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História Seaside - JiKook - Capítulo 2


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Notas do Autor


Olha eu aqui de novo :)

Capítulo 2 - Flower Shop


— Obrigado, volte sempre.

Jeongguk se apoiou no balcão e observou o garotinho sair pela porta carregando um lírio. Por um momento imaginou o menino entregando a flor a alguma garota que gostasse e sorriu com a imagem que se passou em sua mente.

Respirou fundo, sentindo os diferentes perfumes vindo das plantas ao seu redor. Ele gostava muito de plantas, sentia nostalgia quando via as flores espalhadas de uma forma organizada pela sua tão preciosa floricultura.

Floricultura esta que foi de sua mãe. Não chegou a conhecê-la, muito menos sabia ao certo o que tinha acontecido com ela. Ninguém falava sobre onde a mulher estava ou que tinha acontecido, parecia que todos haviam se esquecido da moça ou que tentassem esconder algo. Única coisa que disseram foi: "Sua mãe foi para o mar e nunca mais voltou". Isso nunca fez sentido em sua cabeça e talvez nunca viesse a fazer.

As únicas lembranças que Jeongguk tem naquele lugar é a de brincar no meio das plantas e ajudar seu avô a cuidar delas. Seu avô foi a única família que se lembrava de ter em todos os seus 23 anos de vida. Jeongguk não se lembrava da mãe, do pai, da avó ou qualquer outro familiar, apenas de seu avô.

Até os 16 anos, viveu com ele, os dois se cuidavam, se amavam e eram o bastante um para o outro. Pouco depois de Jeongguk fazer 16 anos, a saúde de seu avô se debilitou, o que ocasionava várias idas e internações hospitalares em curtos períodos que não resolvia de nada.

Em uma dessas idas, os médicos responsáveis pela saúde do idoso, viram que a melhor solução para o conforto do senhor seria uma internação em uma instituição de longa permanência para idosos, já que o ir e vir ao hospital o cansava e cansava seu neto.

Jeongguk não queria ficar longe do avô, porém não teve escolha. Ou era a internação, ou era a piora da saúde de seu avô, que era a última coisa que desejava.

Durante o período que o homem da terceira idade ficou internado, uma pequena melhora se fez presente, contudo, a mesma não permaneceu por muito tempo. Cerca de 2 anos depois, o homem faleceu em decorrência de uma falência cardiorrespiratória causada por apneia do sono central.

Isso devastou o menino Jeon, poxa, ele só tinha o avô como porto seguro, era a única família que tinha, a única pessoa que não lhe virou as costas enquanto todos pareciam virar. Na visão de Jeongguk, era totalmente injusto ele ter partido tão cedo e tão de repente.

O barulho consideravelmente chato do sino que sinalizava a chegada de um visitante o acordou de seus devaneios. Pronto para atender um novo cliente, Jeongguk levantou o tronco do balcão, ajeitou o avental que usava e ergueu a cabeça com um sorriso no rosto, sorriso esse que aumentou assim que viu quem havia entrado.

— Pensei que não iriam mais aparecer por aqui.

— Ainda procuro emprego, ando sem tempo para visitar amigos. — Seokjin disse, fazia quase 6 meses que procurava um emprego que pagasse relativamente bem e que não tivesse uma carga horária tão intensa como o restante das vagas oferecidas tinham.

— E você, Tae?

— Eu estava com preguiça. — Taehyung deu um sorriso, como se ele conseguisse esconder a mentira.

— Preguiça de visitar a pessoa que te cedeu a última caixa de cereal quando ainda era um desconhecido? Que feio! — Jeon negou com a cabeça enquanto as mãos se encontrava em sua própria cintura.

— Pois é, né? Acontece

— Ele estava com o novo namorado. — Jin se intrometeu na conversa dos dois enquanto cutucava uma flor um tanto quanto peculiar. — Essa planta é carnívora?

— Não, é uma Stapelia hirsuta, é mais conhecida como cacto estrela ou como flor estrela-do-mar. Tenho que levar ela pra algum lugar, ela não pode ficar aqui.

— Ela fede. — Seokjin disse enquanto fazia uma careta.

— É exatamente por isso tenho que plantar ela em algum lugar distante. — Jeongguk disse enquanto voltava seu olhar para Taehyung — Você está me trocando por um namoradinho?

— Não é isso.

— Como não? É exatamente isso que parece. — Fez uma cara magoada, mesmo não estando de fato magoado. Na verdade, ele sabia que namoro nenhum substituiria a amizade deles.

— Não estamos realmente namorando. — Taehyung disse. — Estamos nos conhecendo. Se não teve pedido, ele não é meu namorado. Sem namoro, sem troca. — Completou.

— Jin, para de cutucar a planta! — Jeongguk exclamou quando notou o que o amigo fazia. — Parece criança.

— Ela tem uma textura estranha, o que eu posso fazer?

— Não ficar mexendo? — disse meio óbvio.

Quando Jeon conheceu os irmãos Kim, achou o mais velho tão maturo se fosse comparado ao mais novo, mal sabia ele que a maturidade de um era praticamente a mesma do outro.

— HeyGgukkie, o que vai fazer agora de noite? — Tae perguntou animado.

— Irei nadar, aproveitar que nos próximos dois meses as praias irão estar abertas para visitantes e o mar para banhos.

Está aí outra coisa que Jeongguk gosta. Mar. Sempre foi apaixonado pelo mar, principalmente depois da frase um tanto quanto estranha que disseram em relação à sua mãe. Quando menor ele tinha a esperança de encontrar sua mãe pela praia, na cabeça dele, sua mãe estava lá, em algum canto da praia depois de ter mergulhado algumas vezes na água, ela só não se lembrava o caminho de casa, apenas isso.

— Ah, mas não vai mesmo, vai estar de noite, frio e você terá cerca de dois meses pra aproveitar o mar.

— Mas eu vou, não tenho nada pra fazer durante a noite, além disso.

— Agora tem. Você vai ao cinema comigo, com o Jin, o namoradinho do Jin e o meu conhecido. — Taehyung disse.

— Seokjin, você está namorando? — Jeon o olhou incrédulo. — Todo mundo vai me abandonar por namoradinho. — Fez drama.

— Eu não estou namorando e muito menos trocando ninguém! — Exclamou Jin. — Muito menos gosto dele nesse sentido. — Disse olhando para o irmão.

— Não é o que parece quando você está com ele.

— Olha aí, esse é um belo motivo pra mim não ir com vocês. — Jeon olhou os dois. — Vocês vão estar lá, com seus respectivos parceiros, e eu lá, sobrando, totalmente deslocado.

— Nós não vamos te deixar de lado. — Tae diz com a intuição de convencer o amigo

— Vão sim, conheço os amigos que tenho. Quando estão com uma pessoa que estão interessados, se desligam completamente do mundo.

— Jeongguk está certo. — Jin concorda com o mais novo do local. Ele mais do que ninguém sabe o quão abduzidos eles ficam quando estão perto de alguém que gostam.

— Era pra você me ajudar a convencer o Jeon a ir com a gente, não pra concordar com o que ele diz e fazer ele nem pensar em ir.

— Eu não vou. — Jeon sentou em um banquinho que tinha por perto. — Se quiserem, vou na próxima.

— Não acredito que vai trocar uma noite de pura diversão por um cabelo cheio de sal e sujo de areia. — O Kim mais novo olhou para o amigo, desacreditado com a escolha do mesmo. — Eu espero que uma sereia te afogue. — Cruzou os braços.

— Sereias são mitológicas, não existem. — Jeongguk falou enquanto se esticava pra pegar uma caneta e um pedaço de papel, definitivamente não sabia o que ia fazer, talvez iria só rabiscar.

— Existem sim, a vovó Lee disse que conheceu uma e que eram amigas.

— Sua avó está velha e caduca, pare de acreditar em tudo que ela diz. — Jin tirou a caneta das mãos de Jeongguk enquanto dizia e brincou com ela em seus dedos. — Pensei que já soubesse que ela não bate muito bem das ideias e que são raras as coisas que são realmente reais, Tae.

Vovó Lee realmente caducava bastante.


Notas Finais


E de novo venho por meio desta dizer para acompanhar a fanfic pelo Wattpad, lá as coisas estão mais organizadas (menos o prólogo e esse cap, eu postei esses aqui já revisados)

Link pra fic no Wattpad: https://my.w.tt/aI82KFtwl6


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