História Second Chance - Capítulo 11


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Dinally, Drama, Girlxgirl, Romance
Visualizações 304
Palavras 1.800
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Depois de um longo tempo com  bloqueio, eu finalmente apareci. Já estava com saudades de escrever essa fic, perdoem-me.

Espero que gostem do capítulo!

Capítulo 11 - 10


Lauren

2 semanas antes

- Mamá? - Entrei na cozinha e achei estranho ela não estar lá.

- Filha? Chegou cedo! - Escutei a voz de Clara e respirei fundo antes de virar para olhá-la.

- Cadê a Maria? - Perguntei, não iria gastar o meu tempo com Clara tentando ser adorável comigo.

- Você tinha razão, Lauren. Falhamos em não termos cuidado da nossa única filha como era para ter sido.

- Precisaram que eu falasse isso anos depois para perceberem? Uau, que progresso! - Falei rindo irônica. - Cadê a Maria, eu preciso conversar com ela!

- Decidimos dar-lhe uma folga pelo árduo trabalho que foi cuidar de você - Disse.

- Bom saber que eu sou um fardo para vocês! - Falei sentindo um nó em minha garganta. - Vocês demitiram ela?!

- Eu estava fazendo um favor à ela, Maria sentia falta da sua família e demos essa oportunidade - Arregalei os olhos e suspirei.

- Você é um monstro! Não consigo acreditar que eu posso ser a sua filha - Neguei e fui até o meu quarto.

Peguei algumas malas e abri colocando todas as minhas roupas dentro de uma. Senti a presença daquela mulher e continuei fazendo as minhas malas.

- O que está fazendo? - Perguntou.

- O que acha que eu estou fazendo?

- Você não pode ir embora assim! Não vai saber sobreviver um mês morando sozinha! - Ri sem humor e olhei para ela.

- Vou sim, passei dez anos morando praticamente sozinha e sem a presença dos meus pais. Consigo sobreviver! - Fechei uma mala e coloquei os meus livros na outra.

- Você não pode fazer isso justamente quando eu quero me aproximar! - Gritou e eu neguei.

- Tarde demais, não acha? Teve anos para se redimir e se aproximar, agora é tarde para voltar no tempo - Fechei mais duas e saí do quarto levando duas das três malas que eu havia feito.

- Lauren Michelle, pare logo aí! Se ousar dar mais um passo, eu irei te deserdar - Ri e deixei as malas perto da porta.

Subi novamente e peguei a última juntamente com os meus pertences que mais iria precisar. Saí do meu - antigo - quarto e Clara parecia sorrir aliviada, mas me olhou para a sua expressão voltar como estava antes.

- Pode logo preparando a fala do que aconteceu comigo, Clara. Afinal, tudo o que vocês fazem é para manter uma imagem que vocês nunca tiveram - Desci as escadas e abri a porta.

Peguei a chave do meu carro, não sem antes deixar todas as chaves da casa, e abri o porta-malas do veículo. Coloquei todas as minhas coisas ali e voltei novamente.

- Você não terá nada no banco, Lauren. Logo voltará para casa rapidinho - Disse com ar vitorioso e eu apenas ri.

Há alguns meses eu tinha aberto uma conta em outro banco e colocado toda a "mesada" que eu recebi. Não era de agora que eu estava querendo sair de casa, apenas esperei uma oportunidade surgir. Decidi tirar todo o dinheiro para poder depositar nessa outra conta, porque assim meus pais não iria saber o que aconteceu com o dinheiro.

- Pode tirar tudo, Clara. Eu não ligo, não sou mais a sua filha mesmo - Dei de ombros e saí dali o mais rápido possível.




(...)




- Você não sabe o que eles são capazes de fazer, pequeña. - Escutei Maria dizer e continuei comendo.

- Eu não tenho medo dos dois, acho até melhor eles me deserdarem. - Olhei para ela que suspirou.

Depois que eu saí de casa, eu fui para a casa de Maria. Ela me recebeu de braços abertos e escutou tudo o que havia acontecido na discussão com a minha mãe, ela também me contou como tinha sido a demissão dela.

- No final, eu só estava lá por sua causa, pequeña. Meus filhos logo chegarão aqui em Miami, finalmente passaram na entrevista do visto e daqui a pouco terei meus dois pequeños comigo - Seus olhos brilhavam alegres e emocionados.

Eu sinto orgulho de tudo que Maria fez, por mais que tivesse deixado a família em outro país apenas para dar-lhes uma boa vida, a sua história era inspiradora. Ela nunca deixou de falar com os filhos e depositar o dinheiro para eles.

Hoje, graças a coragem e o árduo trabalho dela, os dois passaram na Faculdade Internacional da Flórida e poderão, finalmente, ficar com a mãe.

Maria e os dois estavam animados com a notícia e com o que iria acontecer durante os próximos dias da semana.

Eu sabia que não poderia ficar aqui, mesmo Maria não se importando, mas os seus filhos tinham mais direitos do que eu, além que não seria problema em comprar um apartamento só meu.

Graças à Maria, hoje eu sei cozinhar muito bem e sei fazer as coisas que uma pessoa adulta faz.

Mas por hoje, eu apenas aproveitaria esse momento entre nós duas.




(...)




11:35 p.m 

Finalmente eu tinha encontrado o local perfeito para morar, era perto do hospital e mesmo que não tivesse sido barato, eu poderia viver tranquilamente ali.

Eu e Camila.

Como o apartamento já era mobiliado, eu não me preocupei em comprar móveis. Apenas fazer compras do mês.

Maria me ajudou a arrumar e limpar tudo, ela estava contrariada depois que conversamos há duas noites atrás sobre eu comprar um apartamento para mim. Mas assim como ela, eu era muito teimosa e só iria parar quando conseguisse o que eu queria.

Eu teria que conversar com a Allyson sobre Camila e confesso que estava nervosa. Não que ela fosse rejeitar, mas eu não sabia como seria a reação da Camz.

- Pequeña? - Escutei Maria me chamar e fui até a sala.

- Oi, mamá...

- Sua amiga está aqui - Sorriu para Allyson e se aproximou de mim dizendo que iria verificar o meu quarto.

Ela sorriu e eu indiquei para que Allyson sentasse ao meu lado, a loira me olhou e segurou as minhas mãos.

- Eu coloquei você como a responsável de Camila no hospital, então tudo que eles decidirem você que tem que dar o consentimento. - Allyson disse calma.

- Como deixaram?

- Ariana. Ela ajudou muito nisso, ainda mais quando eu expliquei a situação, eu não quero ficar longe da minha irmã e meus pais estão desconfiando de mim. Desculpa não termos decidido isso primeiro, mas eu não quero ver a Camila sofrendo por causa deles - Suspirei e assenti.

- Eu entendo, Ally. Não quero vê-la sofrer, quero estar do lado dela sempre. - Ela sorriu. - Vocês sempre irão se ver, seus pais não poderão fazer mais nada com a Camz, ok?

- Obrigada, Lo. De verdade - Senti o aperto em minhas mãos e retribui sorrindo.

Ally ficou algum tempo ali mas depois teve que ir para a faculdade, disse-me que se eu quisesse, já poderia ficar com Camila.

Arrumei todas as minhas coisas que eu levaria para ficar ao lado dela, desde roupas até livros. Maria me ajudou com isso e a cada momento ela dizia o quanto estava orgulhosa de me ver fazendo as coisas certas.

Infelizmente, ela não pôde ficar por muito mais tempo comigo, seus filhos chegariam à tarde e ela teria que buscá-los. Fiquei mais algumas horas ali tomando coragem para vê-la.

Eu estava nervosa, com medo de que ela pudesse me rejeitar ou estar chateada comigo. Mas mesmo com uma reação negativa, Camila iria ter que me aguentar por muito tempo.




(...)




Atualmente

Eu já estava no elevador e a cada momento que me aproximava do andar onde Camila estava, sentia minhas mãos ficarem suadas e trêmulas.

Respirei fundo algumas vezes na tentativa de me acalmar, mas nada adiantava.

Quando elevador chegou no andar das alas dos adolescentes, fiz questão de sair devagar. Não sabia o que iria acontecer lá, tentava acreditar que a reação de Camila ao me ver seria boa.

Eu queria muito que fosse.

Cheguei em frente ao seu quarto e respirei mais algumas vezes antes de abrir a porta devagar. Ela lia o mesmo livro e parecia concentrada, seu rosto estava pálido e magro, com profundas olheiras e usava uma touca. Allyson me contou que tiveram que cortar o seu cabelo.

Senti-me culpada por não ter ficado ao seu lado justamente quando ela mais precisaria de mim, eu sabia o quanto a sua autoestima era baixa e a necessidade de ter alguém que ela confie por perto.

Eu a vi sorrir e acabei sorrindo junto, era incrível como uma simples ação de Camila deixava-me completamente boba.

- Eu sempre digo que seu sorriso é o mais lindo do mundo. - Observei ela arregalar os olhos e logo me encarar.

Deixei minhas coisas em uma poltrona e fui em direção à ela, sentei-me ao seu lado enquanto ela me olhava e certificava que eu estava ali.

Toquei em seu rosto delicadamente e a vi suspirar enquanto fechava os olhos e deixava algumas lágrimas caírem.

Logo ela me puxou, segurou o meu pescoço e me abraçou com um pouco de força, abracei a sua cintura e fiz carinho.

Depois de algum tempo, eu me afastei e segurei delicadamente em seu rosto, beijei sua testa com carinho e depois quase toda todo região.

Eu queria mesmo beijá-la...

- Por que demorou tanto? - Escutei a sua voz um pouco cansada e suspirei.

- Eu precisava resolver tudo com calma depois da minha saída daqui. Meus pais tentaram se aproximar nesses últimos dias depois da briga que tivemos. - Suspirei enquanto segurava a sua mão. - Então eu me mudei para um apartamento. Eu precisava disso, Camz. Maria me ajudou com a mudança e foi a única que me ajudou todo esse tempo, desde quando eu era criança... Depois conversei com Allyson e ela resolveu tudo.

- Tudo o que? - Seu rosto ficou confuso e eu achei aquela careta muito fofa.

- Que eu me tornasse responsável por você aqui. - Ela arregalou os olhos e eu sorri um pouco nervosa. - Eu ficarei o tempo todo com você, Camila. Já passei tempo demais longe de você contra a minha vontade, mas agora eu posso passar 24 horas do meu dia com você. Mantendo a minha promessa. - Continuei sorrindo, mas não me controlei e beijei a sua testa novamente.

Camila abraçou meu pescoço com uma certa força e eu apenas retribui enquanto escondia meu rosto em seu pescoço. Então, permiti fechar os olhos para aproveitar o momento.

- Obrigada por ter voltado pra mim, Lo.

- Eu que tenho que te agradecer por ter me esperado, Camz. Eu te amo muito para te deixar sozinha.

Decidi dizer essas três palavras à ela, depois dessas longas duas semanas eu percebi que eu estava mais apaixonada por Camila e mesmo ela achando que era apenas gratidão, eu ainda assim continuaria do seu lado.

- V-Você... o quê? - Sua voz estava um pouco fraca e eu aproximei mais meu rosto do seu, não queria prejudicá-la.

- Eu te amo, Camz - Sorri sentindo o meu coração acelerar e por mais nervosa que eu estivesse.

Eu estava certa do que dizia.


Notas Finais


Espero que tenham gostado e até a próxima.

See Ya!

TT: @/addicted2ot5


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