História Second Fear - Another Descendant - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Versailles (Banda)
Tags Jupiter, Teru, Versailles, Visual Kei
Visualizações 14
Palavras 1.744
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite amigos!

Vim postar mais um capítulo da história, aproveitando o feriado prolongado para conseguir arrumar direitinho e não postar tudo de qualquer jeito.
E em primeiro lugar, sei que depois do 11 vem o 12, mas para não sair da numeração do site eu achei melhor pular do 11 para o 13, caso contrário eu ia me perder toda na hora de postar @[email protected]
Esse capítulo é transitório e bem curtinho, mas para o entendimento da história é importante acompanhar. Espero que gostem e não sintam vontade de me bater UHAUIAHUIAHUIA Até o final dessa semana pretendo postar a continuação.

Uma boa leitura <3

Capítulo 13 - Capítulo XIII


 - Yukio... Eu fiz um bem tão grande a você e é assim que me agradece? – Hizaki retirava os óculos e pendurava entre a gola da camisa, adentrando a casa do mais velho sem perguntar se era bem vindo ou não. – Uma taça de vinho seria o mínimo que podia fazer por mim agora.

 - Hizaki! Sai da minha casa! – o loiro gritou enfurecido.

 - Eu não vou embora até ter minha taça de vinho. – o guitarrista se acomodou despreocupadamente no sofá, vendo Yuki a ter quase um surto psicótico.

 - Droga! – Bateu a porta com força, caminhando até o outro e o encarando nos olhos. – O celular dele só dá caixa postal. Eu nem sei como ele ficou depois daquilo.

 - Teru isso, Teru aquilo... Ah, pelo amor de Deus! Ele te deu um pé na bunda dizendo que estava apaixonado por outra pessoa e você só sabe se preocupar com esse insensível! – o guitarrista perdera um pouco da paciência, erguendo o tom de voz.

 - Eu gosto muito dele, e ele gosta de mim de verdade. – Yuki se abaixou para ficar a mesma altura do outro. – E você estragou tudo.

 - Mal agradecido. – murmurou apertando a mão fechada, como se estivesse próximo de dar um soco em algo. – Eu quis te ajudar.

 - Você queria ver o Teru sofrer! – os olhos cerrados do baterista demonstravam a ira que estava a sentir. – A verdade é que você ainda o ama!

 - Cala a boca, Yuki! – levantou-se e peitou o mais alto, enfezando na mesma hora. – Tudo o que eu fiz hoje, foi por você!

 - Por mim? Você não fez nada de bom por mim, Hizaki. – o loiro permanecia irritado, se segurando bravamente para não avançar no pescoço do jovem de cabelos cor de mel.

 - Nosso beijo foi especial para mim. Yuki, eu desejava isso já há tanto tempo, caramba! – aquela frase saiu em tom de uma confissão bem grosseira, fazendo o maior paralisar.

 - O quê? – arregalou os olhos, esperava qualquer coisa do guitarrista menos aquilo.

 - Eu te quero, que merda! Eu quero você só pra mim! – prosseguiu, olhando o rapaz assustado a sua frente. – Queria te ver livre e desimpedido de uma vez por todas.

 Yuki demorou certo tempo para assimilar aquele fato quase vomitado em sua cara. Coçou o rosto, caminhando para o outro lado da sala tentando se acalmar.

 - Você vai ficar aí parado e não vai me dizer nada mesmo? – Hizaki por sua vez parecia constrangido com o silêncio por parte do anfitrião, principalmente após aquela revelação tão forte.

 - Foi inesperado. – voltava a olhá-lo mais calmo, porém confuso. – Sinceramente, não fazia ideia disso.

 - Depois de tudo o que aconteceu na minha vida, virei um bom guardador de sentimentos. – respondeu, caminhando na direção do baterista.

 - Mais alguém sabe disso?

 - Por enquanto não. Nem mesmo Kamijo. Teru agora sabe... Mas bem, garanto que ele não quer prejudicar a banda com mais escândalos e desavenças, então também não vai comentar com ninguém.

 - Teru... – o maior sussurrou, lembrando-se de tudo o que haviam vivido algumas horas antes e voltando a se preocupar com seu pequeno.

 - Para de pensar nesse imbecil Yukio! Estou aqui me declarando a você, e você falando no outro.

 - Desculpe, Hizaki. – estapeou a própria testa. – Só estou preocupado, sem saber se ele está bem.

 - Ele vai ficar ótimo. Só pare de ligar no celular dele. Deve ser por isso que ele desligou o aparelho e está caindo na caixa postal. Ele quer que você o deixe em paz, tenho certeza disso.

 - Talvez... Você esteja certo. – observou o guitarrista se aproximar.

 - Eu sei que estou. – Hizaki levou a mão ao rosto do maior, acariciando-o gentilmente. – Por favor Yuki... Nos dê uma chance para sermos felizes juntos.

 - Ainda é muito cedo... Eu não estou pronto para um novo relacionamento sério... – estranhamente se sentiu aliviado com os carinhos que recebia do mais novo.

 - E quem aqui falou em relacionamento sério? Vamos tentar, ver no que vai dar... Tudo com calma, né. – desceu a mão até a nuca do outro, o fazendo arrepiar de forma visível. – Você vai começar a sentir falta de um toque íntimo na sua vida logo mais, e eu estou aqui para preencher este vazio.

 Aquilo era estranho demais para Yuki. Mas, apesar de tudo parecia ser tão correto. Teru provavelmente seguiria sua vida com um novo amor, e ele não poderia ficar sozinho e sofrendo por um sentimento não correspondido. Ao menos devia tentar...

 - Está certo, Hizaki-san. Entendi sua proposta, mas primeiro preciso pensar. – disse o olhando sério, segurando a mão do menor e tirando-a do próprio pescoço.

 - Você é um fofo, Yukio. – disse, abrindo um sorriso largo e simpático. – Pense o tempo que precisar, eu estarei aqui. – ergueu levemente a ponta dos pés e selou a bochecha do anfitrião, caminhando até a porta. – Muito obrigado por me ouvir.

 - Eu quem te agradeço Hizaki. – o loiro conseguiu sorrir de volta de forma bem natural após receber aquele beijo, abrindo a porta. – Eu acho que você está me fazendo abrir os olhos, do seu jeito, mas está.

 - Sabia que isso ia acontecer. – disse já no corredor do prédio, voltando a colocar as hastes de seus óculos atrás das orelhas. – Eu me preocupo demais com você.

 - Obrigado. – Yuki sorriu tímido. – Qualquer coisa pode me ligar. Até mais.

 - Até, Yukio-kun. – Hizaki sorria mais que nunca até a porta se fechar por completo.

 “Está tudo indo conforme o plano.” – pensou enquanto descia as escadas até o exterior do prédio.

 

 Dirigia com o celular preso entre o ombro e o ouvido, esperando ser atendido. Após longos e demorados toques, finalmente ouvia a voz grave do outro lado da linha.

 - Mochi-mochi?

 - Hizaki-san? – perguntou o outro ao reconhecer a voz.

 - Sim, eu mesmo. – fazia uma curva virando o volante com cuidado enquanto tentava equilibrar o celular no ouvido. – Eu te liguei para avisar que o Teru falou comigo há pouco... E disse que está magoado com você Masashi-kun.

 - O quê? Por quê?! – tal revelação deixou o baixista novamente confuso.

 - Ah, ele não entrou muito em detalhes, mas talvez por alguma coisa que conversou com o Kamijo hoje a tarde... – falava de forma doce e parecia animado, bem contrário ao rumo que a conversa tomava.

 - Sei... Ele não me contou nada sobre essa reunião. – o moreno então sentiu-se traído, pensou que Teru contaria primeiro a ele e não a Hizaki.

 - Pois é, ele me disse que ouviu algumas coisas desagradáveis... E me pediu com muita tristeza que te avisasse que te quer longe da casa dele por um tempo... Não entendi muito bem porque, mas ele estava chateado demais para entrar em detalhes.

 - E-Eu realmente não entendo... Vou falar com ele agora! – disse o baixista, já seguindo para a saída de casa.

 - Não! Masashi-san, ele não quer falar com você agora, está muito mal... Não é melhor respeitar esse sentimento do nosso guitarrista até ele se sentir melhor e vir te procurar? – buzinava para o carro da frente que não seguia ao semáforo abrir.

 - Não sei, eu estou confuso. – seguiu novamente para o sofá onde seu gato estava deitado, sentando ao lado do mesmo e o acarinhando nos pelos acinzentados.

 - E não existe nada de confuso nisso. Ele quer ficar sozinho, está magoado com você... Então deixe-o refletir sobre tudo e tenho certeza que logo serão bons amigos de novo. – Hizaki sorria com a voz, passando mais confiança ao outro.

 - Hm, tudo bem. – respirou fundo e entristecido enquanto alisava seu gatinho na tentativa de se animar um pouco. – Agradeço a ligação, Hizaki.

 - Não há de quê! Se precisar conversar com um amigo, estarei a disposição. – fazia a baliza em sua vaga da garagem, finalmente conseguindo segurar seu celular com a mão.

 - Você é um bom amigo, Hizaki-san. Até mais. – desligou, completamente desnorteado.

 Observava o gato fazer alguns movimentos manhosos, o que o fazia lembrar de seu pequeno Teru. Mais uma vez respirou fundo enquanto tentava ser forte e respeitar o que ele queria mesmo sem entender quais eram seus erros.

 - É, Piisuke... A vida dos humanos é tão complicada às vezes. – pegou com a mão vaga um copo cheio de whiskey sobre a mesinha de centro, virando-o de uma só vez. – Você tem muita sorte em ser um gato...

 

*  *  *

 

 O ensaio começou cedo no outro dia. Todos chegaram no horário combinado até o estúdio dentro da Sherow, menos Teru. Os membros do Versailles iam arrumando seus instrumentos e equalizando o som enquanto esperavam pelo guitarrista mais novo.

 - Poxa, o Teru-kun costuma se atrasar, mas nem tanto. – disse Kamijo que regulava a mesa de som de seu microfone.

 - Garanto que ele só dormiu demais como sempre faz. – respondeu Hizaki, ajeitando os efeitos da pedaleira a sua frente.

 - Será? Estou preocupado...

 - Relaxa, Ka-chan! – respondeu novamente o guitarrista já que os outros dois membros não quiseram se manifestar.

 Após mais de uma hora de meia de atraso, Teru finalmente chegou com sua guitarra nas costas e a maleta de pedais na mão direita. Usava um casaco preto e comprido que o cobria quase até os pés, além de seus óculos escuros dentro de um ambiente fechado.

 - Boa tarde, né! – Disse Kamijo, observando o outro chegar quieto e colocar seus instrumentos no canto esquerdo da sala. – Está atrasado.

 - Eu sei, me perdoe. – falou amuado, tirando a guitarra de dentro de sua bolsa e já a pendurando ao redor do corpo. – Dormi demais hoje.

 - Não te falei? – Hizaki se meteu, vangloriando-se por sua previsão estar correta.

 - Nós temos shows marcados para a próxima semana toda, não pode se atrasar tanto por algo tão inconsequente.

 - Não vai acontecer de novo, tá bem? – Teru parecia olhar para Kamijo, porém com seus óculos escuros era difícil de saber. – Perdi alguma coisa?

 - Estávamos passando as músicas inéditas aqui, as do Holy Grail. – finalmente se ouvia a voz de Yuki.

 - Okay, muito obrigado. – respondeu o mais baixo, se preparando para tais músicas sem questionar mais nada.

 “Ele parece realmente muito mal...” – Masashi concluía em pensamentos ao notar que Teru nem mesmo o havia olhado desde quando entrou na sala.

Ele parece estar superando o que viu do seu jeito.” Yuki pensou de forma distante atrás da bateria enquanto acompanhava com os olhos os preparativos do guitarrista.


Notas Finais


Hizaki Hizaki... Deu pra notar que ele vai começar a aparecer mais a partir daqui, certo? E eu sei que isso vai fazer a felicidade de uma certa pessoinha aqui e *cof cof* koin *cof cof* q

Um comentário aleatório. Aposto que a maioria conhece, mas o gato do Masashi que já apareceu em capítulos anteriores se chama Piisuke, é cinza e pesa uns 200kg UHAUAHUIAHIUAH Uma foto deles abaixo:

https://i.pinimg.com/736x/13/40/bf/1340bfd8d1f117bbcfab7b12f4da63f6--fat-cats-kitten.jpg

Obrigado por chegarem até aqui <3


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