História Secret Base - Capítulo 14


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oi oi creampuffs! Eu sei, seu sei que eu demorei e basicamente a explicação é a mesma que vocês sempre ouvem de todo mundo. A semana foi I N F E R N A L e, bem, digamos que eu tenha me demitido. Mas foi bom, para o bem de todos amém. Enfim, nada como uma madrugada de sábado para colocar as att em dia né non??

E meus anjos, eu posso dar uma atrasadinha mas sou fiel à minha palavra. Enquanto eu continuar vendo que existe no mínimo uma pessoa lendo, eu não vou abandonar as minhas histórias por nada no mundo. (Depende né... As vezes eu imagino que quando um autor para de postar é pq tipo sla, sofreu um acidente de moto e se ralou todo. Mas vcs pegaram a ideia principal né?

Outra coisa. Prometo juradinho que vou tirar um dia unicamente para revisar todos os caps. Eu fico meio com vergonha de ler o que eu escrevo então to sempre procrastinando nas revisões. (Ainda falo que revisão é coisa pra estagiário) (ps: desgurlpã se alguém aí é estagiário kodsodkaosdkoa)

ok, certo, muito bla bla bla. Tenho a impressão que esse cap ficou bom. Tava na hora de uma mudança mais drástica no ritmo da história. Aproveitem <3

Capítulo 14 - She won't win again


armilla? – Chamou Laura assim que bateu a porta atrás de si. Nem mesmo ela conseguia acreditar no que havia acabado de ouvir da ligação que acabara de terminar com seu pai. Isso não podia estar acontecendo. Áustria havia sempre sido seu maior sonho. Silas havia sido seu maior objetivo desde que soube o que era uma universidade.

            – Hey cutie. Como posso te servir? – Era lógico que a morena havia ativado seu modo sedutor para conversar com a colega de quarto. Não é como se ela própria pudesse controlar. Uma flertadora nata. O sorriso morreu em sua face instantaneamente assim que olhou para sua loira e, ao invés dos sorrisos e do brilho característicos, encontrou uma garota agitada e com o que poderia facilmente ser interpretado como pânico em suas expressões.

– Laura? O que aconteceu? – Sua postura mudou em milésimos de segundo de Don Juana a preocupada. Levantou-se tão rápido que sentiu até mesmo uma leve tontura e foi pegar a mão da amada, confortando-a da melhor maneira que podia mesmo sem conseguir entender o que havia de errado.

– Meu pai, Carm. – Começa se abraçando ao corpo quente e confortável, permitindo que a tensão em seus ombros se dissipe ao contato das mãos da morena em suas costas. – Ele foi demitido. Mesmo que trabalhe no mesmo lugar desde tipo, sempre. Vamos ficar sem dinheiro. E uma hora ou outra não vamos conseguir nem mesmo pagar a mensalidade. – Finalmente levanta a cabeça que estava alojada no peito da amada e mira diretamente nos olhos negros da morena.

– Eu vou ter que ir embora Carmilla. – No mesmo instante em que as palavras escorreram de seus lábios, ela se arrependeu. O rosto da mulher a sua frente se contorcia em traços de dor, desespero e talvez raiva. Estaria com raiva dela? É claro que ela faria de tudo antes de deixar a mulher que ama. Carmilla consegue entender isso?

Pelo o que pareceu meia hora as mulheres permaneceram abraçadas, sem trocaram uma única palavra, como se já começassem a compensar a saudade que sentiriam uma da outra. Carmilla esperou por treze anos inteiros para ter Laura de volta em seus braços e agora a amava mais do que pensava que seria capaz de amar alguém algum dia. E agora? Agora Laura escapava de seus braços novamente como se fosse areia. De maneira nenhuma seria capaz de aguentar mais tempo sem ela. Laura era luz, Laura era casa. Laura sempre foi a única parte de todo o seu mundo que fazia sentido, que era feliz. Não havia maneira nenhuma no inferno ou em hogwarts que deixaria Laura escapar tão facilmente; Com a palavra “Escapar”, um flesh se fez presente na mente da morena. Não poderia ser mas... Seria? Era a única explicação que conseguia formular.

Sabia que a mulher era insana, tinha certeza disso. Mas... Seria capaz de ir tão longe? Por quê e para quê?

Talvez Ell tenha vindo como alguma forma de aviso. Fazia mais sentido agora. Ela foi mandada até o quarto, porque aparentemente Lilitha estava querendo dizer alguma coisa a ela. Pensando bem, talvez Ell não tenha sido o primeiro sinal. Há poucas semanas Willie-boy também havia aparecido em seu dormitório.

“Mamãe me pediu para vir falar contigo já que você recusa todas as ligações dela”

As exatas palavras de Will pareciam agora queimar em suas memórias. O tempo todo... Lilitha... Agora ela havia passado dos limites. Precisavam definitivamente ter uma conversa.

Carm se puniu no momento em que percebeu que havia ficado em silêncio justamente no momento em que sua garota precisava na verdade do seu conforto. Laura estava triste e à beira das lágrimas, então por que diabos ela estava pensando naquela mulher? “Quem sabe seja isso o que ela quer...”. Cortou novamente quando Lilitha voltou a entrar em sua cabeça. Decidiu há muito tempo que jamais se deixaria entrar nos mesmos velhos jogos daquela naja. Tudo o que importa agora é o sorriso de Laura, podia lidar com as demais coisas depois.

– Creampuff, os Hollis são incríveis. Tenho certeza que tudo vai dar certo e eu vou poder te abraçar apertado assim até a formatura. E mesmo depois. – Disse ao beijar o topo da cabeça da outra.

Era a primeira vez que vinha a tona o assunto de um relacionamento longo. Bem, eram namoradas, mas jamais pensarem em discutir por quanto tempo ia durar. Principalmente Laura tinha medo de pensar nisso, afinal, um dia definitivamente queria estar nos braços daquela primeira garota que roubou seu coração. Carmilla era... Um grande amor que teve no caminho. Decidiu que se manteria fiel ao que prometeu e definitivamente se casaria com aquela garota, mas... O pensamento de dividir sua vida com Carmilla mesmo depois da universidade pareceu bem mais tentador do que deveria. Seria capaz de se despedir de Carm algum dia? Por essas razões ela escolhia não pensar nisso. Escolheu viver o presente e assim se manteria. De qualquer forma, o corpo de sua namorada estava confortável demais para que pudesse pesar de maneira coerente em qualquer outra coisa; talvez por isso, não deu muita atenção à forma familiar que a morena usou para falar de sua família, como se conhecesse a dinâmica dos Hollis há tempos, mesmo sem jamais tê-los conhecido, de acordo com o que acreditava.

– Eu te prometo que vai dar tudo certo, meu amor. – A voz da morena saiu suave, mesmo assim, firme. E as palavras “meu amor” fizeram eco nos pensamentos da loira, fazendo com que suspirasse profundamente, como uma adolescente apaixonada qualquer. Sem conseguir captar como aconteceu, Carm havia pegado sua mão e agora a beijava delicadamente.

– Desde a primeira vez que eu te vi Laura Hollis, você tem sido a única estrela do meu universo escuro. E seu brilho é tão intenso que vai iluminar qualquer caminho. – Era para ser uma forma de acalmar a loira, mas esta, repentinamente começou a soluçar, deixando sair o choro que estava prendendo em sua garganta.

– Shh... Shh... – Carm puxou um punhado de cabelo para trás da orelha de Laura e começou a fazer o famigerado som para acalmar bebês, em uma frequência tão baixa que a atingia diretamente do âmago de sua alma. Com o tempo, suas lágrimas desaceleraram gradativamente e logo sua respiração também se normalizou a fazendo entrar em um estado de calma e tranquilidade pela primeira naquela tarde.

– Aí esta a minha garota! – Carmilla disse acariciando sua bochecha com o polegar, limpando os rastros das lágrimas que manchavam seu rosto anteriormente.

Laura se sentia levemente tonta e abobada por conta da afirmação, mas a morena agia como se nada além do ordinário tivesse saído de sua boca. A loira havia se perdido tanto no momento que qualquer traço sobre os problemas que enfrentaria em breve se dissipou momentaneamente.

– Sua garota? – Ela perguntou de certa forma com descrença e esperança ao mesmo tempo.

– Oh, cupcake, você tem sido a minha garota desde que esse planeta abandonado considerou minha alma quebrada digna de vaguear ao longo de sua terra desolada. – Laura tentou evitar, mas não conseguiu conter o riso forte e sincero pelas doces palavras que sua namorada, definitivamente estudante fiel e leal de filosofia, proferiu.

Talvez tenha sido essa a intenção da morena o tempo todo, pois agora ambas as mulheres riam facilmente, como se não houvesse nenhuma preocupação sequer em todo o mundo.

Mesmo com sua mente inacreditavelmente fantasiosa, Laura nunca realmente acreditou em coisas como mágica.  Mas desde que conheceu o riso delicioso de Carmilla, passou a acreditar. Era um riso mágico. Era 100% perfeito. Carmilla a fazia se sentir em casa, a fazia sentir que todos os dias eram de sol e todas as sextas eram de festas. Duvidava poder algum dia explicar as coisas que Carm fazia com seu organismo de maneira racional, então se aquilo era amor ou se aquilo era puramente mágica, ela acreditava.

Como já havia virado costume entre o casal, ainda abraçadas, deitaram em uma das camas apenas pelo simples complexidade de poderem se abraçar confortavelmente. Carmilla nunca exatamente foi uma mulher de muitas palavras, mas por alguma razão, o silencio da morena não incomodava a incansável Laura. Era calmo, e reconfortante de alguma forma. Mais do que opostas, eram complementares.

A morena escovava os cabelos macios da mais nova entre os dedos, correndo-os lentamente entre os fios levemente embaraçados; Sua outra mão entrelaçada firmemente com a de Laura. A pretendente a jornalista suspirou profundamente e se moveu um pouco, como se sentisse frio, fazendo com que os olhos de Carmilla se movessem imediatamente para a direção da amada. Ela assistiu, segurando a respiração com medo de interromper o momento, os cílios de Laura se mexendo sem pressa, apenas para se abaixarem completamente quando esta fechou os olhos. Laura sempre dormia quando se abraçavam assim, e era extremamente fofa a forma como ela dormia:  abraçando-a como se a morena fosse um bichinho de pelúcia.

Dormindo, sabia que Laura teria tempo de esvaziar a mente do estresse que passara e que acordaria melhor do esteve. Queria poder simplesmente assistir o peito da loira subir e descer com o ritmo tranquilo da respiração. Todavia, Carmilla agora tinha assuntos urgentes para resolver.

 

Sem nenhuma demonstração de respeito ou cerimônias, as portas do escritório da reitora foram abertas violentamente e uma Carmilla completamente furiosa entrava naquela sala. Lilitha permaneceu com o olha ilegível, como se nada houvesse acontecido que pudesse perturbar seu trabalho. Foi apenas quando a mais nova bateu com força ambas as mãos em sua mesa e gritou com ela, que levantou o rosto para encarar a menina nos olhos.

– FOI VOCÊ QUEM FEZ ISSO, NÃO É MESMO LILITHA? – A resposta imediata que recebeu da matriarca foi um rápido tapa no rosto.

– Eu já lhe disse para me chamar de Mamãe, Carmilla. Essa sua fase rebelde está durando já tempo demais...

– Não mude de assunto, “Mamãe”. – Fez questão de enfatizar seu sarcasmo ao dizer o pronome. Quanto ao tapa? Não se importava. Não havia sido o primeiro e dificilmente seria o último. – Foi você, não foi? Foi você quem fez o pai da Laura ser demitido.

– Ora, ora, ora... Parece que conseguiu tirar alguma coisa das lições que eu te ensinei, minha criança. – A expressão no rosto da mulher indicava que ela não dava a mínima para o acontecimento, como se tivesse acabado de admitir que bebe água pela manhã.

– Por quê? Eu já não faço tudo o que me manda fazer?

– Ãh, ãh. Não vamos entrar nesse mérito. – Pausou antes de continuar, agora com o olhar fixo nos olhos da filha, como sempre fez para influenciar a garota. – O fato é: Aquela garota é ruim para você, Carmilla.

– O que cara- – A resposta da mais nova foi interrompida bruscamente.

– Desde a primeira vez que era apareceu você parou de me obedecer e esqueceu tudo o que eu já havia conseguido lhe ensinar. Será que não entende como seus sentimentos são uma fraqueza? Agora mesmo está agindo insanamente; Gritando e empurrando as coisas. Todos vão enxergar apenas o fracasso em você se continuar com isso. – Levou sua mão à testa, como se realmente estivesse decepcionada com a cria. – Não vejo problema em você se apegar a um ou outro animalzinho, minha princesa, mas não posso admitir que seja controlada por eles. – Acariciava agora o rosto da morena, no mesmo lugar que a estapeou segundos atrás, como se realmente mostrasse carinho. Carmilla sabia que não era verdadeiro.

– Laura não é um animal. Ela é uma pessoa. – Não se conteve a necessidade de pontuar.

– Amor é uma fraqueza. Mostrar o que sente por dentro te deixa exposta e vulnerável. E dar voz aos sentimentos te faz agir por impulsos e esquecer-se da razão. Quantas vezes eu vou precisar repetir até que entenda isso Mircalla? – Estava demorando, mas novamente veio à tona. Não era a primeira vez que Carmilla teve seu nome confundido com o nome da primeira filha da mulher. Nessa idade, era óbvio que para a morena que Lilitha queria que ela fosse uma substituta para a filha perdida. Só havia um pequeno probleminha nessa história: Carmilla sempre foi e sempre será simplesmente Carmilla.

– Carmilla. – Tentou corrigir talvez pela 999o na vida.

– O que disse? – Carm não soube dizer se a mulher realmente não havia entendido ou se estava sendo irônica simplesmente ignorando sua identidade.

– Meu nome. Eu me chamo Carmilla, “Mamãe.”. – Chegou em um ponto em que a conversa virou uma disputa entre quem era capaz de jogar mais veneno com as palavras.

– Não diga isso. Você é minha garota dourada. Não vê que eu faço tudo para que seja perfeita? – Era um fato que a morena já estava ficando doente de tantas vezes ouvir o mesmo discurso. Os mesmos argumentos. Chegava o ponto em que desistiria de colocar algum senso na cabeça da mulher. Mas isso não importava realmente, a falta de uma mãe de verdade já havia sido superada em algum lugar no passado.

– Por quanto tempo mais vai ficar usando as únicas pessoas com quem eu me importo como ferramentas? William. Elleonor. Por que não os deixa em paz? – Cansou de tantas voltas e decidiu voltar para a linha direta do assunto. Seja lá qual fosse o objetivo de Lilitha ao tentar jogar esse jogo novamente, Carmilla tinha a certeza de que não a deixaria ganhar dessa vez. Havia se decidido.

– Ora, como uma mãe, não posso conhecer a melhor amiga de minha filha favorita? – O tom da mulher enojava a mais jovem. Ela falava tudo como se o que saía da boca dela fosse sempre verdade.

– Favorita? Claro. Você tem um jeito engraçado de demonstrar seu favoritismo. Quer saber? Também não importa. Apenas fique longe dela e deixe o Will fora das nossas desavenças. – Não conseguiu tudo o que queria. Quando chegou queria destruir qualquer coisa doentia que Lilitha estava querendo, mas sabia que não podia mais fazer muita coisa.

– Se afaste do seu bichinho e não terá com o que se preocupar. Deveria dar atenção a essa tal de Elleonor. Ela com certeza seria uma ótima nora. – Sugeriu como se fosse uma conversa casual.

– Se por “ótima nora” a senhora esteja se referindo a “alguém que você consiga facilmente manipular” então sou obrigada a concordar. E, pela última vez. Ela é uma pessoa e se chama Laura.

– Laura, Laura, Laura...  Parece um disco riscado, Mircalla. Até parece que você é quem é o bichinho dela. – Havia algo ameaçador na forma como a ultima frase foi dita.

– Eu... Por favor... Eu fiz tudo o que sempre quis que eu fizesse. Eu passei anos e anos te obedecendo e tentando atingir as metas que você estabelecia. Eu pacientemente levei com dignidade todas as suas punições. Será que, pelo menos dessa vez, você pode me deixar ser eu mesma? – Não sabia ao certo por que estava fazendo isso. Estava implorando para a pessoa que mais queria destruir no momento. Tinha certeza que a presença de Laura a havia influenciado a procurar soluções pacíficas para problemas violentos.

– O pai ter perdido o emprego foi apenas um aviso. Não seria difícil encontrar um motivo para expulsá-la e jamais permitir que ela entre nem mesmo nas piores universidades do mundo. Espero que saiba o que está fazendo. – Naquele instante tudo o que haviam conversado pareceu perda de tempo. A voz de Lilitha alcançou o tom que ainda fazia os joelhos da morena tremerem. Era a voz assustadora que a caçava em seus pesadelos e a consumia. A voz que ela usava nas punições. Lilitha havia ganhado essa e Carmilla não viu outra escolher a não ser se retirar, mesmo que isso ainda significasse que ela jamais faria o que a mulher a ordenava. A passos rápidos na volta para o dormitório, na volta para sua Laura, ela teve noção de que, mesmo sem saber como resolveria essa situação, não deixaria Laura ser levada novamente e muito menos desistiria de sua garota. Lilitha esteve por cima dela por muito tempo, tempo demais. Mas agora, não permitiria que ela vencesse de novo. 


Notas Finais


Infelizmente drama na história significa que estamos cada vez mais próximo do final :( Espero poder surpreender vocês com o que eu tenho em mente. Juro que eu tento ser o menos "novela da globo" que eu posso. bjinhos


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