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História Second Chance - Capítulo 4


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Notas do Autor


Espero que gostem do capítulo. Demorei a trazer pelo mesmo motivo de sempre, mas acho que se a insegurança eu vou sentir de qualquer jeito, melhor sentir dando continuidade a história, né? Ao menos se eu tiver capítulo pronto, como é o caso desse.

Enfim, lembrando mais uma vez que os capítulos terão títulos de filmes de comédia romântica e a foto do filme da vez, para caso queiram procurar depois.

Beijos e boa leitura <3

Lembrando que

Capítulo 4 - Drive Me Crazy


Fanfic / Fanfiction Second Chance - Capítulo 4 - Drive Me Crazy

“If it's coming over you like it's coming over me, I'm crashing like a tidal wave that drags me out to the sea. And I wanna be with you if you wanna be with me, I'm crashing like a tidal wave. And I don't wanna be stranded.” (Se isso está vindo de você como está vindo de mim, estou quebrando como uma onda gigantesca que me arrasta para o mar. E eu quero estar com você se você quer estar comigo, estou quebrando como uma onda gigantesca. Eu não quero ser abandonada.)

Stranded – Plumb

Todo o espaço ao redor de Takahiro estava lotado de DVDs, em uma bagunça pequena comparada a sua mente. Fazia tempo que ele não se via nessa situação; mais precisamente desde que os serviços de streaming, como Netflix e Amazon Prime, entraram em sua vida. Era muito mais fácil passar longos minutos rodando as sessões separadas por gêneros – ainda que não mostrassem nem metade que existia ali – e escolher baseado no que lhe chamasse mais atenção, do que se arriscar comprando algo que possa não lhe agradar no final.

No entanto, naquele momento, o que ele precisava não era de uma história feita por alguém que sabia como atrair gente para assisti-la. Ele precisava de um guia completo do universo em que estava se jogando de cabeça e por isso foi atrás de sua primeira cúmplice para que aquele plano desse certo.

Não que já houvesse algum plano concreto, de fato. Taka tinha partes de ideias rabiscadas, exatamente como as que Ashton viu no dia anterior, e outras que anotou mais tarde.

Até aquele exato momento, tudo o que tinha se resumia em conhecer o máximo que pudesse do universo das comédias românticas e desvendar o que fazia as pessoas suspirarem e desejarem viver uma história do tipo quando as via.

Assim, ele ligou para Melissa Palomani. Além de uma das melhores amigas de Cassandra, ela era uma atriz consagrada que vinha se aventurando nas passarelas havia algum tempo.

Mel, como todos a chamavam, era a pessoa certa para ajudá-lo nessa empreitada. Afinal, como ela mesma disse em uma entrevista recentemente, sua vida dava um filme. Se seria de comédia romântica ou algo mais dramático, isso ele não sabia, mas tinha de ser o bastante para lhe dar uma luz.

Desse modo, um contato foi feito e ele agradeceu por ter trabalhado com Zayn Malik um tempo atrás, o que facilitou e muito que ele conseguisse falar com ela. Não sabia se Melissa guardaria segredo, mas confiava em Zayn e se ela o amava tanto quanto Taka à Cassie, precisava confiar que ela ouviria seu apelo e não divulgaria a ninguém o que a pediu.

Fora esse pedido que o trouxe a situação atual em que se encontra, perdido em um mar de DVDs velhos contendo uma mistura variada de comédia à um belo romance, todos de datas e locais de gravações diferentes, segundo sua cúmplice.

Haviam clássicos como 10 Things I Hate About You, que ele se lembrava de já ter ouvido Hana citar pela cena do Heath Ledger cantando Can’t Take My Eyes Off You. Ou ainda mais recentes, como Isn’t It Romantic, a qual ele descobriu ter na Netflix e ficou tentado a ver por lá, mas temeu que Cassie descobrisse quando usasse sua conta e só por isso estava optando por procurá-lo on-line em uma guia anônima.

Sentia que era errado se tinha o streaming pronto para uso, mas medidas desesperadas pedia atitudes desesperadas e assim, ele se trancou no quarto disposto a fazer o que fosse preciso.

O telefone estava desligado, mas não se preocupou que alguém pudesse ligá-lo, porque Toru já estava de alerta do que estava acontecendo e que devia salvá-lo caso fosse procurado.

Era até por isso que o amigo veio para seu apartamento essa tarde, ao invés de ficar com Hana na casa que estavam arrumando para morar.

O plano do casal era fazer um mochilão e depois focarem em morar junto, mas acabaram adiando um pouco mais a viagem quando começaram a discordar de quais lugares visitariam. Toru tinha um plano; ela tinha o dos pais, que era semelhante ao que queria. E no fim não tinham nada certo, por mais que seus destinos não fossem tão diferentes assim.

Desse jeito, para não passarem mais tempo brigando por nada, decidiram ir com calma, focando primeiro em arrumarem a casa que compraram da senhora Aiko, enquanto pesquisavam e desenvolviam melhor para onde seria a primeira viagem do casal.

Taka balançou a cabeça e deixou o corpo relaxar na cama, escutando um estalar por ter se jogado em cima de um dos DVDs.

Ele soltou um suspiro e o apanhou, o colocando em outro canto, junto da pilha que se acumulava ao seu redor.

Longos minutos se passaram encarando cada um deles, lendo as sinopses e ainda assim não sabia por onde começar. Tudo o que tinha ali foi comprado horas antes, após receber a lista enviada por Melissa. E mesmo sabendo que deveria vê-los para ter ideias para o seu plano, não fazia ideia de qual seria o primeiro.

Veria por ordem de lançamento? Separaria por plots que fossem parecidos? Seguia a ordem da lista que ela lhe deu? Ou fazia uni duni tê?

Taka passou a mão pelo rosto, cansado, e quando esticou a mão para pescar um dos filmes e tentar novamente escolher algum, escutou uma batida na porta. Quando olhou para ver quem era, lá estava a garota que foi seu primeiro amor, mas não o último.

— O que está fazendo? — ela perguntou, encarando de cenho franzido a bagunça que estava o quarto. — Achei que estava em uma sessão de estudos para recuperar a Cass.

— É o que isso deveria ser. — ele respondeu e se sentou na cama. — Mas acho que desaprendi a manter o foco nos estudos. — deu de ombros. — Você podia me ajudar, né? Sempre foi boa nisso.

— Eu era boa porque tinha uma pressão na minha cabeça me dizendo que como uma boa menina, eu precisava seguir tudo a risca e não decepcionar ninguém. — Hana suspirou e pegou um dos seus filmes favoritos que estava na pilha, passando os olhos por cada detalhe da capa. — Todos tinham uma imagem perfeita de mim e se eu a quebrasse, quebraria o que aprendi a ser baseado nos outros. Hoje sei que é bobagem, mas quando é o que se sente, não dá para ver assim.

— Belo discurso, Hana, mas não acho que isso seja o que estou precisando. — ele murmurou e se levantou da cama, seguindo até a escrivaninha onde deixou sua garrafa d’água.

— Eu sei que não. O que você está precisando é de alguém que te diga que tudo dará certo. Que ela te ama e vocês ficarão juntos para sempre. Mas principalmente, alguém que te dê de mão beijada a resposta do que é preciso para que isso aconteça. Só que eu não posso te ajudar com isso, Taka. Nem eu, nem ninguém. Você é quem sabe o que o seu coração faria para provar que realmente a ama; nós podemos no máximo sermos cúmplices disso.

Ao fim de seu conselho, Hana arrastou os DVDs para o outro lado da cama, se sentando ali. Em sua outra mão ainda repousava um de seus filmes favoritos.

— Você quer ver filmes de comédia romântica, mas por quê? Por que acha os clichês um jeito fácil de amolecer alguém, mesmo uma que nem é tão chegada assim a romance, só para tê-la de volta ou isso tem uma razão maior? Uma certeza que vem lá do fundo de que a escolha certa é essa.

— Eu não sei. — ele disse, sincero e apoiou o corpo na escrivaninha; as mãos em cima da mesa. — Nós começamos como um clichê de comédia romântica. Um casal que se une para tentar causar ciúmes em quem eles gostam, mas que acabam se apaixonando no meio do caminho. — Taka resumiu e se aproximou, arrumando espaço na cama para se sentar de frente para a amiga. — Eu li as sinopses, Hana. Há histórias como essa por aí e se começamos assim uma vez, por que uma comédia romântica não pode fazer sua mágica de novo?

— Bom, talvez porque ela não se apaixonou pelo enredo onde ela estava envolvida, mas pela pessoa com que se envolveu. Você estava lá, sendo um par para ela na nossa frente e quando não estávamos, um apoio em um segredo que só vocês sabiam. Acho que foi essa intimidade que abriu os olhos de ambos para quem são e o que podem ser juntos. — ela comentou. — Ao menos comigo e com o Toru foi assim. Eu não me permitia enxergá-lo por só ver você, até que nos envolvemos e isso inevitavelmente ficou na minha cabeça. — deu de ombros. — Depois só aconteceu.

— Então, talvez, eu só preciso mostrar a ela quem sou e o que podemos ser juntos?

— Acho que sim. — Hana disse, incerta. — Apesar de que ela já sabe, só não sabe se você realmente a ama ou só está confuso.

— Sua teoria é confusa. Mas acho que me deu uma ideia. — Taka falou, os olhos encarando um ponto qualquer no quarto, como se ele estivesse distante, mesmo ouvindo e respondendo o que lhe era dito.

Hana franziu o cenho e abriu a boca para responder, mas Takahiro negou, virando o rosto para ela.

— Você disse que no máximo podem ser meus cúmplices, Hana, então me deixe fazer isso e seja minha cúmplice impedindo que Cassie descubra.

A forma com que ele a olhou quase implorando foi o bastante para que ela concordasse, ainda que já fosse fazê-lo mesmo sem todo aquele olhar pedinte.

Quando sua mãe lhe disse que permitiu que ele fosse falar com Cassie em sua casa, no dia do seu aniversário, Hana se comprometeu em unir os melhores amigos. Era um plano arriscado, com uma dose grande de medo de ambos saírem machucados, mas também era forte o bastante para dá-la a coragem de que precisava. Não podia permitir que se privassem de amar, quando com Toru conheceu um novo lado desse sentimento. Um lado onde ela é correspondida e não precisar medir suas palavras e atitudes para não deixar na cara tudo o que sente.

Assim, enquanto soubesse que ambos queriam, mas não conseguiam ser um casal por algum motivo que poderia ser contornado, ela continuaria tentando.

— Vou te deixar sozinho. — Hana afirmou e saiu.

Sem nenhuma palavra, Taka agradeceu por isso e se concentrou em pegar um filme que havia visto entre todos na lista. Após a conversa com a melhor amiga, ele se parecia com o mais precisava ver.

Com o DVD em mãos, ele puxou o notebook para o seu colo e se ajeitou na cama, colocando o disco no reprodutor. O programa que usava para assistir se abriu e ele respirou fundo, sabendo que seriam longas horas em seu próprio cinema.

Enquanto ainda passava a abertura, ele aproveitou para trazer o caderno enfurnado na mochila para perto, junto de sua caneta. Era hora de anotar tudo o que pudesse extrair para seu plano que, dessa vez, começava a ganhar uma nova forma em sua mente. Maior e melhorada, com participações que só um verdadeiro crossover era capaz de entender.

Um sorriso se formou em seus lábios e quando a tela exibiu o título do filme, ele se permitiu ter esperanças.

Esperanças de que Cassie finalmente acreditaria em seu amor e ele conseguiria consertar todos os erros que cometeu, para enfim recomeçar, completo e feliz.


Notas Finais


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