História Secret Truths - Capítulo 13


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Categorias Dominic Sherwood, Harry Styles, Katherine McNamara, One Direction, Selena Gomez, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Liam Payne, Personagens Originais, Selena Gomez
Tags Harlena, Harry Styles, Jogo, Revelaçoes, Romance, Selena Gomez
Visualizações 60
Palavras 3.816
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Fantasia, Magia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OIIII, meus amores, já peço desculpas por não responder os comentários, não tive tempo, ultimamente não tô com tempo pra nada, ainda assim tô insistindo em ST porque amo essa fic e vocês também.

DESCULPA MESMO.

ESPERO QUE GOSTEM DO CAPÍTULO E FALTA 3 PRA TERMINAR, OKAY?

BOA LEITURA

Capítulo 13 - Chapter Twelve


Fanfic / Fanfiction Secret Truths - Capítulo 13 - Chapter Twelve

C H A P T E R || T W E L V E


Londres,
26 de Abril de 2015;

— Você está bem, Selena?

Dan questionou se inclinando para cima da mulher que tinha os olhos presos a tela do celular como se esperasse uma mensagem importante de alguém, alguém que definitivamente ele nunca chegaria a saber de quem se tratava.

Uma expressão de alarme cruzou seu rosto.

Confusa, ela moveu as mãos sobre a mesa, mas o celular ainda estava perto o bastante para que qualquer ruído pudesse ser ouvido, a distância era mínima.

Olhou para Danniel o cenho em confusão, logo depois suavizou as feições, tentando aparentar uma tranquilidade que certamente não a tinha, ele era esperto o bastante para notar sua ausência de espírito momentânea, ainda que fosse discreto o bastante para não questionar mais.

— O café estava tão ruim pra está tão quieta? — ele falava enquanto saíam do restaurante num tom moderado, quase contido, da Universidade, ela mais distante do que nunca e ele ainda mais confuso.

— Desculpa, acho que fui uma péssima companhia nessa noite, nem deveria ter vindo. — falou tão depressa que ele poderia afirmar com certeza que a voz umas oitavas mais alta, não acompanhava os próprios pensamentos; eiu sentindo algo amargando em sua garganta. — Sinto muito, Dan. — sua voz era um ganido firme e implacável, mas não rude, sustentando seu olhar por um breve momento, ele também aéreo.

— Não sei qual é o seu problema, mas se precisar de ajuda, sabe onde me procurar e sabe também que pode contar comigo quando quiser. — as palavras pareciam jorrar de sua boca como uma torrente, deixando algo subentendido no ar, então arquejou os ombros num movimento singelo, como se cada ação fosse ensaiada. Selena levantou o queixo. — Bem... — ele parou de falar quando chegaram ao topo da escada que dava nos alojamentos dos universitários internos, observando a mulher contrair os lábios no que parecia um sorriso. — É muito bom estar de volta, ou melhor, é muito bom ter você novamente na minha vida Selena. — as mãos que seguravam sua cintura, subiram para seu rosto com pressa, mas de modo tão sublime que sequer chegou a perceber, podia jurar que o beijo depositado em bochecha seria em sua boca, entretanto, não poderia esperar outra coisa de Danniel, sempre parecia medir todos os passos, talvez por isso ele a entrigasse tanto.

XX

De repente, enquanto se perdia em seu beijo, um clarão se acendeu na mente de Harry; corria, corria velozmente olhando para trás e enxergando apenas uma escuridão gélida tentando alcançá-lo, se sentia sufocado, com medo, ainda assim continuava a correr com toda a velocidade que conseguira, deixando seu corpo chegar ao limite extremo de seu físico.

Ao chegar a uma escada de pedras, a subiu, pulando de três em três degraus, ao chegar no topo, olhou para a trás, notando que o que quer que estivesse lhe perseguindo, não havia desistido, olhou em volta e percebeu que estava parado em frente a casa que morou durante anos, com aparência inabitável, ainda assim era a casa em que morou, sem poder se conter, correu até a porta, não levando em consideração o perigo iminente, já que estava destrancada e assim que entrou ali, naquele espaço gélido e com cheiro de sangue misturado com cinzas, procurou o painel de luzes, lembrando-se que ficava perto do estofado ao lado de uma mesinha de centro, deparou-se com algo que o fez querer nunca ter estado ali novamente: Ariel morta, com uma espada cravada no peito, imersa numa piscina de sangue.

Instintivamente, Harry a empurrou com certa força para longe de si, tanto que com o impacto, ela acabou batendo a cabeça contra o vidro da porta dianteira esquerda; o olhava espantada, os lábios tremendo e seus olhos caíram para suas mãos repousadas nas próprias pernas, sem demora e veloz como uma águia, ela abriu a porta do carro com uma habilidade quase inimaginável, correndo para longe dele, reagindo a sua ação compulsoriamente.

Harry bateu com força contra o volante e contra a própria vontade racional, abriu a porta do carro com certa pressa e procurou Ariel em meio a penumbra, pra completar o que já era suficientemente ruim, começou a chover forte; os pingos d'água contra sua pele eram como lanças de gelo em sua pele alva, olhou para o céu, furioso, em seguida passeou o olhar ao redor do perímetro em que estava, procurando qualquer vestígio que fosse de Ariel, sabendo que se ela não quisesse ser encontrada, ele não a encontraria, sempre fora ótima com camuflagens, sempre melhor que ele em tudo.

Tentou enxergar além da penumbra, então a encontrou, achou que sim. Um pequeno brilho perto de um arbusto mais a frente o fez acreditar que a pseudo-prima estava ali, talvez encolhida e esperando que ele fosse embora.

O que ela estaria pensando?

Praguejou novamente em sua mente e o mais sorrateiro que conseguiu, aproximou-se do arbusto e estava certo, Ariel estava mesmo atrás do pequeno arbusto, encolhida, com as mãos cobrindo o rosto e mesmo que tivesse muito escuro, ele poderia jurar que a ruiva estava chorando.

— Ariel! — pronunciou seu nome com calma, porém, a voz firme e voraz, mas ela sequer olhou para trás, se antes tinha dúvidas, agora tinha certeza que ela estava irritada com ele. — Por que saiu do carro daquele jeito estúpido?

— Deixe-me em paz, Harriel! — rosnou alto, ela estava trêmula, ele percebeu ao tocar seus ombros, entretanto, não demorou muito até que se esquivasse para o lado, se levantando com pressa, tinha seus braços entrelaçados ao seu corpo e após esbravejar de forma inaudível, voltou a caminhar na chuva, sem uma direção definida, como se seu norte já não existisse.

Ele sentiu a cabeça indo para trás, como se tivesse sido estapeado e cerrando as mãos em punhos, saiu andando atrás de Ariel, pisando forte contra as poças de água que já começavam a se formar, se sentindo ridículo ao perceber que estavam andando em círculos. Passou com seus dedos entre o seu cabelo negro já encharcado e praticamente bufou de raiva.

Ela estava mais insuportável que antes. Poderia deixá-la ir embora e fingir que não se importava, contudo, essa não era a verdade. Com toda a paciência quase esgotada, apressou o passo em sua direção, atravessou em sua frente, veloz e astucioso, contra a sua vontade a segurou em seus braços com força, a jogou em cima dos ombros, quase que de forma inconsciente e a levou à força para dentro do carro; ela esperneava, xingava-o de todas as formas possíveis, entretanto, todas as suas tentativas de fugir dele foram inúteis. Assim que adentraram no carro, fechou a porta e colocou a chave em seu bolso, lembrando-se de travar todas as portas antes.

— Você é louca! — berrou contra seus ouvidos, como se ela fosse uma criança que acabava de aprontar, deixando-a ainda mais irritada consigo, podia ver seu rosto se avermelhando e os dentes rangendo contra sua mandíbula. Refugou, retesendo-se de raiva. — Agora ficaremos os dois resfriados por sua culpa. — continou a esbravejar, com o corpo se inclinando para cima dela e Ariel o fuzilou com seus olhos que pareciam em chamas, chamas esverdeadas.

— Não finja preocupação. — sua voz era só um sussurro enquanto a mente dele flutuava; sentia-se tonto e enjoado, de repente. — Ainda pouco praticamente deixou que me odeia e me repudia como se eu não significasse nada e depois simula essa cena ridícula de preocupação, Harriel? — questionou e seu nome em sua boca era meio fúria, meio súplica; estava atordoada, uma confusão sinistra de sentimentos capazes de levar a centrada Ariel Styles ao extremo de seus sentimentos.

— Não te odeio. — as palavras saltaram de sua boca de forma involuntária. Ele realmente quis dizer aquilo, mas não com tanta ênfase e dedicação a mudar a impressão que acabara de estabelecer a empurrá-la daquela forma, no entanto, não tinha coragem de contar o que viu enquanto a beijava, não sabia o real significado de tudo aquilo. — Eu... — a voz se perdeu no meio da escuridão de pensamentos e de forma repentina, ele segurou seu rosto entre as mãos, preferindo as seguintes palavras em seguida: — Estou confuso e falei coisas que não sinto, realmente. — disparou com a voz trêmula e áspera, de forma impulsiva, aproximou seu rosto do dela, mas recuou, tentando se conter.

— Não precisa fingir que se importa com o que eu sinto por você, no seu lugar também não me importaria. — como que se estivesse noutro lugar, Ariel se ouviu falando à distância, surpreendendo-se com a própria dureza da voz. Olhou de Harriel, como insistia em chamá-lo, para além da janela de vidro escuro, sacudindo a cabeça negativamente. Se sentia horrorizada com as próprias ações, o que Odiel diria se soubesse que havia beijado um Nefelin, o filho de Gabriel quando sempre a ensinara a reprimir seus sentimentos, como se não existissem?

— Eu não sou você, mas eu pensei que me odiasse, porém me beijou como se sentisse algo. — ele viu Ariel empalidecer com a incerteza que trazia na voz, não sabendo ela que a mente dele estava anuviada. — Por que nunca me disse o que sentia por mim? Por que não me deixou saber isso, Ariel?

— Está enganado, Harriel, foi apenas um maldito beijo em um raro momento de vulnerabilidade e não significou nada pra mim. — nem a própria conseguia acreditar nas palavras jogadas para fora de sua boca, quem dirá ele; Harry retorceu os lábios, afundando-os na boca de forma defensiva. — Não significou nada e eu preciso ir. — se voltou para ver o humor ressurgir no semblante de Harry, a voz era quase inaudível, podia se enxergar em seus olhos límpidos, podia ver o quanto estava mentindo mal. Geralmente sabia manusear a verdade ao seu favor, entretanto, seu dom de persuasão, nunca funcionava com ele.

— Eu era apaixonado por você, Ariel. — contou como se tirasse um peso enorme de suas costas e Ariel cresceu os olhos em sua direção, como se tivesse ouvido algo improvável e era improvável. — Assim que entrei na Ordem, me encantei com seu jeito; sempre tão astuta, inteligente, forte e decidida, seu único defeito era me tratar como se eu fosse muito inferior a você e talvez eu realmente seja, mas isso não vem ao caso, Ariel, com toda sua... — olhou para ela brevemente, desviando a atenção para longe, inalou forte e pareceu buscar palavras em sua mente, teve a breve sensação de perplexidade vindo da pseudo-prima que o olhava fixamente, imóvel. — Você com sua arrogância desmedida me fez acreditar que nunca teria chance de tê-la ao meu lado e aquilo parecia tão injusto que... — novamente as palavras sumiram e um breu terrível se abateu sobre seu subconsciente, como se fosse a coisa mais difícil de ser dita, mas que ainda assim, precisava ser dita. — Esse foi um dos motivos pelos quais abandonei a Ordem, Ariel.

O queixo de Ariel juntamente aos ombros caíram e ela teve a sensação de está com o corpo coberto por escombros de uma prédio de vários andares que acabava de cair sobre o seu corpo sem que se desse conta. Abriu a boca e a fechou várias vezes, queria dizer algo, sua mente gritava para que ela dissesse algo, entretanto, não conseguia articular nada, tampouco pronunciar algo que não parecesse tão absurdo. Ainda avulsa, ela subiu o olhar para encará-lo, desviando-o rapidamente para longe, como se não suportasse continuar a vê-lo, era doloroso vê-lo, ainda mais ouvir o que acabara de ouvir.

Sempre detestou pensar que ele tivesse abandonado a Ordem por uma humana, Selena, e agora ele estava dizendo que parte da culpa era sua. Quis nunca ter ouvido, queria simplesmente nunca ter estado com ele naquela noite, mas não podia mudar o que já estava feito, embora o impasse que se desenvolvera ao longo daquela conversa absurda parecesse sem solução.

— Você nunca me disse nada. — os olhos brilhavam de raiva e mais alguma coisa, ele percbeu em silêncio, inerte às suas palavras. — Eu nunca percebi nada. — murmurou num lamento sôfrego, sentindo seu peito se apertar de um jeito que pensara não ser possível, como se lanças dilacerassem seu corpo lentamente. — Eu...

— Por mais que eu me esforçasse, eu sempre me senti inferior a você, como se fosse impossível de ser alcançada e isso estava me destruindo aos poucos, então decidi ir embora e me abster de qualquer chance que eu sabia que não tinha com você. — sua voz era como cacos de vidro se quebrando ainda mais, fria, aguda, os olhos estavam fixos aos seus, nublados como o céu, sem notar, havia enrijecido os ombros e arqueado as costas e com um longo suspiro concluiu o raciocínio: — acho que não lutei o bastante, só queria que soubesse que saí da Ordem, em parte, porque não suportava conviver com você, mas também sentia que Odiel não confiava em mim, ao menos, não totalmente, como se eu fosse um bode-expiatório do meu pai.

— Eu sinto muito. — murmurou em voz tão baixa que mal se caracterizava como um murmuro, possivelmente vencida por sua dor; a forma como Harriel revelara seus sentimentos a destruiu por dentro, como cupins corroendo a madeira, uma dor tão aguda que só não chorou por não querer deixar pior o que já era perceptivelmente ruim, entretanto, os olhos vacilaram num marejo reprimido e contido, de repente sentiu frio e ela nunca sentia frio, nunca. — Acho que a falta de coragem foi recíproca entre nós dois, mas agora não importa, você ama Selena e é com ela que quer ficar. — fazer a constatação em voz alta a deixou ainda mais amargurada e triste, por certo não era o que queria ter dito, contudo, merecia aquilo pela intransigência e covardia, seria sua punição por ousar a descumprir uma ordem de Odiel, a mais severa de todas, jamais se atreveria a dizer a ele sobre as ameaças que vinha sofrendo, não era sua responsabilidade, não queria envolvê-lo em seus problemas.

— Eu sinto muito. — disse mais para si mesmo do que pra ela. — Mas está certa, devemos esquecer o passado e um pouco do presente e agirmos como sempre: você me odiando e eu fingindo que não me importo. — seu tom era, estranhamente, divertido e conciso, se não estivesse tão deprimida, Ariel teria rido. — Ariel, mesmo que isso não importe agora, você gostava de mim na época em que moramos juntos na Ordem?

— Isso não importa. — tentou, em vão, se desviar do assunto.

— Pra mim, importa. — insistiu num tom enfático, arqueando as sobrancelhas em sua direção e ela relutou na vontade quase incontrolável de rolar os olhos. — Só precisa responder 'sim' ou 'não', Ariel, por favor, preciso saber. — seu tom era de súplica, ainda que intenso; sentiu um amargor subir da garganta, logo depois um gosto metálico e áspero em sua garganta, lutava para manter-se quieto, alheio à ela se possível. — Sim. — a palavra escapuliu de sua boca e seu olhar se desviou para o mais longe que pôde. — Agora preciso ir e... — Ariel se conteve.

— Sim, você precisa. — a interrompeu com uma perplexidade acentuada em suas feições, controlando como podia seus pensamentos inconstantes. — Adeus, Ariel. — moveu os lábios , sacudindo a cabeça e evitando olhar para ela, não suportava olhar para ela.

Assim que Ariel foi embora, Harry continuou parado dentro do carro no topo daquela colina por algum tempo, tempo suficiente para ver o crepúsculo surgindo na linha tênue do Horizonte.

Sentia-se genuinamente confuso, como se o peso que pensou ter tirado das costas acabasse de cair sobre ele novamente. Por um lado inconformado com a própria covardia, por outro triste ao pensar que tudo poderia ter sido diferente se ele tivesse dito que estava apaixonado por ela, assim nunca teria voltado a viver como humano, nunca teria encontrado Selena, seu pai estaria vivo, uma guerra na Ordem nunca teria acontecido, mas agora já estava feito, amava Selena, estava convicto e a protegeria com a própria vida.

XX

Selena estava subindo as escadas do terceiro andar, onde teria a segunda aula do dia, quando encontrou Zayn sentado no topo dos degraus enfileirados, pensou, pensou realmente em recuar e voltar a cruzar o corredor, entretanto, decidiu arriscar e tentar se desculpar pela terceira vez, já que na noite anterior não havia funcionado.

Nada estava dando certo, tirando o fato de Danniel ter regressado à sua vida; a fazia bem só com um sorriso e sempre sabia o que dizer em cada momento, enquanto ela só conseguia pensar em Evan e no quanto sentia sua falta. Fora incapaz de se sentar à uma mesa com Danniel, na noite anterior e evitar as malditas comparações com Evan; um era mais sério e centrado, o outro completamente descontraído e despreocupado com tudo, como se o amanhã fosse acabar bem pra ele de um jeito ou de outro; também não evitou as comparações físicas, Harry era moreno, olhos verdes, alto e semblante angelical que contrastava com seu humor duvidoso, enquanto Danniel era loiro, um olho azul e o outro castanho, bem enconpardo e semblante mais selvagem. Eram realmente diferentes, mas sentia que tinha alguma coisa maior que os conectava, algo forte como um laço familiar.

Ajeitou a alça da mochila em seu ombro e olhando os degraus da escada enquanto subia, tentou pensar em quais as melhores palavras que poderiam ser ditas, palavras podiam quebrar, mas também eram capazes de consertar, só precisava ter a dignidade e coragem para falar com ele novamente. Sentou-se ao seu lado e juntou toda a coragem que consegiu para dizer o que precisava ser dito.

— Zayn eu sei que não quer falar comigo, mas eu queria pedir desculpa mais uma vez e dizer que sinto muito por ter agido daquela forma estúpida com você. — arquejou, sua voz era baixa, porém, firme e contida; fechou os olhos por um instante, pensando se não estava fazendo papel de idiota novamente, entretanto, precisava tentar deixar as coisas bem entre eles, gostava da sua companhia, precisava dela. — Tudo bem, você não quer falar comigo. — ela retrucou consigo mesma e levantou-se num impulso único, deixando seu olhar sobre ele por um instante, lembrando-se vagamente no tagarela e arrogante que conhecera no primeiro dia naquela Universidade, pareica que havia acontecido há muito tempo, noutra época. — Eu realmente sinto muito. — fez-se um silêncio tão absurdo que Selena sentiu vontade de gritar, mas certamente não o fez, apenas se virou para ir embora.

Estava triste e se sentindo sozinha, não que já não se sentisse assim antes de falar com ele, entretanto, agora se sentia ainda pior, derrotada e infeliz com sua escolha de palavras inúteis, Zayn não estava nem aí pra ela, contrariamente, parecia está com raiva dela.

Ignorou as inúmeras mensagens de Dayse, não queria ter que dar explicações e dizer porque estava tão triste ultimamente, também ignorou as ligações de Lilian, a mãe era a última pessoa que queria falar naquele momento, falaria com ela mais tarde ou no dia seguinte, na semana seguinte seria ótimo.

Exausta de si mesma, ela se sentou no corredor, abraçando os joelhos e olhando para baixo, não queria correr o risco de que alguém a visse tão deprimida. Discou e apagou o número de Evan várias vezes na tela do celular, queria tanto ouvir a voz dele, em compensação, foi a voz de Danniel que ela ouviu a por cima do seu ombro e ao erguer a vista, viu seu rosto calmo e pacífico que tanto gostava.

— Bom dia, Selly. — a saudou com um beijo no rosto, se sentando ao seu lado, tão perto que ela pode sentir o tecido da calça raspando em sua perna direita, então, rapidamente um calafrio gélido a percorreu. — Você 'tá' bem?

"Eu pareço bem?", indagou-se mentalmente,ciente da resposta.

— Só estou cansada, cansada de tudo. — afirmou e Danniel olhou preocupado para ela, mas permaneceu em silêncio. — Acho que só nasci pra fazer papel de trouxa no mundo, porque não é possível que eu seja tão azarada e idiota. — seu tom para si mesmo era de irritação extrema, uma autoaversão que nem sabia que sentia.

— Você não pode está falantao de si mesma. — sua voz soou oca e distante, subindo e descendo várias oitavas num curto espaço de tempo. — A Selena que eu conheço não falaria assim de si mesma, ela enfrentaria qualquer que fosse o problema de cabeça erguida, qualquer que fosse. — a voz era suave e a boca se curvava num meio sorriso; já estava segurando seu rosto entre as mãos, fitando seus lábios entreabertos. Um humor selvagem passeou em seu rosto tão brevemente que ela nem chegou a perceber.

— Eu não... — entoaram em uníssono, com uma consonância que os fizeram rir, mas logo voltaram a ficar sérios, ao menos, tentaram.

Selena deixou seus os próprios olhos em Danniel, analisando-o como ele parecia tão estranho e familiar quase que simultaneamente. Algo vibrou em sua mão, o celular, mas não se preocupou na verificação de novas notificações. Ela percebeu que Danniel a olhava de volta, corando imediatamente. Despertando-o do devaneio, mas uma vez o celular vibrou e novamente ela o ignorou.

— Talvez a Selena que você conheceu não exista mais. — ele viu algo quebrar em seu olhar, um esboço de dor. — Não acho que eu seja. — murmurou contraindo os lábios e franzindo o cenho; sua voz era baixa, contida e fria como gelo, — talvez a Selena que você amava não exista mais e...

Danniel a beijou de supetão sem dar chance de reação, pra azar de Selena, Evan e Zayn, que vinham de corredores opostos em direção a ela, ambos pararam de caminhar ao vê-la com Danniel... Beijando-o.

Harry ficou perplexo.

Bem, ao certo não sabia o que estava sentindo; talvez pena, talvez raiva, mas não raiva do irmão, Danniel ao menos era sincero enquanto ele vivia às margens do que sentia por Selena e não a pouparia de ser feliz, não dessa vez, então como um pouco de dignidade e o coração rompendo-se em mil pedaços, deu meia-volta e regressou para as escadas, perceptivelmente desnorteado.

Já estava no último degrau quando surgiu uma nuvem de fumaça branca em sua frente, era Ariel, mas havia algo de errado com a garota; ela tinha um corte profundo na garganta, as roupas rasgadas, como se algo ou alguém a tivesse atacado, o rosto sujo e as mãos tremendo, ao se aproximar, ela caiu de joelhos, desmaiando em seguida, para seu desespero.


Notas Finais


O que aconteceu com Ariel?
Rolou beijo da Ariel, mas em compensação teve do Danniel, pode tá confuso, mas logo vão descobrir o que de fato tá acontecendo e por quê.

Lilian aparece no próximo cap, vou avisando, rsrsrsrs.

AHHHHHH, me digam o que acharam, prometo me esforçar ora responder todos, amos vossas opiniões.

Até o próximo capítulo.

I SEE YOURS
KISSES HONEYS
XXGEHXX


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