História Sea Of Blood (Camren) - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Tags Camren, Fifth Harmony, Norminah, Piratas, Pirates, Vercy
Visualizações 214
Palavras 5.628
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


alooooo aloooo

cheguei, lindeza!

há quantos capítulos estamos nesse baile? festão da porra né
seria esse um desfecho merecido e digno de Baile tão maravilhoso?
teve camren
teve norminah
teve vero caindo no buraco
teve normani fingindo desmaio
teve coisa boa né
hmm só não teve morte não to honrando o nome da fic

e vamos ficar no padrão, comecemos com um hot leve

espero que gozem

brincadeira, espero que surtem mesmo

Capítulo 20 - 19th


Lauren

Só que eu, sinceramente, não queria sair dali. O ambiente era muito confortável e parecia que nunca seríamos incomodadas.

Queria preencher todo aquele silêncio.

- Vem aqui, Camz.

- Você está fazendo aquele tom de novo.

- É um tom diferente!

- Não é!

- Eu quero que venha aqui. – falei, mais firme. Camila levantou, como eu queria. – Continua com uma má impressão?

- Sim. – puxei-a pela cintura, ela soltou um gemido surpreso, mas sorriu.

- Continua?

- Sim. Mas agora eu não quero pensar nisso. – me beijou. Ri entre o beijo, deixando que ela dominasse.

Camila enfiou as mãos entre meus cabelos e eu a empurrei em direção a uma das prateleiras, devagar.

- Lauren, não faça isso, ou podemos destruir esse lugar. – ri, parando. – Você sabe.

- Está bem, desculpe. – deixei de beijá-la.

- Ah, eu não pedi que parasse. – beijou-me novamente.

- Mas, Camz... – tentei falar.

- Shh. – ela foi me empurrando na direção oposta, então apenas fechei meus olhos e fui. Ela não queria parar.

Mas, infelizmente, meus sapatos estavam no caminho e eu tropecei neles.

Caímos, Camila por cima de mim.

- Ai! – ela gargalhou.

- Acho que te mordi, sem querer.

- Definitivamente mordeu, Camz. – falei, sentindo o gosto do sangue. Mas ri também, enquanto ela estava preocupada. – Está tudo bem. – apertei sua bunda, com as duas mãos, aproveitando que ela estava em cima de mim.

- Lo, não está doendo?

- Não. – estava sim, mas nada demais. Olhei para o rosto dela, os olhos castanhos brilhantes que eu adorava e o pequeno corte em seu supercílio. – Lembra quando uma madeira voou no seu olho?

- Claro, foi anteontem. – ri. Acariciei seu pequeno arranhão. – Lauren. – Camila estava séria, tinha a boca levemente entreaberta, e sua respiração um pouco mais pesada misturava-se com a minha. Quente.

- Sim?

- Me beija.

Sim, eu obedeci.

E, outra vez, eu a deixei dominar o beijo.

Quando me dei por mim, Camila tinha a boca em meu colo, e eu gemia em tom baixo, inquieta e impaciente, já desejando que ela fosse em frente com aquilo, pois meu corpo já pedia por ela.

- Porra, Camila…

- Abre as pernas, Lauren.

É, eu queria preencher aquele silêncio.

- Eu amei seu vestido, já disse isso? – Camila disse quando a mão direita dela ultrapassou a fenda em meu vestido e chegou ao meu sexo, suspirei. – Ele torna as coisas mais fáceis...

- Sim. Fale menos. – Camila riu, beijando meu rosto e pescoço enquanto me penetrava com dois dedos.

O chão onde eu estava deitada tinha um tapete vermelho, eu tinha acabado de reparar. E Camila fodia tão bem…

- Mais forte... – sussurrei.

- Não se preocupe com isso, você ainda vai lembrar de mim amanhã.

Perguntei-me o que ela quis dizer com isso, mas só levou um segundo para que eu entendesse.

- Ah, Camila! – foi o que consegui dizer quando ela aumentou a velocidade, enquanto provavelmente deixava marcas em meu pescoço e colo.

Ela fazia forte e rápido, de um jeito que eu não tinha outra alternativa senão gemer, sentindo meu orgasmo se aproximar.

Até que Camila simplesmente parou.

- Olhe pra mim. – ela disse, me obrigando a abrir os olhos, já que eu os tinha fechado para me concentrar melhor no que sentia. Quando a olhei, ela voltou ao mesmo ritmo, fazendo-me morder o lábio para conter o grito. – Não feche os olhos. – ela mudou a posição, saindo de cima de mim e ficando de joelhos entre minhas pernas.

Quando Camila voltou, seus dedos foram bem fundo em mim, atingindo um ponto que ela não havia tocado antes.

- Isso, Camila! Porra!

- Eu estou amando que tudo o que dê pra ouvir sejam os seus gemidos, aqui. – ri, ofegante.

- Não exagere.

Então, ela parou, outra vez.

- Camila!  – apoiei-me em meus cotovelos, indignada. E latejando. – Você enlouqueceu?

A maldita apenas negou com a cabeça, com um sorriso de lado, e observou meu sexo. Deslizou os dedos com carinho, e, antes que eu realmente começasse a reclamar ali, abaixou-se em direção ao meio das minhas pernas. Sorri e suspirei em antecipação, ela me olhou e sorriu de volta, deixando um beijo em meu monte de vênus. 

- Eu vou morrer de saudades do seu gosto, Lo. – disse e chupou os próprios dedos melados com o que eu oferecia.

- Me chupa logo, Camila.

Era uma das coisas que eu mais adorava que ela fizesse, porque sempre o fazia com carinho. E eu sempre tinha orgasmos longos quando a boca dela ali estava.

Provocando, Camila beijou minha virilha, dos dois lados, deslizando ali a língua até meu centro, e até o outro lado, sem realmente me dar o que eu queria.

Sem a menor paciência, segurei a cabeça dela e forcei-a ali, ainda fazendo questão de aliviar minha urgência esfregando-me em seu rosto.

Camila me recebeu sem protestos e de bom grado, mas assim que deixei de pressioná-la, ela se afastou e olhou para mim, surpresa. A visão de seu rosto parcialmente melado com a minha excitação causou-me uma contração, e eu mordi meu lábio recém-mordido, ignorando completamente que aquilo doeu.

Camila sorriu, safada, e eu sorri de volta.

- Vou te fazer jorrar em minha boca, Jauregui. – ela sussurrou.

Mais uma contração.

- Ah, Camilaaa!

Foi o que me restou fazer enquanto ela me chupava.

Camila não foi tão carinhosa como sempre, e eu acabo de descobrir que assim é muito mais gostoso.

Meu corpo suava, formigava e a conhecida pressão em meu ventre só aumentava.

- Porra, Camila, onde você aprendeu a fazer isso?! Fode!

E ela me obedeceu, dando atenção ao meu nervo com a boca, mas agora também me fodendo forte com dois de seus dedos.

Arqueei as costas, deixando meus gemidos sôfregos saírem livres. Eu sentia toda a minha energia ir para aquele ponto, meu orgasmo parecia querer sair de mim a qualquer custo, e eu estava pronta.

Olhei para o teto, que parecia muito distante por causa das prateleiras gigantes de livros. Eu estava tonta de prazer, tanto que tive a impressão de que ambas as prateleiras desabariam sobre nós. A sensação foi levemente desesperadora, então apenas fechei meus olhos e gemi.

Camila pôs o terceiro dedo.

- Será que a minha mão cabe aqui outra vez?

- Oh, não sei se estou pronta pra isso, mas você pode tentar.

- Sua boceta me recebe tão bem, Lauren… eu amo fodê-la. Fala que ela não recebe mais ninguém desse jeito, fala.

- Só você me fode assim, Camila. E eu vou gozar... – ela sorriu.

E fez tudo com mais força.

Meu corpo tremeu, chamei por ela em meu êxtase. Camila entrou uma, duas, três, quatro vezes, até eu involuntariamente rebolar em seus dedos. Ela deixou de me penetrar e voltou com a boca, provando meu gosto e prolongando meu orgasmo. Prolongando-o bastante.

Talvez eu tive mais de um.

Queria até dizer que, depois que gozei, ela me disse palavras lindas e apaixonadas, mas…

- Porra, você gozou muito.

Eu não tinha ainda nem condições de abrir os olhos, mas gargalhei com a espontaneidade do meu amor. E concordei.

- Sim, por sua causa, Camz. – a olhei com carinho.

- Deusa. Eu amo você.

- Meu Sol.

- Minha Lua. – acariciei seu rosto. Ainda ofegava um pouco. – Acho que foi o orgasmo mais longo que já tive. Ou os mais longos, se é que isso é possível.

- Não sei, mas agora, acho que sim. – me beijou rapidamente, sorrindo em seguida. – Também foi o melhor para assistir. O meu não foi tão satisfatório, mas... tudo por você.

- Sente em meu rosto, Camila. – ela pareceu ser um pouco tentada pelo que eu disse.

Aliás, muito tentada.

- Não, melhor subirmos. Em meu quarto, eu sou sua. Vamos ter a nossa dança. E foder muito depois.

- Tudo bem, estou de acordo. Porém, agora… eu preciso me recuperar disso. – Camila riu.

Camila

- Sabe o que pode acontecer, certo? – falei, calçando meus sapatos de volta.

Lauren folheava o livro que eu a presenteei. Combinamos de buscá-lo antes de ela ir embora.

- O que vai acontecer, Camila. Vão especular e tentar descobrir quem eu sou. Mas não tem problema, eu não estarei aqui amanhã. – ela pôs o livro ao meu lado.

- Ainda tem a Tori, que pode tentar alguma loucura. Falando nela, ainda não a vi essa noite, por um milagre.

- Ela não deve estar aqui, depois do que aconteceu.

- O que aconteceu?!

- Um tiro. – meu queixo já caiu, achando que ela estava morta. – No braço dela, ela está viva.

- Tiro? Quem atirou? Como você sabe disso, Lauren?

Ela suspirou.

- Sua ex-namorada visitou minha casa. Falou asneiras, mostrou que não superou o término, falou em vingança, e levou uma arma carregada.

- Deuses, Lolo, você está bem? – toquei o corpo dela, procurando por machucados e furos de bala.

Sim, desespero.

Como esperado, não achei nada além dos machucados que eu já sabia que estavam lá e das marcas que fiz questão de deixar.

- Eu estou bem, Camila. Victoria é muito burra. E você precisa escolher melhor as suas namoradas.

- Tem razão. O que acha de Ariana?

- Foda-se, Camila. – gargalhei. – Estou falando de namoradas que não tentem assassinar suas sucessoras.

- Isso só prova que você é a melhor que eu já tive.

- Sim.

- E por isso você não vai ser minha ex, Lo.

- Eu sei. – sorriu, convencida. Tive que beijar aquele amor.

- E como você saiu da mira de uma arma? – ela levantou as sobrancelhas, ainda com o mesmo sorriso convencido. – Vê, Lauren? Você não é para morrer. Continua sobrevivendo, outra vez, novamente e de novo. Eu te amo mais ainda por isso.

- Eu sou uma Jauregui, Camz. Está subentendido nisso que eu preciso sobreviver. E a sua namoradinha queria atirar em mim de perto. Acho que pretendia fazer um estrago nesse rostinho. – ri. – Quando a burra ficou perto demais, eu bati em seu braço, derrubando a arma. 

- E aí você atirou nela? Fez bem. – disse já a abraçando, feliz.

Menos uma louca em meu caminho, hoje.

- Eu não. Quando a arma caiu, disparou na direção dela. O tiro atravessou seu braço, Veronica e eu a levamos para umas curandeiras e eu joguei a arma fora.

- Você ainda a levou para uma curandeira?

- Eu não podia deixá-la sangrando até a morte, muito menos dentro da casa do meu pai. – assenti.

Não era um anjinho? Ela nem quis machucar a Tori, só quis ajudar, mesmo dizendo que quando a visse, a ensinaria uma lição. Muito nobre, e linda…

- Por que está me olhando assim, Camz? – sorriu divertida.

- Porque você disse que daria uma lição na Tori, e ainda a ajudou, sabe? Você é um amor.

- Eu matei um homem ontem mesmo. – cruzou os braços, assumindo a postura forte que eu amava. – Mais de um, se quer saber.

- Agora você ficou mais sexy do que há um segundo. – a risada dela é tão gostosa. – E agora um pouco mais.

- É o que eu faço? Ficar mais sexy a cada segundo? – e assim que terminou a frase, lambeu os lábios.

Sim, Lauren.

- Diante dos meus olhos, sim. – beijei aquela boca linda, porque ela só podia estar me chamando.

E subimos, de mãos dadas. Pus minha máscara de volta.

- Que mal lhe pergunte, Lo, onde estava a Veronica quando a Tori apareceu?

- Não sei, ela veio correndo quando ouviu o tiro. Talvez já estivesse vindo, mas foi de grande ajuda. Até porque foi ela quem carregou Victoria e levou às pressas.

- A Vero é tão boa, ela cuida tão bem da gente… uma mulher sensacional. – Lauren assentiu.

- É, não sei o que faríamos sem ela.

Veronica

Realmente, essa noite estava sendo difícil.

- Lucy… onde está a Lucy?

- Meu Deus, Veronica! – tropecei na porta do cabaré, Ally, que estava ali, me segurou com bastante dificuldade. – Você está sangrando!

- Vero! – ouvi a voz dela e ajeitei minha postura. Mas eu estava muito tonta, e extremamente dolorida em vários lugares. – Desculpa, eu demorei e…

- Você não estava em seu posto, sua vagabunda…

- A Veronica está bem, Ally. Está me xingando. – sorri e procurei os lábios dela, selando com os meus. – O que aconteceu com você, meu amor?

- Tudo o que você puder imaginar, mi suerte. Não estou enxergando bem…

- Vero? Veronica?

Eu até ouvi e tentei responder, mas perdi a consciência no meio do caminho. Desmaiei igualzinho à Normani, só que comigo foi de verdade.

Quando acordei, dei falta do baú de Lauren que eu segurava.

- O tesouro da Lauren, eu…

- Calma, Vero. – eu estava no colo de Lucy, em um quarto. Sozinha com ela, ainda bem.

E quase nenhuma dor.

- Lu, Deuses, eu quase morri... – a abracei forte.

- Você nunca mais vai fazer essas loucuras, está ouvindo? Eu vou acabar com a Lauren quando ela voltar. Quase mata minha namorada!

- Eu sou sua mulher.

- Sim, minha mulher. De qualquer forma, a Lauren vai se ver comigo.

- Não foi culpa dela, eu concordei.

- O mal é que você sempre concorda.

- Onde está o baú?

- Aqui comigo, Vero. Respira.

- Estou respirando, estou ótima.

- Onde você quebrou esse queixo? E esses machucados todos? – apontou meu braço arranhado, até os ombros. – Você está parecendo comigo, depois de transar com você. – ri.

- Eu não machuco você sempre…

- Machuca sim. – acariciou meu cabelo.

- É, mas porque você me machuca por dentro, às vezes. – ela deu uma risadinha gostosa.

- Tem razão. Mas me diz, onde arranjou tantos machucados?

- Caí em um buraco e caí em espinhos. – ela me olhou surpresa. – Não foi bem dentro do buraco, usei meus braços e o queixo também, para amortecer a queda. Na corrida, acho que torci meu pé também. – ela assentiu. – Estou toda fodida, mas pelo menos eu consegui, não é? Vai dar tudo certo.

- Vai sim, meu amorzinho. E eu vou cuidar de você. – disse, passando outra vez o pano molhado em meu queixo. – Amo você, ok? Não esquece disso, quando estiver numa dessas situações de quase morte. – ri.

- Eu só vivo por você, mi suerte. Pensei em você, muito, quis estar com você. Principalmente quando Camila e Lauren ficaram safadas e Dinah e Normani só queriam saber de transar. Fiquei deslocada, você fez falta. – ela riu, fazendo carinho em mim. – Te amo muito.

- Eu também, bebê. E fique tranquila, logo voltaremos a deixá-las desconfortáveis. – ri.

- Quanto tempo eu fiquei apagada?

- Não muito. Mas eu fiquei desesperada, sua respiração estava muito fraca para o meu gosto, então fui buscar alguém pra ajudar você. Vieram duas senhoras e...

- Duas senhoras baixinhas? – ela assentiu. Sorri. – Obrigada por me deixar em boas mãos.

- Quem disse que deixei você? Fiquei o tempo todo vendo elas fazerem seja lá o que era aquilo. – sorri. – Depois que elas passaram alguns minutos contigo, você já estava completamente diferente, parecia dormir serena. Bem. E linda.

- Você é linda. 

- Você não demorou de acordar, mas elas já foram. Deixaram um remédio, e me disseram para te dar quando você acordasse. São folhas, e eu tenho de fazer um chá. Acho que eram bruxas.

- Se sim, bruxas boas.

- Claro. Salvaram o meu amor.

- Eu não ia morrer, apenas estava fraca. Sabe que horas são?

- Ainda não são nem onze, descanse e partiremos à meia noite como o combinado. Vou buscar seu chá e algo para você comer. – assenti.

Faltava pouco mais de uma hora, e tudo o que eu podia fazer agora era rezar por qualquer um que ajudasse.

Em uma hora, tudo poderia ir para o buraco, como eu quase fui.

Mas não ia, eu torcia. Principalmente pela vitória de Lauren. Ela só precisava sair na hora certa, e não fazer nenhuma burrice. Nem ela, nem Camila.

Elas são espertas, certo?

Camila

Quando subimos para o salão, adivinha quem estava lá roubando a cena?

Sim, o casal que eu formei, Dinah e Normani, maravilhosas.

- Pronta, Lolo?

Lauren não estava exatamente confortável com a exposição, mas não reclamou. Apesar de tudo, ela queria aquele momento tanto quanto eu.

- Sim. Eu não consigo olhar para outra coisa, de qualquer forma. Só vejo você. – garantiu, ajeitando a máscara no rosto. Eu ainda via um pouco de suor em suas bochechas. – Nessa noite o amor chegou pra alguém. – Lauren disse, fazendo um sinal na direção do casalzinho mais lindo.

- Amo esse casal, e vai durar mais do que a própria Normani pensa. – Lauren concordou. – Aposto, elas vão ficar juntas até eu ser Rainha de Lesbos.

- Camz, você não… Ah. – e gargalhou. Assenti, rindo.

Claro, deve-se rir da própria desgraça, isso é uma lei humana.

- Estou com fome, nossa. – falei, já levando Lauren para onde poderíamos comer. Mesmo que estivéssemos praticamente sozinhas, Lauren apenas me observou engolir por alguns segundos, optando por pegar uma taça de champanhe, e me entregando-a em seguida. – Não sente fome?

- Não mais que você, Camz. – riu e se serviu de um canapé. Não vou mentir que uma das melhores partes da celebração era comer.

Só parei minutos depois, percebendo Lauren um poço de educação e elegância comendo e eu de boca cheia, falando.

E fui eu quem fiz aulas de etiqueta. Chatíssimas, por sinal.

Mas tudo bem, ela estava achando a cena, de certa forma, adorável. Lauren me admirava muito, assim como eu a ela, e isso me fazia querer abraçá-la e beijá-la sempre.

Eu sentiria muita falta disso, tive certeza.

Depois de beber meu champanhe, observei-a servir-se de mais uma taça. Aliás, entorná-la. Só de imaginar beber assim meu corpo já pensa em expulsar o álcool pelo mesmo caminho: já fico enjoada.

- Vamos? – apontei o salão. – Uma dança e subimos para fazer… Na hora decidimos o que fazer. – ela achou graça, e concordou.

- Já combinamos o que fazer. – beijou meu rosto, fomos andando.

Agora estávamos praticamente no centro do salão, lado a lado.

- Me concede essa dança? – estendeu a mão.

Tão cavalheira… e ainda duvidam que mulheres são melhores.

- Claro, meu tesourinho. – Lauren fez uma cara que me arrancou uma gargalhada.

- Camila... – reclamou.

- É meu tesourinho sim, porque...

- Mila! – Ariana apareceu ao nosso lado, um pouco ofegante.

Um arrepio subiu pela minha espinha e eu pensei: Fodeu.

Quase me desesperei porque, porra, estava tudo indo bem, eram pouco mais de dez da noite, eu tinha pouquíssimo tempo com Lauren e deu merda justo agora?

- O que houve? Por que parece ter corrido por todo o salão?

- Deve ter sido, por aí. Enfim, acho que temos um problema!

- Preciso sair daqui imediatamente? – Lauren perguntou.

- Não sei!

- Fala o que houve, Ari.

- Eu estava naquela sala com o Shawn, ele tocou piano, cantamos, as coisas pareciam estar andando, e já conversávamos há um bom tempo, até que um dos guardas entrou de repente e veio até ele. Procurando pelo seu pai!

- Ué, papai não está por aqui? – olhei em volta. O Rei e a Rainha eram os anfitriões, como ele poderia ter sumido?

- Bom, parece que não. Então o Shawn foi informado de que vocês podem ter sido roubados, sei lá, uma garota saiu daqui correndo com algo. Que porra tá acontecendo, você sabe? – Lauren bateu na testa.

- Merda, a Vero foi vista. – lamentei baixinho, sem que Ariana ouvisse. – Está sabendo de mais alguma coisa?

- Apenas uma: não há nem sinal do seu pai.

- Será que ele está procurando por mim? – Lauren sussurrou em meu ouvido. Tive de ignorar o arrepio que senti.

- Duvido, Lo. Ele não sabe de nada. Ouviu rumores sobre você aqui e concluiu que eram mentira.

- Não me sinto segura como deveria. – ela suspirou.

- Onde está mamãe? – procurei com os olhos, assim como Ariana.

- Logo ali. – disse Lauren. – Ela não parece preocupada com o seu pai. – realmente, ela ria e conversava com amigos.

Eu sabia que minha mãe tinha diversos motivos para não dar a mínima para Alejandro, mas essa não era ela. Ela se importa com ele, apesar de tudo. Então, se ela não estava preocupada, eu não deveria.

- E se ela não sabe?

- Mamãe sabe de tudo. – falei. E era verdade. – Ela sempre é uma das primeiras a saber.

- Não esteja tão certa disso, Camz, a Rainha é praticamente impotente. – Ariana concordou. Rolei os olhos.

- Certo, se tranquiliza vocês, eu vou até lá.

Deixei as duas e fui até minha mãe, que parou de conversar ao me ver, pediu licença e veio até mim.

- É o momento de conhecer sua namorada? – ela perguntou com um grande sorriso no rosto.

Gelei.

- N-não… eu quero saber do papai. Onde ele está?

- Sumiu, não foi? Tsc. – eu sabia que ela sabia, mamãe é foda. – Ora, deve estar com a amante dele. – fiquei atônita.

- Alejandro tem uma amante? 

- Ainda duvida, filha? Você é esperta. E você namora alguém escondida de todos. Você sabe. – pensei, ponderei e… é, bem provável que fosse verdade. – Não sei quem seria, e nem quero saber.

- Nem eu... – fiz silêncio, mas não me contive. – Mama, isso não dói? Ele trair você, dentro do palácio e tudo mais? – eu não conseguia não pensar nisso, porque pensei na Lauren.

Se ela me traísse, além de, primeiramente, com muita raiva, eu ficaria muito triste. Me perguntando o que fiz para ela ter que procurar outra pessoa.

- Camila, Alejandro nunca foi meu.

Pesado.

- Houve a época que eu e seu pai cuidamos um do outro, e até achamos que havia paixão. Sempre nos gostamos, mas ele nunca foi meu homem. E eu nunca me preocupei com isso, escolhi apoiá-lo, porque como eu contei a você, o jovem Rei Alejandro precisava de uma Rainha que o apoiasse, e eu cumpri essa missão, até ele desprezar minha ajuda.

- Sim. Mas, mesmo assim, acho que…

- Sinceramente, Camila, eu não odeio o seu pai. Não deve doer, apenas porque eu não sei quem é essa mulher. E você se preocupa, por estar apaixonada, está apenas com medo de que vá acontecer a vocês.

- Tem razão. Não consigo imaginar-me passando por isso, o simples cogitar dói muito.

- Não precisa pensar nisso, pelo que me contou, vocês estão apaixonadas. Diferente de mim e seu pai. – era verdade. – Então, não vai me apresentar a garota?

- Tem certeza, mama? – ela assentiu. – Absoluta?

- Claro, Camila.

Suspirei e, hesitante, chamei Lauren com o dedo. Ela negou, então mamãe também a chamou. E ela, sem saída, veio.

Conforme Lauren se aproximava, a expressão de minha mãe mudava, para algo próximo de surpresa. Ela não demorou de entender o que estava acontecendo ali. Tanto que Lauren até parou no meio do caminho, relutante.

Estendi a mão em sua direção, encorajando-a.

- Ahn… Mãe, esta é a Lauren. – ela ficou calada. Olhou para mim. Suspirou e acariciou minha mão. Fiquei surpresa.

Então, ela sorriu para Lauren.

- Prazer em finalmente conhecê-la, Lauren.

- É um prazer e uma honra, Majestade. – ela fez uma pequena reverência.

- Ora, é uma Princesa sem coroa, Camila. – ainda surpresa, mas muito feliz, concordei, segurando a mão de Lauren, que suava. – Fico aliviada e satisfeita por estarem bem e felizes. Aproveitem a noite!

- Você também, mama. – a abracei, feliz.

- A sua sorte foi Alejandro não ter olhado pra ela ainda. – disse em meu ouvido. – Tome bastante cuidado com a sua Afrodite. – não pude deixar de sorrir.

- Vou tomar. É só uma dança.

- Sei o quanto é prudente, por menos que pareça, filha. Eu amo você. Tome as decisões certas, a partir de agora.

- Tentarei.

Mama voltou à roda de conversa dela, e eu me voltei para Lauren.

- Ela entendeu tudo, não foi? Estou fodida?

- Não. Ela entendeu, mas não fará nada. Sabe que você partirá essa noite, conversamos.

- Pelo menos a sua mãe me deixou tranquila. – sorri. – Então, Vossa Alteza, me concede esta dança? – estendeu a mão.

- Essa e todas as outras. – pus minha mão sobre a dela.

Lauren segurou minha mão e eu andei em torno dela. Ela sorria, e eu também. Fui girada, uma vez e parei em seus braços, sendo conduzida lentamente, como se todo o tempo do mundo fosse só nosso.

Eu confiava plenamente nela, e ela sabia exatamente o que fazer.

Não conseguia tirar meus olhos dos dela. Mas ela também não tirava os olhos dos meus. Eu sabia que ela sorria pelo brilho em seu olhar, e eu sorria junto. Naquela troca de olhares, conversávamos.

Nada mais precisava ser dito.

Pertencemo-nos, e as juras de amor eterno eram trocadas ali, naqueles segundos. As promessas de fazer o possível e o impossível uma pela outra. De sempre a encontrar, não importa onde ou como. De nunca esquecer de nenhum detalhe ou momento.

Eu a reconheceria a quilômetros de distância. Até debaixo d’água, e sempre seria sua parceira. Nunca mais minha alma dançaria com outra pessoa. Só com Lauren.

- Eu te amo, Camila. – ela estava emocionada. Eu a abracei, mas não paramos de dançar. – Vou amar você até o meu último suspiro. E todos que me conhecerem saberão que o meu coração pertence a você.

- E o meu a você.

- O que eu sinto é tão imenso, tão maior que eu, que quando eu morrer, o meu amor continuará, protegendo você. – sorri.

Falavam de Lauren, “a garota dos olhos verdes cristalinos como o mar caribenho”, como se ela fosse uma lenda, um ser sobrenatural. Alguns acreditavam que ela foi uma maldição que deveria recair sobre seu pai, e por isso, a beleza tão marcante teria um preço. Um destino terrível.

Ela me contou isso. E também diz que acha que está vivendo seu destino terrível. Destino que provavelmente incluía uma morte precoce. Talvez seja tudo verdade, talvez não.

Tudo o que eu realmente sei é que o amor por ela é a melhor coisa que eu já senti.

- Quando morrermos, Lauren, juntas, o nosso amor continuará.  Será recontado e percebido, pois ele ainda estará nas pequenas coisas, na rotina e na natureza. No nascer e pôr do sol, nas ondas que quebram e em cada jovem coração onde nasce o amor. Lá estaremos. E seremos inseparáveis. Os Deuses não tirarão você de mim, eu sei. – falei, com o rosto colado com o dela.

Lauren derramou uma lágrima.

E eu beijei seu rosto. Ela estava sorrindo timidamente, deixei-me ser girada por ela de novo. Ela me trouxe de volta com mais força, seguindo a música, e uma de minhas pernas ficou entre as dela enquanto ela inclinava meu corpo para trás. Sentia sua mão segurando-me firmemente.

Lauren me trouxe à posição normal vagarosamente, olhando-me com carinho.

- E ah, eu também te amo, Lauren. – nossos narizes roçavam-se, as respirações descompensadas misturavam-se, o calor aumentava.

Eu queria beijá-la bem ali.

- Não posso beijar você, posso? – ela sussurrou, sem sair do passo inicial ao qual me conduzia. Neguei.

Um arrepio cortou meu corpo quando ela suspirou.

Lauren girou-me uma última vez, para abraçar minha cintura em seguida. Abracei seu pescoço outra vez, sentindo a temperatura do meu corpo subir.

- Vamos subir... – Lauren assentiu, deslizando os lábios em minha bochecha e logo pressionando-os ali.

Puxei-a pela mão, e subimos as escadas lado a lado, trocando aquele olhar.

- Camila, você promete que não vai se meter em problemas em minha ausência? – ri, enquanto chegávamos ao topo da escadaria. Lauren soltou minha mão para limpar os olhos molhados.

- Ahn, não posso prometer isso, Lo. – ela também riu.

- Mas você tem que prometer, para o meu bem, para o nosso bem.

- E você? Vai para o mar, eu não sei nem o que pode te acontecer! Uma infinidade de coisas, Deuses! – Lauren riu com gosto.

- Essa é a magia de ser um pirata, Camz.

Quando ela entrou em minha frente no corredor, olhei para baixo e notei mais da metade das cabeças viradas em nossa direção. Achei graça naquilo, os olhares curiosos. Chamamos atenção. 

Acho que, infelizmente, ver um casal num momento de plena felicidade era coisa rara por aqui. 

- Estavam todos olhando para nós. – falei, levantando minha máscara até o topo de minha cabeça e andando mais rápido para alcançá-la, ela já estava longe de mim.

- Eu estava tão concentrada em você que sequer notei, Camila. – Lauren deu meia-volta e me puxou, me girou e terminou prensando meu corpo entre o seu e a parede.

A porta do meu quarto, à nossa esquerda, estava entreaberta. Só precisávamos entrar.

Mas ali estava bom.

Já excitada desde os olhares nada inocentes no Salão, sorri e segurei o rosto dela, roubando-lhe o beijo que queria dar-lhe desde aquela hora. A mão dela adentrou meus cabelos e os segurou firme, minha máscara até caiu, mas não nos importamos.

Lauren beijou-me como se fosse a última vez. E, ao mesmo tempo, como se fosse a primeira vez. 

Apesar da sensação levemente melancólica, Lauren não deixou a mim tempo para a tristeza, ela fez tudo ficar mais quente e, ao final do beijo que provavelmente fora o mais longo que já demos, eu só conseguia pensar em arrancar suas roupas o mais rápido possível.

- Lo, vamos… vamos para o meu quarto. – sussurrei, ela beijava meu pescoço e as mãos apertavam firmemente minha cintura, como se garantissem que eu não moveria um músculo para sair dali.

- Não pode ser aqui? – ela respondeu, no mesmo tom de voz. O meio das minhas pernas latejava. Eu precisava dela, e a chance de sermos pegas só deixava tudo melhor. 

Não, ter Lauren Jauregui tocando em você não te permite raciocinar corretamente. Porque alguém chegar ali, dependendo de quem fosse, poderia significar o fim da linha para a minha amada.

Que não parecia preocupada, também.

Estava prestes a ceder, mas tive de interrompê-la ao escutar um gemido que definitivamente não era meu, nem dela.

- Você ouviu isso, Lo? – sussurrei.

- Acho que sim, alguém gemeu. Foi o que escutou?

- É.

E escutamos de novo. Lauren deu uma risadinha baixa.

- Seu irmão provavelmente está se divertindo. – riu. Mas, mesmo que fizesse muito sentido ser Shawn lá dentro, tive a sensação de que não era. – E Ariana também, certo? – soltei o ar, com raiva. – Sem problemas, também vamos nos divertir, certo? – beijou meu pescoço, suspirei.

Mais um grito, dessa vez mais alto e claro do que antes. A raiva tomou conta do meu corpo e eu afastei o rosto de Lauren do meu corpo.

- Não, essa não é a Ari.

- Como você sabe, Camila? – ela se afastou levemente, na verdade, apenas deixou de me empurrar contra a parede, e me olhou, ciumenta. Mas eu nem reparei.

- Porque é a Tori.

- O que? Como ela pode estar transando desse jeito depois de mais cedo? E por que o Shawn faria…

- Não faço a menor ideia, e não é o Shawn. – a vagabunda gemeu alto outra vez. – Filha da puta!

- Mas quem… Camila! – reclamou quando eu a empurrei. – Por quê?

- Você não entende. – fui em direção à porta daquele cômodo, pronta para arrombar e fazer um escândalo, nem pensei em nada.

Lauren segurou meu braço.

- Me solta, Lauren!

- Camila, você está fora de controle, eu não vou deixar que faça isso. Vai arruinar tudo!

- Lauren, falo sério, me solta... – eu estava me contendo para não bater nela. Bateria em qualquer um que ficasse em meu caminho agora.

- Camz, olha pra mim. – segurou meu rosto. Eu a amava demais para machucá-la. – Vocês já terminaram, por que essa raiva toda? Respira, você nem quer nada com essa mulher. Sou eu quem você ama, sabe disso. – por um segundo, eu realmente me desliguei do contexto e a escutei, olhando em seus olhos. – Não é?

- Sim Lo, claro que amo, mas... – voltei a lembrar do contexto. – Não, você não entendeu, não é ela, eu…

- Assim, Majestade, com força! 

Outra vez naquela noite, eu só via vermelho.

Olhei para Lauren, de queixo caído, e aproveitei que ela ficou mesmo surpresa para me soltar do seu aperto em meu braço.

- Camila, não! – tentei abrir a porta, mas sem sucesso. Agora o silêncio vinha do quarto, mas já não adiantava.

Afastei-me da porta, e Lauren tentou me segurar outra vez.

- Camz, pode ser o seu irmão aí dentro, você…

- Não começa, Lauren! – soltei-me novamente, e chutei a porta. Não abriu, e Lauren me segurou de novo, pelo pulso.

- É sério, pensa no que pode... – no segundo chute, a porta se escancarou e eu entrei, trazendo Lauren junto porque essa insistiu em não me deixar dessa vez.

- Alejandro...? – atônita, foi tudo o que consegui dizer.

Sim, eu obviamente tinha uma ideia do que veria quando entrasse, mas não deixou de ser um choque.

Por isso, congelei na porta, extremamente enojada. 

- Porra, Camila! – a filha da puta reclamou, cobrindo os seios com pressa, assim como ele saiu de dentro dela e ficou de costas para a porta, caminhando vagarosamente na direção oposta. Victoria continuou sentada sobre uma cômoda, as pernas ainda abertas.

- Meu Deus, Camila... – ele lamentou.

- Puta merda... – Lauren disse, e pelo som, ela estava com a mão na boca.

- Que porra... – eu até tentei falar, adentrando o cômodo, mas o enjoo foi maior. Ali cheirava a sexo. – Pai, como você pode...? Desde quando isso...?

Interrompi-me e dei meia-volta, Lauren me olhou preocupada, mas apenas me afastei outra vez.

E vomitei tudo o que tinha no estômago.


Notas Finais


oxe, tenho nada a dizer não, segue o baile


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