História Se eu tão somente (Reencarnação Novel) - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Tags Drama, Novel, Obsessão, Otome, Psicológico, Reencarnação, Romance, Tragedia
Visualizações 7
Palavras 946
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - 1, parte 1


Fanfic / Fanfiction Se eu tão somente (Reencarnação Novel) - Capítulo 1 - 1, parte 1


Mais um fatídico dia, tenho 16 anos e eu não sei porque sou tão infeliz. 

Hoje é segunda, tem aulas de exatas hoje, mas eu não vejo motivo pra levantar, a um bom tempo eu não vejo motivos para sair da cama.

Coloco a mão no meu rosto cobrindo a claridade que entra pela janela. Eu nunca odiei a claridade, é só que ela parece feliz, mas eu não consigo sentir nada, nem mesmo felicidade, e isso me deixa triste.

"BEEP BEEP"

- Ah, bem, não posso ficar me deprimindo pra sempre. Olho pro relógio na minha cabeceira, 6 horas da manhã, tenho que me levantar. 

Acordar, me arrumar, tomar café ir pra escola, chegar em casa, e dormir. Essa é a minha rotina. Não posso simplesmente dizer que me sinto triste, eu que criei isso, mas não é como se eu pudesse evitar isso...

Enquanto penso termino de tomar café e me arrumar, 06:40, acho que está na hora de ir embora. 

~ Algum tempo depois ~ 

- Eii, olha, não é a Íris? 

- Sim, ela está sozinha como sempre.

- É tão patética que me dá pena. 

- Fale baixo assim ela vai nos ouvir.

...

- Alunos, sentessem em seus devidos lugares.- Ah, é o professor Tomás, ele vê o que fazem comigo mas ainda assim ignora... isso é ser professor? 

Meus pais morreram em um acidente de carro a 5 anos, eu sou filha única, e minha guarda está com a minha avó materna, a qual sempre odiou meu pai e não gostava da minha mãe, eu nunca soube o que era afeto pela parte da minha avó, minha única parente me visita uma vez por mês pra me dar dinheiro e me manter, depois do acidente eu tive um bloqueio e não consigui interagir com ninguém desde então, e mesmo que eu tente sempre é algo incômodo para os outros e eles riem de mim então não acho que tenha como mudar isso.

- Turma a aula terminou. - 

Eu sempre espero todos saírem, uma vez eu esbarei em uma garota e ela fez um escandalo... disse que teria que tomar banho com alvejante pra se limprar depois de ter esbarrado em mim. 

Arrumo minhas coisas e vou em direção a saída. 

- Você sabe o porque eu não falo nada?- O professor Tomás fala pra mim enquanto olha pro seu caderno. 

-E-Eu não s-sei.- Eu falo me esforçando.

- Você é patética, o mundo é dos mais fortes se você continuar sendo essa miserável frágil, você nunca vai ser respeitada, inclusive eu não vejo a hora em que você vai ser esmagada e jogada fora. A sua existência é desnecessária. - 

Todas essas palavras, lágrimas começam a cair e eu olho nos olhos do professor. Eu nunca vi um olhar tão frio em toda a minha vida. Fecho os olhos e saio correndo, meu peito dói tanto, é como se eu fosse atravessada por flechas a cada palavra que ele falava. Eu estou sentindo, muita dor. 

-Argh... arh...- Correr tanto depois de tanto tempo me fez perder o ar. 

Esta começando a chover, eu devo ficar na chuva e pegar um resfriado e não me medicar pra morrer mais cedo?

 -Haha..ha- Porque eu tive que receber isso Deus? Os pingos de chuva se tornam mais grossos, eu olho pro lado e vejo uma biblioteca.

- Uma biblioteca? Esse não é o sentido oposto da minha casa? Ah... vou entrar por hora. - 

"Ting tong" 

Ao abrir a porta escuto um mosaico de vidro se balançar. 

- Que lindo.- Digo admirando o enfeite em cima da porta.

- Fico feliz que gostou, pode se assentar e escolher um livro senhorita.- Uma senhora sai de trás do balcão e me diz isso, acho que deixei meus pensamentos falarem alto demais...

- Obrigada senhora!- Digo reverenciado. 

- Mas que senhorita mais educada, hoho, apesar de que não precisa disso tudo.- Ela é realmente uma senhora gentil, baixinha, com um vestido roxo e um casaco lilás por cima, deixa ela parecendo uma vózinha. 

- Bom se você me permite, que tipo de livros você tem interesse, ou...você entrou só pra se abrigar da chuva?- Ela diz isso com os olhos cheios de água eu não tenho como falar o que aconteceu!!!

-B-Bem senhora s-se a senhora quiser me indique um livro.- Digo olhando para o chão.

-Na na ni na não- Olho pra ela e ela balança a cabeça, batendo o pé. 

- Só vou te ajudar se você olhar pra mim e não gaguejar.- Ela diz séria. Eu não sei como falar muito bem mais hoje em dia, mas não quero decepcionar ela então vou me esforçar. 

-Se.. A senhora pode por favor escolher um livro pra mim?- Falo isso enquanto levanto meus olhos, e vejo um sorriso no rosto dela, é confortante, apesar de eu não estar com cabeça pra livros. 

- Agora sim! Não é bonito uma linda mocinha gaguejar e olhar pro chão enquanto fala. Bem me siga.- Ela é gentil... será se é assim que se sente ter uma avó..? Penso isso e sorrio enquanto sigo ela. 

- Essa prateleira é de romances e novels, eu acredito que você vai achar algo que te agrade, estarei ali qualquer coisa é só me chamar.- Ela diz isso e sai sorrindo, sorrio de volta e acento com a cabeça. 

Romance? Pra mim isso não faz sentido, mas vou dar uma chance, dou uma olhada pelas prateleiras, romances quentes, romances para mulheres adultas, romances de adolescência, tudo isso não soa falso? Bem... pra mim sim, talvez o problema realmente seja eu. 









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