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História Seaside - JiKook - Capítulo 3


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Notas do Autor


Heyo :)

Capítulo 3 - Alone in the Sea


Os dias naquela floricultura eram bastante monótonos.

O estabelecimento não era tão movimentado como costumava a ser. Parecia que todos pararam de se interessar pela beleza das plantas e do perfume de suas flores, se desinteressaram pelo sentimento de entregar uma flor para uma pessoa querida e receber um sorriso sincero. Jeongguk achava aquilo um tremendo absurdo, todos deviam presentear alguém com uma flor apenas para ganhar um sorriso. Infelizmente o ser humano é movido por motivos e datas, e eles não estão vendo motivos ou não têm datas especiais para presentear.

Apesar de os dias na floricultura serem extremamente monótonos, aquele dia em específico parecia estar mais entediante do que os outros.

Olhando para o relógio, notou que faltaria muito tempo para a tarde se encerrar e finalmente poder ir até à praia, isso o desanimou bastante. Já havia algum tempo que os irmãos Kim haviam ido embora, não teria com quem conversar e aparentemente não iria aparecer nenhum cliente.

 havia podado as plantas, as regado, varrido o chão e feito alguns arranjos ruins que, na realidade, de ruins não tinham nada. Jeongguk era um tanto quanto perfeccionista e se cobrava muito, para ele tudo o que fazia era ruim, não importava quantas vezes recomeçasse do zero todo o trabalho sua opinião continuava a mesma. Infelizmente não havia mais nada para se fazer além de sentar e olhar para o teto, o que não é uma atividade lá muito interessante.

Olhando todo o recinto em busca do que fazer, seu olhar pousou no único exemplar de cacto estrela que havia, o mesmo que tinha dito que levaria pra outro ambiente.

Bom, fechar a loja por um dia não faria mal a ninguém, além do mais, a plantinha precisava de um lugar novo.

Em um quase pulo, desceu da banqueta em que estava sentado e caminhou até a porta e trancou-a, onde logo em seguida trocou a plaquinha escrita "aberto" pela de "fechado".

Assim que fechou toda a loja, foi em direção às escadas que o levava até sua casa, retirou seu avental e o pendurou no cabideiro que estava em sua direita. Se dirigiu até seu quarto onde trocou sua roupa por um macacão velho. Como iria dispensar o avental, não poderia sujar uma roupa consideravelmente nova.

Na sala, pegou a chave de seu precioso carro e desceu até o térreo onde foi pro pequeno quarto onde colocava seus itens de jardinagem, pegou sua cavadeira, o adubo e o regador. Já na garagem, colocou as ferramentas no banco traseiro, era quase certeza de que não caberia no porta-malas.

Adentrando novamente na floricultura, pegou o vaso e retornou ao carro, abrindo o porta-malas, colocou a suculenta de modo que ela não tombasse nas curvas e buracos que a estrada em que passariam tinha, e o fechou logo em seguida.

Foi até o portão o abrindo, voltou para seu precioso, entrou e deu partida. Já fora da garagem, saiu do automóvel, foi até o portão e o fechou. Jeongguk tinha inveja das pessoas que possuíam portão eletrônico.

Retornou novamente ao automóvel, deu partida e pôs-se a dirigir. Iria até uma pequena mata que se localizava no outro extremo da cidade, era lá que plantava as plantas que ocupavam espaço na loja e que ninguém iria comprar por conta de seus aspectos, tamanho ou odor. Lá tinha tudo o que elas precisavam, tinha luz abundante proveniente do sol, água na medida certa por estarem perto de um riacho e nutrientes fornecidos pelas folhas e frutos caídos de árvores próximas.

Contaria como havia encontrado aquele lugar, se ele próprio soubesse como havia o feito. Era poucas as coisas que Jeongguk sabia como havia feito, era desatento e esquecido, quase tudo era esquecido por Jeon não se atentar, mesmo sendo elas extremamente importantes. De uns 2 anos pra cá adquiriu o hábito de anotar em papéis autocolantes e sair pregando os lembretes em todos os cantos da casa, isso ajudava em partes, às vezes ele esquecia de anotar e colar.

Assim que chegou no bosque, retirou a planta do porta-malas, e trancou o carro, mesmo sem haver necessidade, ninguém roubaria seu precioso. Jeon realizaria duas viagens, uma pra levar a planta e outra pra levar as ferramentas. Ele era só um e não tinha quatro braços, nem se quisesse - o que era o caso - conseguiria carregar tudo de uma vez só.

Sua caminhada até o riacho levaria dez minutos, era rápida, porém cansativa, considerando o peso das coisas.

Detestava esse percurso, detestava fazer esforço, mas preferia fazer o que não gostasse ao invés de largar suas plantas pra morrer.

Já havia tentado facilitar sua viagem até o riacho várias vezes, porém nada realmente funcionou. Algumas dificultaram ainda mais a sua viagem e outras não teria como funcionar.

Ele sabia que devia encontrar um lugar mais fácil de chegar para suas plantas, porém aquele lugarzinho era tão bacana para suas tão queridas plantinhas, onde elas poderiam viver bem e saudável. As plantas foram as únicas personagens que lhe restou de toda sua pequena história, são as únicas que ainda não se foi. Só elas sabiam os perrengues emocionais que Jeongguk havia passado e às vezes ainda passa.

Não que ele não tivesse outras pessoas para desabafar, ele até tinha, mas não queria ocupar a cabeça de terceiros com problemas dele. Depois de alguns anos vivendo sozinho, aprendeu que só devia dizer o que sente e o que pensa quando aparentam se importar, detestava deixar alguém desconfortável.

De modo completamente automático Jeongguk fez as duas viagens e plantou a suculentas, ele viajou completamente enquanto pensava em como o perfume do manacá-de-cheiro era gostoso e fazia teorias pra saber como o arbusto chegou até ali, já que era originário de um país do outro lado do globo, com um clima extremamente diferente do seu país. Ele também pensou em como a planta não tinha sobrevivido com tanto frio e a neve que se fazia presente no inverno rigoroso naquela região.

Assim que viu o seu cacto-estrela já plantado, além de um pequeno susto por não perceber o que fazia, sentiu um alívio por ter livrado sua floricultura do cheiro horroroso que a suculenta possuía. Seu trabalho havia sido cumprido, porém ainda faltava muito pra anoitecer. Não faria mal ir a uma praia agora, certo?

Jeongguk se animou, gostava tanto do mar, de uma praia em específico, na verdade. Ela era uma das mais afastadas e a mais deserta que tinha conhecimento. Em todo o tempo que conhecia aquela praia, de todas às vezes que foi lá, nunca viu uma única alma, nem viva e muito menos morta. Ele achava que o lugar era vazio por conta de todos os boatos de desaparecimentos e mortes por lá. Apesar de nunca ter sido provado realmente os desaparecimentos ou mortes, todos acreditavam nos mais velhos, eles costumavam a contar esses boatos aos mais novos, contaram para seus filhos, netos e bisnetos. Vovó Lee era uma das pessoas mais velhas que contavam essas histórias, porém era a mais viajada de todas, envolvendo seres místicos para tentar explicar o que ouvirá a vida inteira de seus pais.

A praia possuia diversas rochas, algumas ficavam na areia sem o contato direto com a água e consequentemente eram as mais secas do local, não possuía lodo algum. Outras partiam da areia e ia em direção ao mar, elas possuíam lodo, porém não eram tão escorregadias, e essas levavam a outras rochas que ficavam mais perto do mar, bem mais "perigosas" que as outras, elas eram cobertas de lodo e consequentemente eram escorregadias, porém era onde Jeongguk gostava de ficar, de acordo com suas palavras "aquele lugar era perfeito para dar mergulhos".

Gukkie recolheu todos os instrumentos de jardinagem que levou consigo de volta para seu carro e as colocou no banco traseiro de uma forma que não o sujasse  havia se esquecido de lavar no riacho antes de sair do bosque.

E mais uma vez no modo automático, Jeongguk dirigiu para a praia, imerso em alguns assuntos que não pensava mais. Assuntos que deviam ser deixados pra trás, já que era passado.

Sentado pela faixa quase branca de areia, repensou sua vida, se perguntou quando ela entrou na mesmice e ficou tão sem graça. Se sentia em um casamento de 10 anos sem amor com a vida. Só queria saber se um dia iria viver como deveria ter vivido antes.

Se pegou pensando em seu primeiro e único amor. Percebeu que depois de tantos anos, ainda sentia saudades. Como ele estaria agora? Será que encontrou um novo amor? Será que ele ainda pensava em si? Bom, a resposta pra última pergunta para Jeongguk era óbvia, ele já não pensava mais em si.

Era impressionante o quanto era um idiota por ainda amar alguém que já nem lembrava mais dele. Patético. Extremamente patético.

Jeongguk já deveria ter seguido a vida e parado de pensar em tal homem, já deveria ter vivido um outro romance e deixar essa paixão apenas nas mais esquecidas lembranças.

Se ele tivesse seguido a vida e deixado essas lembranças pra trás, não estaria agora deitado sozinho no meio de uma praia com o coração partido.


Notas Finais


Olá de novo.

Como de costume, leia a fanfic no Wattpad :)

https://my.w.tt/DBEtCESBT6


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