História Se pudesse lhe daria... - Capítulo 3


Escrita por: e dreepkis

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekyeol, Chanbaek, Drama, Exo, Hunhan, Kaisoo, Krisyeol, Romance, Sebaek, Sulay, Xiuchen, Yaoi
Visualizações 182
Palavras 2.332
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


'Quem é vivo sempre aparece, rs.
QUATRO MESES BIANCA? Sim, isso mesmo. E o pior é que foi isso tudo pra escrever quase nada.

Depois que a Sew decidiu parar de escrever eu perdi totalmente o rumo, até porque eu sou super insegura com a minha escrita e fiquei com medo de não agradar vocês e estragar a fic inteira.

Então eu acabei seguindo a ideia da minha querida amiga e escritora também, Priscila, a cada dia eu escrevia um pouquinho e foi indo assim. Acho que tudo melhorou ainda mais quando a Mandy no caso a @annpie se ofereceu pra betar a fanfic aí num belo dia eu estava assistindo Naruto e veio a inspiração, escrevi a metade do capítulo. E anteontem eu terminei de escrever e pensa num alívio? Eu me sinto muito culpada quando demoro pra atualizar.

O capítulo não ficou aquela coisa, é só a parte chata da fanfic, a transição. Mas bem necessário pra relação Sebaek, espero muito que vocês gostem ok?

Boa leitura! '

Ps: Amanda que está aqui, mas estou postando exatamente o que a Bia pediu rsrs Espero que esteja tudo certinho ❤️

Capítulo 3 - Meu clichê adolescente.


S​em mais delongas, a claridade alcançou os seus olhos. O sol havia nascido à poucos minutos, mas a luz dele já era suficiente para incomodar SeHun, esse que há segundos atrás dormia sobre um travesseiro que não era seu.

O corpo parecia deveras suado e automaticamente ele passou as costas das mãos sobre os olhos, buscando enxergar, ainda um pouco perdido, visto que seu cansaço havia lhe derrubado na noite anterior.

Ajeitou-se em seu colchão pequeno que estava sobre o chão, ao lado de uma cama miúda e simples. Quando o loiro ergueu os olhos, que ainda não trabalhavam bem, avistou um BaekHyun com a bochecha direita espremida contra o tecido branco, com os fios bagunçados e a boca levemente aberta.

Após admirar devidamente a beleza desleixada do moreno pequeno, sentou-se de modo lento, alongando os seus braços ao se espreguiçar.

SeHun mais uma vez teve pesadelos, aqueles que nunca lhe abandonaram. A culpa o consumia, mesmo que ele não tivesse relação alguma com o acidente que tanto o incomodava. Isso, um acidente e nada mais além disso. Mas no fundo, ele não aceitava; a real culpa era “deles”, seu irmão não deveria ter morrido por algo tão banal. Odiava com todas as forças seus pais e tinha todos os motivos para tal sentimento.

Ainda inerte em seus pensamentos, foi até o banheiro do quarto para lavar o rosto. Precisava espairecer antes que ficasse louco. Sem medir passos, quando chegou ao banheiro, notou um armário branco e mais arrumado do que o seu próprio quarto — ou, melhor dizendo, antigo quarto —, permitiu-se ignorar e encarou seu reflexo miserável no espelho; olheiras e marcas de expressão. De fato, tão novo e já sofria com o estresse, eram as palavras que circulavam a sua mente e isso fazia com que ele sentisse pena de si mesmo.

Jogou água seguidas vezes no rosto para acalmar e, quando decidiu que era o suficiente, afastou-se, com intenção de sair do banheiro, e acabou reparando que o armário à frente estava levemente aberto, expondo uma parte pouco visível de pequenas embalagens e medicamentos. Curioso com o que havia visto, indagando consigo mesmo se o mais velho não se importaria se ele olhasse suas coisas, ainda não sabia se devia ou não, mas a sua curiosidade foi maior e lá estava o Oh vasculhando o que não era seu. Inicialmente não havia nada demais, somente toalhas e utensílios para o banheiro, até que notou bem lá nofundo várias caixas de remédios que havia visto, umas lacradas e outras abertas. No mesmo momento, ele reconheceu as cápsulas de Alprazolam* e Amisulprida*.

— Mas quê...? — perguntou-se ao segurar a caixinha ainda cheia. Ouviu passos rapidamente fechou tudo e se voltou para a pia.

— SeHun? O que está fazendo acordado? Precisa de algo? — BaekHyun perguntou sonolento, com os olhos praticamente se fechando outra vez.

— N-não, eu só estava jogando uma água no rosto. — Lhe respondeu, escondendo - ou tentando - seu nervosismo por quase ter sido pego pelo mais velho, era muito errado sair vasculhando a casa dos outros. Ainda mais quando era somente um completo estranho ali. Mas o que mais lhe incomodava, era o fato do garoto tomar tantos remédios. Não entendia já que, para ele, BaekHyun era normal.

— Ah, está bem então. Vou fazer o café-da-manhã. Tem uma escova nova no armário se quiser usar, e... Acho que é só. — Sorriu. E novamente, se viu perguntando o que havia de errado com o garoto arco-íris.

Após ter a primeira refeição do dia, pensou em como queria voltar para a casa o mais rápido possível. Não que tenha desgostado de ficar na companhia daquele menino tão colorido, na verdade, se sentiu deveras confortável com ele. O mais velho se mostrou completamente divertido, fazendo diversas piadas — claramente horríveis — que lhe trouxeram gargalhadas. E mesmo com tão pouco tempo, acabou se esquecendo da briga que teve em sua faculdade, de seus pais e de tudo aquilo que o atormentava todos os dias.

Mas era só parar um pouco, que aquele monte de problemas voltavam para si com uma força estrondosa, capaz de findar quaisquer momentos felizes que tivera. Por isso quis ir embora, queria chegar em sua casa, deitar e talvez nunca mais levantar, queria poder sofrer algum acidente que lhe fizesse perder a memória; ou aceitava algo como o Alzheimer batendo na porta mais cedo, somente para se livrar dos gritos de dor. Mas não seria capaz de esquecer, não quando havia seus pais para lembrar-lhe de tudo aquilo.

Horas depois do café, recebeu uma ligação, era sua mãe exigindo sua presença. Teriam um jantar importante de negócios e ela queria que seu primogênito estivesse presente. Como se ele desse uma foda para aquela gentinha falsa e miserável.

Com muitos agradecimentos, foi embora daquela casa tão colorida e cheia de alegria. Acabou que ganhou um número a mais em sua agenda de contatos e, mesmo tentando não demonstrar, soltou um sorrisinho ao se lembrar do garoto do guarda-chuva implorando para que salvasse seu número caso algo de ruim acontecesse novamente.

"Bom, ao todo não seria ruim falar com ele, era só não deixar saber demais e estaria tudo okei", era o que pensava.

Ainda quando chegou em casa, se lembrou do estado de seu quarto e quase se amaldiçoou por ter sido tão imprudente em detonar tudo daquele jeito, a vida realmente não era justa consigo. Ignorando toda aquela bagunça, foi se arrumar, logo seria o jantar e não queria ouvir reclamações sobre seu atraso.

Ele nunca iria obedecer seus pais, no entanto, não queria mais dor de cabeça. Mesmo assim, não resistiu ao ignorar o terno sobreposto em sua cama e colocar um de seus moletons escuros e calças jeans surradas, não se importava se iria estragar a imagem de seus pais.

Ao descer as escadas, viu sua mãe já arrumada em seu vestido negro, ao avistar seu filho, lhe lançou um olhar cheio de desgosto. Enquanto o dito cujo, somente riu ladino, controlando sua vontade de apertar o pescoço da moça até ela ficar sem ar. Não se importava, não havia ligação maternal, era tudo à base de ameaças. Abandonando tais pensamentos, rumou até a a o carro disposto em frente ao grande portão de sua mansão e, ignorando o chofer que segurava a porta para si, rumou para o outro a lado do carro.

Odiava toda essa cortesia obrigatória imposta por seus pais, sempre querendo novos servos para se sentirem no mais alto patamar da riqueza.

Horas e horas se passavam e a única coisa que se ouvia no enorme salão era o falatório, empresas, ações, vendas e dinheiro, mais nada. Até que em um momento jurava ter visto a
cabeleira castanha de seu novo hyung por ali, mas acabou concluindo que devia ser algo de sua cabeça e voltou para sua atividade chata de montar um castelo de cartas com o baralho que havia encontrado por ali.

 

E​nquanto ia em direção à um café que tinha decidido visitar, ficou pensando em BaekHyun,mesmo tendo se passado quase duas semanas desde que tinha se hospedado na casa do garoto, ainda se lembrava perfeitamente de ter visto vários antidepressivos dentro daquele armário, queria tanto saber o que se passava com o mais velho, porém não tinha intimidade com ele, nunca teve, só era um gato que quase foi morto pela e curiosidade. E como se fosse obra do destino, assim que entrou pela porta do estabelecimento, viu em uma mesa BaekHyun, reconhecerá ele pelo sorriso retangular que tanta havia o encantado.

Estranhamente ele estava acompanhado por um garoto com expressões joviais, com um quê feminino, que encantava qualquer um que parasse para analisar o garoto. O mesmo sorria tranquilo e parecia ser bem novo na verdade, como não queria ser reconhecido, simplesmente abaixou a cabeça e passou reto.

Se sentia um tolo por ter escolhido aquela cafeteria, tão perto da casa daquele que lhe acolhera na chuva intensa que caía no outro dia. Não queria encontrar BaekHyun, justamente pela culpa que sentia toda vez que se lembrava da invasão de privacidade. Só não contava que aquele mesmo desconhecido, que acompanhava o arco-íris ambulante, também havia o notado e, pior ainda, visto sua encarada nada discreta. O garoto resolveu apenas ignorar; poderia ser só impressão sua, até porque nunca havia visto aquele homem em sua vida e esperava que seu amigo colorido também não.

Quando SeHun chegou em casa, queria apenas um banho quente e descanso, talvez dormir pro resto de sua vida — se é que me entende. O dia foi extremamente cansativo e se achou um meliante fugindo de BaekHyun como o diabo foge da cruz, se bem que ele havia ido embora pouco depois que entrou. Achou ainda mais estranho o fato de quê ouviu ele dizendo estar atrasado para sua consulta. Não que estivesse ouvindo a conversa dos outros, porém a cafeteria estava meio vazia e BaekHyun é do tipo espalhafatoso e falava um tantinho alto, assim ecoando sua voz pelo ambiente. Se perguntava o que ele iria fazer neste tal médico, talvez uma consulta para checar se estava tudo ok.

Contudo, quando pisou na sala encontrou seus pais sentados no elegante sofá lhe encarando como se fosse um tipo de extraterrestre.

— O que estão olhando? — Perguntou estranhando. Não entendia o que se passava em sua frente. 

— Ora, fale direito com seus pais, esta não foi a educação que eu te dei. — Implicou a progenitora. 

— Realmente, esta foi a educação  a babá me deu. — Frisou as últimas palavras.

— Continuando… — O ignorou — Sua faculdade mandou um e-mail para nós, pode nos explicar o que eram aquelas notas miseráveis? Como pretende comandar a empresa da família se nem administrar sabe? — Indagou berrando.

— Primeiro, vocês pediram por isso quando me colocaram nessa droga de curso, nunca quis e nunca irei fazer essa coisa. E segundo, eu não vou administrar droga de empresa nenhuma, por que não trepam de novo e "criam" outro filho, já que mataram o único que se interessava nessa merda. — Levantou a voz.

— Fale direito com a sua mãe! Nós pagamos essa sua faculdade, bancamos todas as suas despesas, o mínimo que podia fazer era tirar notas o suficiente para passar. — Agora, finalmente, se pronunciou o pai.

— Ela não é minha mãe e vocês pagam essa droga porque querem. Eu cansei dessa merda. — Estava tudo 'numa boa e de repente eles resolvem infernizar o garoto. Ele queria apenas ficar em paz e nem isso consegue direito. Viu seu pai lhe lançar um olhar duro e se levantar, caminhou em sua direção, enquanto o outro somente dava passos para trás. 

— Abaixe o tom de voz enquanto estiver debaixo do meu teto. — Ele nem havia terminado de ouvir e sentiu uma enorme ardência em seu rosto, fazendo-o cair de bunda no chão. Havia levado um tapa. Não é como se fosse a primeira, e também não seria a última que seu pai lhe batia. O olhou com nojo e subiu correndo para seu quarto, pegou uma mala e encheu de roupas, ficaria em qualquer lugar, até debaixo da ponte se necessário. Só não ficaria mais nem um minuto naquela mansão horrorosa.

Enquanto jogava suas roupas de qualquer jeito dentro da mala pensava para onde iria, não tinha amigos, o máximo eram conhecidos e olhe lá. Ligou para um baixinho que havia feito dupla consigo pro trabalho, o outro era calado como ele, mesmo assim conversaram um pouco e conseguira o número dele, logicamente para falar do trabalho.

Alô? — Ouviu a voz melodiosa.

KyungSoo? Err... Olha, desculpa incomodar. É que aconteceu umas coisas, sei que você não me conhece muito bem e nem eu te conheço. Mas… será que eu poderia ficar na sua casa uns dias? — Meio sem coragem, questionou.

Olha... — Ouviu um suspiro. — Eu até poderia te ajudar, porém estou com a casa cheia e acho que não vai dar. Me desculpa mesmo cara. — Viu que ele estava sendo verdadeiro consigo, e isso o aliviou um pouco. 

Bom, tudo bem então. Nos falamos outro dia. — Por fim, desligou. — Droga, droga, droga... — Ralhou sozinho.

Que se dane. então decidiu: iria sair assim mesmo e depois pensaria no que fazer. 

Com uma habilidade quase nula em pular janelas, se atirou sobre a árvore que jazia ali e correu pela rua de mala e tudo. Sem rumo; sem direção, era assim que se encontrava...

Vagou pelas ruas e foi novamente para aquele praça, que significava muito para si. Ficou divagando e pensando em várias coisas, entre elas, o garoto de sorriso encantador e guarda-chuva colorido. Sem perceber, soltou um sorriso ao lembrar de como haviam se conhecido, naquele mesmo lugar, tarde da noite. 

Sentiu gotas finas tocaram sua pele, começava a chover. Que grande coincidência essa, não? Ele mesmo poderia dizer que era obra dos deuses, se algum existisse.

— Merda, era só o que me faltava. — E mesmo tremendo de frio, SeHun gostou, aquele clima fresco e cheiro de terra molhada era tudo o que precisava. Fechou os olhos e sentiu melhor aquela sensação de relaxamento, era tão vulnerável daquele jeito. Mesmo com sua expressão dura e frio, quem lhe visse naquele estado, somente acharia um adorável garoto amador de gotas gélidas que caiam meio a noite escura.

Respirou fundo, uma, duas e três vezes seguidas. Até parar de sentir aquela sensação de antes, mas já tinha parado de chover? Se questionava.

Sentiu um cheiro familiar, e aquela voz. Ah, aquela que ele se lembrava perfeitamente e agora era incrível como o universo fazia de tudo para juntar aquelas duas almas que vagam em meio ao caos do mundo. Quando abriu os olhos viu aquele mesmo sorriso, o olhar carinhoso enquanto segurava o cabo de seu guarda-chuva.

— Até quando iremos nos encontrar assim? — Soltou uma risada divertida.


Notas Finais


'E aí, o que acharam? Eu tinha escrito uma coisa bem diferente só que fiquei "Tem que ter algo bom no final" já que estava saindo muito chato o capítulo. Aí mudei e saiu isso.

Confesso que eu perdi toda a vontade de continuar escrevendo ela e pensei várias vezes em desistir.

Enfim, FELIZ NATAL ATRASADO ♡
E BOAS FESTAS TAMBÉM, obrigada por terem me apoiado, sim?.

Ontem eu descobri que minha amiga era minha leitora e não sabia que a fic era minha, eu ri muito. Mas amo ela ♡. Até daqui algumas semanas, ou meses, não vou iludir vocês.
Beijão sz '


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