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História Se Me Trair - Capítulo 6


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Capítulo 6 - CAPÍTULO VI


Logo que a carruagem se pôs em movimento, Itachi fechou as cortinas de seu lado e se aproximou de Sakura para fazer o mesmo com as do dela. Assim que ficaram às escuras, pegou-a pela cintura e a sentou em seu colo.

— Espera! O que está...? Não pode... — Mas então ele lambeu o lóbulo de sua orelha, e uma onda de prazer lhe percorreu todo o corpo fazendo esquecer o motivo pelo que queria afastar-se dele. Suspirou — Ohhh...

— Eu cumpri com minha parte do trato — disse ele com voz entrecortada — Agora você deve cumprir a sua.

— Aonde está me levando?

— A minha casa.

— A sua casa? — Sakura sacudiu a cabeça para limpa-la — Embora eu adorasse aumentar sua lista de conquistas às que leva a seus aposentos...

— Seria a primeira também nisto — interrompeu ele.

— E supõe que tenho que acreditar nisso?

— Acredite ou não, é a verdade.

— E o que eu tenho que consegue te fazer tantas coisas que não tem feito nenhuma vez antes?

Ele se jogou para trás um pouco zangado. Com ela ou com a situação?

— Deus, se eu soubesse.

Sakura viu que o homem não estava fingindo. Talvez ele sentisse o mesmo que ela; o mesmo assombro por ter encontrado um ao outro. Ela tinha se sentido atraída por ele; e era uma atração irresistível, como se algo passasse por cima dela.

Ele podia sentir o mesmo?

Tudo aquilo era uma loucura... nem sequer tinha visto seu rosto.

— Se te servir de consolo, Senhor, eu tampouco estou acostumada a me comportar assim.

— Então, o que te parece se tentarmos descobrir aonde isto nos leva? — Acariciou-lhe o queixo com os dedos — Já não há nenhum motivo pelo que não possa passar o resto da noite te beijando até te fazer perder o sentido.

Até me fazer perder o sentido? Uma parte dela queria que ele fizesse precisamente isso, mas outra ainda não dava crédito ao que estava acontecendo. Ao ver que se aproximava mais, Sakura fechou os olhos devagar.

Os lábios dele, quentes e firmes, cobriram os seus, e esse mero contato a abrasou.

Quando Sakura separou os lábios, ele deslizou a língua em seu interior para acariciar a sua com suavidade. Sakura jamais havia sentido nada tão erótico como aquela língua lambendo e atormentando a sua.

Nunca tinha percebido que um beijo era um prelúdio tão claro do ato sexual.

Ela começou também a lambê-lo, o que multiplicou o efeito daquelas carícias. Itachi a abraçou com força e gemeu entre os beijos que lhe dava, e que se transformavam cada vez mais profundos.

Sakura apertou os ombros dele e desfrutou ao sentir seus músculos. Ansiava estar com ele, experimentar o que seria quando ele a tivesse entre seus braços. Suas línguas dançaram uma e outra vez, fazendo com que Sakura sentisse um desespero como jamais tivesse imaginado. Ele também devia senti-la, porque a moveu em cima de seu colo e gemeu quando sua ereção entrou em contato com as nádegas dela. Sakura sentiu o calor que desprendia, apesar de que ambos estivessem vestidos, e desejou poder acariciá-lo. Em nenhuma de suas fantasias imaginou que um membro masculino despertasse tal ardor. Moveu-se em cima dele... Itachi se afastou e a olhou surpreso, com os lábios entre abertos e a respiração entrecortada.

— Eu... a mim... eu não gostava que me beijassem —sussurrou ela, consciente de que também estava sem fôlego.

— A mim tampouco — respondeu ele franzindo a testa.

Sakura gemeu ansiosa, ofegante. Itachi soltou uma palavra vulgar. E voltaram a beijar-se.

Ele a empurrou para trás, recostando-a em seu outro braço para poder assim acariciá-la com mais liberdade. Queria lhe percorrer o corpo até derretê-la, até derrubar todas suas defesas. Até fazê-la perder o sentido... Ela gemeu contra seus lábios. Mas ele voltou a afastar-se e disse com voz insegura:

— Isto... isto foi... — Entrecerrou os olhos —: Se continuar me beijando assim, a noite terminará antes de começar.

Era óbvio que ele era um homem que tinha muita experiência, mas ao parecer, isso ele gostava. Itachi voltou a concentrar-se em beijá-la. Sakura estava excitada e, por alguma estranha razão, mais feliz do que o tinha estado em meses.

— Senhor — murmurou, afundando os dedos em seu cabelo—, me alegro de ter fugido com você.

— E eu me alegro de que o tenha feito.

De repente, para Sakura pareceu muito injusto não poder casar-se com um homem como ele, que acendia sua paixão somente em acariciá-la, e cujos beijos a faziam enlouquecer.

Mas... e se sim pudesse casar-se com ele? Bom, era verdade que ainda não tinha visto o seu rosto, e nem sequer sabia seu nome. Mas achava que ele não tinha enviuvado três vezes. E, por outra parte, tinha visto a cara do conde Jiraiya. Entre os selvagens beijos do homem misterioso, a incontrolável atração que sentia por ele... e a quantidade considerável de ponche que tinha tomado, para Sakura pareceu uma brilhante idéia perguntar:

— Senhor, não estará por acaso ansioso por se casar?

— Acertou em uma das duas coisas. Eu jamais me casarei.

— Nunca? Ou quer dizer que não se casará até que tenha se cansado de seu celibato?

— Jamais. — Foi enfático; parecia inclusive ofendido pela mera menção do assunto.

— OH, bom, realmente não posso ir para sua casa com você — disse ela justo quando a carruagem parava. Ele a depositou no banco que tinha em frente e abriu a porta diaante uma impressionante mansão de tijolo avermelhado.

—Onde estamos? — perguntou ela confusa.

— Em Grosvenor Square.

— Esta é sua casa? — perguntou ela sem afastar o olhar. Era inclusive mais impressionante que a de Neji! Os lances de escada de mármore estavam cercados por colunas brancas que se erguiam como orgulhosos sentinelas. E a luz lua iluminavam os antigos jardins que a rodeavam.

— Sim, esta é minha casa.

Sakura arqueou uma sobrancelha. Podia imaginar-se vivendo ali. Não reagiu até que ele a pegou pela mão.

— Espera! Não posso entrar aí com você! — Apesar de morrer de vontade de ver o interior.

—Temos um acordo.

— Mas não disse nada de que tivesse que ir a sua casa com você!

A mansão dos Hyugas não estava muito longe dali. O que aconteceria se alguém a visse?

— De verdade se preocupa tanto? — Ao vê-la assentir, Itachi voltou a entrar com ela no carruagem e antes de fechar a porta, gritou ao chofer —: Em frente! — A carruagem voltou a se por movimento  — Não importa. Posso te possuir aqui tão bem como em minha cama.

— Possuir? — Abriu os olhos como pratos — Acreditava que tínhamos concordado em só nos tocar.

Itachi voltou a sentá-la em seu colo e descansou suas grandes mãos em sua cintura com grande familiaridade.

— Confia em mim. Você gostará. Terá muitas coisas que escrever em seu jornal — disse Itachi com um sorriso.

— Se quer me possuir, Senhor, poderá fazê-lo depois de amanhã ao meio dia. A essa hora, já terei averiguado o estado de suas finanças e você poderá obter uma licença para nos casar. Podemos contrair matrimônio antes da hora do almoço.

Ele a segurou pelo queixo.

— Entenda uma coisa, garota, não há nada no mundo que possa me convencer de que me case. Nada.

Quando Sakura se deu conta de que esse misterioso homem era igual a Neji, seu coração parou de bater.

— Entendo.

E por desgraça, o entendia. Entendia-o perfeitamente. Era a segunda vez que escutava essa mesma frase em menos de vinte e quatro horas. A segunda vez que alguém a rejeitava. Alguns homens não foram feitos para se casar, apesar de ser exatamente o tipo de homem que deveria fazê-lo.

O que significava que as garotas como ela tinham que conformar-se com os velhos condes que ninguém queria.

— Tente não esquecêr — disse ele sem ocultar a advertência que havia em suas palavras.

Sakura assentiu. Tudo o que estava acontecendo naquela noite confirmava, uma e outra vez, que tinha que se casar com Jirayia, mas tremia só de pensar que aquele homem fosse quem lhe tiraria a virgindade. Ela, que se deleitava tanto contemplando a homens atraentes, não ia jamais deitar-se com um. Era injusto, e de repente, por culpa do licor e dos beijos desse homem misterioso, sentia-o também como intolerável.

Sakura tinha agüentado bravamente todas as desgraças que lhe tinham acontecido da morte de seu pai em um duelo. Toda sua vida tinha sido um desastre de dimensões cósmicas. E, como um animal apanhado em uma armadilha, quanto mais lutava pra escapar, mais machucava a si mesma. Já não esperava mais nada da vida, mas aquilo não ia suportar; seria ela quem escolheria o homem com que fizesse amor pela primeira vez. E todos seus instintos diziam a gritos que podia confiar naquele misterioso desconhecido. Mordeu o lábio inferior. Encontraria um modo de enganar Jirayia e de fazer com que ele acreditasse que ainda era virgem. A caseira de Sakura, além de ser sua melhor amiga em Paris, casou-se virgem três vezes...

O misterioso desconhecido disse que essa noite ia possuí-la. E nesse instante soube que tinha razão.

— Certo.

— Certo o que?

— Se quiser algo mais... — Sakura sentiu como ele se excitava ainda mais sob suas nádegas.

— Quer... quer que te possua — gemeu ele, mas pareceu mais uma pergunta que uma afirmação.

— Sim. Quero mais do que pactuamos antes — murmurou Sakura — Quero você. —“Quero que você seja... quero que me dê uma noite para recordar em segredo.”

— O que a fez mudar de opinião?

— Isso é meu assunto, Senhor — suspirou — E não acredito que se importe muito. 

Itachi sorriu, mostrando seus dentes brancos.

— Tem razão.

— Assim..., agora que..., não acha que poderíamos tirar as máscaras? — perguntou ela.

— Eu acredito que isso acrescenta um toque especial de noite, você não? — respondeu ele percorrendo com os dedos a parte da bochecha que ocultava a máscara.

Sakura não era tímida, mas era a primeira vez que fazia algo assim, e tinha medo de não parecer atraente. Dito de outro modo, tinha os seios pequenos. A máscara a ajudaria a ocultar o rubor. E como supunha que sua aventura ia durar só uma noite, uma única noite de mistério e desejo, manter suas identidades ocultas lhe parecia adequado.

— Sim, suponho que sim.

Mas ele já não a estava escutando, parecia fascinado com a pele da mandíbula dela, que ia percorrendo com os nódulos dos dedos.

— É tão delicada... — disse ausente, como sem dar conta de que o havia dito em voz alta. E Sakura soube então que para ele aquilo não era outra sedução a mais. Estava-a explorando com olhos ávidos de curiosidade — Jamais estive com uma mulher como você.

— Como eu?

— Tão delicada. — Desenhou-lhe o lóbulo da orelha fazendo-a estremecer — Quase tenho medo de te tocar.

— OH, não diga isso.

— Eu disse “quase”. Nada poderá evitar que esta noite seja minha.

Deslizou os dedos para a clavícula dela. À medida que foram descendo, a respiração de Sakura ia acelerando e seus seios subiam e desciam procurando ansiosos suas carícias. Quando Itachi alcançou seu decote, afundou os dedos nele com mestria. Devagar, acariciando mais e mais... até que com a ponta do dedo indicador alcançou seu objetivo.

— OH, Meu Deus — gemeu Sakura segurando sua nuca com ambas as mãos.

— Delicada e... sensível. — Acariciou-lhe o seio com lentidão, percorrendo cada centímetro — Você gosta?

Sakura apertou os olhos com força e assentiu.

Ao notar que ele retirava a mão quase protestou, mas tranqüilizou-se ao ver que ele começava a soltar as cintas do espartilho. O problema era que estavam muito apertadas e que inclusive era difícil de desfazê-las. Depois de tentar sem êxito durante alguns segundos, Itachi se deu por vencido e, gemendo, voltou a deslizar os dedos por debaixo do tecido.

Quando viu as intenções dele de rasgá-lo, Sakura abriu a boca para negar, tinha contraído muitas dívidas para poder comprar aquele vestido, mas de repente ele a soltou. Itachi bufou e, franzindo o cenho, voltou a dedicar-se às cintas.

Esse gesto impressionou Sakura... ainda mais.

— Deixa que eu faça isto, Senhor — disse afastando as mãos dele com um beijo em cada uma.

Ao longo de toda a noite, Sakura tinha se dado conta de que ele às vezes duvidava de seus próprios atos, e se retraía durante breves momentos, como se tivesse que pensar. Agora havia tornado a fazê-lo. Sakura começou a perguntar a si mesma se estava fazendo algo errado — a final, aquela era sua primeira aventura —, ou se o que estava acontecendo entre os dois era realmente diferente de tudo o que ele tinha feito antes. Sakura supôs que o segundo tinha mais probabilidades.

Quando por fim conseguiu desfazer os laços, ele abriu o espartilho. Sakura engoliu saliva ao notar como ele ia despindo-a devagar. “Está escuro. Não pode olhar-me...” Sentiu o frio ar sobre a pele de seus seios e teve que esforçar-se para não cobrir-se com as mãos.

Ele falou algo entre os dentes, palavras em outra língua.

— O que disse? — perguntou ela nervosa.

— Eu disse que vou passar a noite inteira beijando-os. —Acariciou-lhe os seios com os nódulos dos dedos olhando-a nos olhos, ansioso por ver sua reação.  

Ela respirou fundo e sentiu que se excitava ainda mais ante o seu olhar.

Então, Itachi pôs sobre seus seios suas ásperas mãos.

— Não sei como pode ter a pele tão suave.

Com suas palmas, cobriu os pequenos seios por completo e os acariciou até que ela sentiu que entre as suas pernas se umedecia. Como tinha conseguido viver até então sem suas carícias? Itachi deixou de tocá-la durante alguns segundos para poder tirar o seu casaco e Sakura se arqueou buscando-o. O som que saiu da garganta de Itachi ao ver isso, bem que poderia ter sido uma leve risada.

— Impaciente — constatou ele contente, e voltou a acariciá-la — Se não quer que eu volte a me afastar, terá que ser você a desabotoar a minha camisa.

Talvez ele esteja zombando de mim, pensou Sakura, mas não se importou. O desejo que sentia a impulsionou a fazer o que ele dizia. Enquanto ela se dedicada aos seus botões, ele se abaixou para atormentar seus seios, acariciando-lhe com seu quente fôlego sem chegar, entretanto a beijá-los, para assim torturá-la e obter que ela se movesse em cima de seu colo e de sua poderosa ereção.

Por fim, deslizou um seio entre seus sensuais lábios.

— OH, Meu Deus — sussurrou ela enquanto ele percorria o mamilo com a língua, mas quando sentiu a mão dele deslizando-se por debaixo de sua saia e subindo pela perna, pediu-lhe —: Senhor, eu... por favor... vá devagar. OH, Deus! — gritou Sakura quando ele sugou com força — Não podemos ir mais devagar?

Itachi se afastou um pouco.

— Por quê? — perguntou confuso.

—É que... acredito que assim... eu estaria mais confortável.

— Faz muito tempo que não estou com uma mulher — explicou ele levantando-a de seu colo para depositá-la no banco a frente — Te prometo que depois irei devagar o quanto você queira. — Dobrou seu casaco e o colocou atrás dela — Mas agora, preciso estar dentro de você. — Jogou-a para trás e dedicou ao mamilo que até então tinha sido abandonado.

— OH, Deus... eu gosto do que faz. — Ele a tocava como se fosse dele, como se estivesse desesperado por marcá-la... e Sakura não entendia por que pensar nisso a excitava tanto — Mas, escuta..., Senhor...

Ele se afastou e a olhou nos olhos.

— O que aconteceu?

Tinha a camisa aberta, deixando descoberto seu magnífico torso, e Sakura se esqueceu do que ia dizer. Podia tocá-lo. Ela tinha sonhado com isso, e tinha imaginado milhares de vezes.

Desesperava-se por acariciá-lo tirou suas restritivas luvas. Quando sentiu como os músculos dele reagiam sob suas carícias, Sakura suspirou de prazer. Era como se ambos tivessem praticado durante anos aqueles movimentos. Sakura colocou as palmas sobre o peito de Itachi e percorreu cada curva, cada plano, deleitando-se nas maravilhosas sensações de descobrir novas texturas; sua força, sua pele suave, o pêlo que o cobria até ocultar-se sob a cintura da calça. Saboreou cada reação desse desconhecido misterioso; cada vez que ele fechava os olhos transtornados, cada vez que apertava a mandíbula. Embriagada por tanto prazer, Sakura não se deu conta de que ele tinha levantado a saia até a cintura.


Notas Finais


Continua...


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