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História Se eu fosse você - Capítulo 2


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Notas do Autor


🔍Capítulo não revisado, pode contar alguns errinhos.
🔍Espero que se divirtam tanto quanto eu me diverti escrevendo.
Boa leitura!

Capítulo 2 - Pisando em falso


Fanfic / Fanfiction Se eu fosse você - Capítulo 2 - Pisando em falso


CAPÍTULO I

PISANDO EM FALSO


As vezes faço o que quero,

E as vezes faço o que tenho que fazer

Charlie Brown Jr - Vícios e Virtudes


Estranho. Foi esse o adjetivo que Naruto usou uma vez para se referir à mim em uma conversa casual com os garotos. Confesso que aquilo foi inesperado e me fez ficar semanas em uma crise existencial. Meio bobo da minha parte? Vai saber. 

Acho que a palavra que me define seria desajustado, igual à um peixe fora d'água, sinto como se meu lugar não fosse aqui e embora tenha um grande apreço pelos meus amigos(ou colegas, não sei), me sinto um completo E.T perto deles. Naruto é tão seguro de si, tem suas ideologias e convicções e nunca volta atrás na sua palavra. 

Enquanto eu sou um amontoado de células, uma folha que se desprende do galho e vai aonde o vento quer. 

Cala a boca, Dobe.

 Era a voz de Sasuke. 

Me deixa, cabeçudo. 

Eu não culparia o Uchiha se cometesse um crime de ódio às sete da manhã. Ter que aguentar um Naruto entupido de cafeína é um teste para a sanidade. 

Com o celular em mãos, vasculhei a pasta de música procurando uma distração e então me certifiquei de que Charlie Brown Jr estivesse no último volume do fone, porém, nem mesmo os acordes da guitarra de Marcão abafava o barulho enorme das conversas paralelas. Talvez fosse uma boa idéia comprar tampões de ouvido. 

Estando perto da janela, curiosamente me bateu um súbito desejo de olhar para o jardim da escola. O sol da manhã batendo sobre a grama verde e devidamente aparada só me fez ter vontade de estar ali, naquele exato momento. Estar em contato com a natureza trás uma paz imensa, super recomendo.

 

Da janela avistei quando Hinata adentrou vale ressaltar, suuper atrasada nos portões da escola. Ela corria igual um avestruz, toda desajeitada com a mochila nas costas. Como a grande azarada que a minha amiga era, acabou tropeçando no próprio pé e cambaleou até cair em um dos arbustos. Embora eu tentasse a todo custo "fazer a egípcia" como a mesma sempre falava, um riso baixo escapou dos meus lábios sem que eu me desse conta. Hinata e suas presepadas eram uma das poucas coisas que melhoram o humor de quem vos fala. 

A porta da sala foi aberta por ela, que estava suada e bastante vermelha. Hinata veio até mim, ainda ofegante para me cumprimentar.

  Bom dia, Shino. Quais as boas novas de hoje ? ela declarou super animada.

Você rodando igual um beyblade no jardim da escola, conta? 

Acho melhor não mencionar isso…

Bom dia, Hina  eu disse  até agora nada. Nem sinal de vida do professor Kakashi. 

  Ufa!  

Ela  se atirou na cadeira que estava à minha frente e com as costas apoiadas na parede, balançando as pernas freneticamente, isso era um hábito de Hinata. Em seguida, a mesma levantou a palma da mão até a altura do queixo, abrindo de fechando, parecia querer aliviar o desconforto. 

  Eu fiquei até as duas da manhã escrevendo, meus dedos ainda estão doendo, acredita? 

  Acredito sim.  pausei a música que estava tocando no fone para dar total atenção à conversa  Poderia ter evitado todo esse sufoco desnecessário se tivesse feito a atividade antes. a vi me lançar um olhar debochado como se dissesse nas entrelinhas "jura, meu amor?". 


A Hina tem notáveis qualidades e... horríveis defeitos. O ato de procrastinar, e isso inclui trabalhos escolares, era quase que como uma marca registrada dela. Sempre deixava tudo para fazer em cima da hora e qual era o resultado disso? Uma noite perdida de sono e o desespero estampado na cara.

Eu estava bastante ocupada lendo meus yaoi's, você sabe. 

A resposta em si me fez arquear uma sobrancelha.

Certo, mas não dava de ter, sei lá, feito primeiro? 

Prioridades, amigo. 

O professor de madeixas platinadas entrou na sala e de imediato, Hinata e eu encerramos a conversa. 

Bom dia meus queridos alunos! Estão todos preparados para a nossa próxima aventura? 

  E desde quando passeio da escola é aventura, fessô? debochou o Uzumaki. 

Ah, muito melhor do que ficar aqui enclausurado. 

Cala a boca, demente. Ou você quer que ele enfie mais um trabalho em nossas fuças? O Uchiha deu um sermão no amigo sem tirar os olhos do celular. As orbes ônix iam ziguezagueando na tela do aparelho, provavelmente estava jogando o Foguinho Grátis. Morre, Platina! 

Pelo que vejo, estão todos presentes. Sairemos daqui a trinta minutos.   ele já estava na porta quando subitamente voltou E sobre o trabalho que eu receberia hoje, adiei a entrega para a próxima semana.

Espelho, espelho meu: existe alguém mais azarada que eu? 

Pude perceber que Hinata estava um tanto...irritada com a situação, mas não era para menos, né? Justo quando ela havia se empenhado tanto para escrever aquela dissertação sobre a Segunda Guerra, o digníssimo professor faz questão de adiar a entrega. Eu também estaria surtando em vinte e cinco línguas. 

Bem, já que a azulada estava nesse momento babando em cima da carteira, não me restou muita alternativa a não ser voltar a ouvir "Vícios e Virtudes".


__


Ah, pronto. 

Eu espero que a minha cota de azar diário tenha esgotado, porque olha, o Universo deve estar adorando conspirar contra a minha pessoa. Como a sola de um all star novinho pode ter descolado, assim, do nada?! Meu Deus do céu, era o único sapato decente que eu tinha. O que eu vou fazer agora?

Shino, você não vem? 

Hã? É que eu estou tentando arrumar um jeito de consertar isso aqui. mostrei à ela o solado descolado Aliás, você tem alguma cola aí? a morena sacudiu a cabeça em negação e eu soltei um longo suspiro. 

Regina George estava errada. Nas quartas  nós não usamos rosas, nas quartas nós passamos raiva. 

Encontraremos uma solução juntos, agora venha. 

Não tinha muito o que fazer, então me dei por vencido e a acompanhei da melhor maneira que pude até a entrada no museu (é uma tarefa deveras complicada quando o asfalto quente está queimando seus pés). 

Então me diga, você e o Kiba, rola ou não? juro que cheguei a engasgar com a saliva só de me imaginar beijando o Inuzuka. Eca! O lado fujoshi dessa menina andava aflorado demais. 

Pelo amor ao Criador, eu sou uma piada para você? 

Ai, ai...Desculpa… disse ainda se recuperando da crise de risos e enxugando algumas lágrimas do canto do olho Você sabe que eu gosto de brincar contigo.

Me sacanear, você quer dizer. revidei.

Nós nos separamos e fomos cada um para um lado. Eu estava tentando me manter ao máxima afastado da multidão e enquanto isso, aproveitei para dar uma olhadinha. Os artefatos históricos, cada um em envoltórios de vidro. As vezes eu me pegava pensando sobre como aquilo era extraordinário. 

Debaixo da escada que dava acesso ao segundo andar do museu, vi quando Hinata pegou um caminho diferente dos demais alunos orientados por Kakashi. Boa coisa não ia dar, eu tinha certeza. Então a segui para ter a certeza de que a mesma não iria se meter em encrenca. 

A trajetória em questão deu em uma porta no fim do corredor com uma placa escrito "Não entre", bem intimidador, não?

  É melhor voltarmos. eu disse.

Vai ser rapidinho. Eu falei com o zelador e ele disse que teria cola aqui. Vem, vamos entrar. 

Esperamos para ver se não encontraríamos ninguém suspeito passando pelos corredores. Daí, girou a maçaneta e empurrou a porta. O lugar não tinha sequer nenhuma iluminação, tateei as paredes à procura de um interruptor até que encontrei e ao acendê-lo, tivemos uma pavorosa surpresa. Na parede à esquerda, havia um enorme bloco de concreto em formato esférico e muitos desenhos estranhos. 

Intrigante. 

Não sei por qual motivo, razão ou circunstância a minha intuição dizia para pegar na mão da Hyūga e sair dali. Ela a intuição estava tal qual uma vedete com um letreiro no peito avisando: "Perigo".

Vamos dar meia volta, vamos, querida? sim, eu estava sendo debochado e, sim, também estava com medo. 

  Calma lá, apressado. 

Sem que eu pudesse detê-la, a azulada foi em direção aquela coisa medonha, parando ao lado em uma preteleira. 

Achei uma cola, monamour, traga o seu sapatinho de cristal. 

Durante o tempo em que a morena estava concentrada colando o solado, eu me peguei pensando em como éramos diferentes. Ela era sempre prestativa e sempre estava com um sorriso estampado no rosto, a vida parecia ser fácil para ela. 

Às vezes eu queria ter a sua vida, Shino. ela parecia triste. Fiz uma cara confusa, não é possível que estivéssemos pensando a mesma coisa, é? 

Vai por mim, não iria querer não.  sorri.

Você é sempre tão sério e parece que nada te abala, eu queria ser assim às vezes. 

Um silêncio mórbido se instalou entre nós e eu não tinha a mínima idéia de como contornar a situação. 

Tome, aqui está, novinho em folha. me entregou o sapato e eu o coloquei de volta no meu pé. 

Obrigado, vamos? 

Vamos.

Saímos de lá voltamos para a sala principal. Hatake e o resto dos alunos não tardaram a voltar. Depois disso não houve mais nada de tão relevante e logo fomos liberados. 

Porém o que a azulada me segredou, havia mexido um pouco sobre o meu conceito sobre mim. Afinal, eu era alguém digno de se ter como exemplo? 










Notas Finais


Aguardo ansiosamente o feedback de vocês💜


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