História Second Session Where Is Your Boy Tonight? - Capítulo 66


Escrita por:

Postado
Categorias Adam Lambert, Fall Out Boy, My Chemical Romance
Personagens Mikey Way, Patrick Stump, Pete Wentz
Tags Drama, Romance
Visualizações 60
Palavras 2.445
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie, amores!

Boa leitura, espero que esse capítulo quebre um pouquinho o clima tenso que todas nós estamos tendo com essa fanfic e que gostem.

Lembrando que o link da Pesquisa vai estar nas Notas Finais para quem ainda não votou. Está tudo empatado e agora é hora de decidir:

Whataya Want From Me?
RedTeacher
A Vingança do Anjo Vermelho

Qual dessas você escolhe para ser a próxima fanfic?

Capítulo 66 - But it's the wrongs that make the words come to life


Fanfic / Fanfiction Second Session Where Is Your Boy Tonight? - Capítulo 66 - But it's the wrongs that make the words come to life

Pete acorda com um cheiro de café. Patrick estava na porta do quarto com os braços cruzados e o ombro encostado no umbral. Aos poucos, a visão fica melhor. Patrick estava com olheiras, parecia cansado e não ter dormido a noite.

   -Bom dia – Pete diz baixinho.

   -Bom dia.

Pete se mexe na cama. Sua cabeça parecia pesada, mas não doía.

   -Eu trouxe café para você.

Pete olha o criado mudo onde tinha café, ovos com bacon e torradas com geleia.

   -Obrigado.

   -O Andy nos chamou para tomar uma cerveja hoje à noite. Você quer ir?

   -Acho melhor não. Mas você pode ir, se quiser.

Patrick assente e coloca as mãos nos bolsos da calça.

   -Bom, se você mudar de ideia, me avise. Sua cabeça melhorou?

   -Sim.

   -Então... Eu vou indo. Me ligue se precisar de alguma coisa.

   -Ligo.

Patrick estava hesitante. Queria beijar os lábios de Pete antes de ir embora, mas talvez não fosse a melhor ideia. O loiro assente e depois deixa o quarto. Pete permanece na cama. Não queria levantar.

 

 

 

Patrick encara a pasta em sua mesa. Achou que iria demorar para que Tommy a trouxesse. O loiro se pergunta se queria mesmo saber a verdade. Já tinha ouvido uma vez na noite em que Pete dissera que foi muito bom quando Mikey o tinha fodido. A verdade sempre dói e Patrick sabia disso.

O loiro abre a pasta e encara o nome de Pete escrito no papel. Depois encara a foto de sua família. Se perguntava se valeria a pena descobrir a verdade pelas costas de Pete. Se o que estava fazendo era o certo. Talvez esperar que Pete decidisse confiar seria melhor. Mas seu coração temia que as coisas ficassem pior.

Patrick fecha a pasta junto com um CD na última gaveta da mesa a qual tinha uma chave. O loiro passa as mãos sobre os cabelos e olha novamente para o porta-retratos. Se perguntava quando teria paz.

 

 

 

Pete não quis ir.

As bebidas vinham e a música estava alta. Patrick apenas virava os copos um atrás do outro. Risadas, conversas e muitas bebidas. Joe e Andy foram embora e disseram que já eram tarde. Patrick decidiu ficar um pouco mais. Disse que ainda queria se divertir.

Patrick dançou com garotas desconhecidas enquanto virava um copo de alguma bebida doce e com muito álcool. Um homem o observava. Patrick já estava tonto por conta das doses de vodka e outras bebidas misturadas.

O loiro se escora no balcão e o rapaz se aproxima. Olhos castanhos e barba farta. O rapaz sorri e diz alguma coisa que se embaralharam com o álcool na cabeça de Patrick sem fazer o menor sentido.

Então o rapaz se aproximou e o segurou sua cintura para que Patrick não se desequilibrasse sobre o balcão. O loiro sentiu um calor subir pelo corpo. Uma grande vontade de beijá-lo. Uma grande necessidade de transar. O rapaz segura seu rosto e parecia perguntar se estava tudo bem. Seu hálito tinha cheiro de menta e cigarro.

   -Vem, vamos para um lugar com menos movimento – o rapaz disse em seu ouvido.

Patrick é puxado para fora da balada. O ar de fora estava frio, Patrick tropeçou algumas vezes e o rapaz o puxava com paciência. O rapaz encosta Patrick na parede. A cabeça do loiro gira. Seus bolsos são revirados.

   -Onde está a sua carteira?

Patrick sente o estômago se revirar.

   -Achei – diz o rapaz – Agora, onde estão as chaves do carro? – o rapaz o encara da cabeça aos pés – Você é bonito.

O rapaz o beijão pescoço do loiro. As mãos do rapaz apalpam sua virilha e Patrick sente o corpo vibrar em resposta. Estava ficando duro. Patrick tem o pescoço beijado e mordido pelo rapaz. O loiro puxa seu corpo para mais perto, para que seu jeans friccionasse com o do rapaz.

   -Eu tenho algo que você vai gostar – o rapaz retira um papelzinho do bolso – Você gosta de doce?

Patrick sente o estômago doer. Iria vomitar. O rapaz coloca um quadradinho adocicado em sua boca. Patrick o afasta e cospe o doce.

   -Desculpa, eu não posso fazer isso.

   -Do que você está falando, cara?

   -Eu... Eu sou casado e... O meu marido... Eu... Eu prometi que não iria trair. Eu... Eu deixei ele em casa e agora estou aqui com você... Eu sou um cretino.

   -Bom, trair o seu marido com certeza te torna um cretino. Valeu pela grana, cara, boa sorte em casa.

O rapaz vai embora deixando Patrick sozinho.

 

 

 

Quatro e meia da manhã. Pete estava acordado na sala. Olhava para as fotos de seu casamento que encontrou quando limpava o guarda-roupa de manhã. As lembranças boas vêm em sua mente enquanto virava cada fotografia presente no álbum. Aquele com certeza fora o dia mais feliz da sua vida.

O moreno olha para uma fotografia em que beijava o loiro. Seus dedos acariciam a fotografia com cuidado. Pete sentiu saudades em beijar o loiro. Sentia saudades dos momentos que passaram juntos. Mas sabia que tudo era diferente. Havia sido tocado por outro homem.

A porta da frente se abre e o sangue de Pete gela em suas veias. Até que o loiro cambaleia porta a dentro e Pete se sente aliviado por ver Patrick.

O loiro encara o moreno e logo abaixa a cabeça. A porta é fechada. Pete coloca o álbum no sofá e se levanta. O moreno força um sorriso.

   -Já são quase cinco da manhã e eu fiquei preocupado – Pete diz olhando para o loiro – Só me diz que você não veio dirigindo.

Patrick abaixa a cabeça e coloca as chaves do carro no bolso da calça. Pete não estava zangado, mas Patrick se sentia culpado.

   -Bom, pelo menos não atropelou ninguém, não é? – Pete dá um risinho. Patrick continua calado.

Pete respira fundo. Patrick estava estranho.

   -Vamos subir, você precisa de um banho.

   -Desculpa – diz o loiro choroso.

Pete o encara confuso. Patrick tinha um cheiro forte de bebida.

   -Desculpa, Pete... Eu sinto muito...

O coração de Pete se desmancha. Patrick se demonstrava muito arrependido.

   -O que aconteceu?

   -Eu... Eu deixei um cara me beijar – Pete fecha os olhos – Me desculpa... Eu sinto muito.

   -Patrick...

   -Eu bebi demais e quando eu percebi, eu... Eu sinto muito. Prometi que nunca mais faria isso, eu sei. Eu sou um cretino, Pete, você sabe disso. E eu sinto muito. Eu te amo muito e eu... Eu estou carente. Eu quero você, eu juro, não fiz de propósito. Eu jamais tive a intensão de te machucar. Só estou dizendo isso porque acho que se eu for sincero com você, você também poderia ser sincero comigo. Você não é o meu marido. Eu não te conheço mais, Pete. E acho que eu tenho minha parcela de culpa quando deixei o Mikey se aproximar de você. Eu dei brecha para aquele canalha deixar você confuso e me trair. Fui covarde sobre o câncer e muito burro por ter te deixado ir ver o Mikey sozinho. Me perdoa...

Patrick tremia e as lágrimas escorriam sobre seu rosto descontroladas. Pete se aproxima e limpa seu rosto e depois afasta alguns fios de cabelos de sua testa.

   -Você está cansado e bêbado.

   -Eu não estou tão bêbado – Patrick engole a saliva - Eu queria transar com ele – Patrick diz olhando nos olhos de Pete – Na verdade, eu queria fazer amor com você. Eu queria poder te abraçar e te beijar. Queria que pudéssemos voltar a ser o mesmo casal de antes. Antes de tudo virar de ponta cabeça, eu quero te fazer feliz, Pete. Só não quero que você tenha medo de mim.

Pete abaixa a cabeça e segura a ponta dos dedos de Patrick. O loiro segura os dedos entrelaçados.

   -Eu mataria aquele filho da puta por você.

   -Patrick, eu não gosto de palavrão e nunca mais diga que vai matar alguém.

   -Mas eu mataria, Peter. Se isso resolvesse alguma coisa, se isso te fizesse esquecer todo esse pesadelo que você vive dentro de você, eu faria. Eu faria qualquer coisa para te deixar feliz. Qualquer coisa.

   -Então não fique bebendo até as quatro da manhã e beijando outras bocas por aí, está bem? Você medo deixou muito preocupado.

   -Eu também estou muito preocupado com você.

   -Você tem um jeito estranho de demonstrar isso.

   -Você está com raiva de mim?

Pete o encara.

   -Só estou um pouco zangado, só isso.

   -Você não parece zangado.

   -Não é sua culpa as coisas que está acontecendo.

Patrick solta a mão de Pete e segura delicadamente o rosto do moreno. Patrick ainda tinha lágrimas presas aos cílios loiros e seus olhos cinzas estavam tristes e cansados. Pete tinha os olhos cor de mel fixamente presos nos do loiro. Patrick pode ver a tristeza e o medo escondido.

   -Me deixa cuidar de você? Por favor? Eu preciso te sentir perto de mim.

Patrick o abraçou. Pete permitiu ser abraçado. O loiro o aperta contra o corpo e o moreno se sente protegido. Pela primeira vez, não temia que alguém entrasse dentro da casa. Pela primeira vez, soube o que é ter paz. Se sentiu seguro nos braços de Patrick.

Pete encosta a cabeça em seu peito. Patrick sentiu que abraçava o seu verdadeiro marido. A alegria explode em seu peito. Sabia onde deveria estar e se sentiu perdoado pelo o que havia acontecido. Patrick jurou a si mesmo que cuidaria do moreno.

   -Vem, eu ajudo você a subir as escadas – diz o moreno quando se separaram.

Ambos sobem as escadas e Patrick toma um banho quente. Depois, deitados, Pete segurou a mão do loiro que havia pegado no sono.

 

 

 

Patrick estava dormindo. Começou a vomitar assim que chegou ao quarto. O loiro ficou abraçado ao vaso sanitário enquanto Pete afaga seus cabelos e muitas vezes impedindo que Patrick enfiasse a cara no próprio vômito.

Agora o loiro dormia enquanto Charlotte acordava e queria panquecas. Pete estava cansado. Não apenas aquela noite, mas como muitas outras, o moreno não conseguia dormir. A sonolência só acaba quando o moreno bebe um gole de café forte.

   -O papai não vai acordar?

   -Ele não está se sentindo muito bem.

   -Está doente?

   -É só um mal-estar. Ele só precisa dormir um pouco.

   -Então hoje não tem panquecas do papai?

   -Sim. Eu vou fazer as panquecas do papai.

O moreno preparou as panquecas e deixou Charlotte derramar calda de chocolate sobre as mesmas. Depois de deixar a filha na sala assistindo TV, subiu ao quarto para ver como o loiro estava.

Pete sentou-se na cama. Patrick abre os olhos e se estica sentindo algumas pontadas na barriga.

   -Como sua barriguinha está? – Pete passava a mão sobre a barriga de Patrick fazendo uma massagem com movimentos circulares.

   -Eu não estou grávido, Pete.

   -Mas parece – Pete dá um risinho – Você vomitou igual uma mulher grávida.

   -Obrigado por me lembrar disso – Patrick coça um dos olhos – Eu e o vaso nos tornamos melhores amigos. Até falamos mal de você.

Ambos dão um risinho.

   -Bom, dizem que as pessoas engordam depois que casam – diz o moreno – Mas, sério, como você está?

   -Ainda estou um pouco enjoado.

   -Os quatro primeiros meses sempre são os mais difíceis. Seu corpo ainda está aceitando o feto e...

   -Eu não estou grávido, Pete! – Patrick pega um travesseiro e acerta o moreno. Pete ri alto se protegendo.

   -Você vai se tornar uma bola humana.

   -Eu estou de ressaca. Na próxima vez, me lembre de vomitar em você.

Pete gargalhou.

 

 

 

Domingo à tarde, Patrick inventou de ensinar Charlotte a jogar beisebol.

   -Patrick, isso não vai dar certo. A bola pode cair na piscina.

   -Eu comprei três no caso disso acontecer, Pete. Vem, Lotte, vou te ensinar como segurar o taco.

Barney latia querendo a bola que estava na mão de Patrick. Charlotte pegou o taco e o segurou do jeito que Patrick havia mostrado.

   -Ele é pesado.

   -Vai ser divertido, você vai gostar.

Pete cruza os braços. Patrick explicou as regras do jogo com os olhos brilhantes de paixão enquanto Charlotte o encarava confusa como se o idioma do pai fosse coreano. Aquilo não poderia dar certo.

Patrick dissera uma vez que queria ser pai de menino. Charlotte queria um irmãozinho ou uma irmãzinha. Pete achava que já tinha problemas demais para adotar outra criança. Não comentou a ninguém, muito menos a Patrick, mas não estava mais conseguindo sair de casa. Tinha medo de ter uma nova crise de medo e correr para longe.

Medo de sentir medo. Grande ironia.

Ainda sentia nojo de si mesmo e, na maioria das vezes, tomava banho durante a noite para diminuir a sensação. Acontece que toda vez que se deitava com Patrick ao seu lado, as lembranças do pesadelo que viveu entravam em sua cabeça e o fazia sentir nojo. Patrick poderia ter beijado outro rapaz na noite de sábado, mas havia voltado para casa e confessou o quanto estava arrependido.

Também se sentia culpado por Patrick estar tão carente. O loiro se esforçava para agradá-lo, mas Pete não conseguia retribuir na mesma forma. Por isso achou tão estranho quando olhou as fotografias de seu casamento e se perguntava para onde teria ido todo o seu amor. Sabia que ainda sentia algo pelo loiro, senão não teria tantos ciúmes quando Patrick havia dito que tinha beijando um rapaz. Ou porque, apesar de não se achar digno de todo carinho de Patrick, queria, de todo o seu coração, ser capaz de dar carinho ao loiro. Ainda tinha vontade de beijá-lo. Ainda tinha vontade de fazer amor com o loiro. Mas não conseguia controlar o pesadelo que ainda vivia em sua cabeça.

   -Pode lançar, amor – diz Patrick segurando o taco no alto pronto para rebater.

Pete volta para a realidade e brinca com a bola em sua luva. Pete arremessa e lança a bola. Patrick rebate.

CRASH.

   -O papai é ruim de mira.

   -É uma pena ele não assumir isso – diz o moreno olhando a janela.

Patrick olha sério para Pete.

   -Eu ligo para o vidraceiro amanhã – Pete diz e sorri.

   -Lembra quando ele quebrou essa mesma janela quando eu treinava vôlei? A senhora Carson ficou muito brava.

   -Lembro. Seu pai nunca foi muito bom com esportes. Sua vó que me contou.

   -Vocês vão continuar falando mal de mim? – Patrick tinha soltado o taco e cruzou os braços.

Pete e Charlotte concordaram.

   -Ótimo – diz o loiro zangado – Eu vou pedir desculpas a senhora Carson.

O loiro sai pisando forte enquanto Pete e Charlotte ria.

À noite, na hora de deitar, Pete segurou o rosto de Patrick e beijou seus lábios.

   -Obrigado por você não ter transado com aquele rapaz. Obrigado por escolher voltar para casa.

Patrick sorri e beija seus lábios. Pete cochila segurando sua mão.

 


Notas Finais




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...