História Sea of ​​the Dead - Capítulo 20


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Categorias The Walking Dead
Personagens Carl Grimes, Personagens Originais
Tags Carl Grimes, The Walking Dead
Visualizações 51
Palavras 3.835
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O.k. O.k., eu sou uma péssima pessoa por ter demorado tanto, me desculpem. Mas depois do que aconteceu com Carl em The Walking Dead ficou difícil pra mim escrever, então me perdoem por favor. Vou fazer de tudo pra não acabar com a fanfic.
Boa leitura

Capítulo 20 - Eu te Amo


                  POV Carl

Dinna conversava com Enzo do meu lado, a conversa deles se resumia em golpes de luta. Minha atenção estava em Judith em meu colo. Ela estava agitada e eu sabia que aquilo era fome. Havia menos da metade da papinha dela no potinho, eu estava tentando economizar, porém não tinha muita opção.

Levantei do banco da igreja e caminhei até meu pai que estava em uma conversa séria com Michonne.

- Pai.- O chamei fazendo me olhar. - Eu sei que você já sabe disso, mas precisamos de comida. Judith está com fome e não tem mais comida para ela.

- É...- Falou e colocou a mão em meu ombro olhando para o restante da igreja. - Gabriel.

O padre veio até nós ainda receoso com o nosso pessoal.

- Você conhece o lugar. - Meu pai afirmou o olhando com seriedade. - Sabe onde podemos ir, para conseguir suprimentos?

- Eu limpei umas casas, onde não haviam aqueles demônios. - Contou. - Tem um lugar onde não consegui ir, havia muitos deles.

- Quantos?- Perguntei.

- Acho que uns doze. - Respondeu medroso.

- Damos conta. - Afirmou Michonne.

- O.K. Ei, pessoal. - Meu pai chamou a atenção de todos ali. - Vamos em uma busca. Gabriel falou onde ir.

- Eu posso fazer um mapa...

- Não. Você vai com a gente. - Meu pai o cortou.

- Eu acho que não seria útil...

- Tá decidido. - O cortou novamente, agora mais sério, fazendo Gabriel se encolher.

- Eu e Carol não vamos. - Daryl se pronunciou. - Vamos em busca de água.

- Tá. - Meu pai assentiu olhando para o restante. - Glenn, Maggie. - Os dois assentiram concordando.

- Eu e Bob. Nós vamos. - Sasha levantou falando.

- O.K. Eu e Michonne também, o resto ficará. Protegerá o lugar.

- Se formos agora, conseguimos chegar antes de anoitecer. - Comentou Maggie.

- Sim. Vamos nos preparar.

Comecei a caminhar ainda com Judith pela igreja até chegar na mochila de Dinna, onde tinha a sua papinha.

- Ei, eu cuido dela. - Me virei, vendo Enzo com um sorriso simpático.

- Por quê?- Questionei desconfiado.

- Por favor, Carl. Ele não vai assassinar sua irmã. - Dinna falou enquanto sorria.

- Tá.

Entreguei minha irmã a ele que a pegou com delicadeza pegando a mochila de Dinna e sentando no banco com ela.

- Olha, Enzo é uma pessoa boa, dê uma chance.

Antes de eu responder a Dinna, Abraham a chama. Todos já saiam da igreja aos poucos. Avistei meu pai conversando com Daryl, me sentei em um banco e tirei meu chapéu colocando ao meu lado. Olhei para frente onde Enzo estava com Judith, não tinha motivos para mim não gostar dele, ele ajudou Dinna. Ajudou quando eu não fiz isso. Talvez seja esse o motivo de eu não gostar, o fato dela precisar de mais alguém, não fui capaz de estar com ela, de salvá-la.

- Carl. - Ouvi a voz de meu pai e o olhei, se abaixando ao lado do banco. - A gente já tá indo.

Olhei para trás vendo que todos já estavam na rua arrumando suas armas. Voltei meu olhar para meu pai e abaixei o olhar não conseguindo dizer o que queria.

- Quero que proteja sua irmã, com unhas e dentes. Talvez eu não volte para fazer isso. - O tom de meu pai era de alerta, me deixando da mesma forma.

- Vocês vão voltar, estão em grande número e...

- Não importa, Carl. - Me interrompeu. - Você não está seguro. Não importa quantas pessoas estejam com você, ou, quantas balas você tem. Você não está seguro, não existe mais nenhum lugar seguro. - Eu apenas assenti e olhei para frente. - Quero que cuide e todos aqui, não apenas da Judith.

- Eu vou. - Murmurei olhando para baixo.

- Eu te amo, Carl. - Sussurrou levantando.

- Eu também... - Sussurrei. - Pai. - O chamei antes dele se afastar. - Você tem razão, eu sou forte. Todos nós somos. - Olhei em seus olhos querendo saber no que ele pensava. - E somos fortes o suficiente para ajudar as pessoas.

Meu pai olhou para o lado e assentiu, depois se afastou saindo da igreja com os outros.

Tyreese entrou na igreja fechando as portas, as janelas ainda estavam abertas deixavam tudo ainda claro.

Ele foi em direção a Enzo que tinha minha irmã, agora dormindo, nos braços. Ty levou Judith sala ao lado do altar. Dinna conversava com Eugene e Tara mas logo saiu dali e sentou no banco ao lado de Enzo. Me levantei pegando meu chapéu o colocando. Fui até a minha mochila ao lado da de Dinna e peguei uma garrafa de água.

- Meu pai me pediu para cuidar dele. - Comentou olhando para Eugene, me fazendo olhá-lo também.

- Ele tem a cura. - Enzo respondeu tirando as palavras da minha boca.

- Mesmo assim. Como ele consegue ser tão inocente?

- Você também era antes de chegar na prisão. - Comentei oferecendo a água. - Na verdade ainda é.

- Não. - Falou pegando a água. - Eu não era, nem sou, não como ele. Ele não sabe segurar um facão.

- Nem todo mundo nasce para esse mundo. - Explicou Enzo.

- Ninguém nasceu para esse mundo, Enzo. - Rebateu o olhando. - Mas é sobrevivência, é o básico.

Sai dali antes de Enzo responder. Dinna estava certa, Eugene tinha sorte, nunca iria sobreviver sozinho.

Fora da igreja estava tudo quieto. Nenhum som sequer. Aquilo era bom, na prisão sempre ouvíamos eles nas cercas, a quietude me fazia pensar em nunca mais estar em algum lugar como a prisão, em um lugar em que eu não precisasse sentir o peso da arma na minha perna. Talvez eu nunca mais teria aquilo.

Comecei a andar em volta da igreja, até que algo me chama atenção. Eram rabiscos na parede, definidos demais para ser de um zumbi. Assim que cheguei perto, consegui ler o que estava escrito.

"VOCÊ VAI QUEIMAR POR ISSO"

Franzi o cenho ao ler, aquele padre havia muitos pecados, e poderia ter mentindo para nós. Era minha obrigação contar ao meu pai, eu apenas torcia, para não ser tarde demais.

Ouvi o barulho das folhas secas e me virei com a mão na faca. Assim que me virei, dei de cara com Dinna.

- O que está fazendo?- Questionou se aproximando.

- O padre tá escondendo alguma coisa. - Comentei apontando para a parede.

Ela olhou por uns minutos o que estava escrito, não tirava a expressão calma do rosto.

- Eu não vejo isso como a pior coisa do mundo. - Comentou me olhando. - Eu acho que todos nós já fizemos algo para "queimar" no inferno.

- Agora eu acho que é você que está escondendo algo. - Falei olhando seus olhos.

- O quê?- Perguntou dando uma risada forçada.

- O que aconteceu depois de sair da prisão?

- Carl... - Seu sorriso morreu e Dinna abaixou a cabeça. - Eu matei duas pessoas.

- Na prisão? - Indaguei receoso.

- Uma sim. Eu fiquei apenas um dia sozinha, mas foi o pior dia da minha vida. - Sua voz foi perdendo a força durante a frase.

- Eu sinto muito.

A puxei para mim, a abraçando. Ela me apertou forte, querendo aquele abraço tanto quanto eu.

- Eu matei uma também. - Contei fazendo-a me olhar. - Quer dizer, ajudei a matar. Sei lá.

- Eu não sei fazer isso. Quer dizer, eu sou fraca. Não sobreviveria sozinha.

- Dinna... ninguém sobrevive sozinho nesse mundo. Isso não te faz fraca.

- Talvez. - Ela baixou o olhar e se afastou de mim. - Você vai ficar aqui fora?

- Acho que sim. - Respondi virando de volta para a parede.

- Não fique com isso na cabeça. - Aconselhou. - Não faz bem.

- Eu... apenas quero saber se ele é uma boa pessoa.

- Carl, ele é um padre. - Comentou rindo, e puxou meu braço me fazendo olhá-la.

- Não, agora ele é só um sobrevivente.

- Nós também, e somos pessoas boas.

- Eu estou tentando me convencer disso.

- Carl, eu não gosto disso. Você é uma pessoa boa, correu para ajudar alguém que nem conhecia. - Dinna se aproximou, colocando as mãos no meu rosto. - Você correu para me ajudar, sem saber quem eu era. Somos pessoas boas.

- É... - Olhei para baixo.

- Vai ficar aqui fora? - Indagou se afastando novamente.

- Sim. Ainda preciso pensar.

- Tá.

Me virei e olhei as palavras rabiscadas, avistei Dinna se afastando e desviei o olhar para as palavras de novo. Se aquilo era bom ou não, eu não sabia. Meu pai decidiria o que fazer.

Fiquei bastante tempo parado olhando para aquelas palavras. Até que ouvi o barulho na frente da igreja, as vozes do meu pai e dos outros. Um alívio me atingiu, mas ainda sim me sentia preocupado com aqueles rabiscos na parede. Ouvi um barulho e avistei meu pai vindo em minha direção.

- Tyreese me falou que estava aqui. - Disse meu pai. - Vamos entrar, achamos comida, bastante.

Não lhe respondi, apenas apontei pra parede. Apontei os arranhões.

- São fortes e definidos demais para ser de um zumbi, são de facas ou algo assim. Alguém tentou entrar. - Meu pai olhou sério para os arranhões por um tempo. - Tem mais.

O guiei um pouco mais a frente, onde havia a frase, e não havia gostado da expressão dele.

- Isso é um problema.

- Pode não ser. - Comentei. - Talvez...

- É... talvez. - Falou colocando a mão no meu ombro.

Juntos nós fomos para dentro da igreja, todos já haviam voltado, até Daryl e Carol. Abraham havia ido direto arrumar o ônibus, e todos se animavam com a comida que acharam.

《《●》》

Aquela comida estava tão boa que fui obrigado a me servir duas vezes, a melhor janta havia se formado com aquela comida e o vinho que padre Gabriel cedeu a nós. Todos pareciam mais felizes do que nunca. Aquilo havia sido um descanso a todos, uma pausa de todo o mal.

Porém muita coisa ainda passava na minha cabeça, o que Dinna havia passado antes de encontrar Enzo, ou até depois. As coisas que aconteceram com o passado de Gabriel. Tudo rondava de forma ruim, me fazendo pensar em possibilidades cada vez piores.

Olhei em volta, vendo o que todos faziam. Dinna, Enzo e Tara conversavam animados. Carol falava com Daryl, parecia sério. Já meu pai e Michonne sorriam enquanto brincavam com minha irmã, Abraham falava com Rosita e Eugene. Sasha sorria com as coisas que Bob dizia e até Tyreese sorria com as mesmas coisas. Até mesmo Maggie que com a perda de Beth não sorria o dia todo, conseguiu sorrir junto de Glenn.

- Ei, eu quero propor um brinde.- Abraham comentou levantando. - Eu olho nesta sala e vejo sobreviventes, cada um de vocês merece esse título. Aos sobreviventes!- Assim que falou, todos levantamos nossos copos com vinho, brindando uns com os outros.

- É só isso que querem ser? -Continuou. - Acordar de manhã, lutar contra os mortos, procurar comida e dormir com os dois olhos abertos para fazer isso de novo. Vocês tem força e graças a vocês eu reencontrei minha filha. Muito obrigado.

Abraham deu uma pausa, e olhei para Dinna por alguns instantes. A vi tão bonita, e o que eu mais gostava nela, seu sorriso radiante enquanto olhava para seu pai cheia de esperança.

- É que no caso de vocês, pelo que sabem fazer, isso é se entregar. Levando Eugene a Washington ele fará os mortos morrerem de vez, devolver o mundo para os vivos. - Abraham estava determinado e todos prestavam muita atenção. - Eugene, fale o que tem lá.

Eugene olhou para nós meio receoso, antes de começar a falar.

- Infraestrutura capaz de suportar pandemias de magnitude apocalíptica, ou seja, comida, combustível, refúgio. - Eugene abaixou a cabeça pouco segundos antes de Abraham soltar um riso anasalado.

- Aconteça o que acontecer, vocês podem estar seguros lá. Mais do que jamais estiveram depois disso tudo. - Então Abraham olhou para meu pai e para Judith. - Venham conosco. Salvem o mundo para essa garotinha. Pra si mesmo. Para as pessoas aí, que fazem o mesmo que nós, todos os dias.

Assim que Abraham sentou, todos olharam pra meu pai. Esperando sua resposta. Mesmo que todos sempre tenham dito que não dependiam dele, a sua resposta era sempre a final.

- O que foi Isso? - Perguntou calmo olhando pra Judith. Enquanto ela se mexia e brincava com o casaco dele. - Eu acho que ela sabe o que eu vou dizer. Ela topa, se ela ela topa. Eu topo. Nós topamos.

Todos começaram a comemorar no mesmo momento. E a brindar com os copos. O clima leve havia voltado.

Vi o momento em que Maggie foi até meu pai e pegou Judith nos braços, e quando Bob saiu da igreja. Eu levantei e levei a cambuca em que comia até a bacia em que Carol havia pedido pra colocar.

Caminhei até meu pai e sentei ao seu lado, o vendo descontraído olhando a todos. Ele me olhou sorrindo antes de se ajeitar.

- Você está bem? - Perguntou me olhando sério.

- Todos estão feliz então e também estou. - Respondi olhando para Maggie, que por mínimo que fosse, estava sorrindo.

- Não foi isso que perguntei, Carl. - Disse meu pai me olhando sério.

- Não sei. Eu não consigo parar de pensar no que aconteceu, eu estou tentando.

- Eu sei, tenho orgulho de você por isso. - Comentou sorrindo.

Meu pai pediu licença, e se dirigiu até Gabriel. Ele sentou e eu tinha certeza, que ele estava o ameaçando. Pelo que contei mais cedo.

Mas estava tudo muito bom, não iria durar. Vi o olhar preocupado de Sasha ao sair da igreja. E Tyreese indo atrás dela. Olhei para os lados vendo que Daryl e Carol também haviam sumido.

Dinna veio até meu lado, Ela não havia percebido nada, mas eu sim.

- Eu adoro esse clima. - Sorriu me olhando. - É tão bom estar reunidos com eles.

- Eu também. - Concordei a olhando. Seu sorriso era tão lindo. - Eu queria muito te dizer...

O barulho no lado de fora interrompeu Dinna de terminar sua frase, nós corremos para fora junto com o pessoal, a tempo de ver Bob jogado no chão, ao seu lado estava Sasha apavorada. Olhei para aquela cena e me apavorei ao ver a perna de Bob cortada.

Meu pai, Glenn e Abraham o levaram para a igreja, o colocaram no chão, Dinna correu estancando o sangue que saia da sua perna, Rosita pegou um pouco de gaze e fizerem um curativo em sua perna.

Sasha o olhava triste enquanto Bob tentava falar.

- Foram aqueles... aqueles malditos do... Terminus. - Bob contou com dificuldade. - Eu vi eles comerem minha perna bem na minha frente. - Ele foi interrompido pela sua dor.

- Alguém tem um analgésico, algo pra dor? - Indagou Sasha.

- Eu tenho. Vou pegar...

- Não. Não precisa... - Interrompeu Bob.

- Bob...- Começou Sasha, mas foi interrompida por ele novamente.

- Não, Sasha.

Ele mostrou seu ombro, revelando uma mordida. Sasha começou a chorar no mesmo momento. Todos estavam espantados, pude ver as poucas lágrimas que caiam dos olhos de Dinna.

- Ei, Bob. - Chegou Glenn mais perto dele segurando sua mão. - Você sabe onde eles estavam?

- Em uma escola. Eles me falaram.

- Você viu Carol e Daryl lá?- Perguntou obviamente preocupado.

- Não. Gareth contou que os viu sair, e que não conseguiu pegá-los.

Meu pai foi até o Padre, meio apavorado com a situação.

- Há uma escola por aqui?- Questionou sério o olhando. - Onde fica?

- Fica a alguns minutos daqui. Ao leste. - Padre olhou para o Bob. - Ele pode ficar na minha sala, eu só tenho um sofá. Mas é melhor do que o chão.

Sasha assentiu ainda chorando. E logo trataram de levá-lo para lá.

- Eu acho que está óbvio que aqui é uma ameaça para o Eugene. - Comentou Abraham. - Devemos ir embora agora.

- Não. - Meu pai discordou firme. - Ainda há pessoas nossas lá fora.

- Não importa, nós vamos ir agora quem quiser acompanhar. - Abraham falou decidido.

- Vocês vão à pé? - Indagou meu pai.

- Nós concentramos o ônibus.

- Estamos em maior número. - Rebateu meu pai.

Olhei para Dinna, não gostando de onde aquela conversa poderia acabar, ela me olhou também, seu olhar estava assustado como o meu.

- Não importa, nós vamos agora. Podem ir conosco se quiserem. - Abraham falou decidido. - Arrume suas coisas Rosita.

- Abraham, não podemos ir de noite. - Respondeu cuidadosa.

- Arrumem suas coisas. Eugene.

- Eu não quero ir. - Falou medroso.

- Arrume suas coisas agora.

- Está bem. - Respondeu levantando e se arrumando.

- Vai ter de passar por mim, pra pegar o ônibus. - Meu pai o afrontou.

Abraham estava com sua arma em mãos assim como meu pai, ele estava com a mão em cima da sua revólver. Os dois se encaravam de forma feroz pareciam que iriam se matar a qualquer momento, eu não duvidava disso.

Então o ruivo começou a caminhar em direção ao meu pai que também foi em sua direção, e quando achei que eles iam brigar. Glenn os impede.

- Chega!- Glenn parecia bravo enquanto estava entre os dois. - Espere até amanhã, ao meio dia.

- Se esperarem, eu vou com vocês. - Pronunciou Tara pela primeira vez.

- Eu quero o Glenn e a Maggie.

- Não. - Meu pai disse decidido.

- Sim. - Falou Glenn olhando para meu pai. - Não é você quem decide, Rick.

- Até meio dia. - Abraham falou e se afastou.

Meu olhar foi até Dinna, ela iria com eles. O pavor começou a bater em mim de forma inesperada, eu não poderia perder ela novamente. Ela também me olhava, mas desviou o olhar de mim. Ela estava tão abalada quanto eu.

《《●》》

Havíamos nos despedido de Bob. Meu pai estava lá conversando com ele. Todos arrumavam suas armas e faziam planos. Meu pai bolou um plano para os homens do Terminus, era apenas questão de tempo, mas Bob também. Era só questão de tempo para termos de enfiar uma faca no crânio dele. Sasha não queria fazer, havia pedido para Tyreese. Eu entendia ela, eu não consegui fazer quando achei que era meu pai.

Me despertei dos devaneios ao ver Dinna entrando na outra sala, na dispensa. Conferi se alguém estava olhando e fui atrás dela, eu precisava conversar com Dinna. Não podia esperar.

Assim que entrei na sala, fechei a porta atrás de mim chamando a atenção dela. Dinna segurava um vidro com papinha na mão.

- Carl?- Ela me encarou surpresa enquanto mexia no potinho nas mãos. - Eu vim pegar pra Judith, precisamos fazê-la dormir. Pra não dar nada errado no plano.

- Nós precisamos conversar. - Fui direto ao me aproximar dela. - Dinna eu...

- Eu sei o que vai falar, mas Carl... - Dinna se interrompeu e se aproximou mais de mim. - Eu estou com medo, não quero ir amanhã. Se Carol e Daryl não aparecerem... Eu não sei o que fazer.

- Você não precisa ir. - Aquelas palavras eram inúteis, pois eu sabia que ela precisava.

- Você sabe que não é verdade. - Respondeu abaixando a cabeça.

Dinna largou o vidro na mesa ao seu lado e envolveu meu rosto em suas mãos, fechei os olhos ao sentir seu toque. Mas não por muito tempo, eu queria olhar em seus olhos, gravar cada pedacinho seu.

- Eu não quero perder você. De novo. - Sussurrei.

- Você não vai me perder. - Dinna sorriu, mas eu vi que era apenas falsidade.

- Você sabe que isso é mentira. - Respondi colocando minhas mãos em sua cintura. - Assim que você sair, eu não vou ter certeza se te verei novamente. Eu não vou saber.

- Mas você pode ter fé, esperança. - Dinna se aproximou mais fazendo eu sentir sua respiração em meu rosto. - Eu vou encontrar você de novo Carl. Vou fazer de tudo para isso.

- As coisas tendem a ficar ruins sem você ao meu lado. - Comentei cabisbaixo.

- Sem você também. Mas eu prometo, que vai dar tudo certo, e eu vou poder ajudar você com suas feridas, assim como você com as minhas, quando nos encontrarmos novamente.

- Eu amo você, Dinna. - Me declarei rápido, me embolando nas palavras.

Em resposta, Dinna me beijou, eu retribui na hora segurando sua cintura mais forte. Queria que aquele momento durasse para sempre. A empurrei devagar até a parede e a prendi ali deixando o beijo mais quente automáticamente. Dinna aprofunsou seus dedos em meu cabelo, já que eu havia deixado meu chapéu em um dos bancos da igreja.

Quebramos o beijo ofegantes, olhando um para o outro, ela abriu um sorriso - agora verdadeiro - e afagou meu rosto com delicadeza.

- Eu também amo você, Carl. - Retribuiu olhando em meus olhos.

Não consegui conter o meu sorriso e a beijei novamente, o beijo lento me deu vontade de explorar cada pedacinho de seu corpo. E foi isso que eu fiz, passei minhas mãos pela sua costas e voltei para a cintura subindo mais um pouco e descendo novamente, parando em seu quadril.

Dinna pegou mais forte em meus cabelos e passou uma de suas mãos em meu peito em um afago carinhoso. E assim que quebramos o beijo ela me olhou nos olhos novamente, seu sorriso ainda se mantinha enquanto ela respirava ofegante.

- Você não vai me perder, nunca. - Ela disse enquanto ainda fazia carinho na minha nuca.

- Assim eu espero. - Comentei a fazendo soltar uma risada.

Ouvimos um barulho no lado de fora e nos afastamos, ela falou para sairmos e assim fizemos. Eu não sei dizer o que aconteceu, mas assim que abrimos a porta, praticamente todos na igreja nos olharam, com olhares desconfiados e cerrados.

- Dinna, cadê a comida da Judith? - Enzo perguntou a fazendo arregalar os olhos.

- Eu esqueci. - Entrou dentro da sala novamente, arrancando risadas de alguns.

Eu fiz o meu maior erro ao olhar para Michonne que me encarava com um olhar malicioso e um sorriso travesso.

Desviei o olhar indo pegar meu chapéu e minha arma.

  - Ei pessoal. - Meu pai falou alto chamando a atenção de todos. - Vamos seguir com o plano, Abraham, Michonne, Glenn, Maggie e Sasha. Vamos, não temos tempo para perder.



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