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História Second Chance - Capítulo 14


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Notas do Autor


Primeiro, desculpa pela looonga demora, eu havia decidido que ia terminar uma long fic primeiro pra depois dar total atenção pras outras, tipo essa aqui, mas acabou que eu continuei com bloqueio pra escrever o capítulo.... De qualquer forma, aqui estou eu e eu espero que gostem... Possivelmente o capítulo ficou pequeno, mas é o que consegui pra hoje... Novamente, me desculpem... ><

Boa leitura...

Capítulo 14 - Controle-se!


Na cidade Yi, A-Qing parecia bem melhor do que o esperado, nem parecia que havia tido seu coração partido pela primeira vez. Sempre que precisavam ir ao mercado, ela se prontificava de ir na mesma hora, e quando voltava, ainda ajudava limpando a casa - mesmo que já estivesse limpa - ou cozinhando com XingChen que ficava feliz com a presença da garota. Quando não havia mais o que fazer, ela escapulia para o riacho, perdendo a hora sempre que brincava na água.

Esse era um dos momentos em que ela estava brincando na água, balançando os pés e cantarolando baixinho, tentando fazer algumas pedrinhas saltitarem na superfície da água, falhando em todas as tentativas. Do outro lado do riacho, o barulho do que parecia ser alguém chorando, atraiu a atenção da garota, fazendo-a sair de onde estava e movida pela curiosidade, seguir a direção de onde o som vinha.

Andando cautelosamente, A-Qing foi se aproximando cada vez mais até ficar atrás de uma árvore velha que havia por ali. De fato, alguém estava chorando, um garoto. Pelas vestes, parecia ser algum jovem mestre de uma seita não necessariamente famosa, mas influente ou pelo menos respeitada, já que nunca havia visto alguém como ele por ali. Começando a sentir pena do rapaz, ela finalmente saiu de seu "esconderijo". 

A-Qing, "Você está bem?", perguntou tentando não assustá-lo e falhando miseravelmente, "Se machucou?"

Assustado pela presença inesperada da garota, o rapaz rapidamente secou os olhos fingindo que nada tinha acontecido, mesmo que em seus lábios um beicinho choroso ainda se fazia presente e a dor insuportável em seu tornozelo estivesse ali lhe atormentando, "Es-Estou bem...", respondeu tentando parecer convincente, "E-Eu to bem...". 

Era claro que ele não estava bem, e ela podia ver isso na forma em como seu tornozelo inchava cada vez mais e o sangue coagulava pelo corte que havia na lateral da canela. A-Qing suspirou, enquanto se aproximava e se abaixava ao seu lado em uma tentativa de olhar melhor o ferimento, "Relaxa, não vou te machucar...", comentou ao vê-lo se encolher quando havia estendido a mão na direção da perna, "Acho que nunca te vi por aqui... Qual o seu nome?"

"Zi-ZiZhen... OuYang ZiZhen...", respondeu parecendo - só parecendo mesmo - mais calmo, "E o seu?"

"A-Qing!", também respondeu, um sorrisinho brincando nos lábios antes de ficar séria mais uma vez, "Olha, isso aqui ta horrível e é muito óbvio que você não vai conseguir andar, alguém veio com você pra que possa te ajudar?"

ZiZhen suspirou ao balançar a cabeça para os lados, havia se separado dos outros na caçada noturna e enquanto corria atrás do que ele achava ser um cadáver de nível médio, acabou enfiando o pé em um buraco e além de ter tido o azar de torcer o pé, ainda havia cortado a perna com um galho que havia no buraco. Vendo que ele começara a suar provavelmente pelo início de uma infecção no corte, A-Qing apenas murmurou um "não se mexa, já volto" e voltou correndo para casa, deixando-o ali estático sem poder fazer nada.

A primeira pessoa que avistou ao chegar em casa, fora Song Lan, que cortava lenha próximo ao portão da casa-caixão, que ao vê-la correndo daquele jeito quase colocando os pulmões para fora, parou o que estava fazendo e caminhou até ela, ajeitando seus cabelos. Song Lan, "A-Qing, o que houve? Porque está correndo desse jeito?"

"Pre-Preciso de ajuda...", foi o que disse ao tentar recuperar o fôlego e apontar de onde tinha vindo, "Tem alguém machucado..."

Não fora preciso dizer muita coisa para que logo Song Lan começasse a correr na direção onde a filha havia apontado. Zizhen havia de alguma forma conseguido se arrastar até uma pedra para poder se encostar melhor e quando A-Qing o viu de olhos fechados, se aproximou rapidamente, ajoelhando-se ao seu lado e colocando as mãos em ambos os lados do rosto do garoto. Pelo esforço que fizera, a ferida havia aberto e mais sangue escorria, deixando-o fraco. Arrancando um pedaço da barra do vestido, A-Qing amarrou sobre a ferida para compressa-la.

"Pai...", ZiChen ouviu-a chamando nervosamente, fazendo-o ir até onde os dois estavam e pegar o garoto nos braços, voltando para casa o mais rápido que conseguia. 

XingChen, "Porque estou sentindo cheiro de sangue? A-Qing...?", pela grande quantidade de sangue perdida, o cheiro era insuportavelmente forte, mas, percebendo que a garota não parecia estar com dor ou mesmo chorando, logo descartou a possibilidade de que fosse ela, "A-Qing, quem você encontrou?"

A-Qing, "O nome dele é OuYang ZiZhen, pai, acha que pode ajudá-lo?", perguntou indo atrás de água morna e panos limpos.

"Claro!"

Depois de uma noite intensa com os maridos, Xue Yang encontrava-se descansando na cama, algumas marcas antigas ainda aparentes e outras recentes lhe adornavam a pele como em uma pintura abstrata cheia de amor. Acordando com a movimentação, logo ele percebeu a situação em que se encontravam e foi dando espaço para colocarem ZiZhen que ainda estava inconsciente. 

"O que houve?", Xue Yang perguntou vendo Song Lan ajeita-lo melhor e abrir a barra da calça revelando uma ferida pra lá de horrível, "Quem é ele?"

Song Lan, "Nossa filha encontrou ele caído no outro lado do rio e veio pedir ajuda, aparentemente, quando chegamos lá ele já estava inconsciente...", mesmo preocupado, era notável o orgulho que ele sentia da garota e de sua atitude em relação aos outros.

Xue Yang também se sentia assim em relação à ela, lembrando-se de quando fora ele o alvo de seus cuidados e preocupação. Para eles, a presença de A-Qing em suas vidas era como o pote de ouro no fim do arco-íris, como achar um trevo de quatro folhas em meio à ervas daninhas. Ela era a luz em seus momentos de escuridão. Vendo-a aparecer com uma bacia com água e toalhas, a expressão séria e confusa ao mesmo tempo, os olhinhos afoitos como se escaneasse o corpo do garoto atrás de algum outro machucado que pudesse ter passado batido. Ele analisava-a de cima a baixo sem deixar nenhum mínimo detalhe escapar, ficando ainda mais em alerta quando por um momento inesperado, ZiZhen - que resmungava de dor mesmo dormindo -, pegara na mão dela, impedindo-a de se afastar.

A febre de ZiZhen cedeu em poucas horas, e por mais que o corte fosse feio, a habilidade de XingChen fora excepcional, impedindo-o de perder mais sangue ou até mesmo correr o risco de algo pior. A-Qing permanecia ao lado do garoto da melhor maneira que podia, já que estava impossibilitada de sair do lugar, pensativa, ela observava as feições de seu rosto com calma, traçando em sua mente um caminho imaginário em todas as direções. As sobrancelhas cheinhas e bem feitas, o nariz retinho e os lábios parecendo terem sido esculpidos com toda a delicadeza do mundo. Sem dúvida, o garoto era muito bonito, mas, mesmo assim, ela não poderia ser dar ao luxo de se encantar de novo. 

"JOVEM MESTRE ZIZHEN!"

"ZIZHEN! ZIZHEN!"

"JOVEM MESTRE! ONDE VOCÊ ESTÁ?"

Do lado de fora, inúmeras vozes alteradas e preocupadas gritavam à procura de ZiZhen. Os discípulos da seita que o procuravam, logo foram se aproximando da porta da casa-caixão, batendo na madeira para chamar a atenção dos donos antes de entrarem timidamente um a um, encontrando Song Lan que ao vê-los, se aproximou amigavelmente. Song Lan, "Estão procurando o ZiZHen?", perguntou olhando-os.

"O senhor o viu?", um dos discípulos - aparentando não ter mais que 18 anos - perguntou.

Song Lan, "Minha filha o encontrou machucado e nesse momento está descansando, daqui a pouco ele acorda...", respondeu ainda sorrindo, apontando para a casa, "Podem esperar se quiserem..."

Por serem discípulos externos, eram acostumados ao treinamento árduo e palavras duras como forma de incentivo, então, serem tratados com tanta atenção e respeito, deixavam-os um pouco tímidos e estranhos, porém um estranho bom. Foram tratados com chás e frutas, conversaram entre si e aproveitaram para ser o que realmente eram, jovens garotos que tinham entre 17 à 22 anos animados com as piadinhas e brincadeiras que Xue Yang fazia para descontrair toda a situação. Quando ZiZhen acordou, já era quase final da tarde, aparecendo na porta com a ajuda de A-Qing, que o apoiava de pé.

ZiZhen, "O que estão fazendo aqui?", perguntou tranquilo tentando não fazer muita força sobre a garota. 

"Não encontramos o Jovem Mestre durante a caçada e nos preocupamos, por isso saímos para procurá-lo...", o mesmo discípulo que havia perguntado por ele à Song Lan, lhe respondeu, "Nós precisamos ir, Jovem Mestre!"

Assentindo em silêncio, ZiZhen olhou para A-Qing que entendeu e começou a caminhar devagar, segurando a mão que estava em seu ombro e apertando um pouco a que firmava-o pela cintura, olhando para baixo ao sentir a bochecha esquentar. Estava amaldiçoando-se internamente por sentir-se tão boba novamente, e para piorar, a fragrância que vinha dele era gostosinha e a fazia querer sentir mais. "Controle-se, A-Qing!", pensava ao discutir consigo mesma.

ZiZhen, "Espero poder vê-la de novo... Sabe, se quiser...", comentou baixinho ao chegarem no portão, antes de se despedirem, "Jovem Mestre Song, Jovem Mestre Xiao e Jovem Mestre Xue, muito obrigado por terem cuidado de mim e de meus ferimentos, sinto muito por acabar dando trabalho..."

XingChen, "Não diga isso, ZiZhen, você não nos deu trabalho algum!", ele balançava a cabeça suavemente ao dizer, mantendo um sorrisinho nos lábios, "Sinta-se à vontade para nos visitar sempre que passar por aqui, ok?"

"Obrigado!", ZiZhen agradeceu novamente, olhando fixo e demoradamente para A-Qing, que retribuía na mesma intensidade, contendo a vontade de esconder o rosto tamanha a vergonha que sentia, "Vamos!"

A família os viu partir antes de voltarem para seus afazeres, com A-Qing sendo a primeira a sair correndo para o quarto, ouvindo um "não corra pra não se machucar" de XingChen, fazendo os outros dois rirem ao trocar um beijinho lento. Pegando uma muda de roupa e uma toalha, A-Qing saiu correndo novamente e ouvindo mais uma vez a mesma frase de XingChen, que agora ria junto aos outros. Xue Yang, "Não demore, nós já vamos começar a preparar o jantar!"

"Ok!"

Na parte afastada da casa, escondida atrás de um tipo de parede feito especialmente para ela poder se lavar em segurança, A-Qing tirava as roupas ao mergulhar na água fria, aproveitando para colocar a cabeça dentro da água e gritar, liberando todo o sentimento que parecia querer invadir-lhe. Dando leves soquinhos na direção do coração, ela resmungava baixinho, "Droga, droga, droga!"


Notas Finais


Eu realmente peço desculpa pela demora em atualizar Second Chance, mas as vezes o bloqueio surge e não existe nada que me faça sair disso por um tempinho, eu prometo tentar voltar a atualizar com mais frequência, ok? Espero que tenham gostado do capítulo de hoje, obrigada a quem leu até aqui e principalmente obrigada à você que tem paciência e soube me esperar! <3


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