História Secret Love Songs - Capítulo 6


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Categorias Asa Noturna, Justiça Jovem, Novos Titãs (Teen Titans)
Personagens Asa Noturna, Bart Allen, Ciborgue, Estelar, Mutano, Personagens Originais, Ravena, Richard John "Dick" Grayson, Wally West (Kid Flash)
Tags Asa Noturna, Bbrae, Capuz Vermelho, Cybee, Dickkori, Estelar, Estrela Negra, Jason Todd, Mutano, Ravena, Robin, Robstar
Visualizações 145
Palavras 2.543
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


ALERTA COLOQUEM OS COLETES À PROVA DE BALA PQ OS TIROS TÃO CHEGANDO!

Capítulo 6 - Yeo-seot


Fanfic / Fanfiction Secret Love Songs - Capítulo 6 - Yeo-seot

— Ninguém vai me impedir de sair daqui, não! — Jay esbravejou de braços cruzados. Ele e Richard permaneciam em pé, se enfrentando através dos olhares severos. Dick não concordava que Jason saísse do esconderijo.

Já estavam trancafiados ali há pelo menos uma boa quantia de horas, mas ainda não havia qualquer sinal externo de que estavam seguros. O alarme não tocava mais, embora isso não significasse nada.

Apesar de todos os riscos, Jason queria sair por um único e motivo: Koma ainda não tinha voltado. Ele contou todos os minutos passados desde que entrou. Viu as horas passarem devagarinho e contou uma por uma, duas, três, quatro até completarem 9. O que era no mínimo estranho, visto que Jason e Koma nunca tinham sequer se falado! Nada, nem uma única palavra, apenas trocado um olhar relativamente — lê-se longuíssimo — longo quando se viram pela primeira vez.

Tirando isso não existia nada mais entre eles. Então porque o peito dele insistia em apertar quando pensava na ausência dela? Koma era quieta, ficava ouvindo música no seu canto a quase ou todo momento e quando a ouvia falar era para reclamar de como ser uma princesa era chato. Porque estava tão interessado nela? Komand'r não parecia interessante à primeira vista, ignorando a aparência bela e exótica. Parecia só mais uma mulher no vasto universo, quieta e reclamona.

E não era nada clichê. Koma não era gentil, exemplar ou moldável, e ela não tinha catado os livros de Jason quando se esbarraram no corredor como acontecia em filmes. Então, ele só se perguntava como podia estar tão fascinado com o jeito dela? Sua mãe era uma mulher maravilhosa, responsável, amorosa e todos os o adjetivos positivos que se conseguem dar alguém, mas porquê ela o lembrava tanto Koma? Como era possível serem tão parecidas e maravilhosas de jeitos diferentes se Jason as julgava o completo contrário uma da outra?

Estranho... muito estranho no mínimo, isso sim.

Mas Jason não queria lutar contra porque não valia a pena e estaria adiando o inevitável. Jason não era de adiar nada.

Se seu coração queria procurar Komand'r, ele o faria.

— Jay, você não pode! Eu sei que está silencioso há tempos, mas e se ainda não tiverem matado todos os rebeldes? Podem existir dois ou três vivos, esperando um alvo fácil para...

— Não sou um alvo fácil e eu estou indo. Você me treinou, Dick, eu com toda certeza não sou um alvo fácil. Vou sobreviver e são só alguns minutos! — nem ele próprio sabia porque estava se justificando já que justificações eram a última coisa que Jason costumava oferecer aos familiares, mas desde que chegara em Tamaran algo estava mudando.

— Jason, já falei que não! — repetiu Bruce. — Não vou deixar você ir e bancar o herói. Quando nos vierem avisar que já está tudo seguro lá fora a gente sai.

— Pai...

— Deixe o menino ir, querido. — pediu Diana com um sorriso gentil. Levou seus dedos aos fios de cabelo pretos do filho e ajeitou, piscando para ele, que tinha uma cópia exata dos seus olhos. Acabou por sussurrar cúmplice: — Anjo, você não me engana, eu vejo que está preocupado com Komand'r. Vá!

— Obrigada, mãe! — agradeceu, sorrindo pequeno e se virando para sair daquele esconderijo.

Sair dali foi como um alívio enorme. Psicólogo claro, porque existia oxigênio em ambos os sítios, porém se sentia mais livre ali fora. Em paz.

O que era até irônico pois ele viu corpos espalhados pelos corredores e isso tinha tudo menos paz. A primeira coisa que fez, foi se dirigir ao seu quarto para buscar seu capacete e procurou por Koma em todo o caminho.

Ia abrir a porta de seu quarto — arrombar, diga-se de passagem já que as portas em Tamaran eram automáticas e todas elas trancaram quando o alarme acionou durante o ataque — quando reparou que já se encontrava aberta, mas para sua surpresa viu tudo tal e qual como deixou quando acordou de madrugada e saiu às pressas. Estava absolutamente intocado. Nem as roupas espalhadas pelo chão se tinham movido um centímetro.

Isso significava que ninguém tinha entrado ali, ou a porta apontava mesmo algo anormal?

Verificou sua cama e quase morreu do coração ao ver que o lugar onde antes seu capacete se encontrava estava vazio. Se engasgou com a saliva, desatando a tossir baixinho.

— Apareça, rebelde! Vou matar você com as minhas próprias mãos! Gostou de ver seus amiguinhos mortos lá fora? — ouviu uma voz feminina ameaçar.

Jason respirou uma, duas, três vezes antes de seu cérebro juntar o útil ao agradável e óbvio e associar aquela voz à da pessoa que tanto procurava.

— Komand'r? — porém, se virando para trás reparou que não era bem assim. Deu de cara com uma garota morena de cabelos pretos e molhados, apontando um starbolt e vestida com roupas estranhas e curtas que por um pequeno momento o desconcertaram. Ao vê-lo, a mulher gritou e como resposta Jason gritou também. — É você, Komand'r? Está usando uma... máscara?!

— O quê? Quer dizer, não sei do que você está falando. Eu não sou a Komand'r. — negou calmamente, como se Jason não fosse reparar na respiração desregulada e rápida só pelo seu tom de voz. — Blackfire, esse é o meu nome.

— Confesso que estou surpreendido. — disse, ainda de olhos arregalados. — Eu pensei que só a família real da Terra tinha esse costume de ser herói mas em Tamaran também é assim?

— Já falei que não sou a Komand'r!

— Como não? Pintar seu cabelo e usar essa coisa roxa na cara não muda nada! Sua voz é reconhecida de longe, Komand'r.

A mulher suspirou derrotada, retirando a máscara. Jason ainda se perguntava como tinha pintado o cabelo se ainda no jantar da madrugada anterior a tinha visto de cabelo roxo.

— Você é algum detetive, só pode! Por X'hal, Jason Todd, nem meus pais me reconhecem e você sim?

— Reconheço você porque também sou um herói, garota. A diferença é que eu fui mais esperto e usei um modificador de voz. — suspirou se levantando relaxado. — Que susto você me deu.

— Então você é um herói... — repetiu, ainda da porta do banheiro. Jason só reparou que a porta de seu banheiro estava aberta e de lá saía uma quantidade de vapor no momento seguinte. — Isso explica essa coisa.

— O meu capacete! — comemorou aliviado se aproximando para pegar o objeto vermelho, mas Koma deu um passo recuando para dentro do banheiro. — Ei!

— Eu só vou devolver isso quando me prometer uma coisinha. Não vai contar nada para os meus pais, entendeu? Você não viu coisa alguma me envolvendo, certo, garoto terrestre? Porque se tiver visto eu lamento muito em avisar que estarei levando esse belo capacete vermelho para meu quarto. Uma pena, não?

— Tá bom! Eu não vou contar nada, pode deixar. Mas me prometa que também não vai falar sobre mim.

— Não ganharia nada com isso. — deu de ombros, ajeitando os cabelos encharcados sorrindo, ao que os fios antes negros começavam a ficar roxos por ela ter voltado a ativar a absorção de luz solar. — Pegue.

Atirou o capacete escarlate para ele com indiferença, enquanto Jason quase se matou para o agarrar de tão rápido que se mexeu.

— Vai voltar e ter com seus pais? Eles estavam preocupados. Até me pediram para vir procurar você. — escusado era dizer que tinha omitido algumas partes desinteressantes, mas de certa maneira não estava mentindo. Os pais dela ficaram preocupados de verdade.

— Não. — respondeu. — Vou ficar dando algumas voltas por aqui, e você?

— Falei que só voltava com você. — mentiu mais uma vez. — Por isso sem chance. A não ser que você não se importe que os seus pais fiquem sabendo que tomou banho no meu quarto.

— É... Sobre isso...

— Tanto faz, você já tomou mesmo. — cortou rapidamente saindo do quarto. Koma seguiu-o, guardando a máscara numa das gavetas do banheiro sem nem reparar na sua ação. — Vamos mesmo ficar vagando por aí?

— Tem alguma ideia melhor?

— Bom, ficar por aí andando entre corpos mortos não parece uma boa ideia.

— Ficar dentro de um quarto sem nada para fazer também não parece uma boa ideia, mas e aí, o que é que você prefere?

Jason suspirou olhando em volta. Apesar de ficar sozinho com Koma em qualquer opção que fosse escolher, se trancar com ela em seu quarto não parecia a melhor coisa a se fazer. Lá fora havia luz, barulho e coisas para se distraírem. Em seu quarto tinham vapor de água saindo do banheiro e cuecas no chão.

Com certeza, Jason iria com Koma lá para fora.

– Vamos logo.

(...)

Dick respirou fundo pela décima quarta vez desde que Jason tinha saído. A preocupação fervia em sua mente criativa, que passara todo aquele tempo imaginando as possibilidades de algo acontecer com seu irmão e como seriam. Os pés já ardendo como se tivesse um formigueiro passeando em seus membros inferiores de tanto dar voltas ao esconderijo. De vez em quando seus olhos desviavam para seus pais que mantinham uma conversa com os reis de Tamaran há horas.

Céus, adultos eram tão aborrecidos assim? Dick não queria ser assim quando fosse rei. Não podia ficar um minuto falando sobre negócio, quem diria a vida inteira?

– Pare de andar. – Kori pediu, encostando a cabeça na parede devido à dor em seu pescoço. – Está me dando tonturas com essas voltas todas. Vai fazer uma hora e meia que está aí.

– Tudo bem. – suspirou, se sentando no chão, de frente para a princesa. Ficaram por alguns segundos se olhando em silêncio, perdidos nos olhos um do outro, até Dick o quebrar. – Você está bem? Todo mundo esteve preocupado com o Gar e a Koma. Ninguém verificou você, pois não, Kori?

A garota sorriu, mas Grayson notou uma melancolia disfarçada em seus olhos.

– O que prefere que eu fale? O que você quer ouvir ou o que eu quero dizer? – respondeu, baixinho.

– Seja sincera.

– Estou ótima. Meu pescoço dói, tenho montanhas de papéis para assinar quando sair daqui, aulas de etiqueta para ter, postura para treinar, minha irmã está desaparecida e vou casar com um desconhecido. Não podia estar melhor!

– Já entendi. Eu sei o que você quer dizer. Ser o herdeiro tem os seus defeitos, não é? Também não suporto na maioria das vezes, Kori, mas é pelo povo.

– Me falam isso sempre que eu peço para desistir. Me chamam de fraca e egoísta, dizem que não penso no meu reino, mas será que eu sou mesmo uma princesa horrível e egoísta por pensar em mim primeiro uma única vez? – Kori virou a cara, com os olhos cansados e desgastados. Ela era sempre tão alegre, porque parecia mais murcha do que nunca, agora? – Sou tudo eu, eu, eu. A dama perfeita, a aluna perfeita, a guerreira perfeita, a princesa perfeita. Perfeição... Como eu odeio essa palavra.

– Perfeição é relativa. A sociedade impôs o padrão como sendo o perfeito e cobrado para todo o mundo, mas você não precisa segui-lo, Kori. – Dick confortou, colocando uma mão no ombro da garota e apertando levemente.

Kori sorriu pequeno, quase imperceptível, mas Dick viu e sorriu junto, feliz por a ter animado pelo menos um pouco.

– Obrigada, Richard.

– Sem problema, Kori. – Dick percorreu o corpo sentado da princesa com os olhos, mas não o analisando de uma má maneira. Estava prestando atenção aos machucados, os listando mentalmente.

Murmurou um "já volto" e foi pegar a caixa de primeiros socorros. E já que todo mundo parecia ter esquecido que Koriand'r também estava ferida depois de toda a confusão com Garfield, Dick se auto nomeou responsável por cuidar dela.

Quando andou até Ravena e Garfield para pedir os materiais, deu de cara com os dois, dormindo, de mãos dadas. No principio ficou sem entender e meio chocado, mas acabou por sorrir, pegar a caixa e sair dali antes que os acordasse.

Eles faziam um bom par, mas Grayson se sentiu um pouco mal por lembrar a quem estavam prometidos.

– Porque trouxe a caixa de primeiros socorros? – Kori perguntou vendo a caixa branca nas suas mãos.

– Nada de se fazer de desentendida, senhorita! Vim tratar desses seus machucados, Princesa Koriand'r.

– Olha, pronunciou certo! – sorriu para ele. – Mas ainda prefiro Kori. Ah! E como você descobriu os meus machucados?

– Não é fácil não reparar, Kori. – respondeu apontando os machucados espalhados pela pele morena.

– Certo. Mas não precisa, eu mesma posso limpar.

– Deixa, sério. Me deixe cuidar de você. – piscou vendo a princesa arregalar os olhos ao ouvir a última frase.

Kori se perguntou porque o seu coração bateu tão rápido ao ouvi-lo e porque acelerou mais ainda quando os dedos dele tocaram seu queixo para virar a cabeça, com delicadeza, e cuidar do machucado em sua cara.

– Feche os olhos. – pediu, se aproximando mesmo que já estivessem perto demais. Kori se arrepiou e rezou para que Grayson não tivesse notado. Sentiu um algodão macio arrastando levemente pelo corte pequeno em sua bochecha. Ardeu um pouco, mas nada que ela não pudesse aguentar. – Pronto, agora vamos tratar esse braço.

Os dedos esguios dele não eram macios, pelo contrário, estavam cheios de calos e os nós dos dedos com roxos de tanto dar socos, mas o toque de Richard era tão cuidadoso e carinhoso, a tocando como se se tratasse de cristal que Kori não conseguiu sentir desconforto algum, que não fosse a saudade antecipada de seu toque quando Dick se afastasse.

Observou a forma como ele ficava concentrado, com suas sobrancelhas que se juntavam e a maneira que colocava a lingua de fora, mordendo-a levemente. Analisou os olhos azuis marinhos, tão profundos quanto o oceano, que apesar de Kori nunca ter conhecido pessoalmente, podia ver perfeitamente refletido nas iris azuladas e brilhantes.

Nunca tinha tido tempo de reparar no quanto ele era bonito e também não tinha se dado ao trabalho de analisar assim tão de perto, até agora.

– O que foi? – se surpreendeu, assim que Dick desviou os olhos da ligadura que enrolava em seu antebraço e levantou a cabeça. Kori quase derreteu ali mesmo quando se deu conta de que estavam tão perto que seus narizes se tocavam. Ela corou, mas Dick não pareceu notar a proximidade já que a olhava com tanta curiosidade. – Eu tenho alguma coisa na cara?

Kori ficou mais vermelha ainda, sem saber o que dizer. Acabou por decidir mentir. Que outra desculpa ela poderia dar para estar o observando tanto assim?

– T-Tem, tem sim. – sussurrou, porque naquele momento era o máximo que conseguia dizer. Sem dar por si, sua mão tocou a bochecha de Dick, esfregando o polegar devagarinho na pele macia.

– Saiu? – sorriu ele.

– Saiu. – respondeu, sorrindo envergonhada.

– Você também tem uma coisa aí. – arregalou os olhos quando Dick sorriu de lado e se aproximou mais ainda, a ponto de se beijarem se algum deles se mexesse apenas alguns centímetros.

– R-Richard?

– Estou tirando... – respondeu baixinho, levando ambas as mãos para o rosto da princesa. Kori se encostou na parede aumentando o espaço entre eles, mas Dick avançou, ficando parado por um segundo. Kori não colocou as mãos no seu peito para o empurrar, muito menos para o machucar. Na verdade, contra todas expetativas, ela enterrou os dedos no tecido do moletom dele o puxando mais para perto, até finalmente chocar os seus lábios num ato impensado.


Notas Finais


1. QUEM ACHOU QUE ROBSTAR DEMOROU LEVANTA A MÃO!!!

2. O lançamento do mv de 'fake love' e tear dos bts é amanhã E A GENTE TÁ COMO AAAAAAAAAA SÓ SOFRENDO POR ANTECIPAÇÃO

Foi isto amores <3 espero mesmo que tenham gostado e sinto muito por não ter postado mais cedo.

Não acho que esse capítulo ficou bom, mas me esforcei para escrever, por favor, comentem pra me inspirar mais 💞💞💞


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