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História Second Chance - Capítulo 23


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Capítulo 23 - The Stranger


_Mas ele não disse o porque de estar saindo ou quando volta? -perguntou Harry, um tanto atônito com a informação de supetão da esposa.

_Claro, e depois sentou-se e começou a desabafar seus problemas comigo! -respondeu Gina acidamente, revirando os olhos, quase pulando de nervosismo- É do Snape que estamos falando, ele não costuma dar satisfações a ninguém, costuma?

Harry hesitou em responder e se arrependeu num átimo, falando rapidamente: _OK. Acalme-se amor, só deixe-me pensar um pouco... -replicou ele sem se ofender com ela, eles tinham problemas maiores para lidar agora do que a raiva de Gina com o comportamento do velho fanfarrão- Como ela está?

Nessa pergunta, toda a energia irritada de sua esposa desapareceu, ela ficou branca, tão branca que os cabelos ruivos tipicamente Weasleyanos saltaram sua cor para os olhos dele, isso e as pupilas dilatadas dela. Ele a conhecia o suficiente para não precisar de palavras e não esperou ela responder, simplesmente terminou de subir as escadas e escancarar a porta do quarto onde a moça estava sendo mantida.

Não era a primeira vez que ele via a policial tão abatida, entretanto, esta segunda ele não deveria se sentir responsável, e mesmo assim... Lá estava aquele bolo desconfortável em sua garganta, fazendo-o engolir em seco num esforço de se livrar da sensação impossível de conter com a cena: Catherine tremia da cabeça aos pés como se estivesse congelando, mas estava untada de suor ao ponto de encharcar a beirada das roupas, e finos fios de sangue escorriam da boca, do nariz dos olhos e dos ouvidos, e ela agarrava o lençol da cama como se tendo visões do inferno pela expressão de seu cenho e queixo prensado.

_Pelas bolas de Jesus Cristo... -praguejou ele ficando branco, e sabendo que Gina o seguira, e enquanto se ajoelhava e desprendia o pulso dela dos lençóis perguntou- As poções que Snape estava dando a ela, acabaram?

_Já dei todas, nada resolve. -ela começou a responder, soluçando aflita- Ele avisou que chegaríamos a isso...

_Quando a convulsão começou?

_Pouco depois dele sair.

_Você já mandou seu patrono a ele?

_Sim mas... -ela hesitou no meio da frase, fazendo seu marido olhar para ela, os olhos dela estavam desesperados- Amor, acho que ele sabia que isso estava prestes a acontecer e saiu a procura de algo... Para tentar ajudar. O rosto dele... Nunca o vi assim.

Harry piscou forte concentrando-se na crise, forçando-se a pensar: _Hermione e Malfoy?

_Sem sinal de vida não consigo contatá-los. -ela começou a chorar agora.

_JÁ CHEGA ISSO É RIDICULO! -estourou ele se levantando, fazendo ela pular com ele, mesmo sabendo que sua ira não era direcionada a ela- Aquele bastardo maldito! Vou chamar a Ordem! Deve haver algo que possamos fazer!

Ele já estava conjurando seu patrono quando Gina o agarrou pelo braço, apreensiva e completamente sem esperança:

_Harry! Espera calma! Não seja impulsivo! Ele nos avisou de t-tudo isso... Que as chances eram poucas... -ela respirou rápido tentando recuperar o folego- Tem certeza de que contar a situação à Ordem à essa altura do campeonato vai ajudar em vez de atrapalhar mais?

Uma coisa que Potter aprendeu com o tempo era sempre levar em consideração sua esposa. Sim, ela sentia mais que todos, não era tão empática quanto Hermione mas possuía uma praticidade para momentos de crise e uma inteligência logica que... Além do fato de que ela ficava bem assustadora, quase tão assustadora quanto Granger, quando contrariada.

Ele respirou tentando se acalmar, e suprimiu o mais forte que pode seu ímpeto novamente quando ouviu Beauchamp tossir sofregamente, adquirindo uma clara falta de ar or um momento agonizante pantes de voltar a resfolegar na prisão de seu coma.

_Sei que ele não teve tempo hábil, mas também sei que ele não queria ajudar desde o inicio, e apesar do meu histórico e de me esforçar o máximo para não ser desconfiado, ter mais cabeças pensando agora é melhor do que não fazer nada.

Ela assentiu, largando o braço dele e o deixando terminar o comunicado pelo feitiço.

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_O que estamos esperando exatamente? -insistiu Hermione.

_Shiii escute! -exprimiu Draco rapidamente, abaixando-se enquanto abria uma fresta quase inexistente nas portas duplas.

_...E ela ainda esta viva, você sabe. -era a voz de Lucius, reconheceu ela, e concentrou-se em entender o que ele estava dizendo em vez de estressar com o outro Malfoy- A essa altura muito bem escondida e guardada, graças ao seu desnecessário ataque de dementadores.

Hermione tapou a boca para bloquear o som de um esgar de espanto que se seguiu, e não foi a única. Pelo olhar arregalado de Draco, ele não sabia que o pai estava envolvido ao ponto de saber quem era o responsável por todo aquele disparate.

_Exatamente onde eu queria, obrigado. -respondeu uma segunda voz, desconhecida, despreocupada, relaxada, e infinitamente enigmática- Não se preocupe com o futuro, Lucius, tudo acontecerá como o planejado.

Hermione não sabia o que era, mas alguma coisa no tom daquela voz mexeu com algo dentro de si, como alguma coisa chicoteando dolorosamente na base da sua espinha e arrepiando tudo pelo caminho até a nuca. Da ultima vez que teve um pressentimento parecido, mas nem de longe tão forte, foi ao ver e ouvir pela primeira vez Voldemort, mesmo que por míseros instantes, no departamento de mistérios dentro do Ministério.

_Draco, isso não está me cheirando bem... -murmurou para o colega agachado com ela atrás da porta. E ele concordou antes de replicar- Se seu pai está sendo coagido as chances com o que acabamos de ouvir diminuíram muito...

_Eu sei o que parece mas não vou sair até ter certeza dele estar em segurança! -ele emitiu com firmeza mas a mão que empunhava a varinha tremia ligeiramente pela preocupação gritante de seu pai ser um traidor novamente- Não importa o que ele fez desta vez...

Eles ficaram automaticamente em silencio quando a voz do homem desconhecido voltou a falar:  _Agradeço por tudo o que esta fazendo, velho amigo. Sem você nada disso seria possível.

_ Não acho que precisava de mim para alguma coisa de fato. -replicou o sr. Malfoy, e era quase possível imaginá-lo sorrindo infeliz com o que dizia- .Mas sempre pago as minhas dividas.

_Esta divida em especifico está quase paga, lhe garanto. Agora que está inofensiva, assim que eu por minhas mãos nela, desapareceremos e tudo terá terminado.

Hermione encrespou-se de fúria num nível que Draco teve de segurá-la no lugar.

_Porque deseja tanto a garota? -perguntou Lucius diretamente, mesmo que seu tom parecesse um tanto incerto, denotando seu medo do forasteiro- Fora um ou outro detalhe estranho, ela não me pareceu grande coisa.

O estranho riu, um riso longo de escarnio, e cruel, e Granger perfurou as palmas das mãos com as unhas, mordendo o lábio com força sobre-humana.

_Desde quando um Malfoy preocupa-se com alguém que não é de seu interesse comercial, social, ou do próprio sangue? -indagou ferinamente a voz do home, e continuou, sem deixar espaço para respostas- Lucius, não tente me enganar numa ultima tentativa de protege-la, sei que, assim como todos da sua estirpe, apesar da cegueira e do sangue ralo, sentiu alguma coisa emanar dela, uma estranha... Atração, não foi?

O forasteiro parecia divertir-se, e pelo rumo da conversa a seguir teve alguma espécie de confirmação de sua contraparte na sala:

_Não perderei meu tempo confirmando suas suspeitas. Não sabe como é enfadonho e extremamente desgastante todos esses anos ouvindo de todo tipo de laia o quanto são puros de sangue portanto poderosos e blá-blá-bla... -ele gemeu em ironia, fazendo uma pausa- Quando na verdade todos vocês não passam de vira-latas, cães sarnentos e enfraquecidos. Haviam lobos de verdade rondando o mundo antigamente Lucius, lobos com poder incomensurável. E não precisavam se chamar de sangue puros para se diferenciarem do resto dos pobres mortais, todos sentiam quando eles surgiam...

_E a policial é um deles? -ousou perguntar Lucius, seu tom cético e cínico tremulando nos cantos da voz enganosamente calma.

Ele riu mais uma vez, mais baixo e contido: _Porque não convida os jovens que escutam atrás da porta para eu explicar-me melhor a todos vocês?

 

 



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