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História Secret Coven - Capítulo 40


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Notas do Autor


História escrita e criada por :
@strawberry_eve_ e @thisisboomnow

Capítulo 40 - Absorção


Fanfic / Fanfiction Secret Coven - Capítulo 40 - Absorção

        -Hisashi-

     Belladonna foi degolada.

      Meu peito se esvaziou num urro alto. Meus punhos sangravam por tanto ter socado a barreira de raízes que me prendiam, mas o último golpe foi o suficiente naquele momento. Ele atravessou a parede esverdeada e chegou até o bruxo que a conjurava. Dei um passo para frente e a lancei longe. Uma fumaça negra e esverdeada transbordava dos meus lábios, baforei ela no rosto do meu adversário no instante em que não havia mais nada entre nós. O veneno estava concentrado ali. A pele do rosto dele apodreceu e o mesmo caiu no chão em poucos segundos.  Sentia que estava fora de mim, apenas sentindo o instinto do meu corpo. Recuperei minha espada, que havia sido lançada para o chão segundos atrás e me  virei para Bell e Clair. Somente ali recuperei um pouco da minha sanidade.

     Aquela cena me trouxe náuseas, meu corpo de enfraqueceu. Clair não conseguiu alcança-la, e antes mesmo que chegasse ao corpo, estava sendo domada por cinco bruxos, que tentavam segurá-la. Ela estava fraca o suficiente para não conseguir sair dessa. Havia causado uma grande explosão há segundos atrás, liberando energia demais para que conseguisse se manter em pé. E o corpo de Bell ainda estava ali. O sangue penetrava a terra como ácido, era a única coisa que impedia os outros bruxos de não o pisotearem.

      Quando todos os bruxos conseguiram segurar os pés e pernas de Clair, um montou nela e ergueu um punhal. Arregalei meus olhos e avancei para agir, mas um vento forte passou, e partiu o corpo dele ao meio. Madson era o responsável pelo feito. Ele corria ao lado de Nick, que assim que chegou, arrancou os bruxos de cima de Clair como se fossem bonecos. Eles mal puderam reagir. A força e agilidade dele estavam fora do comum.

      Nicholas olhou para o corpo e apertou os olhos. Ele não conseguiu encarar por muito tempo. Madson estava igualmente horrorizado, mas ele não se permitiu parar de lutar.  Clair não olhou para ninguém. Ela se rastejou no chão para finalmente chegar até o corpo. O veneno corroia os joelhos de  sua armadura, mas ela parecia nem chegar a perceber. Claire se esquecera da batalha. O mundo acabava ao seu redor, e tudo o que ela conseguia fazer era fitar o corpo de frio e agora pálido de Belladonna. Eu acabei por fazer o mesmo. Cai de joelhos ao seu lado, com um semblante perdido.

      Nick estava atrás de nós. Ouvi ele puxar o ar e secar o rosto, voltando a se atentar para a guerra, nós dois chorávamos. Por um momento, esperei que Clair fizesse o mesmo, mas ela estava apenas em estado de choque. Mesmo vendo o corpo de Bell de um lado, e a cabeça de outro, com seus cabelos ruivos espalhados pela grama do campo, e sentindo o cheiro forte de veneno que o sangue de Bell exalava, Clair não conseguiu esboçar nada além de choque.

      Seus olhos se ergueram quando um grunhido foi ouvido mais de três lobos se aproximaram para tirar proveito da carne. Atrás de mim, os corpos dos bruxos já mortos eram devorados ou arrastados. Enquanto a magia profana deixava nítido o sofrimento se uns, ela transformava outros animais em coisas tenebrosas. Os lobos desviaram da poça de sangue e tentaram chegar mais perto do corpo de Bell, mas o gramado entrou em chamas, fazendo um círculo imenso, cercando o corpo de Bell. Nick e eu nos afastamos para não nos queimamos. O semblante de Lancastre era de pura ira.

      Nick chamou por Clair aflito. Antes que os lobos cogitassem pular o fogo, e outros bruxos chegassem perto, entrei no caminho e fiz o que era necessário. Era terrível matar lobos, mas não havia outra escolha.

      Uma vez levados para a magia profana, os seres que não apresentam resistência, e sim ferocidade não conseguem se libertar da possessão. São os seres que não conseguiram resistir à aquele nível de poder.

      Por um momento, eu ouvi Clair balbuciar algo. Mesmo agindo, eu não podia negar que estava completamente destruído. E aquilo me deixava ainda pior.

      -Era eu quem devia estar no seu lugar. Por que diabos você quis me proteger justo nessa vez? O que eu vou fazer agora?

      -Nick-

      -Nick! - Uma voz gritou correndo na minha direção - Se afaste!

      Nikola corria ao lado de Satoru, Jasmine e Ivar. Assim que eu e Hisashi nos afastamos de Clair, ela movimentou uma grande quantidade de água na direção do fogo, que se espalhava pela grama. Em momento nenhum, a água tocou Clair ou o corpo de Bell, mas ele apagou a fogueira com eficácia.

      Arrastei Clair para longe do veneno e a levantei. Satoru segurava hisashi pelos ombros, mantendo uma postura forte, mas acolhedora ao irmão. Ivar colidiu as mãos sobre o chão e a terra tremeu e emergiu. Jasmine envolveu raízes em volta do corpo caído de Bell, e um grande escudo foi formado em volta dela. As raízes se trançavam e se envolviam para cima. Clair tentava se aproximar, mas eu não a soltei mais.

      -Eu vou te levar para dentro do Coven.

      -Não. - Ela balbuciou - Eu não posso deixar que isso seja em vão.

       -se te perdemos terá sido, Clair. - Eu disse a segurando pelos dois ombros.

      Clair me encarou com um olhar de sofrimento. Ela balançou a cabeça negativamente e apanhou um dos escudos no chão.

      -Agora eu preciso ir até o fim.

      Era cruel ouvir isso. Mas o olhar de Clair não era de quem estava disposta a desistir dessa ideia.

      -Eu vou com você. Não saia de perto de mim.

      Clair expressou um semblante agradecido. Seus olhos acompanharam uma grande movimentação no céu. Os demônios começaram a se lançar como bombas. O primeiro caiu há metros de distância de nós, e acertou em cheio um dos bruxos do Coven. Eles afundaram na terra e abriram uma cratera. Ivar estava horrorizado do seu jeito. Mais um deles anunciava chegar, e acertaria em cheio em todos nós. Satoru puxou Nikola e Hisashi para longe, e eu tentei arrastar Clair. Ela se recusou sair do lugar, pois previra que o demônio destruiria a barreira que protegia Bell.

      O demônio estava à poucos metros de nós. Quando notei que não conseguiria tirar Clair de lá, mantive meus braços na frente dos nossos corpos como se eles pudessem nos proteger. Esperei o impacto chegar, mas o demônio parou no meio do caminho.

      Dali, ele foi lançado para trás, longe até mesmo da batalha. Ouvimos um grito ao Oeste.

      -Vocês estão loucos! - Era Moore que chegava gritando ao lado de Kamala. Ele conseguia ter posse sobre os demônios e os lançava sem nem mesmo olhar para eles. Kamala tinha um olhar sério, mas a lamina invisível que a mesma invocada cortava a cabeça de qualquer um que tentava se aproximar deles com leveza. Era assustador e aliviante.

      Eles encararam as raízes que protegiam o corpo de Bell, e olharam para nós.

      -Vocês estão protegendo um corpo? Pelo amor de...

      -Querem que eu leve ele para o Coven? - Kamala interrompeu - Posso fazer isso.

      Clair ergueu o olhar e assentiu com urgência. Kamala não perdeu tempo e perfurou o solo com o ar. Ela arrancou as raízes e fez do escudo um cesto. Aquilo trouxe ainda mais atenção dos demônios. Moore pigarreou e fez ainda mais esforço para poder impedi-los. Kamala passou a correr em disparada para o Coven, e me posicionei à sua frente para derrubar quem estivesse em nosso caminho.

Moore e Clair estavam logo atrás. Clair passava a se manter mais ativa lançando esferas de fogo neles. Houve um momento em que Hisashi estava ao meu lado, me ajudando a abrir o caminho.

-Mais rápido! Mais rápido!

-Estou fazendo o melhor que eu posso! – Kamala gritou.

A colisão do fogo com os demônios resultava em grande explosões acima de nós. Não estávamos em nem metade do caminho. Uma sombra enorme cobriu todos nós, e tudo o que eu pude ouvir foi a voz de Moore.

-Cuidado!

-Clair-

Aquele chiado no seu ouvido. O chiado que vem após uma grande explosão. Eu nunca consegui dar outro nome para ele, mas dessa vez, ele foi insuportável. Pude jurar que estava surda.

Meus olhos se abriram quando eu senti alguém me puxar, e tentar me levantar. Era o rosto de Nick. Sua testa sangrava, e ele se esforçava de verdade para poder me manter de pé. Nick gritava algo, mas eu não conseguia ouvir.

Apertei meus olhos com força, Nick me segurava pelos dois braços. Procurei os outros ainda tonta. Kamala estava inconsciente no chão, Moore estava logo ao lado, sendo arrastado por Hisashi. Não havia como saber se estavam vivos ou mortos, mas eles estavam completamente feridos.

Nick colocou as duas mãos no meu rosto e me fez fitá-lo. Eu senti que vomitaria pela tensão. O semblante desesperado dele me destruía.

Como eu pude permitir que todos passassem por isso? Como eu pude permitir que você passasse por isso, Nick?

-Acorde! – Ele gritou – Eu estou aqui!

Logo atrás dele, um bruxo vinha em disparada com uma lança negra. Ele a erguia disposto a acertar Nick. Ergui minha mão acima do ombro dele, e lancei uma rajada de fogo na direção do bruxo. Nick se encolheu, e olhou para trás para ver o resultado.

O bruxo incinerado.

Nick arregalou os olhos e olhou para mim.

-Como você...

-Belladonna! – Hisashi gritou. Nos viramos sem pensar.

Animais vinham em disparada em direção do corpo. Alguns já mordiam as raízes, e tentavam escala-las. Nick apanhou sua espada, e eu ergui minhas mãos por puro instinto. O fogo saiu delas sem que eu pensasse em invoca-lo. Ele cobriu os lobos e qualquer bruxo que se aproximasse de Bell.

Bruxos avançaram para poder me conter, mas eu apenas apontava minhas mãos para eles.

Pelo meu canto de olho, o tom negro de um capuz que já me era familiar passou. Eu o acompanhei atenta, e estremeci pela tensão.

A mulher de capuz passara correndo, derrubando os bruxos do Coven. Ela corria em direção do Coven.

Meu instinto falou por mim, eu fechei meus punhos rangendo os dentes.

-Protejam a Bell! – Gritei passando a correr.

-Clair! Não! – Nick gritou. Mas eu já estava longe.

-Hisashi-

Caminhei lentamente cortando tudo que havia na minha frente. O vazio no meu peito não conseguia ser preenchido por nada.

A visão de Bell morta, de sua cabeça nos meus braços só me deixava mais irritado. Eu sentia minhas veias sobressaltado, sentia o gosto do veneno em minha boca, aquilo significava que provavelmente alguns órgãos estavam sendo alterados pelo excesso de veneno novamente como quando eu era mais novo.

O gosto de veneno juntamente com sangue tomava minha boca, limpei a mesma com as luvas que eu usava o couro era corroído. Senti minha cabeça pulsar e os gritos do campo de guerra ficarem cada vez mais distantes, a energia emanava de mim, eu era puro veneno. Concentrei minha energia em minha katana, notando que os lobos não se aproximavam mais de mim, mas sim do corpo de Bell, e Nick não tinha escolha a não ser matá-los.

-Nick! – Gritei correndo até ele, o mesmo se virou sem pensar – Faça uma barreira ao redor de Bell!

Meu olhar era de súplica. Ele deu um suspiro exausto, mas assentiu.

-Lide com os lobos. Mas eu não sei se eu vou conseguir.

Nick segurou a relíquia e se ajoelhou no chão. Ele colocou seu punho sobre a terra e fechou os olhos. Demoraram muitos segundos, mas uma energia passava ao redor do corpo e o rodeava. Nick tinha uma clara expressão de dor e esforço. Seu nariz sangrou quando o circulo se fechou e um grande escudo se formou para proteger o corpo.

Nicholas caiu para trás exausto, mas ele havia conseguido. Satoru o segurou  enquanto Nikola os protegia firmemente.

Caminhei novamente para onde estava o corpo de Bell e talvez por algum delírio meu eu vi sua mão se mover.

Olhei novamente só que mais de perto e dessa vez seu braço se moveu indo em direção ao seu pescoço.

-Nick! – Gritei. E ele ergueu o rosto grogue, com Satoru o ajudando a se erguer. – Eu acho que ela está viva.

Nick imediatamente veio em minha direção e olhou o corpo. Seus olhos estavam arregalados e sua boca entreaberta.

- Ela está procurando a cabeça.

Imediatamente tentei invadir o escudo para poder juntar os dois, mas Jasmine gritou meu nome.

-Não interfira. A natureza e o próprio corpo dela tem que fazer isso, a natureza vai decidir se ela irá voltar ou não, é a lei da troca.

Eu olhei para Jasmine que me encarava seriamente.

- Vamos cuidar para que ninguém chegue perto do corpo.

Eu olhei para ambos.

-Nick, você consegue lutar?

Nick se endireitou e puxou o ar. Ele ajeitou a relíquia que o mantinha forte e deu o seu sorriso de canto.

-Fácil, fácil.

- Jasmine, quanto tempo?

- Cerca de uma hora ou duas se o corpo dela decidir voltar e conseguir.

-Ótimo, temos trabalho a fazer.

-Clair-

-Você! 

Ela se virou. Seus olhos estavam arregalados por pura adrenalina. A mulher do capuz esboçou um sorriso empolgado e voltou a correr. Direcionei minhas mãos para ela, e a acertei um uma rajada flamejante. De inicio, o corpo dela parecia absorver o fogo, mas a rajada durou tempo o suficiente para ela não conseguir conter.

Eu a derrubei. E não parei de correr até alcança-la.

-Eu vou matar você! – Gritei subindo por cima dela.

Um bruxo apareceu atrás de mim, e puxou meu pescoço por uma corda de sombras. Ele me puxou para o outro lado, e a mulher voltou a correr. Ela me lançou um olhar malicioso antes.

-Venha me pegar, Lancastre.

Me debati procurando o fôlego, o momento em que meus pés conseguiram firmeza no chão, eu forcei meu corpo para frente, o jogando. O mesmo não perdeu tempo e se ergueu, conjurando um chicote negro e esfumaçado.

-Lancastre! Se abaixe! – Eu ouvi atrás de mim. Me abaixei por instinto, e senti um vento forte passar por mim. O bruxo se esquivou também, e revidou lançando sombras. Mas elas foram barradas e lançadas contra o mesmo com um vento. Me virei para poder ver quem batalhava contra o bruxo, saindo do centro.

Meredith. A anciã do ar. Ela movimentou suas mãos com firmeza e decapitou bruxo em segundos.

-Não tente alcança-la! É perigoso demais! – Ela gritou.

-Ela vai invadir o Coven!

-Rogers e os outros não vão permitir! O exército é que não pode avançar!

-Claire! À esquerda! – Outra voz me gritou. Era a de Django.

Uma bruxa avançava com uma raiz violenta à frente. Elas pararam à centímetros de mim e se incineraram. A chama saiu de mim. Eu senti. Mas ela não havia sido conjurada.

Meredith não perdeu tempo e a decapitou também.

-Você está bem? – Django indagou parando ao meu lado. Ele ofegava, e tinha um corte fundo no rosto.

-Não enquanto ela continuar viva.

-Em guarda! – Meredith gritou. Mais bruxos avançavam. Django e eu nos posicionamos, e voltamos a lutar.

Dessa vez, um bruxo do fogo veio na minha direção. O combate deixou de ser de poderes, e fomos corpo a corpo. Django e Meredith estavam ocupados com outros, e por alguma razão, eu me sentia cheia de energia.

Ele golpeou meu rosto com um chute certeiro, mas eu o derrubei antes mesmo de chegar ao chão com uma rasteira. Chutei seu rosto quando ele caiu, mas ele nem mesmo se abalou, e montou em mim. Suas mãos apertaram o meu pescoço, eu cogitei conjurar uma explosão, mas aquilo já atingiria os outros, e eu já não sei se conseguiria ficar consciente.

Meredith lutava logo ao lado, mas sua atenção foi para mim. Ela ergueu suas mãos e o decapitou com um golpe certeiro, e manteve seus olhos em mim enquanto eu me erguia.

-Você está bem?

Assenti para ela me recuperando. Ela deu um sorriso aliviado, perdendo o foco da sua própria batalha. O bruxo que batalhava contra ela encontrou uma brecha para atingi-la.

Eu não tive tempo de gritar.

Uma adaga de sombras acertou o pescoço dela, e chegou a atravessá-lo. Meredith arregalou os olhos e caiu.

-Não!

Ergui minhas mãos para ele e o lancei longe com uma rajada. Parei ao lado dela e tentei levantá-la, mas ela segurou meu braço, balançando a cabeça negativamente.

Django parou ao nosso lado, dando cobertura. A dor fazia com que os olhos da anciã lacrimejasse, e eles se mantinham fixos sem mim.

-M-e...m-e des....

-Eu posso tentar te levar para o Coven! Podemos tentar te salvar! – Eu gritei, mas ela continuou negando.

Sua mão envelhecida e ensanguentada tocou meu rosto. Ela tocou exatamente onde havia me golpeado dias atrás. Meu corpo se arrepiou. Ela ainda se esforçava para falar.

-M-e ...d-es-cul..

-Está tudo bem.  Está tudo bem.

Ela se silenciou com um olhar agonizado e começara a se sufocar com seu sangue. Eu queria poder fazer algo, mas já não havia o que ser feito. Django tentou me levantar, mas eu só consegui quando tive certeza que ela havia partido.

-Precisamos continuar! Não havia como ajuda-la! – Ele gritou me levando para longe. Ali, no mesmo lugar, ficou o corpo da anciã do ar.

Django me soltou e passamos a correr.

-Eu preciso alcançar a líder deles!

-A doida do capuz é trabalho dos anciões! – Django rebateu – Precisamos focar nos outros bruxos.

Neguei com a cabeça e procurei a mesma com os olhos. Django ficou profundamente irritado quando notou que eu consegui a avistar e passei a ir atrás dela.

-Lancastre! Isso é loucura!

     

     

     

     

     

        -Bell-

     Denso. Está tudo denso.

      Essa é a sensação? Um fio cortante laceava minha língua. Eu tentava falar, mas não conseguia.

       Como se mover quando não se sente o próprio corpo? Como resistir quando você sabe que a morte está te levando? 

        O chão passa a me engolir. O chão passa a vencer.

       Eu não posso. Eu não posso morrer agora.

       Eu preciso encontrar meu corpo.

      -Ele está à sua direita. Direcione as raízes. - Eu escuto no eco.

      Eu obedeço, e direcionou tudo de mim para a direita. Meu esforço dói, sinto minhas veias pedirem para que eu desistisse a cada pulsação de sangue que saia do corte certeiro.

       -Não desista agora. - A voz insiste.

      As raízes se rastejam no escuro, e iluminam a terra que passam, eu vejo meu corpo no chão.

       -Concentre.


Notas Finais




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