História Secret Desire II - Capítulo 34


Escrita por:

Postado
Categorias Andrew "Andy" Biersack
Visualizações 44
Palavras 1.485
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi! Eu so queria dizer que vocês são lindas e eu amo cada uma! Pra quem tá meio perdido, deixei um recadinho aqui perguntando sobre o que achariam de ler num capítulo com narração da Nathaly. Algumas abraçaram a ideia e me incentivaram, então decidi escrevê-lo. Aviso de antemão que não vai ser só um capítulo, pois eu quero contar lar te da história dela com o Andy pelo ponto de vista dela, então talvez sejam uns quatro capítulos narrados por ela. Começando com esse que conta como ela e Andrew se conheceram. Espero que gostem.


Boa leitura 💜

Capítulo 34 - Capítulo Trinta e Quatro


Nathaly


Sete anos antes


Era impossível trabalhar com Bob. Primeiro por ele ser um egoísta de merda, segundo porque eu odiava a maneira como ele falava como se eu fosse morrer sem ele por perto. Depois de uma das nossas discussões eu deixei o "La Fame" com o intuito de nunca mais voltar pra lá, mesmo que o frio castigasse as minhas noites. Eu ainda tinha aquele muquifo pra deitar e dormir numa das esquinas mais movimentadas, e poderia sim trabalhar por conta própria. Você sabe, aquela velha história de: mais dinheiro pra mim e ninguém pra "roubar" boa parte dos lucros.

Eu não me orgulhava disso. Não ficava nada contente com os olhares que recebia na rua quando voltava pra casa, e gostava menos ainda de ser conhecia como uma puta. Era uma merda sair pela manhã e encontrar uma cara que passou boa parte da noite comigo sentado com a família tomando café, como se fosse o homem mais exemplar da face da terra.

Naquela madrugada em que joguei na cara do Bob que seria bem melhor do que aquela boate nojenta, resolvi voltar pra casa, tomar um banho, tirar aquele cheiro de puta do meu corpo e dormir pelas próximas horas. Não me lembro exatamente que horas eram, mas havia um barzinho aberto, lotado dos homens que se perdiam na madrugada e provavelmente deixavam a esposa preocupada em casa. A música podia ser ouvidas a quilômetros dali, mas o clima aparentemente não condizia nada com a melodia animada.

Em uma das mesas na calçada havia um homem sentado sozinho, com uma garrafa de conhaque à sua disposição e o copo vazio na mesa. Ele era diferente dos caras que eu conhecia. Não apenas no quesito beleza, mas em tudo. Ele não me parecia o tipo que estava fugindo da esposa encrenqueira, nem que tinha uma família com a qual tomaria café da manhã no dia seguinte. Ele parecia "triste" de alguma maneira, sozinho, como se aquilo ali fosse apenas uma válvula de escape que não funcionava como deveria. Eu poderia apenas ter passado despercebida, seguido caminho e dado o fora, mas minha natureza feminina me obrigou a fazer completamente o contrário.

Me sentei com ele esperando ouvir os xingamentos e ser escurraçada como um vira-lata, mas ao invés disso ele apenas levantou os olhos e me encarou. Talvez estivesse pensando na melhor forma de me mandar sair, ou então quisesse mesmo ficar em silêncio apenas olhando pra mim como se tentasse entender o que a puta estúpida estava fazendo ali.

-Sentou pra fazer companhia pra minha solidão?- a voz não demonstrava embriaguez, e eu pude confirmar pela quantidade de bebida na garrafa

-Talvez. Ainda não me disse do que precisa.

-Quer um copo?

-Eu não costumo beber enquanto trabalho.

-"Trabalho"... essa palavra tem me dado nos nervos ultimamente.- ele riu fraco

-Eu sou Nathaly.- estendi minha mão até o centro da mesa, mas ele não encerrou o cumprimento

-Esse é o seu nome noturno?- tive que rir

-Não, senhor. Esse é mesmo o meu nome.

-Você soa como a minha secretária. "Sim, senhor. Não, senhor."

-Ainda não sei o seu nome, e pela maneira que se veste parece ser bem cordial.

-Os caras com quem se deita gostam da sua formalidade?- ele não parecia estar tirando sarro. Na verdade, mostrava mesmo estar intetessado

-Alguns nem gostam de conversa, e eu prefiro assim também. É bom pra evitar laços afetivos.

-É uma maneira inteligente de pensar. A formalidade distância afetos. Agora me diga, porque parou aqui?

Eu não tinha a mínima ideia do que pensava estar fazendo, mas não queria sair dali.

-Não sei. Eu só quis me sentar aqui com você. Mas se quiser posso ir embora, já que eu deveria ter feito isso de qualquer maneira.

-Não precisa. Acho que vai ser bom ter uma companhia. Vou pedir um copo pra você. Já que está aqui, faço questão que tome pelo menos uma dose comigo.


-x-


-E é por isso que às vezes venho pra cá.- ele falou -É uma maneira de me enganar.

-Você tem sorte por ter nascido em berço de ouro.

-Não chamo isso de sorte. Vai por mim, é uma merda você ter que fazer algo por pressão dos pais. E quando você dá algum problema, mesmo que seja uma única maldita vez é como se tivesse atirado pedras na cara deles.

-Eles só se preocuparam com você. Os meus pais nunca deram a mínima pro meu futuro, nem me incentivaram a fazer algo realmente bom pra ele. O resultado disso tudo foi uma garota de dezesseis anos que fugiu de casa e começou a trabalhar na noite pra pelo menos sobreviver.- tomei mais um gole da bebida

-O que queria fazer por você? Pelo seu futuro?

-Bem, você vai achar tolice.

-Tolice ou não é o seu sonho. O que eu ou aquele cara na outra mesa pensamos não interessa. Me diga.

-Eu sempre quis ser modelo. É bobagem. O tempo pra ter conseguido pelo menos um teste já passou.

-Não se eu puder fazer alguma coisa.

-Não há o que fazer. Eu sou "velha demais" pra indústria.

-É só falar com as pessoas certas.

-Aí está o problema. Eu não conheço as pessoas certas. Agora me diga, e você? O que queria fazer antes de assumir uma empresa?

-Não é que eu queria algo diferente. Na verdade eu nem sabia o que querer. Hoje eu só quero...só preciso desacelerar. Aproveitar mais o meu tempo. Mas é tanta coisa pra me preocupar que o meu tempo acaba se tornando o tempo da empresa.- ele ficou encarando a parte descascada do papel da mesa, antes de cuticá-lo e arrancar um pedaço

-Vem.- eu me levantei

-O quê? Pra onde?

-Aproveitar pelo menos um pouco do seu tempo.


Eu o puxei pela mão antes que ele pudesse dizer alguma coisa. Nós passamos pelo interior do bar como um foguete, e eu só parei de puxá-lo pela mão quando já estávamos trancados num dos banheiros. Os olhos dele eram uma completa confusão, e pra falar a verdade até eu estava confusa com aquilo. Com Bob eu tinha de esperar os caras se aproximarem antes de ouvir o que queria e finalmente fazer alguma coisa. Mas com ele... Foi como se o meu corpo me obrigasse àquilo porque precisava fazer.

Eu ajoelhei na frente dele e sem pedir permissão desfivelei o cinto e desci o zíper. Ele ainda não estava desperto, mesmo assim desci a boxer e o manuseei lentamente, assistindo-o crescer na minha mão. Aqueles olhos estavam cravados nos meus dedos, acompanhando o subir e descer em seu membro. Assistindo, esperando, até que eu finalmente o abocanhei. O som que ele emitiu quando o tomei em meus lábios foi a coisa mais calorosa que ja recebi em anos. Era como se a partir dali, ele me venerasse de algum modo. E ouvir os mesmos sons, com o mesmo toque de prazer, repetidas vezes enquanto ele estava em minha boca, fez o meu ego inflar e incentivar a prová-lo com mais vigor.

Eu não queria acabar rápido demais, por isso desacelerava e segurava pra não rir quando ele praguejava. Queria que ele se lembrasse de mim quando acordasse amanhã, queria que ele pudesse receber isso de outra pessoa e a minha imagem ajoelhada na frente dele invadisse sua cabeça no mesmo instante. A ponta dos seus dedos estavam esbranquiçadas pela força que ele os pressionava contra a parede, gotículas de suor se formavam em sua testa e eu o senti inchar um pouco mais em minha boca. Estava perto. Muito perto. Continuei os movimentos agora um pouco mais rápido, pressionando a extensão do seu membro com os lábios. Seus sons se tornaram mais urgentes e precisos, uma rápida espiada e eu o vi apertar os cabelos num sinal claro de que aquilo era suficiente. E então eu o senti se derramar na minha língua. Quente e viscoso. O segurei em meus lábios até a última gota. Até ouvir o último suspiro satisfeito, e depois de deixá-lo perfeitamente limpo o liberei, subindo o zíper e fivelando o cinto.

Ele me surpreendeu me erguendo pelos braços e me tomando com propriedade num beijo longo, ignorando o próprio gosto, apenas aproveitando aquele momento.


-Não me entenda mal, mas isso não é o tipo de coisas que eu faria sem uma camisinha.- ele se afastou um pouco

-Não se preocupe com isso. Talvez eu cobre por uma na próxima vez.- ele riu

-Quanto devo a você?

-Nada. Não precisa se preocupar com isso também.

-Não posso aceitar assim.

-Então talvez me pague na próxima vez.- eu abri a porta e saí -Espero que tenha um ótimo restante de noite.

-Não quer que eu a leve pra casa?

-De maneira nenhuma. Não termine sua garrafa, não vai haver uma próxima vez se dirigir embriagado.

-Eu prometo.

-Obrigada por isso, Sr. Biersack.

-"Andy". Eu prefiro assim.

Depois daquilo eu fui embora. Andando depressa pra chegar logo em casa e poder tomar um banho pra dormir. Sabia que seria difícil tirar aqueles olhos da memória, mas não faria questão nenhuma de lutar contra a lembrança deles sobre mim.


Notas Finais


Então é isso, me digam o que acharam dessa primeira parte. Até o próximo.

Beijo!


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