História Second Session Where Is Your Boy Tonight? - Capítulo 65


Escrita por: ~

Postado
Categorias Adam Lambert, Fall Out Boy, My Chemical Romance
Personagens Mikey Way, Patrick Stump, Pete Wentz
Tags Drama, Romance
Visualizações 48
Palavras 3.334
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie!!!

Tudo bom?
Pessoinhas do meu coração, para quem ainda não respondeu a Pesquisa, por favor, responda.
O link vai estar lá nas Notas Finais do Autor. Conto com sua participação para escolher a mais nova fanfic!

Capítulo 65 - Because they took our love


Fanfic / Fanfiction Second Session Where Is Your Boy Tonight? - Capítulo 65 - Because they took our love

Charlotte desce do carro e segura a mão de Pete quando entravam no abrigo de animais. Uma mulher os acompanhou enquanto entrava em uma sala com vários cães de todas as raças e cores presos em gaiolas. Charlotte abraça cintura do moreno. Nenhum deles era Barney.

   -Vamos procurar ele de novo, está bem? – diz o loiro.

   -Eu quero ir para casa, papai.

   -Eu sei, querida. Mas a gente precisa passar no mercado antes, tudo bem?

Charlotte assente. Pete apenas acariciou os cabelos da filha. Se sentia muito culpado pelo desaparecimento de Barney para dizer alguma coisa.

O caminho até o supermercado foi em silêncio. Assim que deixam o carro no estacionamento, Charlotte pega na mão do loiro. Pete sente um calafrio percorrer seu corpo. Achava que passaria mal novamente. Tentou caminhar normalmente e entraram no estabelecimento.

   -Eu vou pegar um carrinho – diz o loiro.

Pete assente.

   -Quer me ajudar a escolher os tomates?

Charlotte acompanha o pai. Juntos vão para a banca. Charlotte pega um saquinho e pai e filha começa a escolher os tomates. Pete sente um arrepio percorrendo seu corpo. Não queria ter outra crise. Não queria passar aquela vergonha na frente da filha e de pessoas estranhas.

Suas mãos começam a tremer e logo uma onda de calor. Teve a sensação de ser observado. Odiava aquilo.

   -Papai, você está bem?

  -Sim, querida – Pete tentou disfarçar o medo na voz.

   -Pete? – Patrick o encara – Você está bem?

Pete percebe que suava frio e que o saco com os tomates tremia em suas mãos.

   -Sim.

Patrick segura na mão do moreno. Estava fria.

   -Quer esperar no carro?

Pete assente. Patrick lhe entrega as chaves do carro. Pete sai correndo do supermercado. Era isso o que queria fazer na manhã anterior quando saiu com o Barney. Era o que queria fazer assim que entrou no supermercado e teve a sensação de quem alguém o observava. Alguém que te machucaria.

O moreno entra no carro e o tranca por dentro. Estava seguro. Pete olha para as portas traseiras. Janelas fechadas. O moreno trava as portas. Tudo estava trancado. Estava bem. Estava seguro. Sua respiração estava acelerada por conta da corrida. Suas mãos ainda tremiam.

 

 

 

 

   -O papai tem pesadelos?

   -Não.

   -Ele parecia estar com medo.

Patrick coloca mais algumas coisas no carrinho. O loiro se agacha e segura os ombros da filha.

   -Olha, meu amor, eu não sei o que está acontecendo com o seu pai. Mas...  Ele precisa de nós, está bem? Ele precisa do nosso apoio. Sei que você está brava por causa do Barney, mas tenha um pouco de paciência, está bem?

A menina assente. Patrick força um sorriso.

   -Muito bem. Vamos para o caixa.

Patrick e Charlotte saem com as sacolas e vão para o carro. Pete destrava as portas, mas não desce do veículo. Assim que entra no carro, Patrick encara o moreno. O loiro não entendia o que estava acontecendo.

Estava ficando cada vez mais preocupado.

 

 

 

   -A febre dela não quer baixar – diz Pete depois de ver o termômetro.

   -Acha melhor levá-la para o hospital?

   -Vou dar mais um remédio e esperamos um pouco.

Pete acaricia os cabelos da filha. Charlotte dormia enrolada no cobertor abraçada a Donnie. A menina ficara doente logo depois de Barney ter fugido. Já fazia três dias que Barney estava fora de casa e desde então a febre da menina ia e vinha.

Patrick foi para cama mais não conseguiu dormir. Pete passou a noite com Charlotte. Patrick se vira na cama e olha para o lado vazio de Pete. Lembrou-se das noites que passou sem o moreno do seu lado.

As coisas haviam mudado. Pete não era o mesmo e Patrick sabia disso. Desde da noite de que tentou fazer amor com o moreno, Pete nunca mais o beijou por vontade própria. Nunca mais segurou a sua mão. Nunca mais deu-lhe um beijo de perder o fôlego. Patrick encara o teto. Mikey havia dormido com Pete. Abraçados. Havia lhe dado beijo de boa noite. E Patrick odiava esse pensamento.

Ainda podia ver o medo camuflado que Pete sentia. Ainda imaginava o que Pete poderia ter passado. Ainda imaginava o que aconteceu naquele porão. Por dois meses. Dois longos meses.

Conta para ele, Peter! Conta! Conta para o seu querido marido que a gente fez amor! Conta a verdade, Peter!

Ainda imaginava coisas que não queria.

Pete fazia um cafuné na filha. Bastava fechar os olhos e milhões de lembranças ruins invadiam sua mente. Estava com medo de ter novamente uma crise. A sensação de perigo demorava passar.

Pete afasta todos os pensamentos da cabeça. Se esforçou muito para não pensar em nada. Abraçou a filha que resmunga o nome do cão. Pete se sentiu culpado.

 

 

 

Charlotte estava assistindo tv na sala. Pete estava no andar de cima da casa fazendo alguma coisa. A menina ouve alguns latidos e algo arranha a porta. Charlotte se levanta e acorre apressada até a porta e abre. Barney a derruba e lambe seu rosto.

   -Barney! Barney! Onde você estava, Barney?!

A menina abraça o cão. Barney estava sujo com algumas folhas grudadas em seu pelo por causa de um pouco de lama. Charlotte percebeu que o cão mancava enquanto caminhava. Barney vai mancando com a pata traseira até a cozinha onde encontra comida e água.

   -Sempre comilão – Charlotte diz com um enorme sorriso no rosto.

   -Charlotte?

   -Olha, papai, o Barney voltou.

   -E aí, amigão? – Pete se agacha e acaricia o pelo do cão – Nossa, ele está imundo.

   -Ele precisa de um banho.

Barney encara um pouco o moreno. Era como se o cão soubesse que havia sido deixado para trás. O cão lambe seu rosto, Pete sabia que de alguma forma havia sido perdoado.

   -Olha, papai, ele está com a pata machucada.

Pete observa a ferida. Parecia que Barney havia rasgado a perna em algo pontiagudo. Barney se senta e lambe a ferida, mas Pete não deixa.

   -Precisamos dar um banho nele e depois fazer um curativo.

   -Vamos lá, Barney.

 

 

 

Patrick sabia que Pete não dormia durante a noite. Talvez por que estivesse ocupado demais tomando banhos longos. O que estava se tornando muito comum. Por mais que pensasse em alguma lógica pelo comportamento de Pete, nada fazia sentido. Não havia nenhuma resposta para suas inúmeras perguntas que Pete jamais responderia.

Talvez estivesse chegando a hora de ser corajoso.

Talvez estivesse chegando a hora de saber a verdade, mesmo que não seja do próprio Pete.

Talvez se arrependeria mais tarde.

Mas por enquanto, era hora de ser corajoso e descobrir a verdade.

Patrick pega o celular e procura o número pelos contatos. Aciona a chamada.

   -“Alô”?

   -Tommy? É o Patrick.

   -“Tudo bem, Patrick”?

   -Sim, tudo bem.

   -“Está precisando de alguma coisa”?

Patrick encara o rosto de Pete na foto em cima da mesa do escritório. Não reconhecia mais o próprio marido.

   -Sim. Preciso da sua ajuda.

 

 

 

Patrick se sentia culpado pelo o que fez. Tommy disse que providenciaria seu pedido o mais rápido possível. O loiro desliga o motor, mas permanece no carro. Estava cansado. Nem tanto fisicamente, mas estava exausto psicologicamente. Exausto. Novamente aquela palavra.

O loiro desce do carro e entra em casa. Charlotte corre e o abraça apertado.

   -Papai, o Barney voltou para casa.

   -Sério? E como ele está?

   -Vem, ele está no sofá – a menina puxa o pai pela mão – A gente deu banho nele e depois ajudei o papai a fazer um curativo na perna dele.

Pete desce as escadas. Seus cabelos estavam úmidos e seu perfume aromatiza a sala de estar.

   -Oi, amor – Patrick diz sorrindo.

   -Oi.

O loiro tenta beijar os lábios do moreno, mas Pete se esquiva. Patrick se entristece. Se perguntava como poderia ser tão tolo em acreditar que tudo seria diferente quando chegasse.

   -Foi um dia longo e... Eu estou cansado.

   -Tudo bem. Tome um banho que eu vou preparar um prato para você.

Pete foi para cozinha. Simples. Sem um carinho ou um beijinho. Parecia que não sentia falta do loiro ali. Patrick não fazia diferença nenhuma. O loiro sobe para o quarto.

Depois do banho, Patrick encontra Pete na cozinha lavando as mãos. O moreno se vira e encontra Patrick parado com o ombro encostado na parede.

   -Eu fiz seu prato.

Patrick olha para a mesa. Seu estômago ronca. O loiro se senta e pega o garfo e começa a comer. Pete sorri. Patrick sempre fora bom de garfo.

   -Senta aqui comigo – Patrick diz assim que engole a comida.

Pete se senta. Patrick segura a sua mão. Pete queria tirar a mão de Patrick sobre a sua. Havia alguma coisa que o incomodava quando Patrick o tocava. Era estranho, como se suas mãos não se encaixavam mais.

   -Eu senti sua falta hoje – diz o loiro.

Patrick ainda mantém a esperança que Pete poderia dizer a mesma coisa. Mas não. Pete apenas abaixa um pouco a cabeça e continua calado.

Pete se sente estranho. Patrick ainda segurava a sua mão e o toque o incomodava ainda mais. Queria lavar as mãos novamente. Patrick havia pensado nele durante o trabalho e isso era fofo e demonstrava o carinho que Patrick sentia. Mas... Pete não sentia o mesmo.

   -Converse comigo – diz o loiro deixando o garfo de lado – Como foi o seu dia?

   -Foi bom – Pete finalmente tem a coragem de separar a mão de Patrick e cruzar os braços sobre a mesa – Charlotte ficou muito feliz quando o Barney voltou. Eu também fiquei. E então damos banho nele e depois fiz um curativo na pata dele. Não é nada grave, foi apenas um pequeno corte.

   -Lembra daquela viagem a Paris que queríamos fazer?

   -Sim. Lembro.

   -Que tal fazermos no final do ano? Ou, se você quiser, poderíamos para um outro lugar como o Brasil ou Espanha. Poderíamos ir para o México e experimentar tacos, o que acha?

   -Por que está falando isso agora?

   -Porque eu ainda tenho muitas saudades de você. E também acho que seria bom para todos nós. Uma forma de colocar um ponto final nisso tudo e começar do zero.

Pete coça a nuca.

   -Não tenho certeza.

   -Por que?

   -Eu estava pensando em voltar a trabalhar no hospital. Você vai para o trabalho e a Charlotte para a escola, a Suzi vem aqui ver como eu estou ás vezes e o Adam só fala comigo pelo celular por causa do trabalho. Me sinto sozinho aqui e eu sempre gostei de ganhar o meu dinheiro.

   -Isso é sério? – Patrick indaga com certa dúvida – Quer mesmo ir trabalhar?

   -Não vejo problemas, Patrick. E por que eu não iria?

   -Achei que você quisesse um tempo para descansar, só isso. Mas tudo bem se você quiser ir. Não vou te impedir, sempre te achei muito corajoso.

Pete sorri. Em um momento ímpeto, o moreno segura a mão do loiro. Talvez, no meio de tantos sentimentos ruins que havia dentro do moreno sempre acompanhados por lembranças horríveis, Pete sabia que amava o loiro. Mesmo que não fosse digno de ser amado.

Depois de jantar, Patrick colocou Charlotte para dormir. Barney se acomodou aos pés da menina onde dormia todas as noites. Charlotte ouvia atentamente a história do Pequeno Príncipe que Patrick lhe contava.

Ao entrar no quarto, Pete tomava banho novamente. Patrick se deita na cama com os braços esticados. Pensou no que Pete havia dito sobre voltar a trabalhar. Pete não estava bem e talvez voltar ao trabalho não seria uma boa ideia, mas Pete já tinha se decidido.

Novamente pensara no que tinha feito. Se perguntou se queria mesmo saber a verdade. Há lugares sombrios dentro de nós que temos medo de descobrir. Mas talvez isso o ajudasse a entender o que se passava na cabeça de Pete. E dentro de seu coração.

Pete sai do banheiro já vestido. O moreno abre um pequeno sorriso. Patrick estava deitado na cama de olhos fechados e seu peito subia e descia lentamente com a sua respiração. Pete sentiu uma forte vontade de beijar aqueles lábios rosados. Acariciar o peito de Patrick e se enroscar em seus braços. Mas algo o impediu de se aproximar e fazer realidade seu desejo. Sabia que havia feito com outra pessoa. A mesma pessoa que lhe obrigou a fazer coisas que não queria. A mesma pessoa que havia bagunçado completamente sua cabeça e seu coração. A mesma pessoa que o fez se sentir como um objeto. Pete não conseguiria agir como se nada tivesse acontecido.

O moreno se deita na cama. Patrick abre os olhos.

   -Acho que cochilei – diz o loiro esfregando os olhos.

Patrick se vira para o moreno. Pete o encara. Patrick pisca devagar. O moreno acaricia seus cabelos cor de areia, era o máximo que conseguiria fazer. Patrick fechou os olhos novamente aceitando o carinho. Se Patrick fosse um gatinho, com certeza estaria ronronando. Pete sorriu. Ainda amava o loiro. Mikey não havia conseguido sugar todo o seu amor, ainda havia algo dentro de seu coração machucado.

Patrick abre os olhos novamente. Pete tinha um brilho diferente no olhar e Patrick gostou do que viu. Por um breve momento, Pete era o mesmo de antes.

O loiro não resiste e acaba beijando os lábios do moreno. Pete corresponde. O moreno segura seus fios loiros e o trás para mais perto. Patrick segura sua cintura e monta em seu colo. Pete estava por baixo e Patrick acaricia seu rosto. Não queria assustar o moreno como na última vez. Mas o desejo era tão grande que Patrick acaba perdendo o controle.

Seu corpo se move estimulando o corpo de Pete. Suas mãos escorregam e apertam o volume do moreno. Patrick fica duro e beija o moreno. Pete já não corresponde da mesma forma. Patrick acaricia seu corpo e beija seu pescoço, Pete reprime um gemido. Patrick abre o zíper da calça do moreno, mas para.

   -Olha para mim – Patrick pede baixinho.

Pete aos poucos o encara. O moreno tinha os olhos cheios de tristeza e raiva. Patrick não conseguiu entender.

   -Não vai terminar o que começou?

   -Não dá para fazer amor quando apenas um ama.

   -Você não ia fazer amor – Pete empurra o loiro.

Patrick cai na cama e encara de uma forma confusa o moreno. Pete tinha lágrimas que começavam a escorrer pelo rosto.

   -Eu não sou o Mikey, tá legal? Eu não iria machucar você, não era minha intenção te estuprar se é isso o que você está pensando.

Pete encara o loiro e deixa uma lágrima escorrer. Pete se perguntou se Patrick já tivesse descoberto a verdade.

   -Eu disse para você nunca mais tocar em mim desse jeito – Pete diz com raiva.

   -Acontece que somos casados, Pete, é normal um casal fazer amor.

   -A gente nunca mais vai fazer isso de novo!

   -Por que?! – Patrick altera a voz assim como o moreno – Por que você não me ama mais? O que o Mikey fez para te fazer mudar ideia? Vocês por acaso fizeram amor, é isso? – Pete treme dos pés à cabeça – O que aconteceu? – Patrick abaixa o tom de voz com a última pergunta.

   -Por que eu tenho nojo, Patrick! Eu tenho nojo disso!

   -Nojo? – Patrick indaga mais para si mesmo – Você tem nojo de mim, Peter?

   -As coisas são diferentes, agora. Nunca mais toque em mim.

   -Não, Pete, você está diferente e isso me preocupa.

   -Ou você sai desse quarto ou eu saio.

   -O que? – Patrick franze a testa.

   -Tudo bem, eu saio – Pete limpa o rosto e pega um travesseiro.

   -Estamos conversando.

   -Já acabamos.

   -Não, Pete, eu ainda não terminei.

Patrick se levanta da cama e segura o braço de Pete antes que o moreno saísse do quarto.

   -Não toque em mim! – Pete grita.

Patrick solta seu braço e recua um passo para trás. Patrick estava assustado. A cabeça do moreno dói de repente e novamente Pete ouve a goteira em sua cabeça.

Plic. Ploc. Plic. Ploc.

Pete solta os travesseiros e segura a cabeça. Odiava aquele barulho infernal. Patrick estava estático. Pete nunca havia gritado daquela forma.

   -Me desculpa, me desculpa... Por favor, me desculpa...

Pete cai de joelhos. Sua cabeça iria explodir. A goteira iria fazer seus miolos se espalharem pelo chão.

   -Pete...

   -Me desculpa... Me desculpa, por favor...

   -Amor, vem, levanta.

Patrick não sabia o que fazer. Segurou levemente os ombros de Pete e o ajudou a se levantar. O moreno tremia. Pete sente um medo descontrolado e queria fugir, mas não sabia porquê. Só queria sair daquele quarto.

   -Liga para o Adam, por favor... – o moreno pede.

   -Eu estou aqui.

   -Por favor... Liga para o Adam...

   -Mas...

  -Por favor... – Pete implora enquanto segura a cabeça deitado na cama.

Patrick vê o desespero nos olhos de Pete e pega o celular. Adam atende ao segundo toque e disse que estava a caminho. Adam havia passado algumas recomendações, mas Patrick não conseguia sair do lado de Pete. Não conseguia soltar a mão do moreno e apertava a sua como se estivesse pedindo ajuda.

Adam chegou minutos depois e fez o que havia pedido a Patrick. Uma compressa fria na cabeça do moreno e lhe deu um remédio forte para enxaqueca. Patrick ficou na sala. Adam disse que Pete precisa de descansar em um lugar escuro e silencioso.

Adam desceu as escadas e encontrou o loiro olhando para o nada. Adam passou a mão sobre os cabelos e se sentou de frente para Patrick.

   -Quer me explicar o que aconteceu? Por que ele estava pedindo desculpas?

   -Eu... Eu não sei.

   -Como não sabe? Parecia que você estava machucando ele.

   -Eu nunca faria isso e você sabe, Adam. Eu amo o Pete. Eu só quis fazer amor, mas...

   -Por que tudo tem que terminar em sexo para você?

   -Não é sexo, Adam. É amor. Eu... Ah, esquece.

   -Agora termina, vai. Não sou psicólogo, mas sou amigo de vocês.

Patrick suspirou e abaixou a cabeça.

   -Eu não estou mais reconhecendo o Peter. Ele não está bem e não quer buscar ajuda. Nós... Nós não somos mais um casal. Ele não me abraça mais e também não deixa que eu o abrace. É como se quisesse distância de mim o tempo todo, como se estive... Ele disse que tem nojo. Ele tem nojo de fazer amor comigo.

Patrick sente uma tristeza no peito e seus olhos se enchem de lágrimas.

   -Ele deve ter nojo por que não me ama mais, é isso?

   -Patrick...

   -Foram dois meses, Adam – Patrick se levanta – Dois meses! E seja lá o que o Mikey fez com o Pete, está deixando ele maluco! Eu... Eu quero matar aquele filho da puta desgraçado que ferrou a cabeça do meu marido que eu tento demonstrar todo o amor que eu sinto por ele, mas ele não quer saber. Eu quero ajudar ele, cuidar dele! Eu o amo e parece que o Peter não está nem aí para mim... Eu estou carente, Adam, quero muito o meu marido de volta... Quero saber se ele ainda me ama...

Patrick só percebeu que suas lágrimas caiam quando não conseguiu mais ver a imagem de Adam através delas. O loiro se senta e enxuga o rosto, tenta de todas as formas conter o choro.

   -Vocês conversaram de novo sobre o psicólogo? – Adam acaricia suas costas.

   -Não. O Pete não quer falar sobre esse assunto. Ele nunca quer falar nada comigo, nunca, Adam. Não aguento mais esse silêncio, não aguento mais ver ele surtando daquele jeito. Me sinto incapaz de ajudar ele. Você sabe de alguma coisa? – Patrick encara os olhos azuis de Adam – Qualquer coisa que ele tenha contado para você?

   -Eu não sei de nada. Ele também não em contou sobre o sequestro.

   -Nada? – Adam nega – Mas ele confia em você. Acho que confia mais em você do que em mim.

   -Acredite, Patrick, se eu soubesse de qualquer coisa, eu te contaria. Eu faria qualquer coisa para ajudar o Pete.

Patrick assente. Com certeza Adam contaria se soubesse de algo.

   -Só não diga a ele que eu falei palavrão.

   -Tudo bem – Adam sorri – Você vai ficar bem?

   -Ele vai ficar? Para mim, isso já basta.

   -Vai, Patrick. Ele vai ficar bem.


Notas Finais




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