História Seaside - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Comedia, Drama, Oceano, Originais, Revelaçoes, Romance, Sereia, Sobrenatural
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Palavras 2.257
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Literatura Feminina, Misticismo, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


OIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!
Enfim gente, era pra eu postar isso no domingo, MAS aconteceu uns imprevistos e eu não pude escrever. MAS TA AI!

A música usada é Blue da Beyoncé. (Recomendo super)

:)
(03/03)

Capítulo 3 - Só Segure


Fanfic / Fanfiction Seaside - Capítulo 3 - Só Segure

We gotta hold on, I gotta hold on

You've got to hold on; you've got a hold on to me

We gotta hold on, I gotta hold on

You've got to hold on; you've got a hold on to me

 

Os olhos desesperados de Acqua se encontraram com Marissa, que segurava fortemente seus braços. A corrente empurrava cada vez mais o corpo de Acqua para o redemoinho. Parecia que cada vez que elas tentavam puxa-la para perto, mais a corrente puxava.

- Mamãe! Eu estou com medo! – Revelou a garotinha, que tentava a todo custo segurar-se.

- Calma Acqua, só segure! – Pediu Maressa, segurando os braços fortemente da filha – Seu pai está trazendo ajuda, só segure! – Tentou tranquiliza-la.

As mãos de Acqua começaram a escorregar pelo braço de Marissa e a esverdeada começou a se desesperar. Seu coração batia a mil e tentava nadar contra a tempestade, mas era tarde de mais.

- MAMÃE! – Seu grito estridente soou por todos os oceanos.

Seu corpo fora puxado para longe. Os olhos perdidos se fixaram na corrente que puxava seu corpo. Gritava com todas as suas forças e escutava os gritos de terror e desespero da sua mãe até que eles ficaram cada vez mais baixos à medida que o redemoinho ia se afastando da costa australiana.

§§§

Acqua sentiu suas costas baterem contra os rochedos. A tempestade tinha se dissipado. Olhou em volta, a procura de um lugar familiar, mas nada. Ela não sabia onde estava. Os olhos da jovem marejaram e percebeu a chuva bater contra a sua pele arranhada pelos rochedos. As lagrimas caiam e ela tentava a todo custo soltar sua cauda presa de uma espécie de rede e para aumentar o seu desespero, os pescadores estavam próximos, podia escutar os passos deles. Assim que se livrou da rede, ela mergulhou no mar e viu vários recifes de corais pertencentes à ilha Fraser. Era lindo. Nada comparado à confusão que estava lá em cima. Ela – pela primeira vez – sentiu-se abandonada, solitária. Não via mais seus amigos, sua família. Ela estava perdida. Totalmente perdida.

§§§

- Com licença, senhor! – Pediu Acqua para o pescador.

- Opa – Cumprimentou se aproximando do píer.

- Pode dizer qual é o nome dessa província? Eu me perdi na tempestade – Pediu, com certo medo.

- Estamos em Brisbane, no Queensland, sabe? Austrália – Disse – Mas como você se perdeu? –Perguntou.

- Estava passeando com os meus pais quando o redemoinho começou – Explicou.

- E onde você mora? – Perguntou.

- Perto da Grande Barreira – Respondeu.

Acqua soltou-se do píer e mergulhou nos oceanos. Até o pescador puxa-la pela cauda, trazendo-a mesma para o píer.

- EU SABIA! JOHN! FILMA ISSO! – Gritou o pescador – Você vai para a minha parede belezura – Falou, se aproximando dela.

Acqua não sabia o que fazer quando viu o outro pescador com o celular, apenas colocou o braço à frente do rosto. Olhou para trás e viu no raso, conchas afiadas. Estaria quebrando uma das regras das sereias e tritões de não machucar os humanos, mas essa era a única chance que ela tinha de escapar. Apontou a mão para as mesmas e elas vieram como um imã para a sua mão, em seguida jogou as mesmas nos pescadores. Eles cobriram os rostos e corpos. O que estava com celular, o deixou cair na água e o outro foi atingido e tentou cobrir o ferimento que sangrava. Quando eles viraram para a sereia, não tinha mais nada ali, apenas a superfície molhada.

§§§

Anos mais tarde, ela fugia de outra tempestade, na costa da Austrália, longe de sua ‘casa’ provisória na Ilha Fraser. Se meteu em confusão novamente enquanto ajudava as bebês tartarugas a chegarem à praia. A água estava bem fria e havia várias aguas vivas trazidas pela maré. A primeira coisa que ela pensou foi procurar um abrigo de baixo d’água, pois a chuva não deixaria ela se transformar em humana. Foi quando avistou uma pequena brecha perto dum rochedo e resolveu entrar, o que poderia dar errado? Entrou na mesma. Tinha um canal que levava para uma espécie de rochedo dentro daquela ‘montanha’. Tinha corais e muitos peixes. Sorriu. Pelo menos eles e ela estavam seguros. Sua curiosidade bateu e foi explorar o resto da caverna, por mais que ela estivesse cansada de ter nadado muito. Seus olhos bateram num menino moreno, que a olhava como se visse um tesouro. Quem seria ele e o que ele estava planejando? Respondeu suas perguntas animadas. Ela gostou dele, mas lembrou-se do episodio dos pescadores quando chegou à Brisbane e logo se afastou.

- Espera! – Pediu o jovem, pulando de volta na água. Ela parou e voltou sua atenção para ele – Qual é o seu nome? – Perguntou.

- Acqua. E o seu? – Indagou a sereia, voltando ao seu lugar.

- William. Posso tocar? – Perguntou, apontando para a cauda. Ela acenou positivamente, emergindo-a na superfície.

Sua feição surpresa já dizia tudo. Ele era diferente, ele não tinha medo.

§§§

Manhã – 8hs50min

Acqua afastou as lembranças de seus pensamentos e continuou a acariciar os cabelos de William. Os dois estavam deitados em uma cama, na casa de William. Ele estava dormindo serenamente em paz. Por mais que ela tentasse, Acqua nunca se acostumou em dormir num colchão, para ela, a água era a melhor para um boa-noite de sono. Ela continuou a acariciar os pequenos cachos de cabelo de Will, enquanto cantarolava baixinho uma melodia. Ela estava por baixo do homem e ele estava coma a cabeça deitada nos seios fartos da sereia.

- Eu senti muito a sua falta – Falou William, abraçando o corpo de Acqua ainda de olhos fechados.

- Eu também – Respondeu baixinho.

Ele levanta os olhos para os da sereia e encara o seu rosto, abobado. Ela levanta uma sobrancelha e o seu rosto fica vermelho ao olhar do homem.

- O que foi? – Perguntou a mesma, envergonhada. Ninguém tinha olhado assim para ela.

- Você é linda – Respondeu baixinho, com um sorriso nos lábios.

- Obrigada – Acenou com a cabeça abobada.

O celular de William começou a tocar e o mesmo deu um gemido de reprovação e colocou no ouvido.

- Alô? – Perguntou, desinteressado.

- William? É o Charles. Achamos o Axel – Anunciou Charles, amigo e capanga de William.

- Onde ele está? – Perguntou, erguendo-se da cama.

- Num galpão abandonado ainda em Brisbane, mas não por muito tempo. Temos que ir rápido se quiser pega-lo – Disse Charles, rapidamente.

- Ótimo. Estou a caminho. Mande o caminho por GPS – William encerrou a ligação.

Ele levantou-se da cama e caminhou até o guarda-roupa, tirando de lá um terno preto. Acqua ergueu-se pelos cotovelos, ainda processando o que ele faria.

- O que foi? – Perguntou confusa.

- Vou atrás do Axel, aquele merda que atirou no seu amigo – Disse, enquanto retirava o calção.

- Eu vou também – Disse, levantando-se da cama.

- Não, é perigoso demais! – Avisou.

- Eu vou. Como você disse, ele atirou no meu melhor amigo. Eu não vou hesitar em atirar nele também – Disse convicta, recolhendo seu vestido e lingerie do chão.

- Você sabe o que é uma arma? – Perguntou irônico.

- Sei sim. Vi ela pela primeira vez há semanas no The Pearl – Retrucou irritada.

- Depois não diga que eu não avisei – Avisou o mesmo, puxando-a pelas mãos.

§§§

Os dois entraram no galpão de mãos dadas. Todo o lugar naquele galpão esbanjava luxuria. As paredes eram de mármore com tiras ouro puro. Lustres gigantescos. Sofás acochados por todos os lugares. O chão parecia ser de vidro. Nada comparado à fachada de abandonado que tinha quando Acqua entrara ali. Os homens de Axel encaravam os de William e os dois se encaravam mortalmente. Ódio, rancor e pura raiva.

- Ora, olha só! Ele me achou! – Brincou Axel, andando até William.

- Fim da linha, Axel – Avisou Will, com seus olhos pegando fogo de raiva.

- Eu sabia que vinha, Wiliam. Mas a garota? Uau. Eu te ajudei, lindinha – Falou, olhando para a Acqua.

- Atirou no meu melhor amigo. Isso não tem perdão – Rosnou raivosa, lembrando quando o levou as pressas para o hospital.

- Blá, Blá, Blá – Brincou Axel, revirando os olhos – Você é muito sentimental, lindinha. Isso é horrível para alguém com tanta beleza – Concluiu Axel, andando em torno de Acqua.

- Tire seus olhos dela, AGORA – Gritou William, furioso – Sua briga é comigo. Deixa-a – Pediu.

- Pois bem – Falou virando-se para os homens – Joguem-na no mar. É fundo, ela não saíra tão cedo – Pediu para os capangas.

Acqua sorriu mentalmente com a escolha e deixou ser levada pelos capangas. William não ficou preocupado por dentro, mas fingiu estar triste, para Axel não descobrir.

- Agora, onde estávamos? – Perguntou Axel, com um sorriso maligno – AH! Já sei! A parte em que eu te dizia que deveria escolher melhor os seus capangas – Falou maligno.

Na mente de William tinham um grande ponto de interrogação. Charles que estava ao seu lado, caminhou ao lado de Axel. Will arregalou seus olhos e apertou a arma em suas mãos.

- Eu sei, eu sei – Falou Axel, balançando a cabeça – Chocante, né? Seu amigo e companheiro te deixou na mão – Falou com um peso na voz, como se estivesse triste com a situação.

- Eu vou te matar – Sibilou William, sentindo a raiva nas suas veias.

Sem nem esperar Axel responder, William mete um soco forte no rosto de Axel, que vai ao chão. Ele começou a chutar e bater com todas as forças o homem, como se não houvesse amanhã. Os capangas de Axel ficaram estáticos, sem saber o que fazer. Já os de William estavam com arma apontada para qualquer um que quisesse parar a briga. Axel já estava inconsciente, quando Will parou de bater no mesmo. Tirou sua arma do coldre e apontou a mesma para a cabeça de Axel, não hesitando em atirar. O sangue sujou o chão envidraçado, deixando uma enorme poça do mesmo. William sorriu ao seu feito, ajeitou o terno e saiu dali. Acqua estava sentada no píer, com quatro capangas mortos ao seu lado. Ela observava o sol do meio-dia enquanto esperara William, o que não demorou muito.

- Vamos? – Perguntou o mesmo.

- Vamos – Disse e levantou-se dali.

O carro saiu em alta velocidade em direção ao The Pearl. Era hora de ‘comemorar’.

§§§

16hs23min

Acqua cantava uma melodia serena no microfone do The Pearl e todos dançavam enquanto ela cantava. Tinha muita gente no restaurante e todos vidrados na esverdeada, que hipnotizava todos que ouvissem sua bela voz. Com o coração acelerado, William a observava cantar de sua mesa. Assim que ela terminou, caminhou até o mesmo com um grande sorriso.

- Oi – Cumprimentou, dando um selinho em seus lábios.

- Oi – Respondeu.

A conversa ia bem, muitos clientes vieram parabeniza-la pelo show. Certamente, era um dia bom. Em sua pausa, ela desceu as escadas e foi para a praia. Fazia um tempo desde que ela não entrara no mar sereno. Estava um pouco gelado, mas continuou. Em um piscar de olhos, o que eram pernas humanas se transformou em uma cauda azul brilhante. Ela nadou lindamente livre pelos rochedos e recifes, sentindo seu coração pular de felicidade.

Sua paz foi impedida quando escutou um grito estridente. Ela rapidamente olhou em volta, com medo de algum cliente ter visto a cauda, mas não havia ninguém na praia. Até que percebeu um pequeno barco de pesca, com uma rede gigante que saía do mar. Na rede tinha uma sereia, que se debatia contra as sardinhas que vieram com a mesma. Rapidamente, Acqua nada até o barco e começa a puxar a rede para baixo. Com muito esforço, a rede se tora e toneladas de peixe caem de volta à água. Acqua puxou a sereia e sem ter tempo de olha-la no rosto, a levou para à beira-mar, perto dos rochedos.

- Obriga-... – Começou, mas não continuou a frase.

Quando finalmente Acqua olhou para o rosto da sereia que ela havia salvado, não acreditou.

- Mamãe? – Perguntou, olhando nos olhos de Marissa.

- Minha querida... Eu finalmente te achei – Falou, deixando lagrimas caírem de seus olhos.

Acqua não respondeu, apenas pulou nos braços de Marissa e a apertou contra si, derramando suas lágrimas de felicidade e saudade. Claramente, era o melhor dia da vida de Acqua.

- C-Como... Como você me encontrou? – Perguntou aliviada.

- Eu e seu pai viemos pra cá, quando ouvimos nossos amigos humanos falando do seu restaurante. Disseram que uma menina linda de cabelos azuis-esverdeados cantava e fazia todos ficarem hipnotizados. Não hesitei em vim pra cá o mais rápido o possível – Respondeu, alisando o cabelo da mesma.

- E cadê o papai? – Perguntou animada.

- Ele disse que iria subir primeiro no restaurante pra te procurar e se ele achasse, iria me chamar. Mas o problema é que quando eu estava esperando, a rede me levou – Falou.

- Vamos lá em cima, não quero que ele fique neurótico me procurando – Falou rindo.

As duas se transformaram em humanas e Acqua guiou Maressa até as escadarias que levavam ao píer. Não demorou muito para que Acqua avistasse Atticus. Ela desviou das mesas e das pessoas, não pensou duas vezes para pular nos braços do mesmo. Ele a reconheceu e a apertou contra si o mais forte possível.

- Papai! – Gritou de felicidade.

- Pensei que nunca mais ia te ver. Deus abençoe o Ted – Falou rindo.

- Eu senti muita a sua falta – Falou Acqua, olhando para os olhos azuis-claros de Atticus.

- Eu também, peixinha. Eu também – Falou, abraçando-a novamente.

FIM.


Notas Finais


Acabou! E já estou com saudade dos meus bebes!!!


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