História Secret Love Story - Capítulo 15


Escrita por: e juliamarigo

Postado
Categorias As Aventuras de Poliana
Personagens Luisa D'Ávila, Poliana D'Ávila Andrade
Tags As Aventuras De Poliana, Débora, Ludébora, Luísa D'ávila, Poliana, Romance Lésbico
Visualizações 70
Palavras 1.823
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção, Hentai, Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, gente! Aqui é a Juli! MIL PERDÕES POR TANTA DEMORA PRA POSTAR!!! Eu e a Enola estamos MUITO corridas com a faculdade e tava bem difícil encontrarmos um tempinho pra postar! Vamos postar mais em breve! Espero que gostem do capítulo!

Capítulo 15 - Capítulo 15


No domingo à tarde, como prometido, as namoradas levaram Poliana ao parque e a garotinha não poderia estar mais feliz, tanto que puxava as mãos das duas mulheres na intenção de andarem mais rápido, por estar posicionada entre as duas.

A cena das três caminhando pelo local era deveras fofa, apesar de Luísa demonstrar certo incômodo pela recém-exposição, porém seus óculos escuros ajudavam a disfarçar sua expressão desconcertada. Pelo menos o fato do dia estar ensolarado na medida certa era uma coisa positiva.

- Tias, muito obrigada por me trazerem aqui! Fazia tempo que a Tia Luísa não saía comigo e agora está melhor ainda com a companhia da tia Débora. – o tom de voz da pequena D’Àvila saiu alto, tamanho entusiasmo.

Luísa deu um sorriso mínimo, observando a sobrinha e seu andar apressado.

- De nada, minha querida. Agora, será que pode andar mais devagar?

Débora ainda não tinha proferido uma palavra, pelo motivo de adorar testemunhar a interação das duas D’Àvilas.

- Tudo bem? – Luísa desviou a atenção da sua sobrinha por um instante para a namorada.

- Tudo sim. Eu gosto de ver vocês duas interagindo. – a confissão da bailarina saiu com certo teor de timidez, e Luísa não deixou de achar adorável.

Logo Poliana juntou – se com algumas crianças mais à frente, sem antes não deixando de ouvir algumas recomendações da magnata, deixando as duas mulheres a sós.

Procuraram um banco mais afastado e que proporcionasse uma visão boa para o local onde Poliana estava brincando, não tendo dificuldade em acha – lo. Por incrível que parecesse, o parque não estava tão cheio naquele dia. 

- Eu tenho certeza que a Poliana ouviu pouca coisa... – Luísa disse meio irritada.

Débora riu da falta de experiência da namorada com a sobrinha. 

- É uma criança, Lu...

A mais velha olhou para o céu em exaustão, sabendo que ás vezes poderia ser muito protetora com a sobrinha, causado pela sua falta de experiência com crianças. Apesar disso, cuidar de Poliana não era mais uma obrigação.

- E você... – virou – se para a bailarina, querendo tirar uma dúvida que pairava em sua cabeça. – Pensa em ter filhos?

A pergunta pegou a bailarina de surpresa, tanto que ela não deixou de lembrar – se da época em que namorava Marcelo e o quanto era difícil lidar com a pressão do homem para ter filhos.

- Eu não sei... – respondeu, sincera. – Quando eu estava com o Marcelo, o sonho dele era ter filhos e ele me pressionava com isso. Claro que eu mentia para ele e concordava, na intenção de tê – lo para mim...

Luísa negou com a cabeça à medida em que ouvia os relatos da mais nova. Sabia muito bem que Marcelo sempre quis ter filhos, mas, valia a pena ele pressionar uma pessoa a fazer o que claramente não queria para satisfazer seu desejo pessoal? Obviamente não. 

- Mas, depois que terminei esse relacionamento e procurei ver a vida de outra forma, não descarto a possibilidade de mudar de ideia. – a bailarina finalizou, vendo a mulher à sua frente sorrir. 

- Tenho que admitir que mesmo que eu não tenha acompanhado o crescimento da Poliana, ainda dá um trabalho danado cria – la. – as duas riram, prestando atenção na interação da menina com as outras crianças – Mas, mesmo que eu tenha me fechado por muito tempo de tudo e de todos, no fundo eu sempre quis ter filhos. 

Pela expressão de Luísa, a professora de dança percebeu que a conversa da mais velha não continha algum tipo de pressão. Era apenas uma conversa com o intuito de ambas conhecerem os desejos uma da outra. 

- Não estou te pressionando a nada, tudo bem? Caso algum dia a gente decida ter filhos ou n-

- Filhos, Luísa? – Débora interrompeu com um ar divertido, não deixando de imaginar as duas cuidando de uma criança no futuro e até gostando da ideia à primeira vista. 

- Eu fui rápida demais, não fui? – a expressão da magnata era de desespero, logo tentando consertar algo que tinha saído da sua boca por impulso. 

Débora incentivou a mulher a prosseguir. 

- Então, se nós continuarmos juntas, teremos muito tempo para analisar isso. – a mais velha corrigiu sua fala. – Sem pressa. 

- Enquanto isso, eu vou te ajudar com a Poliana.

Luísa não deixou de se emocionar ao presenciar a naturalidade com que Débora tinha proferido tal fala, se aproximando da mulher e contendo a vontade de beijá – la, substituindo por um carinho na mão. 

- Obrigada por isso. 

Débora sabia que a dona dos olhos castanhos – esverdeados estava não só se referindo a sua intenção de ajudá – la com Poliana, mas também de todo o amor que ela vinha demonstrando durante esse tempo juntas.

- Eu queria muito te beijar agora... – Débora chateou – se, vendo um sorriso sapeca se formar na face da D’Ávila mais velha. 

A brincadeira das crianças durou bastante tempo, até que Poliana retornou para as duas mulheres à procura de um pouco de descanso e água. 

A mãe de uma das crianças que estava brincando com a pequena D’Ávila passou junto de seu filho perto da três, não deixando de elogiar a menina. 

- Parabéns pela filha de vocês. – a moça demonstrou simpatia. 

Débora quase se engasgou com a água que bebia, olhando rapidamente para uma Luísa totalmente muda, à procura de alguma justificativa. 

- Ela é minha sobrinha... – Luísa sorriu amarelo, procurando desfazer esse pequeno mal entendido. 

A moça pareceu entender, apenas pensando que tinha se confundido em relação ao parentesco da menina. 

- Então, parabéns pela sobrinha de vocês!

Nada mais foi dito, as duas mulheres apenas sorriram um tanto quando sem graça para a mãe do menino, que deixou o parque junto da criança. Estava tão na cara assim? Luísa sabia muito bem que não deveria ter chegado tão perto de Débora a ponto de quase beijá – la, mas ao menos a moça tinha as tratado com respeito, o que deixou a magnata aliviada. 

...

Mais tarde, Joana tinha chegado ao parque na companhia dos dois filhos, despertando a atenção de Poliana, que avisou para as duas mulheres. 

Depois de se cumprimentarem, Débora se prontificou de levar Poliana, Mário e Luigi para comprarem sorvete em uma barraquinha mais à frente, ciente de que Luísa e Joana precisavam de um tempinho a sós. 

As duas mulheres observaram a bailarina acompanhar as crianças.

- Vejo que ela está te fazendo muito bem, Lu. – a dona dos olhos azuis estava satisfeita com a mudança que professora de dança estava causando na vida de sua amiga. 

Luísa olhou desconfiada para a amiga, perguntando – se como ela descobrira do seu mais novo relacionamento, automaticamente respondendo – se. 

- A Cláudia te contou, não foi? Me desculpa, amiga, eu iria te contar. – lamentou – se, amaldiçoando a pressa de Cláudia.

- Tudo bem, Lu. – Joana respondeu, carregando a mesma calma de sempre. – Não estou chateada. 

A tia de Poliana reparou na amiga e sorriu, grata pela compreensão, mesmo que ainda achasse que algo estava acontecendo. 

- O Sérgio não quis vir com você e os meninos? – Luísa indagou, recebendo estranhamento um breve momento de silêncio por parte de Joana.

- É que... - Joana respirou fundo para não se enrolar nas palavras – Eu e o Sérgio estamos em processo de separação. 

A reação de Luísa era pura incredulidade, tentando entender quanto tempo tinha ficado alheia aos assuntos pessoais das amigas. 

- Nós conversamos muito entre nós e com os meninos também. Acho que nosso relacionamento acabou se desgastando com o tempo, Lu, e talvez tenhamos confundido as coisas nesses anos. Somos bons amigos, apesar de tudo. 

A D’Ávila concordou com a cabeça, não procurando questionar e sim entender sua amiga, que explicou – a mais a fundo a situação.

- A Cláudia já sabe disso? – Luísa não deixou de questionar, estranhando novamente a reação da amiga, que corou um pouco com tal pergunta. 

- Já sim. Por isso que estamos quites! Você com a revelação do seu namoro e eu com a revelação da minha separação. 

As duas mulheres concordaram no final e Luísa achou que a mudança de expressão na face de Joana ao ouvir o nome de Cláudia era apenas coisa de sua cabeça.

...

Após passarem a tarde inteira juntas, Luísa percebeu pelo retrovisor do carro que a sobrinha finalmente tinha se cansado, pelos olhos da menina estarem pesados ao mesmo tempo em que ela lutava para permanecer acordada no banco de trás. 

Ao chagarem na mansão, a mais velha deu banho em Poliana e colocou – a na cama em seguida, já que tinha dispensado Nanci e Antônio naquele dia. 

- Pronto! Está dormindo que nem um anjinho. – Luísa desceu as escadas, encontrando sua namorada a esperando no maior sofá da copa.

Sorriram por finalmente estarem a sós.

- Amor, foi uma surpresa e tanta aquela moça do parque ter nos percebido. – a mais nova agora tinha uma brecha para tocar no assunto de mais cedo, por saber muito bem que aquilo tinha incomodado Luísa. 

- As pessoas estão descobrindo aos poucos, não é? – a mais velha deu um sorriso triste, sentindo o medo tomar conta de si novamente. 

- Lu, olha pelo lado bom, ela foi receptiva e não senti julgamento no olhar dela. – tentou se aproximar da mais velha, não recebendo objeção. 

- Nem todas as pessoas serão assim, Débora. – o tom da tia de Poliana era sério, mas um tanto amargurado. Estava sentindo sua garganta queimar junto com a vontade de chorar. 

- Ei, ei. – Débora levantou o queixo da mais velha, tentando impedir que as lágrimas do rosto macio à sua frente começassem a cair. – Eu estou com você, estamos juntas! Não esconder nosso amor é o melhor jeito de enfrentar essas pessoas e inspirar outras pessoas à fazerem o mesmo. Do mesmo jeito que existem pessoas preconceituosas, também existem pessoas que reprovam o preconceito. 

Ao ouvir a mulher à sua frente, as lágrimas de Luísa apareceram, só que ao contrário de antes, o rancor de seu coração não estava mais presente e o amor por Débora tinha retornado. Era surpreendente o efeito que a mais nova causava nela. 

- Eu te amo. 

Antes que a bailarina respondesse de volta, sentiu seus lábios serem tomados suavemente pela mais velha, que havia fechado o espaço existente entre as duas. 

O beijo repleto de carinho consequentemente transformou – se em um beijo profundo e sedento, tanto que a primeira reação da professora foi se livrar do colete que Luísa estava usando, causando uma pausa repentina no momento. 

- Estamos passando do ponto de novo, né? – Débora caiu em si com sua ação, desviando sua atenção do busto de Luísa, agora coberto apenas pela blusa regata, para dar de cara com os olhos castanho – esverdeados dilatados. Não deixou – se de surpreender com a expressão um tanto maliciosa do rosto à sua frente. 

- Não estamos. – Luísa deu um sorriso compreensivo em meio as puxadas de ar. – Vamos para o meu quarto.


Notas Finais


E aí, gente? O que acharam??? Vocês nem tem ideia da perfeição do próximo capítulo!


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