ser gay, mas isso não me incomoda na verdade. Não é como se eles pudessem mudar isso, não tem como escolher de quem gostar.

— Entendo...


— Oi?



Foi nesse momento que eu congelei.

Como assim ele entende?



— Como assim "entendo"?

— A-Ah, ué, não é como se minha mãe pudesse mudar minhas amizades! – senti uma pontada de nervosismo.

— Você não sabe mentir, cara.

— E você é um ridículo de um radar.

— Então você é gay?

— É o quê? Não! E-Eu...


Antes que eu pudesse obter uma resposta certa daquilo, o celular mostrou que Noah estava ligando.


— Noah está ligando, daqui a pouco nos falamos, Finn Wolfhard. – encerrei a chamada sem respostas e atendi a de Noah – Alô?

— GRAZER!


Distanciei o celular do ouvido, aqueles gritos foram bem altos.


— POR ONDE ANDOU? VOCÊ MATOU AULA? É MUITA COINCIDÊNCIA QUE FINN TAMBÉM SUMIU, DO NADA?!??

— Olha... Schnapp...

— FINN? É VOCÊ? TÁ COM O JACK?

— Não, Noah! É o Jack!

— MAS ESSA VOZ É DO FINN!

— Para de gritar, criatura!

— ENTÃO ME DIZ QUE MERDA TÁ ACONTECENDO!


Suspirei.


— Acho que você não vai acreditar em nada do que eu vou dizer, mas tudo bem. Venha até minha casa.

— JÁ TO QUASE NA ESQUINA, SEU CUZÃO!

— Vai na casa do Jack!

— O QUÊ? MAS ESPERA- – desliguei.


Ótimo, agora era hora de esclarecer as coisas com meu melhor amigo.

Desci e dei de cara com Natalia, mas apenas nos encaramos por meio segundo.


Acho que ela havia chorado.


Passei pela sala e lá estava a dona Wolfhard, sentada no sofá.


— Onde vai, filho? – viu eu abrir a porta.

— Me encontrar com uns amigos...

— Que amigos? Finn Wolfhard... Não pense em aprontar pelas minhas costas.

— Tá bom, mãe. Só vou me divertir um pouco, não posso?


Ela ficou me dando lição de moral por alguns minutos, minutos suficientes para eu conseguir ver pela janela Noah entrando na minha casa.


— Tchau, mãe!

— FINN WOLFHARD!


Corri para o outro lado da rua e bati na porta, sendo atendido pelo meu pai.


— Ora, o que o vizinho está fazendo aqui?

— Oh, tenho que fazer um trabalho com o Jack...

— São da mesma sala de aula?

— S-Sim!

— Sem problemas, garoto. Jack está lá no quarto, pode subir. Sabe onde é?

— Eu me viro!


Saí correndo como o Flash, e quando abri a porta do meu próprio quarto, pude ver Noah gritando só do jeito que ele sabe comigo que na verdade era o Finn, e uma das coisas que ele disse, me quebraram.


— TÚ FUGIU DA ESCOLA COM SEU CRUSH? NEM PRA ME AVISAR E-... PORRA, WOLFHARD TÁ AQUI?


Me ajeitei a saí da pose de "cheguei atrasado mas cheguei" e entrei no quarto direito, fechando a porta.


— Oi, Noah...

— Então vocês dois fugiram mesmo da escola JUNTOS? GRAZER, SEU SONHO SE REALIZOU! EU NÃO TÔ ACREDITANDO!


Bati na minha testa e esperei o desespero e felicidade do meu melhor amigo passarem, para finalmente me sentar ao lado de mim mesmo.


— Ele sentou do teu lado, tu não falou nada até agora, que merda é essa?

— Noah... Eu sou o Jack. – falei.

— E eu sou o Finn, haha...

— É o quê?


Então, quem explicou a história inteira foi Finn, então Noah começou a rir.


— QUE ENGRAÇADO! – gargalhou – TROCAR DE CORPO? ACHAM QUE UMA DESCULPA RIDÍCULA DESSAS COBRE QUE FUGIRAM DA ESCOLA JUNTOS? QUE PIADA!


Depois de rir por muitos minutos, o babaca se deu conta que aquilo não era brincadeira, então se sentou cruzando as pernas e se inclinou para frente.


— Isso é sério?

— Parece brincadeira pra você? – falei.

— Espera, espera, espera: isso é algo que Jack diria, não você, eu acho.

— Eu já expliquei que magicamente nós trocamos de corpo!

— Eu ainda não tô acreditando! Você! – apontou para mim – Se você é realmente o Jack, diga algo sobre mim que apenas você sabe.

— Já usou as roupas e maquiagem da sua mãe, isso faz menos de uma semana.

— Não era pra você falar uma coisa tão secreta assim! – quase voou no meu pescoço. – Eu só contei isso para o Jack e fizemos o juramento de bff's!

— Eu já disse, a gente trocou de corpo!

— Você fica quieto! – Noah se virou para Finn e o mesmo se calou, acabei rindo – Então... Você é o Jack no corpo do Finn? E você é o Finn no corpo do Jack?

— Eu já disse isso!!! – só faltava o coitado explodir.

— Faz quanto tempo que trocaram?

— No sábado eu estava no corpo do Finn, no domingo voltamos ao normal e hoje trocamos de novo. Será que vai alternar pra sempre?

— Ei, ei, ei! Isso significa que... Aquela chamada de duas horas que tive com Jack pela manhã... Na verdade eu falei com o Finn? – começou a rir – Não acredito! Era por isso que você estava tão confuso!

— Confuso? Falaram sobre o que?


Noah estava gargalhando novamente, Finn colocou uma mão na testa e eu estava confuso.


— Agora tudo faz sentido! Achei que o plano foi posto em prática mas você não me avisou como! Cara, que engraçado!

— Noah Schnapp! Sobre o que vocês conversaram?

— Sobre o Finn e um plano pra você conquistar ele! Coitado, o próprio Finn sabia do plano pra conquistar ele mesmo! Tadinho, ele não estava entendendo nada, eu tô- – ele mesmo se interrompeu para gargalhar.


Eu fiquei mais vermelho que batom matte, juro.

Finn e Jack armaram um plano para eu conquistar Finn, estou chocado, pasmo, envergonhado e tudo que é possível.


— Acho que é melhor deixar vocês conversarem aí, mas olha, sempre que trocarem de corpo, me avisem, falô? Tô vazando! – saiu do quarto rindo, cochichando pequenos "que engraçado!".


E quando acho que não poderia ser mais azarado, a vida me mostra que sim: eu posso ser mais azarado.


— Quero explicações. Por que essa chamada não estava nos registros?

— B-Bem... É que...

— DESEMBUCHA!

— EU APAGUEI DOS REGISTROS!


Me levantei da cama e fiquei andando de um lado para o outro.


— Tu sabia que eu gostava de você e mesmo assim fingiu?

— Fingi... O que?

— Fingiu que não sabia que eu era gay.

— Olha, foi mal, não era pra ser assim. Eu não sabia quase nada sobre você quando acordei em um corpo estranho...

— Ótimo, então eu realmente não existia para você antes disso, eu realmente precisava fazer alguma coisa pra você me notar, não é? Mas você é o hétero, era apaixonado pela Millie, que chances um garoto como eu teria?

— Grazer, Você tá entendendo as coisas meio errado, me deixa-

— CALMA AÍ! Se você ajudou a armar o tal plano... Espera que plano é esse?

— Me deixa falar-

— Tava fazendo um jogo comigo? Naquela hora, você disse que sentiu que eu não estava mentindo... Será que era você que sentiu que você não estava mentindo quando eu disse aquilo no seu corpo?

— ME DEIXA FALAR, PORRA!


O olhei com raiva, mas me calei.


— Grazer, me deixa falar, huh? Senta aqui, toma água, sei lá! Se acalme!


Me sentei ao seu lado, meio afastado. Eu estava putasso, sério. Ele sabia que eu gostava dele e ainda assim fingiu, não me contou sobre a chamada e nada!


— Conta logo antes que eu cometa um crime de ódio!

— Olha... Tudo começou quando foi entregar os biscoitos. Eu senti no fundo que alguma coisa doida ia acontecer entre eu você, e no fim, deu essa troca louca de corpos. Eu disse que não sabia QUASE nada sobre você, não é? Eu sabia quem era seu melhor amigo, nós somos da mesma sala de aula, vizinhos, como eu não saberia da sua existência?

— Isso é verdade, mas-

— É a minha vez de falar, cale-se!


Fiz uma cara brava e bati o pé direito no chão.


— Continuando... Depois da troca de corpos, fiquei meio confuso. Acordei com seu telefone tocando, seu amigo acorda tão cedo assim?

— Normalmente, não.

— Pois é! Que estranho, não? Parece até... Sei lá, o destino...

— O que quis dizer com isso?


Espera aí:

Se foi ele e Noah que armaram o plano, então...


— QUANDO VOCÊ VOLTOU PARA SEU CORPO, TENTOU REALIZAR O PLANO COMO SE ESTIVESSE INTERESSADO EM MIM?!?

— Jack, me deixa falar, por favor?


A esta altura do meu desespero, Finn ria e eu andava de um lado para o outro novamente como um idiota.


— Eu iria colocar o plano em prática no seu corpo, para seu amigo não desconfiar de nada, mas parece que destrocamos e não deu certo... Achei que se eu tomasse a iniciativa, seria mais fácil pra você.

— Mas você... É o que? Iria conquistar você mesmo? Mas... Se nós dois sabíamos que trocamos de corpo, iria parecer que você sendo eu estava tentando me conquistar sendo você!

— Quê? – começou a rir.

— Eu estou mais confuso que quebra-cabeça, Finn você é muito complicado!

— Você que é! Quem coloca a senha do celular como a data do próprio aniversário?

— É para não esquecer, ok? E você que colocou o dia que se mudou!

— Ainda não entendi como foi que você descobriu. É um tipo de stalker ou achou essa data importante para você?

— Fala sério, amor a primeira vista existe, tá?!

— Eu sei, eu sei...

— Me sinto um idiota.

— Mas você é!


Quase lhe deu um tapa.


— Mas... Por que fez tudo isso?

— É que... Posso te contar um segredo?

— Fala, uai!

— O significado da minha senha não é por causa da mudança, pouco me importa a cidade que eu moro.

— O que significa, então?


"O garoto dos biscoitos".



Puta.


Que.


Pariu.


Eu ouvi isso, produção?


EU NÃO OUVI ISSO, NÃO PODE SER...



— VOCÊ GOSTA DE MIM?


Notas Finais


eita porra
não estranhe que tá acontecendo TD mt rápido, essa fic é pra ser curta msm

bj 💖


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