História Second Chance. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Visualizações 18
Palavras 1.153
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Mutilação, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem e um agradecimento especial á Nicolle Furuya <3

Capítulo 1 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction Second Chance. - Capítulo 1 - Capítulo 1


— Byun Baekhyn! - Eu ouvi uma voz bem longe me chamar. Talvez fosse só um sonho, ou talvez um pesadelo já que a voz que me chamava insistentemente era impaciente e autoritária. 
— Byn Baekhyn, se não levantar logo, vai perder o direito á liberdade.
Aos poucos minha mente foi clareando e vários pensamentos se espremeram e explodiram em minha mente como
um flash. Hoje era o dia da minha tão almejada liberdade. Finalmente poderia respirar fora dali, longe do clima funesto e claustrofóbico na minúscula cela que eu dividia com um amigo que fiz aqui dentro. 
Até que enfim poderia rever meus poucos amigos e minha família. Ou o quê sobrou dela.
Me levantei o mais rápido que pude e tão desengonçado quanto poderia. Não havia dormido direito já que a euforia de finalmente estar
"quase livre" não me deixava nem ao menos cochilar. O mundo lá fora assusta demais, principalmente pra alguém que está fora de "circulação" á tanto tempo quanto eu. Onde eu vivo, ex-presidiários não são vistos como pessoas comuns, são vistos como monstros. Talvez possa parecer radical ou exagerado mas é a pura verdade. As pessoas evitam ter contato visual, elas têm medo e te julgam por algo que talvez você tenha
feito á muitos anos passados. Eu sei o quê é, porquê eu vi tudo isso acontecer com o meu irmão Jongin.
Ele sempre entrava e saia do reformatório, sempre com algo diferente e a gravidade ia aumentando cada vez mais.
O primeiro enquadro foi por furto, o segundo por agressão e o terceiro, assalto qualificado. Ele não era um mal rapaz, só era ganancioso demais e esforçado de menos. Ele queria dar tudo pra nossa família. A geladeira com água na porta que minha mãe sempre sonhou, o carro que não pare a cada cinco quilômetros rodados que  meu pai tanto precisa e realizar o meu sonho de ter minha própria oficina mecênica. Eu sei, parece um sonho estúpido e pouco ambicioso, mas era o quê eu queria. Eu sempre fui bom em consertar coisas. Comecei com
coisas pequenas como uma tomada queimada, um problema de fiação, fusíveis queimados até que me vi consertando de tudo um pouco mas minha paixão sempre foi mexer na Chevrolet 3100 que o meu pai tinha como um bebê.
De início foi muito difícil convencê-lo de que eu conseguia e ele acreditou em mim. Meu irmão começou a se interessar e logo ele já era meu ajudante. Passávamos horas imundos de graxa e consertando quaisquer arranhões ou qualquer marquinha no carro. Era viciante e ainda mais divertido porque eu compartilhava aquilo com Jongin.
— Eu estou pronto. - Agora já devidamente vestido com o terno simples que minha mãe me trouxe no domingo de visitas
eu estava realmente pronto, em todo o sentido da palavra. Não queria me demorar nem mais um segundo se quer naquele lugar.
— Vamos. - O guarda que eu já conhecia muito bem me escoltou até o depósito para pegar meus poucos pertences. Eu andava em silêncio
á sua frente ainda algemado e não demoraram mais que três minutos até estarmos em frente á uma grande porta dupla de metal.
Ele retirou minhas algemas e respirou fundo.
— Moleque, eu não quero te ver nunca mais, está ouvindo? Não se meta mais em confusão. Você é um bom garoto.
- colocou uma de suas mãos em meu ombro direito e eu assenti. Talvez pareça algo rude mas vindo dele, do policial que
me aconselhou  e até me protegeu (apesar de nunca admitir), significava muito.
— Obrigado. - Meus olhos ardiam mas eu não queria chorar, não agora quando estava tão perto.
Ele assentiu e deu duas leves batidas no portão que depois de alguns segundos lentamente se abriu pra nós.
Á esquerda tinha um tipo de cabine que mais parecia com os caixas de lotéricas com aqueles vidros com apenas
um buraco pra que o contato com o público seja o menos possível.
— Boa Sorte, Byun. - Ele acenou e saiu em direção aos fundos do grande galpão que se estendia majestoso muitos metros á frente.
Uma mulher que parecia desinteressada e entediada me entregou um envelope com minha carteira, relógio e 
celular. 
— Me desculpe incomodar mas, eu posso ir agora? E se sim, por onde eu saio? - Ela respirou fundo, revirou os olhos e puxou o telefone
pra perto. Tirou i aparelho do gancho e apertou um botão. Talvez fosse algum ramal.
— Sim, ele está aqui. Sim. Obrigada.
— Eles estão vindo te buscar. - Me olhou com tédio e voltou a encarar as próprias unhas.
Dois policiais se aproximaram.
— Byun Bhaekhyn?
— Sim.
— Nos acompanhe por favor. - O careca disse e sorriu simpático. O outro que talvez fosse seu parceiro 
apenas acenou.
Fizemos o caminho de volta até a parte da frente do presídio. Passei por muitos colegas que gritavam "Até que enfim"
"Idiota sortudo", entre outras coisas e algumas obscenidades.
Finalmente me deparei com Kyungsoo. Ele se aproximou e os policiais entraram em estado de alerta.
— Eu posso me despedir? Ele foi meu colega de cela. - Os dois se olharam e o careca assentiu. 
— Apenas um minuto, você precisa ir. Ou desistiu? - Ele sorriu zombeteiro.
Me aproximei dele que se tornou meu irmão dentro daquele lugar de sofrimento. Nos abraçamos rapidamente
e trocamos juras de amizade. Ele me desejou uma boa vida fora daquela jaula e eu lhe disse pra ser forte pois
o próximo a estar livre seria ele. Acho que mesmo querendo tanto estar fora daqui, foi difícil deixar D.O pra trás.
Quando finalmente alcancei a saída e vi o velho Chevrolet 3100 estacionado e a figura mais encurvada e enrugada dos meus pais parados em frente, me permiti chorar tudo que não havia chorado durante todos aqueles anos.
Corri com meus poucos pertences na mão e abracei meus pais. Foi o abraço mais gostoso que eu dei e recebi em toda minha vida.
— Meu filho! Meu filho está livre! - Minha mãe chorava e beijava minha testa repetidas vezes.
— Estou tão feliz que você voltou pra nós meu querido filho. - Meu pai se permitiu apenas me dar alguns tapas afetuosos
nas costas e pra mim, aquilo era mais que suficiente por hora.
— Veja só como está magrinho! Vamos pra casa agora. Eu vou preparar sua comida favorita!
— Como eu senti falta do seu Chikin! - Ela sorria de orelha a orelha.
Entramos no carro e eu senti meu corpo pesar. Aqueles anos na cadeia me levaram á extrema exaustão física e psicológica e agora, eu estava seguro finalmente ao lado da minha família.
Encostei minha cabeça no vidro e meus pensamentos escorregaram até aquela noite. A fatídica noite que me fez ficar trancafiado durante seis anos. Balancei a cabeça como se aquilo fosse espantar os pensamentos e pela primeira vez em muito tempo rezei. Rezei para que aquelas cenas se fossem e eu pudesse ao menos uma vez, ficar em paz.
 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, se sim deixe seu comentário e não esqueça de favoritar! Obrigada <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...