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História Se Me Trair - Capítulo 7


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Capítulo 7 - CAPÍTULO VII


Itachi estava desesperado. Depois de tanto tempo, por fim desejava uma mulher. Mas jamais tinha sido assim antes. Queria estar com ela toda a noite, queria possuí-la uma e outra vez. Queria beijar cada centímetro de seu delicioso corpo... antes de perdê-la para sempre.

— OH, minha mãe — murmurou ela fascinada.

Seus dedos acariciavam como se ele fosse algo precioso. Itachi não sabia o que era a ternura, e isso era algo estranho, mas era incapaz de pedir que ela parasse.

— Seu coração pulsa muito depressa — disse ela ao colocar a mão no centro de seu peito — Está nervoso?

— Não estou nervoso — mentiu Itachi a meia voz.

Fazia tanto tempo que não tinha relações, que temia chegar ao clímax muito rápido. E pela primeira vez em toda sua vida importava o que uma mulher pudesse pensar. Não só queria lhe dar prazer, também queria impressioná-la. Queria ser o melhor amante que jamais tivesse tido.

— Disse que fazia muito tempo que não estava com uma mulher. Quanto? — perguntou Sakura.

— Muito, muito tempo — respondeu ele, surpreso de estar contando a verdade.

— Bom, acredito que entre nós dois conseguiremos — sussurrou ela com aparente calma apesar de estar tremendo.

Ele não era o único que estava nervoso. Mas quando os dedos de Itachi percorreram as suas coxas até chegar entre as suas pernas, Sakura tranqüilizou um pouco. A primeira vez que Itachi acariciou sua parte mais íntima, foi ele quem se estremeceu de prazer.

— Deseja-me — ofegou, excitado como nunca ao comprovar o quanto ela estava úmida.

Com uma mão, acariciou-lhe o mamilo e com a outra percorreu os lábios de seu sexo usando sua umidade para atormentar o clitóris. Sakura gemeu arqueando as costas. Não demorou em ondular os quadris, ansiosa, ficando mais atrevida a cada uma das carícias de Itachi. Ele queria beijá-la ali, queria afundar seus dedos dentro dela, mas sabia que se o fizesse, não poderia conter-se mais e gozaria imediatamente. Deu conta de que, apenas duas horas antes, tinha acreditado que jamais voltaria a sentir desejo, entretanto agora, com ela... Itachi estava a ponto de gozar a qualquer momento, como um menino inexperiente. Tinha que possuí-la antes que fosse muito tarde. Ao afastar a mão para tirar a roupa íntima, Sakura trocou de posição para que seus seios voltassem a ficar sob as peritas mãos do Itachi.

“Meu Deus, é tão sensual...” Era incapaz de imaginar o que sentiria ao deitar-se com ela. Sem a roupa íntima e com a saia enrolada ao redor da cintura, Sakura tremeu e gemeu com abandono.

Acariciou uma perna com suavidade e isso bastou para que ela as separasse. Itachi começou a perguntar se o fato de que respondesse com tanta inocência era porque realmente era uma garota inocente? Ele não esteve jamais com uma virgem e não queria começar a fazê-lo essa noite. Não, seus beijos eram sensuais e úmidos como os de uma cortesã. Mas para assegurar-se, Itachi desabotoou a calça e liberou seu excitado membro de sua prisão.

— Quero que me toque — Acreditando que se ela fosse virgem não se atreveria a fazê-lo.

Sakura assentiu e o acariciou com a palma da mão. Ao sentir essa primeira carícia depois de tanto tempo,  Itachi não pôde evitar em levantar os quadris para que ela rodeasse seu pênis por completo.

Sakura franziu a testa e deslizou a outra mão para baixo para acariciar as genitálias dele com habilidade. Quando, devagar, percorreu a úmida ponta de sua ereção, Itachi quase perdeu o sentido. Tendo dissipado todas as dúvidas que tinha, gemeu entre os dentes:

— Para. Se não parar gozarei aqui mesmo.

Continuando, teve que controlar um gemido ao ver como ela mordia o lábio inferior ao imaginar a cena.

— E isso te envergonharia?

— Absolutamente. De fato, quero que mais tarde me veja fazê-lo.

— Acredito que é na verdade muito perigoso.

— Na cama sim. Há poucas coisas que não faria a uma mulher e ainda menos que não deixaria que uma mulher me fizesse.

Sakura percorreu o sexo com uma unha e ele moveu em busca de mais carícias.

— É muito... grande.

— Mas você gostará, isso prometo.

Itachi acomodou entre as pernas de Sakura e aproximou a cabeça de seu pescoço. O aroma de seu cabelo, sentir o tato de seus seios contra seu peito, estava deixando-o louco. Os beijos que tinham compartilhado tinham o levado ao limite, e as carícias dela o tinham excitado como nunca antes em toda sua vida. Tinha chegado a um ponto em que sentia o palpitar do sangue em seu membro, e seu único pensamento era em afundar-se dentro dela e aliviar por fim essa ânsia que o consumia.

— Deixa que termine com isto. — Não recordava em ter se sentido assim antes — E te prometo que logo te possuirei com suavidade.

As pálpebras de Sakura pesavam de desejo, mas conseguiu manter o olhar fixo em Itachi enquanto ele separava os seus joelhos com os seus. Ele levou seu sexo entre as úmidas dobras do dela e o acariciou acima e abaixo com a ponta, lutando contra a necessidade de penetrá-la.

Quando Sakura começou a arquear-se, Itachi empurrou um pouco para frente e pouco a pouco entrou dentro dela. O calor que o envolveu foi tão perfeito, tão quente, que esteve a ponto de ter um orgasmo ali mesmo.

— É incrível — balbuciou ele.

Moveu os quadris de novo e a penetrou mais, sentindo o interior de Sakura o capturava por completo; era como se nunca tivesse existido nenhuma mulher antes dela. Senti-la em contato com seu corpo, notar como seus seios se excitavam sob suas mãos... Itachi jamais havia sentido tanto prazer... jamais.

— OH, Deus! — gritou Sakura — É... é... muito...

— Eu sei — gemeu Itachi.

Itachi voltou a empurrar e estremeceu com força. Foi recuar um pouco, mas ao fazê-lo ela pareceu segura-lo em seu interior. Estava a ponto de explodir. Fazia tanto tempo... Empurrou de novo com intenção de penetrá-la até o mais fundo, moveu-se em cima dela procurando uma união mais completa... quando Sakura segurou com as mãos os quadris de Itachi.

— N... não!

Itachi sacudiu a cabeça e a olhou confuso.

— O que aconteceu? O que fiz?

— Tem que parar!

— Parar? — repetiu ele incrédulo — Parar com isto? — Era impossível que pudesse sair do corpo mais sensual que havia possuído, e mais ainda depois de três anos de celibato — Você é linda... 

Sakura continuava tentando afastar-se dele com todas suas forças.

— Por... por favor... Dói muito. — escapou um soluço.

Itachi se deteve imediatamente.

— Está... está chorando?

Ao ver que ela não respondia e que limitava em afastar o olhar, Itachi apertou os dentes e soltou um impropério. Parecia uma confusão, mas mesmo assim começou a retroceder. Centímetro a centímetro lutou contra o prazer que sentia ao deslizar seu sexo pelo dela, cujo corpo, ao parecer, resistia a deixá-lo partir. Itachi tinha que obter que seu próprio corpo entendesse que não podia seguir empurrando e satisfazer assim as ânsias que o dominavam. Que tinha que resignar-se a interromper um prazer tão absoluto. Muito tarde. Logo que saiu do interior de Sakura, Itachi gritou e começou a ejacular em cima dela. Ajudou-se com a mão enquanto apoiava a testa no seio de Sakura, com os lábios muito perto de um de seus mamilos como para não sugá-lo enquanto alcançava o orgasmo. Ejaculou em cima da coxa dela, frente ao seu sexo, tremendo e estremecendo-se como jamais tinha ocorrido em toda sua vida.

Quando por fim finalizou, ficou alguns segundos imóvel em cima dela, tentando recuperar a respiração e de uma vez entender o que acabava de acontecer. Ao penetrá-la, Itachi tinha notado um ligeiro ardor no pênis, e que ela estava muito apertada, mas agora recordava haver sentido um pequeno obstáculo, algo que retrocedeu a seu passo. Ela era — ou o tinha sido até então— virgem.

Por que teria feito isso? Por que tinha entregado a ele esse presente?

Apesar do abrupto final, possuí-la tinha sido incrível. Itachi se sentia relaxado, eufórico, como se descobrisse pela primeira vez o significado da palavra “satisfação”. Deus, estava realmente satisfeito, como se tivesse feito por fim aquilo que se supunha que tinha que fazer e alguém o estivesse recompensando por isso à mãos cheias. E a próxima vez seria ainda melhor.

Acomodou-se sobre os cotovelos.

— Por que não me disse? — Acariciou-lhe a face com o polegar e sentiu a umidade das lágrimas — Por favor, não chore — suplicou ele afastando o cabelo da testa — Eu não sabia.

Sakura piscou para eliminar as lágrimas, e viu como o olhar de Itachi passava da quase felicidade há receio. Ele se sentou por fim e ela saiu debaixo de seu corpo. O movimento a fez gemer de dor, e começou a chorar de novo. Enquanto ele fechava as calças, ela abaixou a saia. Não podia deixar de tremer ao recordar que, ele ignorou suas súplicas, e tinha seguido adiante. Tinha pedido que parasse no mínimo três vezes, e o única coisa que ele fez foi, ter fechado os olhos e seguir como se não a tivesse ouvido, como se tivesse perdido completamente o controle de seus atos. Se ela não o tivesse detido empurrando-o pelos quadris... estremecia-se só de pensar.

— Por que não me disse?

Sakura podia sentir que o aborrecimento do homem estava aumentando. Sim, deveria dizer que esteve a ponto de fazê-lo, mas tinha se distraído olhando seu torso. Ficou encantada ao sentir pela primeira vez o corpo de um homem. Com mãos trêmulas cobriu-se com a capa, e depois se agachou para recolher sua roupa interior e as luvas.

—Eu ia fazê-lo...

— Tinha intenção de me prender?

— Te prender? Do que está falando?

— “Isso é meu assunto”, acredito que disse — a interrompeu ele — justo depois de ver minha casa.

— Não!

— Pois escolheu o homem errado, garota — prosseguiu ele com cruel sarcasmo — Porque não me importa em ter destuido sua reputação.

“O que era o que não importava? Que reputação?”

— Não permitirei que me manipule nem que me engane, e muito menos vou recompensar-te por isso. Você não obterá nada se casar comigo.

— Eu não tentava... — sussurrou ela chorando abertamente.

— Maldição, então por que mudou de opinião? Estava me custando horrores em te convencer de que eu pudesse te beijar e, de repente me entrega sua virgindade em uma carruagem? Depois de me dizer que queria pescar a um marido rico?

Sakura secou as lágrimas, envergonhada.

— Decidi seguir adiante depois de assumir que vou ter que me casar com outro homem.

— Que diabos isso significa?

— Já te disse que tenho uma espécie de noivo. Depois de ser obrigada a escutar que outro homem atraente me dizia que não queria se casar comigo, compreendi que não restava mais nada que aceitar o único homem que sim quer fazê-lo. Mas antes de contrair matrimônio com alguém a quem não desejo, queria saber o que é sentir fazer amor com alguém a quem se deseja.

— Ah, falando assim faz parecer me apropriei de algo que pertence a outro homem. —Itachi riu com amargura — Então tem intenção de enganar seu prometido e lhe fazer acreditar que continua sendo virgem? Pos os chifres antes do casamento?

— Pela primeira vez desde que tenha usado a razão decidi fazer o que eu desejava.

— Reconhece que tinha tudo planejado? Não posso acreditar que por um momento eu pensei que você fosse diferente, às demais mulheres que conheci. Você é igual a elas, traidora e manipuladora como todas.

— Como se atreve! Não te enganei. Tanto te custa acreditar que simplesmente te desejava? — Ferida e atônita pelo que acabava de acontecer, Sakura acrescentou, espontânea —: Embora agora não entenda por que te desejava tanto.

— Mas o fato, é que está feito. Agora não pode voltar atrás, não pode recuperar sua virgindade, mesmo que lamente tê-la entregue a um homem nada merecedor dela.

Itachi tirou a máscara, atirou-a no chão, e ficou ali quieto, sentado, mostrando unicamente um perfil do rosto. Na escuridão, Sakura pôde ver que tinha feições duras e marcadas. A besta que acabava de possuí-la era, ao menos em seu aspecto externo, um homem perfeito. Ele permaneceu em silêncio, e parecia que não se atreveria a olhá-la, como se estivesse decidindo o que fazer.

— Dispõe da carruagem — disse finalmente e, a modo de despedida, jogou algumas notas sobre o banco que havia entre os dois.

Ao escutar suas palavras, Sakura ficou gelada. Aquilo não podia estar acontecendo. Tinha guardado sua virgindade durante anos, tinha-a defendido com unhas e dentes, e, de repente, em um momento de loucura, a tinha entregue para aquele animal, para aquele bruto insensível, que o único que tinha dado em troca tinha sido dor e uma absoluta humilhação. Desta vez, seus instintos tinham lhe falhado.

Itachi golpeou o teto da carruagem. Quando os cavalos pararam se voltou um pouco para onde ela estava.

— Estarei fora uma semana ou duas. Mas logo, quando eu retornar, decidirei o que fazer com você.

Sakura ficou boquiaberta.

— “O que fazer comigo?”

E como pensava encontrar com ela? Ela continuava usando a máscara e não havia dito seu nome. Por outro lado, asseguraria de estar bem longe de Londres para quando ele retornasse.

Pensar em que não voltaria a lhe ver jamais era a única coisa que conseguia manter suas lágrimas sob controle. O conde teria sido melhor amante que este homem. Nada podia ser pior que aquilo.

Sakura correria para Jirayia... agradecida.

— E, garota — acrescentou Itachi lendo a sua mente — nem pense em se casar com outro enquanto eu não houver retornado.

Depois dessas palavras saiu da carruagem e antes de fechar a porta, Sakura acreditou ouvi-lo dizer:

— Ou eu me encarregarei de que fique viúva.


Notas Finais


Contínua...


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