História Seashell - Capítulo 5


Escrita por:

Postado
Categorias EXO
Personagens Lu Han, Sehun
Tags Desafio Dos 100 Temas, Fantasia, Hunhan, Luhan Sereias, Romance, Sehun
Visualizações 29
Palavras 3.394
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey minhas jujubinhas~
Trouxe mais um capitulo para vocês <3
Lembrando que este é o penúltimo capitulo, espero que aproveitem :)
Boa leitura!

Capítulo 5 - Ondas de esperança


Fanfic / Fanfiction Seashell - Capítulo 5 - Ondas de esperança

 

Quando a rede foi puxada, o senhor Shin sorriu contente.

— Vamos, puxem nossa sereia para a superfície, quero olhar na cara dela.

Juntou pelo menos cinco homens para içar a rede da água. Todos ainda estavam um tanto desacreditados, mas assim que viram a criatura que era erguida junto com ela, ficaram bastante surpresos.

Jogaram a rede com a criatura no meio do navio, este que caiu em um baque surdo. Em seguida, começaram a desenrolar e, quando estava tudo pronto, o velho pescador se aproximou.

— Ora, ora… vejam o que temos aqui — falou com um sorriso maldoso nos lábios.

Luhan se contorcia no chão de madeira que possuía o navio. Não estava sem ar, pois era metade humano, porém a sua outra metade peixe se sentia incomodada em ser tirada contra a sua vontade da água.

Ele olhou fundo nos olhos do homem de idade. Sabia que estava em problemas, mas não podia evitar de o confrontar.

— Você é um cretino que não joga limpo — lhou-o resistido.

— Ora, a piranha do mar quer falar de jogar limpo — forçou uma gargalhada — Eu estava certo em suspeitar de você, garoto. Meus instintos diziam que você não era boa coisa.

— Posso dizer o mesmo de você! — rebateu enquanto tentava se mover, mas suas mãos e cauda foram firmemente amarradas.

— Venha aqui, Oh! — ordenou ao homem de sua idade e logo o pai de Sehun apareceu, com este em seu encalço — Veja se eu não tinha razão — apontou com a cabeça para o tritão que se contorcia.

— Sehun… — chamou baixo. Se sentia exposto, então se encolheu, como se pudesse fugir dos olhares que lhe eram dirigidos.

— Luhan… — este o correspondeu, o olhando estupefato.

— Eu posso explicar — tentou se mexer, mas as cordas maltrataram sua pele ao fazê-lo.

Shin soltou outra gargalhada forçada.

— Explicar o quê? Que enganou a todos, inclusive àqueles que o acolheram? — olhou severo — Além de sequestrar meu filho.

— Eu lembrava de quem eu era — protestou tentando se soltar de novo — E eu nunca faria mal ao Tao, ele é importante para o Sehun.

O mais velho se aproximou, puxando-o pelo cabelo.

— Não me interessa se você o seqüestrou ou não, mas vai servir de troca para ele. E agradeça por isso, senão já estaria morto — sentia o hálito quente deste tocar sua face, mas sua única reação era um arrepio de medo em sua espinha.

Logo foi ordenado que Luhan fosse amarrado em um lugar mais afastado da borda do barco e assim foi feito. Luhan já nem tentava mais resistir, seus braços já estavam marcados com as cordas que o prendiam, fazendo o local ficar avermelhado e sensível.

Apenas permanecia de cabeça baixa, não queria levantar o olhar e ver Sehun o encarando com raiva ou ódio, assim como muitos ali faziam. Sabia que estavam navegando para onde começava o reino de sua mãe, onde com certeza seria usado com moeda de troca.

Suspirou decepcionado com o rumo que as coisas tomaram. Queria apenas ter o último vislumbre de seu amado antes de retornar para aquela vida que em nada o alegrava, mas era a correta. Pena que as coisas não saíram como o planejado e além de pôr a sua vida em risco, também estava arriscando a das outras de sua espécie.

Já estava sentindo lágrimas juntarem no canto de seu s olhos, quando também ouviu passos em sua direção. Talvez fosse o velho vindo o torturar um pouco antes de conseguir o que queria. Segurou sua respiração, já esperando pela onda de dor.

Mas esta não veio, apenas viu os calçados da outra pessoa que ali estava parado. Não tinha coragem de levantar seu rosto.

— Lu — escutou a voz conhecida o chamar — Se é que posso chamá-lo assim.

Levantou o rosto, avistando a face do loiro, que por incrível que pareça, não tinha ódio em sua mirada.

— O meu nome é Luhan, não menti sobre isso. Aliás, não menti sobre a minha perda de memória, eu só me lembrava do meu nome.

— Certo — coçou sua nuca — E por acaso, não lembra de ter feito algo com o Tao?

— Eu não faria mal a ele, não teria por que. Além do que não somos igual as lendas dizem, não matamos por prazer ou qualquer coisa do tipo.

O loiro permaneceu em silêncio enquanto o encarava e Luhan fez o mesmo. Era como se os dois conversassem atrás do olhar e por este o maior viu que ele não estava mentindo.

— Eu preciso te tirar daqui — declarou por fim, já buscando por algo com que cortar as cordas.

— Não pode, eles vão ferí-lo se tentar — alertou o menor.

— Não se eu distraí-los antes — piscou um dos olhos enquanto via seu pai se aproximando da borda.

— Shin, ali não é outra sereia? Acho que estamos perto do lugar que falou.

E de forma instantânea quase todos os tripulantes foram para lá. Foi a deixa para Sehun tirar um facão que estava escondido em sua mochila e cortar de forma apressada as cordas. Assim que estas foram soltas, pegou o castanho em seus braços, pois ele não conseguiria andar naquele estado.

Foi até a borda mais próxima que tinha e já estava pronto para o devolver ao mar, quando um pedido foi feito.

— Venha comigo.

— Não posso, não sei respirar embaixo d’água, só vou te atrapalhar.

— Confie em mim, eu vou dar um jeito — garantiu enquanto o abraçava pelo pescoço.

Neste instante ouviram um grito, tinham sido descobertos.

— Vamos, não temos tempo — insistiu Luhan o olhando de forma profunda.

Já estava dando tudo por perdido, quando o loiro segurou-o mais forte e os dois se lançaram ao mar.

Escutaram mais gritos e ordens do velho pescador, mas já estavam de certa forma seguros.

Agora quem os amparava era Luhan, que nadava de forma ágil.

— Hun — chamou enquanto estavam já um pouco distantes — Me dê sua mão.

— Por que? — perguntou confuso, mas fez o que foi pedido.

Luhan colocou o anel em seu dedo.

— Agora peça do fundo do coração para ter nadadeiras.

Fechou os olhos e fez o que o outro pediu. E antes que uma outra rede lançado do barco pudesse atingi-los, eles mergulharam nas profundezas daquelas águas.

 

***

 

Assim que começaram a nadar, notaram que o anel tinha feito o seu papel. Sehun tinha ganhado uma bonita cauda laranja. Esta que era tão forte quanto a de Luhan, o que deixou o castanho bem contente.

— Conseguiu desejar profundamente ter uma calda. — Tinha um verdadeiro sorriso de satisfação pela conquista do outro.

— Na verdade, eu desejei estar ao seu lado. — Falou acanhado, tanto por estar se acostumando a falar embaixo da água, quanto por estar envergonhado por admitir aquilo em voz alta.

— Fico feliz em saber disso Hun, de verdade. — Sorrio ainda mais amplo. — Mas não temos muito tempo, pois logo virão atrás de nós.

Luhan estava realmente preocupado e apenas deu uma olhada em volta para conferir se estava tudo bem e rapidamente começou a nadar ao palácio de sua mãe.

 

Com a velocidade em que estavam, não levaram muito tempo até chegar lá. Ao avistar o recife onde se localizava a entrada do lugar, Luhan se sentiu extremamente aliviado. Queria estar em casa, mesmo que não visse aquele lugar como um paraíso.

Ao adentrar o palácio submerso, logo já foi procurando por sua mãe, não encontrando-a em lugar algum do pátio. Já pensava em chamá-la quando a avistou vindo do lado da biblioteca.

E ao serem avistados por esta, que tinha um ar de preocupada, logo se adiantou em ir até eles, de braços abertos.

— Meu menino voltou. — Falou eufórica, enquanto abraçava apertado o seu filho, realmente não querendo o largar mais.

— Oi mãe, eu voltei. — Também correspondeu o abraço, tão apertado quanto a mais velha.

Os dois ficaram um tempo daquela forma, apenas aproveitando a presença um do outro. O loiro mesmo que ficasse um tanto desconfortável em estar ali sobrando, não teve coragem de interromper aquele momento de mãe e filho.

Foi só quando se separaram ainda emocionados, que a mais velha notou a outra presença ali.

— Quem é este, Luhan? — Indagou curiosa.

— Mãe, este é Sehun, quem cuidou de mim quando estava em terra firme. — Sorriu bobo ao lembrar dos cuidados do maior consigo.

— Oh, mas bem… Ele não parece muito humano agora. — Deu uma olhada na maior de cima a baixo, focando-se em sua cauda.

— É uma história complicada… — Remexeu seus dedos das mãos nervosamente.

— Enfim, prazer Sehun. — Sorriu gentil ao garoto.

— Prazer é o meu, senhora Lu. — Correspondeu seu sorriso.

Ela aparentava ser gentil, com seus cabelos de diversas cores e calda branca, feições delicadas e sorriso acolhedor, era muito bonita. Mas para Sehun, ela não superava a beleza de seu filho.

A sereia ao desviar sua atenção do garoto humano que ganhara calda e focar-se em seu filho mais velho, sua face transformou-se em uma carranca séria. — Foi o anel, não é Luhan?

O castanho apenas abaixou a cabeça, e ela tomou como uma afirmativa.

— Sabe a dimensão da confusão em que nos meteu? Tem caçadores em nossa busca, você chamou muita atenção.

— Eu sei mãe, mas eu precisava ir para lá, não queria viver esta vida que me foi designada apenas no fundo do mar. -— Tentou encará-la da forma mais corajosa possível.

— E agora um garoto humano foi seqüestrado pela sua tia e o pai deste, tem sede de sangue.

— Tem algo que possamos fazer? — Perguntou com esperança nos olhos.

— Para a sua sorte, tem sim. Me dê o anel.

— Mas o Sehun… — Olhou para o outro buscando ajuda.

— Não se preocupe, mesmo sem o objeto, ele manterá a sua eficácia até que o prazo expire. — Explicou ao passo que estendia sua mão para o loiro dar-lhe o anel.

Quando obteve este em mãos eles seguiram para uma parte mais afastada do castelo, que ficava no caminho que levava ao dormitório da rainha, porém este era do lado de fora. Uma sala a qual sempre estava fechada e que corria muitos rumores sobre esta.

— O que viemos fazer aqui? — Perguntou olhando todas aquelas celas dispostas uma ao lado da outra.

— Aqui é minha prisão particular, onde tenho celas especiais, para prisioneiros especiais, que neste momento é conhecido como sua tia. — Ela abriu uma destas celas, onde os três adentraram.

— E como vai a capturar?

— Com isto, — Ergueu o anel que pegara instantes atrás. — Quando um objeto é forjado por um bruxo ou feiticeira, sendo marítimo ou não, sempre há resquícios de sua magia. E é assim que vamos a pegar, quando colocar um encanto sobre ele, ele irá rastrear a sua forjadora e como foi feita aqui o feitiço, ela estará ligada à esta cela.

Os dois garotos ficaram apenas observando tudo que era feito.

Sua mãe colocou o pequeno anel em uma semi-mesa que era usada para a leitura de algo quando se estava em pé e começou a recitar as palavras as quais Luhan não compreendia,muito menos Sehun.

Mas pareceram surtir efeito, pois assim que estas foram encerradas, o objeto começara a flutuar. E assim que os guardas reais chegaram ali, começaram a seguí-lo em disparada, em busca de sua dona.

 

***

 

Em menos de uma hora mais tarde, estes voltavam com uma sereia amarrada de forma até mais dolorida que a que Luhan estava tempos atrás. Esta tentava se debater, mas não podia mover muito de seu corpo sem ser punida por isto.

Esta mulher sereia era diferente da rainha, além de não possuir a coroa de conchas que adornava a cabeça da outra, seus cabelos eram brancos como a espuma do mar e sua calda era em um tom rosa claro. Ela também tinha um rosto delicado, porém seus olhos não evidenciavam tranqüilidade e gentileza.

Não lhes fora permitido falar com ela naquele momento, já que não era completamente seguro. Eles a levaram para a cela da prisão de sua mãe com elas se contorcendo em protesto.

Somente quando a rainha regressou minutos mais tarde, é que puderam a seguir até lá e finalmente poderem vê-la.

Ela já não estava completamente amarrada, mas suas mãos permaneciam presas de modo que nem seus dedos mexessem de forma normal.

Luhan, ao estarem frente à frente com ela, foi o primeiro a se pronunciar.

— Tia, porque? — Era a única coisa que queria saber.

— Você sempre foi um garoto muito mimado Luhan sempre teve o que quiser em suas mãos. E como se não bastasse a boa vida nas águas, ainda queria conquistar a terra. Você e seus amiguinhos, no intuito de se divertir e se exibir, sempre iam para a superfície. E claro, foram vistos, e uma caçada começou, mas eu fiz um trato com aquele pescador de araque, iria lhe dar o herdeiro do reino das águas em troca da paz para todos. — Sorriu orgulhosa. — Deviam me agradecer.

— E por isso seqüestrou o Tao? — Agora era Sehun que falava, totalmente indignado.

— Digamos que ele não estava empenhado o suficiente no plano. Mas fique tranqüilo, ele está bem, é só um meio para se chegar a um fim.

Luhan teve que contar o maior, se não ele avançaria nela.

— E onde ele está? — -Perguntou ainda com mais raiva.

— Na caverna perto da praia, envolto em um feitiço de invisibilidade, além claro, de sua prisão.

— Luhan, tirei-o daqui. Irei me resolver com ela e depois vamos atrás daquele pescador. — Falou firme, enquanto dava-os as costas.

— Vamos atrás daquele velho asqueroso? — O castanho estava indignado.

— E o correto a se fazer filho.

 

***

 

Quando a mãe de Luhan voltou, ela nem os dirigiu nenhuma palavra, apenas começou a nadar em uma direção que eles não sabiam bem onde iria dar.

Durante todo o percurso, eles permaneceram próximos. Tanto que vez ou outra, trocavam olhares significativos, conversando de modo silencioso, enquanto o mais velha ia na frente, guiando-os.

Quando chegaram a um ponto que o castanho sabia que ficava próximo a praia, eles subiram para a superfície. E ao estarem com metade de seus corpos para fora, deram de cara com o barco que os dois garotos tanto conheciam.

Luhan ficou ainda mais próximo a Sehun, sentindo-se completamente acuado perante aquela embarcação que trazia recordações ruins. A mãe deste, apenas deu um assovio e logo diversos homens apareceram para os observar.

O senhor Shin também não tardou em aparecer. Este olhou com completo ódio para eles e já fora logo mandando jogarem as redes.

— Sabe que comigo elas não irão funcionar. Minha magia é tão forte como a da minha irmã, com qual fez o acordo.

Viram ele amaldiçoar baixo, mas tiveram nitidez do fora dito.

— O que quer, piranha do mar? — Quase cuspiu as palavras, tamanha era sua raiva.

— Primeiro de tudo respeito, me trate apenas como sereia. E segundo, quero propor outro acordo.

— E porque acha que faria um acordo contigo? — Arqueou uma de suas sobrancelhas grisalhas.

— Porque quer seu filho de volta, e eu posso lhe dar isto. — Um pequeno sorriso apareceu em seus lábios, pois sabia que sairiam vencedores.

— E o quer em troca?

— Quero que deixe todos de nossa espécie em paz, principalmente meu filho.

— Acordo fechado. Agora, onde está meu filho? — Perguntou enquanto se remexia ansioso.

— Na caverna próximo à praia.

— Mas já procuramos lá e não tem nada. — Cortou sua fala ao meio, deixando-a irritada.

— Deixe-me terminar primeiro. Ele está em uma prisão especial, com um feitiço de invisibilidade, por isto não o encontraram antes. Aqui está a poção para desfazer o tal feitiço.

E um pequeno frasco foi jogado na direção do homem, o qual foi pego com agilidade pelas grandes mãos.

— E como saberei que não está mentindo?

— Eu juro pela minha magia que estou falando a verdade. E sabe o que este juramento significa.

De fato, o juramento em nome da magia era o mais poderoso de todos. E aqueles que ousaram o quebrar, tiveram conseqüências dolorosas e nada agradáveis.

O homem deu-lhes as costas e começou a direcionar seu barco para a praia.

 

***

 

Os três acompanharam todo o percurso, tão ansiosos como a tripulação para ver o desfecho daquilo tudo.

Quando a embarcação encontrou-se já na praia, todos saltaram desta, indo correndo em direção a caverna tida. O senhor Shin despejou o líquido na entrada do lugar e logo ele e outros quatro homens, que incluía o pai de Sehun, entraram ali.

Os que estavam do lado de fora só lhes restara a ansiedade. Inclusive o loiro estava muito inquieto, não desviando em nenhum momento o olhar da caverna.

E quando minutos depois aqueles homens saíram dali com corpo do moreno, que estava inconsciente, mas seu pai assegurou que estava bem, foi um alívio coletivo. E palmas e assovios de comemoração foram emitidos por todos.

Sehun não cabia em si de tanta felicidade, tanto que não pensou duas vezes antes de pegar Luhan em seus braços e sair rodopiando por aí.

Quando finalmente pararam, os dois estavam ainda mais próximos e com os rostos quase colados, enquanto sorriam abertamente. Podia-se dizer que era um momento propício para um beijo, caso a mãe do menor não tivesse interrompido com um pigarrear.

— Acho que temos que conversar.

Sehun soltou o mais velho e ambos ficaram de frente para a mais velha de cabelos coloridos.

— Meu filho, você sabe que o anel que usou lhe traria conseqüências, certo?

Ele assistiu positivamente. — Por isso perdi minha memória por um tempo.

— Mas uma magia tão forte como esta, não tem apenas isto como preço. — Declarou, deixando o menor já inquieto. — A sua principal consequência é deixar a possuidora do pedido preso a ele.

— Então quer dizer que eu estarei preso a terra? — Mesmo que fosse preocupante, aquilo também lhe dava a chance de ter a vida que esperava.

— Sim, logo vai voltar a ter suas pernas, de forma definitiva,

— Ouviu Sehun, eu vou ter pernas. — Foi eufórico abraçar o outro, mas este desviou.

— Mas eu também usei o anel. — Esclareceu. — Isto significa que estarei preso ao mar.

— Sim querido. — A mulher falou calma, mas realmente estava preocupada com aquela situação.

— Isto não é justo. — As lágrimas já borravam a visão do castanho. — Quando eu encontro uma maneira de ter a minha felicidade, ela escorre pelos dedos.

— E eu não posso deixar meu pai sozinho. Eu tenho uma vida aqui, não posso abandonar tudo.

Um minuto de silêncio se fez, apenas com os soluços de Luhan como trilha sonora.

— Sehun, por acaso já encontrou alguma coisa que tenha significado para você aqui na praia? Claro, além do meu filho. — Deu uma pequena risada.

— Sim, anos atrás encontrei aqui uma concha idêntica a que ganhei de minha mãe quando pequeno, o que foi algo bem surpreendente.

A mais velha sorriu triunfante. — Então acho que posso os ajudar.

E em poucos segundos, dois anéis surgiram, um no dedo de cada um dos dois. Eles olharam estupefatos para aquilo.

— O que significa isso mãe?

— Sabe, desde que descobri a paixão de meu filho pela superfície, cogitei muitas vezes o mandar para cá. Só que tinha que ter a garantia de que cuidariam dele. Então enfeiticei um objeto de Luhan e o mandei para cá, aquele que fosse a pessoa adequada, o encontraria e este tomaria a forma de algo muito especial para ela, no caso a concha que achou.

Os dois meninos estavam de boca aberta.

— E tem mais, aquele que o encontrasse, viria a ser algo demasiado precioso para meu menino. Então, obrigada por cuidar dele. — Aproximou-se de ambos e lhes deu um abraço, esses que ainda estavam paralisados, — E os anéis que os dei, farão com que viagem entre os dois mundos, pois última coisa que quero, é os separar.

E sem maiores palavras, ela os deixou, completamente sem reação. Apenas alegando ter mais coisas que resolver.

— Então isso quer dizer que vamos poder ficar juntos? — Perguntou o loiro ainda meio chocado.

— Sim e vamos poder estar nos dois mundos. — Luhan sorriu de orelha a orelha.

Um abraço foi dado com vontade, os dois apenas queriam sentir o outro próximos, pois assim era reconfortante.

E ao se separarem, seus lábios foram selados de forma acanhada, mas com muito carinho. As mãos acariciando os cabelos e as línguas se entrelaçando era algo mágico, que faziam ambos vibrarem com o ato.

E ao separar-se bochechas rosadas e lábios inchados era o que restara, além de coração batendo em um ritmo acelerado, tomados por um sentimento magnífico,

Pois eles por fim encontraram sua felicidade. 


Notas Finais


Então, o que acharam?
O senhor Shin bem que tentou, mas o lu escapou <3
Mas com isso veio muitas surpresas, não é?
E sim, o pedido do Lu teve consequências, mas esperamos que dê tudo certo para ele na superfície o/
Por fim, só teremos mais um capitulo para esta história, espero os ver aqui quando sair ;)
Até a próxima e muito obrigada por ler até aqui <3
Bye~


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...