História Seaweed and the Bird - Capítulo 27


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Categorias Batman, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Dick Grayson, Percy Jackson
Tags Asa Noturna, Dick Grayson, Fem Percy, Nightwing, Percy Jackson, Persephone Jackson
Visualizações 59
Palavras 3.459
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Ecchi, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Me desculpa! Eu não desisti da fic!
Final de semestre é uma desgraça, mas eu to quase de férias.

Tive um bloqueio criativo daqueles em que eu sei o que tem que acontecer mas o desenvolvimento não sai, sabe? Passei noites para conseguir fazer esse capítulo e espero que esteja bom.

Beijos <3

Capítulo 27 - Capítulo XXVII


 

Percy

 

Assim que começamos a ser arrastados para os fundos do restaurante, as pessoas começaram a gritar e correr para fora. Eu espero que todos tenham conseguido sair a salvo. Dick está sendo levado ao meu lado, parecendo muito concentrado em suas mãos algemadas. Eu não sei se ele vai conseguir se soltar, mas se ele estivesse livre e conseguisse fugir, eu já me sentiria muito melhor.

Passando rapidamente pela cozinha, os chefs e alguns faxineiros estavam todos encolhidos no canto perto da pia. Um homem parecia estar chorando mas reprimia sua voz por medo de ser repreendido.

– Esse é o comportamento esperado de um humano que não evoluiu. Parece para mim que estes na verdade regrediram! Parecem macacos com medo! – o Charada riu.

Eu não posso fazer nada além de aguentar calada e ser empurrada para fora do lugar. A saída dos fundos dava para um beco extremamente suspeito, onde uma van verde aguardava.

– Verde? Você não quer escrever o seu nome na lataria também, Nygma? – disse Dick, rindo.

Eu gostaria de encontrar a diversão nos segundos seguintes. O vilão estendeu a mão e um de seus capangas rapidamente se adiantou para lhe entregar o seu cajado dourado, onde em uma das extremidades possui uma interrogação.

– Você acha isso engraçado? – o ruivo disse – Então vou concluir que posso começar nosso jogo com a vantagem.

Ele levantou seu bastão e, com força, acertou minhas costas, me fazendo cair no chão úmido de joelhos e infelizmente gritar de dor. Eu não queria dá-lo o prazer, mas ele parece ter calculado bem para não quebrar nenhum osso e ainda causar muita dor.

Eu gostaria de usar meus poderes agora, mas isso revelaria a minha identidade para um vilão e para Dick.

– Por que você atacou ela? – ele gritou, furioso – Ela não fez nada!

Edward Nygma riu como se tivesse ouvido a melhor piada de todas. 

– É óbvio que você estava esperando ser atacado, e poderia levar o golpe tranquilamente. Mas a história é outra se for com a sua namorada, não é?

Dick estava rangendo os dentes, mas não falou mais nada.

– Você aprende rápido! Quem diria? – ele disse, sarcástico.

Fantástico. O que uma garota precisa para conseguir sair com um cara sem aparecer alguém para nos matar todas as vezes?

Dick estava na minha frente. Empurraram ele dentro da van verde cafona, fazendo ele cair e bater o rosto no chão. Antes que eu pudesse ficar com raiva ou me lamentar em silêncio, me jogaram sobre ele. Assim que amarram nossas pernas, os capangas riram e fecharam as portas, soltando algumas provocações enquanto saiam.

– Aproveitem o último momento à sós, pombinhos! – riram.

– Convence ela a te dar um “trato” antes do seu fim, cara – um deles bateu na lataria da van pouco antes de ela começar a andar.

Eu ainda estava desajeitadamente jogada sobre Dick, o esmagando contra o chão do veículo.

– Não estou me queixando nem nada, mas seria melhor se pensássemos em algo em outra posição – ele disse, parecendo sem muito fôlego.

– Desculpa – eu disse, envergonhada.

Rolei para o lado com alguma dificuldade devido às algemas em minhas mãos e amarras nas pernas. Conseguimos ficar de frente um para o outro.

– Espero que não tenha se machucado – ele disse olhando para mim preocupado.

– Não se preocupe, o seu traseiro é um ótimo amortecedor de queda além de lindo.

– Então você acha ele lindo? – ele sorriu, parecendo animado novamente.

– Eu acho que devemos arranjar um jeito de sair vivos daqui – eu disse, tentando fugir do assunto – Você tem algum plano?

Ele não respondeu. Não sei se a pouca iluminação escondia alguma expressão que pudesse me falar algo como “Sim, eu tenho” ou “Não, estamos ferrados”, mas o silêncio me deixa inquieta.

Eu tenho contracorrentes no bolso da calça, mas como eu iria explicar uma espada de bronze celestial saindo do meu bolso? Também não posso usar meus poderes. Iria me dedurar na hora. Vou tentar deixar isso para último caso. Por hora, vou tentar ser a policial com o seu parceiro que estavam saindo e foram tragicamente sequestrados e vão tentar um plano louco para fugir e salvar o dia.

Eu estou delirando, certo?

Em outros dias eu nunca iria hesitar em nos salvar antes que tudo pudesse piorar, mas agora sei que devo pensar mais à frente. Existem outras formas de sair dessa sem revelar minha identidade.

– Vai ficar tudo bem – ele disse calmo enquanto me olha nos olhos.

Eu não respondi. Sei que ficará tudo bem pela confiança nos seus olhos. Ficamos deitados olhando um ao outro, em parte pensando em uma fuga, parte aproveitando a companhia um do outro, apesar da situação. Parece loucura se sentir bem apenas com a presença de alguém apesar de tudo ir mal?

– Os heróis vão nos salvar – ele disse, enfim.

– Como tem tanta certeza disso?

– Eu confio neles. Mas precisamos jogar o jogo enquanto isso.

– Dick… Eu sou péssima com charadas.

– Eu não duvido disso – ele disse provocativo, sorrindo.

Mesmo no escuro esse sorriso parece brilhar como uma estrela. Ele não parece tão inquieto como imaginei que estaria.

– Minhas mãos estão começando a ficar dormentes – reclamei.

– Eu espero que essa seja a nossa maior preocupação pelo resto da noite – riu.

De repente, a van parou. Em meio segundo voltamos a nos olhar, dessa vez preocupados com as próximas horas, um com o outro e com as nossas chances. Esse é o nosso último conforto antes de enfrentarmos o que estava lá fora. Quando a porta abriu bruscamente deixando mais luz entrar, eu já estava esperando pelo pior.

– A viagem foi agradável? Eu espero que não – o vilão disse, antes de se voltar aos seus capangas – Agora vocês levam os dois para dentro como o combinado. Um centímetro fora do que eu mandei e vocês estão sentenciados.

Sem delongas, os quatro homens nos tiraram da van. Eu fui separada do meu parceiro no caminho, e Nygma estava logo à minha frente. Ao que parecia, estávamos em uma pista de dança que parecia ter sido reservada para ele. É um movimento inteligente. Quem iria procurar em uma pista de dança velha?

Permaneci calada. Não resisti quando me acorrentaram em uma cadeira, que estava no meio do salão Alguns segundos depois, Dick entrou, também acorrentado em uma cadeira com rodinhas. Posso ver claramente que o fizeram de saco de boxe no curto tempo em que nos separamos, mas ele parece estar bem. Bem até demais. Isso não impediu que meu coração se apertasse.

– Então, o que planeja fazer? Nos fazer dançar até morrer?– perguntei, irritada.

– Isso, querida, depende inteiramente de vocês dois e do seu pobre intelecto – ele sorriu e então estalou os dedos. Uma grande roleta foi carregada às pressas até ele, que parecia estar se divertindo muito – Eis como as coisas irão funcionar: eu dou a vocês três charadas e antes de cada resposta, a roleta é girada. Ela vai decidir a punição pelo inevitável erro de vocês. Eu pessoalmente adoro esta… – ele disse, apontando para onde dizia “Unhas arrancadas”. Engoli em seco, nervosa. Não posso falhar – Devem estar pensando “Como posso fugir?” – ele disse, fazendo uma péssima imitação de alguém amedrontado – Bem, devo dizer que as chances de fuga são desanimadoras. Meus capangas tem vocês na mira de vários ângulos diferentes, e as saídas estão bem guardadas. Se os repugnantes vigilantes dessa cidade tentarem aparecer, vocês estarão mortos antes de conseguirem entrar. Alguma dúvida? Não? Então-

– O que significa as cores diferentes na roleta? – perguntei.

Ele não parecia feliz ao ter sido interrompido, mas ajeitou seu terno verde e respirou fundo.

– É claro que o seu cérebro não pode sequer deduzir o que significa o esquema de cores. Muito bem. Se, ao girar a roleta, a punição for da cor vermelha, a punição é da fêmea. Que é você. Se for azul, a punição é dele. E se for roxa…

– Nós dois recebemos a punição – conclui.

– Excelente! Agora que sabem as regras do jogo, vamos ao que interessa. Começando pelas damas...

Ele girou a roleta com bastante força, mas parecia que ela estava girando lentamente. Olhei para Dick, que parecia concentrado demais no que quer que estivesse pensando. Ele não olhou para mim, mas olhava para os quatro guardas que estavam com a mira em nossa cabeça. Me pergunto como ele acha que iremos sair dessa.

Mas agora, a roleta havia parado. E havia parado na cor…

– Azul! – disse Edward – Acredito que agora seja a sua chance de provar que não é uma água-viva, minha cara! E se você errar, o seu namorado irá ser queimado e marcado com ferro quente!

– Água-viva?

– Um dos animais mais burros do planeta. Se identifica?

Meu coração estava gritando de desespero, quase saindo do meu peito. Não posso sequer pensar na possibilidade de errar e ele se machucar. Não deixaria chegar a isso.

– Qual é a charada? – perguntei. Ele sorriu e sem muita demora, começou a girar o cajado em sua mão, satisfeito.

– Vamos começar com uma fácil – ele pensou por alguns segundos e voltou a ficar animado – “Posso ocupar uma sala ou apenas um coração. Outros podem me ter, mas não posso ser dividido. O que eu sou?”

Assim que começo a pensar, também fico nervosa. Nenhuma resposta imediata me vem à mente, e então várias surgem. Eu não gosto de pensar nisso sobre pressão.

O que pode ocupar um espaço e também um coração? Sangue? Não, sangue pode ser dividido. O que pode ocupar um coração e outros podem ter? Amor… Mas ele pode ser dividido.

Isso me deu uma breve ideia, mas não tenho certeza. Posso estar arriscando demais ao não pensar melhor.

– Você tem UM MINUTO! – Nygma gritou, impaciente.

Bom, se não for, posso jogar no lixo meu plano de ter uma identidade secreta.

– Seria… A solidão? – digo, insegura, já tentando alcançar o bolso com a ponta dos dedos discretamente e pegar contracorrentes.

Mas para a minha felicidade, o Charada não fez nada.

Se eu tivesse errado, ele não hesitaria em mandar seus capachos queimarem Dick com ferro quente.

Olhei para o meu parceiro. Ele estava sorrindo.

– Eu… acertei? – perguntei, e ele acenou contente.

– Isso é IMPOSSÍVEL! Como você...? Você trapaceou! Essa é a única explicação lógica.

Nem eu acredito que acertei. Espero que Atena esteja vendo isso onde quer que esteja.

– Como eu poderia ter trapaceado? Telepatia não é um dos meus poderes.

Ele bateu com o cajado com força no chão.

– Certo! Mas tenho certeza que isso nunca seria decifrado por uma mente tão… pobre. Agora vamos girar a roleta novamente.

Assim ele o faz. Sinto nervosismo novamente pela possibilidade de fazer besteira, mas felizmente a roleta diz que agora é Dick quem irá responder e eu irei ter duas facas cravadas em cada pé caso ele erre.

Quer dizer, já estive em situações piores, certo?

– Uma penalização à altura de uma trapaceira, não concordam? – o vilão diz aos seus capangas, que riem mesmo sem achar engraçado.

Dick parece tranquilo sempre que olho para ele. Isso é extremamente perturbador. Ele sempre fica olhando para cima, mas não há nada além de vigas metálicas e…

Posso jurar que vi um vulto vermelho e amarelo acima de nós.

Dick começou a sorrir.

– Sabe, Edward? Eu poderia responder a sua charada, mas seria tão fácil que eu não vou me dar ao trabalho – ele disse em tom debochado.

Os atiradores se entreolharam, confusos. Ele estava querendo mesmo morrer?

– O que- Você OUSA- FÁCIL? VOCÊ ACHA QUE MINHAS CHARADAS SÃO FÁCEIS?!

– Quer saber, eu vou te dar uma chance. Manda uma, e se eu errar, pode me jogar aos cães se quiser.

Nygma parecia transtornado com o desafio. Posso ver seu rosto vermelho, mas não sei dizer se é pela raiva ou pelo esforço de pensar em algo enquanto fica andando em círculos.

Quando ele finalmente para e a cor normal do seu rosto volta aos poucos, ele encara Dick como se ele fosse a maior escória que já pisou na terra. Tenho certeza que Dick está rindo por dentro.

– Posso começar uma guerra ou acabar com ela. Posso lhe dar a força dos heróis ou deixá-lo impotente. Posso ser capturado com um olhar, mas nenhuma força me obriga a ficar. Quem sou eu?

Quando parou de falar, ele agia como se já tivesse ganhado o desafio. Todos estavam tão concentrados em Dick e Edward que acredito ter sido a única a ver Robin Vermelho, Spoiler e a Órfã nos observando de uma viga suspensa no teto. Quase dedurei suas localizações com a surpresa, mas mordi os lábios para não fazer barulho.

– Veja só! A pobrezinha está se mordendo de tão nervosa – disse o Charada, que virou no exato momento em que eu tirei os olhos deles – Nem ela acredita que você irá conseguir, garoto.

Olhei para Dick e entendi imediatamente a sua calma. Eu não sou a única que sabe da presença deles ali. Mas o que posso fazer para ajudá-los? Só preciso encontrar uma brecha para que possam entrar e fazer o trabalho deles.

Quer dizer, o meu trabalho.

O nosso trabalho?

– Com licença… Desculpa, como devo chamá-lo mesmo? –  perguntei.

– Charada. Isso é sério? Todo o mundo sabe o meu nome! – ele gritou furioso enquanto me olhava.

– É, isso aí, “Charada”. Eu sei que isso pode parecer estranho e suspeito, mas eu sei de uma punição adequada para esse cara.

– E por que eu deveria acreditar que a namoradinha dele vai traí-lo?

– Bom, talvez porque ELE tenha me traído primeiro!

Todos olharam para mim, confusos. Até Dick parecia perdido agora. Se a situação fosse outra, eu estaria morrendo de rir.

– O que quer dizer com isso? – ele perguntou.

– Você acha que eu não vi você e aquela ruiva na delegacia? –  eu gritei – Como você pôde? Eu não acredito que você e ela… – comecei a fazer uma cara de choro e me forcei a chorar. Acho que o DiCaprio estaria orgulhoso de mim.

– Percy, eu… – Dick começou, mas foi interrompido.

– O que você poderia me dizer que seria melhor do que eu tenho em mente? – ele perguntou, ainda desconfiado.

Eu abaixei a cabeça e murmurei algumas palavras, tão baixo que seria impossível ele entender qualquer coisa.

– O que disse? – perguntou, chegando muito perto de mim.

Olhei rapidamente para os lados para verificar se todos prestavam atenção em mim. Cada um dos seguidores dele estavam confusos enquanto me olhavam e conversavam entre si sobre o que deveriam fazer.

– Eu disse…

Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, finalmente os heróis deram as caras. Spoiler e a Órfã pousaram silenciosamente atrás de dois capangas armados e rapidamente os derrubaram, mas isso alertou os outros dois, e o Charada.

Antes de ele fazer a menção de reagir, eu aproveitei a proximidade e choquei nossas cabeças o mais forte que eu pude, o que o fez cair no chão e me deixou vendo pontos pretos. Por um momento eu esqueci que ainda tinha um ferimento na cabeça, e a dor voltou com toda a força.

Os outros dois atiradores voltaram a atenção e a mira para mim, mas Robin Vermelho pousou atrás de um deles, o nocauteou com um lindo soco no rosto e então jogou seu bastão no outro homem armado, que provavelmente vai ficar com uma gigantesca marca no meio da testa.

Mais capangas aparecem. Eu não devo conseguir me soltar sem deslocar o punho, e acho que já estou machucada o suficiente por hoje. Mas preciso me libertar e ajudar.

Dick, que também estava preso, conseguiu se soltar sozinho e em um rápido movimento, jogou a cadeira em que estava preso antes em dois homens, que caíram e não levantam mais. Dick estava lidando muito bem com a situação. Derrubou quatro caras sem dificuldade. Eu não sabia que ele podia se mover daquela forma. Ele é treinado em quantas artes marciais diferentes? E como eu não sabia disso?

Enquanto me distraí vendo os outros lutando, Nygma se levantou. Seu nariz estava sangrando, o que me fez sentir satisfeita. Ele pegou seu cajado e se apoiou nele para levantar, quando olhou para mim furioso. Eu posso parar ele. Não é grande coisa, certo?

– Sua mãe nunca te disse que é errado agredir mulheres presas em uma cadeira? – disse Spoiler, que segurou o ombro dele, o puxando para trás.

Ele tentou lutar contra ela. A ponta do seu cajado agora possui uma lâmina, que quase cortou gravemente o braço dela, mas ela é ágil. Muito ágil. Ele não conseguiu desviar de um chute dela em seu peito, que o fez cair. Quando ele estava prestes a se levantar, Orphan apontou sua katana no meio da testa dele, que parou de se mover por completo.

– Não levanta – ela disse.

Ele fez cara feia, mas não resistiu quando foi algemado. Alguns capangas conseguiram fugir, mas isso é um problema para depois.

Os heróis se reúnem assim que a ação acaba. Dick caminha até eles.

– Dick?! O que você tá fazendo aqui? – diz Spoiler, incrédula.

Eles se conhecem?

– Shhh, fica quieta, não fala isso – sussurrou o Robin Vermelho, botando a mão sobre o ombro dela. Ele me olhou rapidamente e depois desviou o olhar quando notou que eu estava encarando eles.

Definitivamente estranho.

Os quatro começaram a conversar, enquanto eu ainda estava presa. Prioridades, não é?

Consegui alcançar contracorrentes em meu bolso, e com cuidado e discrição, destampei a caneta, que rapidamente se transformou em uma espada de bronze celestial. Com um pouco de dificuldade, consegui cortar a corrente e me libertar sem que ninguém notasse. Ou ao menos foi o que eu pensei.

Quando eu havia acabado de tampar contracorrentes novamente, Red Robin olhava para mim com um olhar… suspeito. Será que ele viu? Se viu, ele não disse nada.

– Fico feliz que o dois estejam bem. A polícia está a caminho. Vocês dois devem ir ao hospital imediatamente – ele disse.

– Vi que você tinha um belo machucado na cabeça. O que Nygma fez com você? – perguntou Spoiler.

–Hã… Isso foi um acidente de outra hora. Já faz alguns dias, já estou quase cem por cento – sorri, nervosa.

– Posso dar uma olhada? – o herói perguntou.

Isso me deixa nervosa. Ele estava lá no dia que eu me machuquei como Seaweed no incêndio. Mas ele vê coisas assim todos os dias, com certeza não deve ligar uma coisa à outra.

– Claro, mas não é nada demais…

Ele olha o ferimento em minha cabeça, que estava um pouco coberto pelo meu cabelo. Após alguns segundos, ele se afasta, sem dizer muito além de “Não parece grave, mas vá ao médico por garantia”.

Quando a polícia chegou, os heróis trocaram algumas palavras com os oficiais e foram embora. Quando perguntaram se estávamos bem, Dick explicou toda a situação e ajudou a levar o Charada para o carro da polícia.

– Vocês deveriam saber que eu não vou ficar preso por muito tempo. Vão se arrepender por isso.

– Você vai se arrepender por ter estragado o meu encontro, Nygma. E por ter machucado ela – ele não apontou para mim, mas parecia ser óbvio. – E só para constar, a resposta do seu enigma é ‘o amor’.

Dick fechou a porta da viatura da polícia, deixando Nygma resmungando sozinho lá dentro, e então olhou para mim. Eu me aproximei dele e segurei sua mão.

– Amor? – perguntei.

– O-o que? – ele parecia surpreso.

– A resposta da charada.

– Ah, é isso...

Ele deu de ombros e continuou olhando nos meus olhos.

– Pessoas começaram e acabaram guerras por amor. Por amor as pessoas conseguem forças que nem sabiam que poderiam ter, e sem ele, podem ruir. Você pode ver o amor através de um olhar – os olhos dele encarando os meus me causa arrepios. Bons arrepios – mas você não pode forçar um amor. Entende?

– Eu… acho que sim.

Eu o sinto apertando a minha mão um pouco mais forte, e eu retribuo o gesto. O meu sorriso vai surgindo junto ao dele, e posso jurar que nunca um sorriso foi tão brilhante e apaixonante assim.

Ele tocou a ponta dos dedos no meu rosto, e eu inconscientemente me inclinei para o seu toque. Ele colocou alguns fios de cabelo atrás da minha orelha e acariciou minha pele. De repente, não há outro lugar onde eu prefira estar a não ser aqui. O cuidado dele, o carinho dele, é tudo o que eu preciso. Esses fogos de artifício no meu estômago sempre estiveram aqui?

Um limpar de garganta nos tirou do nosso pequeno momento.

– Detetives Grayson e Jackson, vocês vão com a viatura até o hospital. Gordon quer falar com vocês amanhã. Tenham uma boa noite.

– Obrigada – eu digo.

Olho para Dick novamente. Ele não está mais olhando para mim, mas não soltou minha mão.

– Vamos ao hospital então. Acho que alguém usou meu traseiro como amortecedor mais cedo na van – ele diz, fingindo estar sentindo dor.

 



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