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História Secret Vices - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Capítulo 3


POV OLIVER


Eu olhava atônito a imagem da garota na tela do meu computador, ela era um verdadeiro anjo. Um anjo que eu queria ter. Mas era um sentimento diferente que ardia dentro de mim.

Seu rosto angelical gritava inocência, porém uma vontade de conhecer o mundo e torná-lo seu. 


Linda.


Eu a queria.


Meu corpo gritava por ela, minha boca formigava para encostar em seus lábios carnudos. Eu sei que ela não devia passar dos 20 anos, mas sendo maior de idade e fazendo tudo em sã consciência, eu e ela só teríamos a ganhar.


Ganhar muito prazer.


Poderia patrociná-la se ela assim quisesse, e se o desfile fosse um sucesso... É claro.


Respondi o e-mail de Isabel aprovando sua escolha e dizendo que era ela quem eu queria. De todas as formas, perguntei algumas informações e fechei o notebook quando percebi que já era noite. Quanto tempo eu ficara admirando aquela foto?


- Oliver - ouvi a voz do John adentrando em minha sala - O que tinha de tão empolgante nesse computador que você não parava de olhar 


- Um anjo, Digg - pisquei safado 


- É a de hoje? 


- Não - neguei com a cabeça - Da noite do desfile 


- Percebi que ficou agitado com o trabalho, eu achei que era por causa de uma luz de responsabilidade acendendo - riu - mas pelo visto o que acendeu foi outra coisa, não é mesmo?


- Vai pra porra, John - dei o dedo do meio e ele disse que havia vindo até aqui para me chamar para um drink, pois se ele tivesse mandado a secretária me avisar eu teria gritado com ela. E ele tem toda razão. 


Fechei toda a minha sala e dispensei minha funcionária, Digg e eu fomos para o bar do meu loft. Expliquei a ele os últimos detalhes do desfile. Ele precisava ser O Desfile para que crescesse os olhos dos acionistas chineses. 


Com muita discussão eu consegui que outros países investissem na minha marca, o desfile seria apenas uma comemoração se os chineses não estivessem insistindo de dar a resposta apenas depois do mesmo. 


Isso estava me deixando puto.


A Queen era uma marca jovem, por onde ia eu sabia que era um grande sucesso. Com o verão se aproximando estávamos focados em moda praia. E eu precisava tirar a empresa do buraco. Algumas lojas oficiais da marca haviam perdido franquias por falta de recursos. Não conseguíamos produzir para todos. Então eu precisava reerguer da merda que meu pai havia feito.


Deixei Dig atualizado de tudo relacionado ao desfile. E ele me atualizou sobre sua vida amorosa com a cunhada. Seu irmão havia morrido de Diggle era divorciado, um belo dia sua cunhada se sentou sozinha e foi visita-lo... O resto vocês já imaginam. 


Eu gosto de relacionamentos curtos, onde ninguém vai levar nada meu. Nem meu coração. Laurel era só uma distração, um sexo fácil depois de um dia de trabalho e ela sabia disso, apenas gostava de se fazer de desentendida. 


- Laurel vem para o desfile? - John perguntou 


- Nem a comuniquei sobre... - beberiquei meu drink piscando para a garçonete 


- Ela vai ficar pocessa - John riu 


- Ela sabe que não é nada minha, pelo menos não pra mim - bufei - Ela inventa as coisas na cabeça dela 


- Então deixe isso claro quando ela voltar - falou - Ou pode se tornar um problema pra você 


- Eu sei 


POV FELICITY 


Eu estava nas nuvens, essa noite seria o meu primeiro trabalho. Eu não para as passarelas, ficaria de assistente na porta no evento... Mas era o meu primeiro cachê e eu estava eufórica com a ideia do meu próprio dinheiro, minha conquista. Eu ajudaria a minha mãe, e se aparecessem mais trabalhos eu poderia alugar um lugar para nós duas e eu não teria que aturar o olhar de inveja de Carrie sobre mim.


- O que é ? - perguntei revirando os olhos 


- Eu não gosto de dividir meu quarto com você - falou com desdém 


- Acredite, eu não gosto de você - falei - Em breve eu vou embora você pode ficar tranquila 


- Assim espero - sorriu maléfica- Como também espero que essa tua carreirazinha de modelo não de em nada. Só fogo no rabo... 


- Cala a boca! 


- Mudou o cabelo e tá achando o que...


- Carrie - escutei a voz raiva da minha tia e olhei para a porta e Carrie arregalou os olhos - Como ousa falar assim com ela?


- Eu falo o que eu penso, mãe - bufou e saiu do quarto, mas sua mãe a segurou pelo braço e disse qual no seu ouvido, Carrie olhou pra mim e disse - Desculpa, te desejo todo o sucesso. - e saiu 


- Não precisa disso - falei para minha tia voltando a mexer nas minhas coisas - Não é de coração, então não precisa 


- Mas ela precisa aprender que não é assim que se trata os outros, Felicity - falou séria e foi atrás da filha 


Pareceria que Carrie queria ser Thea a todo custo, até destratando das pessoas. Procurei não me importar muito com o que ela havia dito, sei que era inveja.


Mamãe estava eufórica com o andamento do meu trabalho como modelo. Quando ela me viu de cabelo novo, achei que iria ouvir um sermão gigantesco, porém ela elogiou muito e disse orgulhosa que agora eu parecia demais com ela e não com o traste, palavras dela. Ela achava que nem tão cedo eu teria um evento ou qualquer coisa do tipo. Ela chegou a dizer que achava que eu estava deslumbrada demais com isso tudo. Talvez eu realmente estivesse, mas eu queria ver até onde eu poderia ir. 


Já haviam passado uns dias desde a festa desastrosa na casa de Thea e ela acreditava que eu e Roy tínhamos algo, Roy era meu único amigo na escola e no trabalho. Meu único amigo em Star City. 


- Tia - gritei das escadas e ela apareceu com um avental e umas louças na mão - Estou indo - dei um beijo em sua bochecha - Avise a mamãe que Isabel disse que me deixará aqui na porta assim que o evento acabar. 


- Tudo bem - falou retribuindo o beijo - Boa sorte e cuidado. 


Assenti e sai em direção à agência, quando cheguei lá estava um correria total, Curtis estava eufórico e as meninas correndo com a maquiagem e cabelo.


- Atrasada, Lissynha - ele gritou assim que me viu - Corre pro camarim, vai vai! 


Lá milhares de mãos vieram para cima de mim, recebi uns olhares curiosos de modelos que não conhecia. Roy estava lá, pronto para o trabalho. Eles fizeram em mim uma maquiagem escura que realçava demais o azul dos meus olhos, deixaram meus cabelos em grandes cachos bagunçados propositalmente, a roupa era padrão, um blusão para os rapazes e para nós um corpete colado que dava ênfase as nossas curvas, uma calça de couro falso e um salto. Ambos preto. Estávamos deslumbrantes. 


- Todas estão prontas? - Isabel apareceu junto de Adrian Chase, que descobri ser seu namorado e tamanho modelo da agência. - Felicity, trouxe a autorização pela sua mãe? - antes que eu pudesse responder ela já dava ordens apressada - Entregue ao Curtis... Meninas é o mesmo esquema de sempre, é evento e já sabem como funciona. Postura, sorriso, simpatia. Passarei o que cada um de vocês irão fazer e se precisar ficar depois do evento eu vou avisar. 


- Pera aí - interrompi - Depois desse trabalho vai ter mais? 


- Ela não sabe? - uma das modelos gargalhou, uma tal de Dinah Drake, uma das modelos mais antigas da casa, porém era muito linda. Curtis me disse que Dinah era um pouco maldosa com as novatas. - Que bonitinha. 


- Não sei do que? - perguntei indecisa 


- Deixa ela, Dinah - Roy rosnou e ela mandou um beijo pra ele cheio de deboche 


- Não liga pra ela - Isabela falou lhe lançando um olhar mortal - Ela é implicante assim mesmo.


- Lissynha, as vezes temos que ficar mais tempo, depois do horário para alguma recepção dos nossos contratantes. É normal. 


Curtis explicou, porém continuei com a pulga atrás de orelha. Isabel terminou de dar os últimos detalhes de como funcionaria o evento e quem ficaria com qual função. Eu e Dinah ficaríamos com a entrada, checando se os nomes de quem chegava estava na lista de convidados. Era um evento de maquiagem, estariam lançando o produto. 


Na fila a minha frente tinham pessoas de diversos tipos, todas animadas e pacientes com a checagem na lista. Cometi a gafe de barrar o dono do evento. O nome dele não estava na lista e eu me assustei quando ele simplesmente apareceu na minha frente querendo passar por mim. Dinah me deu um bronca na frente dele e o acompanhou se desculpando, porém ele não parava de olhar para mim. Algo que me incomodou, porque seu olhar era diferente, não era um olhar de raiva, ardia em mim de uma forma ruim. Dinah disse que seu nome era Anthony Ivo, um magnata do ramo de maquiagens. 


Ignorei aquela sensação quando ele passou por mim e foquei no que eu tinha que fazer. Roy e outros ficaram encarregado de entregar as lembrancinhas no final do evento, quando minha função terminou eu me juntei a ele, que assistia animado uma banda qualquer no palco. 


- Não liga para o que a Drake fala - ele disse assim que me viu - Ela é invejosa 


Abri a boca para responder quando Adrian aparece em minha frente com um sorriso sinistro. 


- Felicity - sussurra em meu ouvido - Isabel quer encontrar com você no estacionamento agora


- Felicity, independente do que ela fale, diga não - Roy se meteu olhando feio para Adrian - Não aceite, eu não aceitei 


- Não se mete, moleque - ladrou Adrian me rebocando para 


- Me solta, idiota - me sacudi - Eu sei andar sozinha - ele revirou os olhos e me soltou . Adrian me escoltou até o estacionamento e depois saiu de volta pela multidão. Procurei por Isabel entre os carros e ela olhava a movimentação da cidade em uma espécie de sacada, já que o estacionamento era no segundo andar. - Isabel? - ela se virou na mesma hora - Eu fiz alguma coisa?


- Não, querida - falou sorrindo - Você foi perfeita essa noite - se aproximou mais de mim - Precido que faça um favor pra mim. 


Suspirei aliviada, por um momento eu pensei que a cena com o Sr. Ivo me causaria grandes problemas. E que poderia até ser demitida da agência. 


- É só falar - sorri 


- Eu só quero te ajudar - tocou no meu braço - Você sabe o que é o book rosa? - neguei com a cabeça - A Rochev Model’s vive dos clientes, tentamos a todo custo fazer tudo que eles querem, agradando ao máximo nós temos um cliente fiel. 


- Entendo.


- Tem agências que não fazem questão de agradar o cliente, mas quando eles me fazem um pedido, mesmo que seja um muito especial eu atendo - soltou meu braço e deu um passo para trás - Senhor Ivo te achou lindíssima - sorriu e eu também animada com a notícia 


- Sério? - ela assentiu - Ele vai querer que eu faça algum catálogo para as maquiagens dele? Ou algum comercial? - a linha de Ivo era muito famosa, eu já conhecia alguns produtos que via na TV.


- Claro - sorriu - É possível no futuro, mas a questão aqui é o book rosa. 


- Não entendi 


- O book rosa é um trabalho que algumas agências oferecem, não são todas, e muitas no início da carreira assim como você, ganham muito dinheiro. Mais do que um trabalho como modelo. 


- E que tipo de trabalho é esse? - perguntei intrigada, porém com medo da resposta, lá no fundo eu começava a sentir o que vinha pela frete e meu coração acelerou em nervosismo 


- Depois dos eventos, desfiles e afins as modelos tem um momento em particular com os executivos. - franzi o cenho em pura estranheza - Anthony Ivo quer jantar com você. 


- Jantar? 


- Sim, com outros executivos e outras modelos, vocês vão comer super bem, vão se beber, se divertir e...


- E? - perguntei sentindo meu sangue fervendo, eu estava certa, eu sabia o vinha depois. Isabel Rochev tinha um livro com as fotos das suas e seus modelos para que clientes escolhessem com quem passariam a noite. E ela estava me propondo exatamente isso, passar a noite com Anthony Ivo. Quem ela pensava que eu era? Lembrei da falar de Roy a pouco tempo atrás “eu não aceitei”. Então era algo opcional? Era opicional se prostituir? Você transava com o cliente e receberia o dobro do que oferece o contrato do evento - Você acha que eu sou um tipo de garota de programa? 


- Não me entenda mau, Felicity. Você não é, e nunca será. Você é uma modelo da minha agência - Isabel me olhou alarmada - Se for da vontade dos dois, acontece algo a mais. Ele está louco por você. 


- Não - falei com a voz embargada - Eu não posso fazer isso com a minha mãe 


- É justamente por ela que você tem que fazer isso, querida - falou um pouco ríspida - Sua mãe não tem nada, ela mesmo me disse. Com esse trabalho você consegue o dobro do que eu vou te pagar, esses mil e quinhentos dólares se arredondarão para três mil, vocês podem fazer muito com esse dinheiro.


- Eu não posso fazer isso - praticamente gritei 


- Modelo em início de carreira tem mais chances quando faz o book rosa 


- Eu nunca pensei em fazer isso em toda minha vida 


- Ninguém nunca pensou, minha querida - riu em deboche 


- Você faz book rosa?


- Eu? - gargalhou - Na minha idade eu já estou pagando, mas se estivesse no seu lugar eu faria sem pestanejar 


- Não adianta- falei pronta para sair dali e ir embora. Se ela quisesse me expulsar da agência eu não iria me importar, eu não me submeteria a isso. Poderia arrumar um emprego em alguma loja e ajudar minha mãe de outra forma - Imagina se minha mãe descobre, se minha tia descobre - chorei andando e deixando Isabel pra trás 


- Pensa melhor - ela gritou - Se você não quiser fazer você não faz, não tem o menor problema 


Então eu sai e deixei ela lá sozinha, andei e encontrei a saída de emergência e sentei nas escadas. Eu me sentia ofendida, usada, envergonhada. Isabel me parecia ser alguém completamente diferente, mas ela era uma cafetina. Alguém que dava suas modelos em troca de dinheiro. Não importa o que aconteceria com elas, o dinheiro era certo. 


Eu nunca me imaginei em uma situação como essas, praticamente imposta a ser uma acompanhante de luxo de um magnata qualquer. Se minha mãe descobre eu sei que ela me manda para morar com meu pai, eu não posso ser esse desgosto na vida dela. Eu queria que ela tivesse orgulho de mim, orgulho de dizer que eu batalhei por ela. 


- Eu sei que a Isabel falou com você - a voz de Roy surgiu e senti ele sentando ao meu lado. - Não faz isso 


- Eu não vou fazer, estou me sentindo tão envergonhada - sussurrei - Porque não me contou? 


- Achei que você já sabia, e nos não costumamos tocar muito no assunto. Me desculpa 


- Tudo bem, não adianta te culpar de qualquer forma. - suspirei 


- Tem como ganhar dinheiro sem fazer isso, Lissy. - ele me abraçou - Eu ganho, não é muito, mas da pra juntar uma grana. 


- Mas você já é rico - falei 


- Eu tenho uma herança que não gosto de mexer - falou sorrindo leve - Gosto de pensar que é pra emergência e tenho que ganhar o meu


- Minha vida é uma emergência, Roy...


- Você não tá cogitando entrar nisso não né ? - perguntou alarmado 


- Lógico que não 


- Então bota um sorriso nesse rosto lindo - tocou em meu queixo - Ergue essa cabeça e vamos aproveitar essa festa. 


E assim eu fiz... 


Cheguei em casa e encontrei minha mãe sentada no sofá dormindo, provavelmente me esperando. Peguei uma manta e a cobri, não quis acorda-lá, eu sabia que ela me encheria de perguntas e não dormiríamos nem tão cedo. Meu humor não estava dos melhores para ficar respondendo. 


Quando sai do evento Dinah veio me abordar, dizendo o quanto eu estava sendo burra em não aceitar. Pois ela tirou a família dela do buraco só fazendo book rosa, e que comprou uma casa pra sua mãe com esse mesmo dinheiro.


Dinheiro.


Uma palavra tão pequena, mas que pode desvirtuar a pessoa mais pura. A ambição pode matar e muitos se atiravam nela. Eu não podia virar esse tipo de pessoa, eu não sou nenhuma Santa. Mas não sou prostituta. Eu nem sequer tinha perdido a virgindade ainda. Como eu me deitaria com alguém que nem conheço por dinheiro? 


O dia na escola foi completamente estressante, Thea Dearden passou a aula inteira enchendo o meu saco, zuando minhas roupas e afins. Seu rebanho riam alto e atrapalhavam a aula. E então o que eu mais temia aconteceu “Srta. Thea já que gosta tanto da Srta. Felicity o próximo trabalho que será em dupla vocês farão juntas”, eu apenas fiz cara feia e Thea fez um discurso de como o irmão dela era rico e ele pagava a escola e então ele mandaria a direção demitir a professora por isso. Esse era o discurso dela toda vez que era contrariada por algum funcionário da escol, e ninguém ligava. Acho que eles sabiam que nada aconteceria. 


Então o próximo trabalho de história eu faria com Thea Dearden em sua incrível mansão, pois ela se recusou ir para a minha “casa de pobre”, para o alívio de Carrie que se desesperou com o anúncio da professora.


Eu estava esgotada, sei que não havia feito nada, mas me sentia muito culpada. Todos que me olhavam na escola eu sentia que sabiam o que eu escondia. Foi horrível, me mantive distante até de Roy que me olhou com pena o dia inteiro, quando o sinal tocou eu praticamente corri para casa. Queria me isolar no quarto e não dar satisfação da minha carranca para ninguém. 


Quando cheguei na porta da casa eu corri apressada com a ambulância na porta da mesma, quando cheguei na soleira da porta, vi um paramédico em cima de alguém estirada no chão, era minha tia. Mamãe estava no canto olhando tudo horrorizada.


- O que aconteceu mãe? - falei nervosa correndo até minha mãe. 


- Eu não sei - ela falou aos prantos me abraçando - Sua tia recebeu um papel e passou mal quando abriu e leu - ela explicou sem tirar os olhos da minha tia que era colocada em uma maca e levada para a ambulância. 


- Mãe! - Carrie apareceu e gritou ao ver a mãe saindo pela porta na maca, ela entrou na ambulância com Dottie e a porta se fechou. Olhei par minha mãe esperando que ela tomasse a iniciativa de ir atrás de carro, mas ela apenas se sentou e pegou o tal papel. Seus olhos se arregalaram. 


- O que foi mãe? - perguntei me aproximando 


- Vamos ser despejados - falou baixinho - Sua tia vai ter a casa leiloada se não pagar o que está devendo 


- Os impostos? - mamãe assentiu - Eu ouvi sem querer a conversa de vocês. 


- Ela tem contas atrasadas da casa, não conseguiu quitar - explicou - Então eles vão leiloar para pagar as dívidas. Se ela não aparecer lá para parcelar e pagar a primeira parcela dentro do prazo estipulado, o leilão acontece. - leu mais o papel - Já tem data marcada. 


- Quanto é isso, mãe? 


- Vinte parcelas de cinco mil reais - falou em prantos - Onde vamos arrumar esse dinheiro minha filha? E agora a conta do hospital. Onde vamos morar?


Eu não consegui fazer nada, só chorar. Eu sabia de onde tirar esse dinheiro, mas eu não podia, eu não podia me submeter a um programa por dinheiro. Minha mãe me criou com caráter, me criou pra ser alguém que corria atrás do que queria e não que se deitava com alguém por dinheiro. Mas eu precisava fazer alguma coisa. Onde nós iríamos morar se perdêssemos essa casa. Minha mãe não tinha nem o primeiro salário ainda e ela tinha as dívidas dela. Dívidas que fez comigo, comprando roupa, material escolar... 


Deixei minha mãe na sala e subi correndo para o quarto. Peguei as roupas que usei ontem a noite e joguei numa bolsa qualquer. 


- Vai pro hospital, mãe, eu vou na agência devolver essas roupas.


- Mas já vai sair? Nem me contou como foi o evento ontem... 


- Depois eu conto, vai ver a tia - beijei sua bochecha - Te encontro lá mais tarde. 


Corri pra estação de trem que descobri deixar bem próximo a agência, em 10 min eu já estava lá. 


- Parada - Curtis berrou quando me viu entrar na agência - Muita ousadia pararecer depois do bolo que deu na Isabel ontem. 


- Curtis... - suspirei - Preciso falar com ela


- Ela não quer te ver nem pintada de ouro, bonitinha - Sem me importar com as palavras dele eu me direcionei para as escadas. - Ela vai te matar se subir. - lancei-lhe um olhar de “eu não ligo” e continuei subindo. A porta estava fechada, sei duas batidas antes de ouvir um “entre, Curtis” e entrei.


- Mas é muita ousadia... - falou me olhando de sua cadeira - Eu te ajudo em tudo e você me deixa na mão quando mais preciso de você...


- Eu topo.


- O que? 


- Eu topo fazer o book rosa. 


POV OLIVER


Eu nunca fiquei tão eufórico para um desfile, nunca. Eu sempre achava a parte mais chata de ser um dono de uma empresa de moda. Achava desnecessário montar uma linha apenas para mostrar a executivos, linha que nem iria para as lojas. 


Moira e Thea estariam na primeira fila ao meu lado, eu não queria que elas fossem, mas elas insistiram. Mamãe disse que seria a família Queen reerguendo seu reinado. Coisa que me fez revirar os olhos. John estava ocupado demais resolvendo os últimos detalhes do desfile e eu estava em meu escritório admirando a foto de Felicity no meu celular. 


Combinei com Isabel que um motorista iria buscá-la e levá-la para um flat meu no centro. Eu nunca usei esse flat e estreia-lo com ela parecia perfeito. Isabel passaria todas as instruções para Felicity, para evitar menos atenção possível. Eu não via a hora de poder toca-lá, acariciar seu rosto de anjo e beijar seus lábios rosados. Felicity fecharia o desfile, com uma surpresa que nem eu não sabia o que era. 


- Vai ficar aí sentado o dia inteiro? - John apareceu todo arrumado 


- Pago pessoas pra fazer o que eu quiser - diz careta 


 - Até se arrumar? Não vai pegar bem para os chineses você chegar atrasado 


Bufei concordando e meu levantei, John estava certo. Ele era extremamente mais profissional que eu, ele cumpria com os horários e me acobertava nas reuniões que eu me atrasava. Ele seria ótimo CEO. 


Me aprontei rápido e ele esperava na sala do meu apartamento. Optei por irmos em carros separados e ele me olhou malicioso, lancei-lhe meu dedo do meu e dirigi até o evento. 


Eu havia mandado entregar dois presentes para Felicity no camarim. Um vestido queria que ela usasse em nosso primeiro encontro e uma pulseira de diamante azul como seus olhos “ Para te dar sorte” escrevi em um bilhete sem assinatura, eu sabia que ela não sabia quem iria encontrar. Isabel me manteve informado de tudo. Inclusive que ela era diferente de qualquer coisa e que estava fazendo aquilo tudo apenas para conseguir dinheiro e ajudar a família que estava com muitas dívidas. Uma delas eu quitei hoje de manhã, dando total assistência para sua tia no Starling General. Eu queria cuidar dela, era um sentimento que me assustava, eu nem a conhecia. 


Encontrei minha mãe e Thea e fomos recebidos por uma chuva de fotógrafos, tudo que Thea amava, holofotes. Dei algumas entrevistas e acenei para muitas conhecidos, não queria me prolongar em conversas, queria me sentar e ver aquele anjo nas passarelas. 


E então desfile começou, era uma linha de verão. De roupas casuais à moda praia. Tudo selecionado pelos melhores estilistas e feito com material chinês para impressionar os chineses que assistiam tudo atentos. Eu sabia que eles iam fechar negócio comigo, só estavam se fazendo de difícil.


E então todas as luzes se desligaram e só a da passarela ficara acesa, eu sabia que ela entraria. Olhei atendo não querendo perder nenhum detalhe. E então ela apareceu. Linda. Um olhar totalmente focado. Ela vestia um maiô com uma espécie de capa que a fazia flutuar pela passarela, seus passos determinados na ida, sua pose para os fotógrafos onde deu um leve sorriso e sua determinação na volta. 


Deslumbrante.


Aquele sentimento de mais cedo voltou com tudo. Eu não queria só dormir com ela, queria conhecê-la, ajudá-la no que eu pudesse. 


Eu a queria pra mim.


No final do desfile todos os modelos fizeram uma linha reta batendo palmas, e quando ela chegou na metade do caminho, ela voou. Voou literalmente presa em cordas. Sua capa branca a ficara parecer um anjo de verdade. O meu anjo. 


Quando o desfile acabou eu tratei de procurar os chineses, fui muito elogiado e eles disseram que eu podia comemorar, a marca Queen teria uma filial em cada continente. Disserem que o que fizeram mudar de ideia fora a modelo que voou pela plateia. 


Ela me ajudara mesmo sem saber.


- Oliver- mamãe falou - Vamos comemorar, meu filho - me abraçou e retribui 


- Ollie ficou tudo um máximo - Thea pulou em meu pescoço animada - Até aquela pobrinha ficou linda - ia perguntar sobre quando Isabel apareceu em meu campo de visão 


- Com licença - falei par elas e sai de perto - Isabel - chamei 


- Ah, meu querido!! O que achou?


- Esplêndido! - sorri - Felicity estava maravilhosa 


- Ela é uma descoberta maravilhosa mesmo - diminuiu o tem de voz - E ela apenas aguarda por você 


- Como combinado, o carro pegará ela nos fundos daqui a meia hora - entreguei um molho de chaves - Apto 171, só usar as chaves.


- Ela está nervosa, como te falei, ela é diferente 


- Não farei nada que ela não queira, Isabel


Sai do evento antes que alguém solicitasse minha presença para qualquer coisa, entrei no meu carro e dirigi o mais rápido que pude para o flat. Eu já havia combinado com meu motorista a hora para buscá-la, pedi que ele não trocasse nenhuma palavra com ele e que fosse bem discreto. 


Tirei meu paletó e dobrei o blusão até o cotovelo, queria que ela se sentisse bem.


Eu estava nervoso, estava me sentindo um adolescente do colégio. Nem na época do colégio eu me sentia tão nervoso quando ia me encontrar com alguma garota. 


Porque ela mexia tanto comigo?


Meu coração acelerou quando escutei o barulho das chaves na porta. Eu havia preparado tudo, pedi um jantar, variados tipos de bebidas e um champanhe para comemorarmos sua estreia nas passarelas. Afinal sua estreia fora para mim e me ajudara a fechar um grande negócio.


E então a porta abriu e ela entrou. Seus cabelos loiros tampavam metade de seu rosto, sua bochecha a mostra estava corada demais, era perceptível sua respiração ofegante e seu olhar de medo . Afinal ela estava vindo a encontro do desconhecido. Ela usava o vestido branco de renda que eu havia dado, e também reparei que usava a pulseira. Ela olhava ao redor atentamente até que seus olhos bateram em mim. Ela engoliu em seco e eu me aproximei devagar a encarando. Ela entrou completamente e eu parei ao seu lado fechando a porta, ela me olhou mais intensamente e começou a explorar o local. Até que chegou perto da mesa posta para dois e olhou para mim novamente. Eu acho que ela não sabia o que dizer, ela estava nervosa, era notório. Me aproximei ainda mais dela e sorri. 


- Você é ainda mais linda pessoalmente - sorri, mas ela não 


- Eu não quero fazer isso - sussurro - Por favor me deixa ir embora - abaixou a cabeça - Eu nunca fiz programa, por favor, me deixa ir


- Anjo, se você quiser ir embora você pode ir, eu não vou te impedir - me aproximei - Não quero que você me olhe como um cara que você tem que ficar por dinheiro. 


- Mas...


- Eu gostei de você, vi as fotos que fe com a Isabel, você me encantou na passarela - apontei para a mesa do jantar - achei que a gente poderia comer e conversar em um lugar mais tranquilo. Os paparazzi me perseguem e eu não queria te expor. - ela sorriu relaxando e assentindo. Acho que ficou mais aliviada quando viu que eu não ia atacar ela afinal 


- Mesmo assim, eu tenho vergonha - sussurrou - Essa situação me deixa envergonhada 


- Sua timidez me encanta sabia, tudo em você 


- Voce parece ser uma pessoa legal, mas eu não tenho coragem.


- Não precisa fazer nada que não queira. Eu mandar fazer esse jantar especial para você, para comemorarmos suas estreia na passarela - destampei a comida que Isabel havia me indicado para comprar - Soube que é a sua preferida


- Obrigada - falou olhando tudo e sua barriga roncou - Desculpa - corou ainda mais e eu ri alto


- Olha, sei que está com fome, vamos comer e te levo para cara, ou se preferir te meu motorista te leva. 


- Obrigada- falou corando - Vou aceitar 


- Ótimo - sorri puxando puxando a cadeira para ela se sentar e assim ela fez. Eu estava sorrindo demais aquela noite, o que estava acontecendo?


Servi um pedaço da lasanha para ela e um pedaço para mim, ela disse que não bebia álcool e optou por um suco. Admirei o falo de não beber. Me servi um vinho que caía bem com massas e me sentei ao seu lado. 


- Eu nem sei seu nome - falou o óbvio e eu sorri novamente. O que deu em mim? - O meu você já deve saber 


- Eu sei - concordei - Oliver Queen - falei estendendo a minha taça para de pudéssemos brindar. - A sua estreia e ao seu sucesso!


- Obrigada, Sr. Queen - brindou


- Nada de senhor, pode me chamar de Oliver - beberiquei o vinho - Não sou tão velho assim 


- Com certeza não - falou quase inaudível e ri novamente, eu sabia do que ela estava falando 


- O que? - perguntei me fazendo de desentendido 


- Nada - corou absurdamente 


Conversamos sobre diversas coisas, eu contei para ela como fui parar na presidência da Queen, e ela me contou como veio parar em Starling City. Seu pai era um tremendo babaca, ela falou pouco sobre ele mas o suficiente para saber que ele era parecido com o meu pai. Contei que eu tinha uma irmã mais nova e minha mãe. Não tinha muitos amigos, apenas John e Tommy, esse último estava viajando a trabalho.  Ela ficou indignada por uma pessoa tão rica ser tão solitária. 


- Quando eu te vi a primeira vez - falei - Não vou mentir, quis te ter de uma outra forma - beberiquei meu vinho - Mas quando te vi na passarela eu senti que não era só isso que eu queria ter de você.


- Como assim?


- É que você é alguém tão fácil de conversar, de falar. Me sinto à vontade aqui - sorri 


- Quando eu cheguei me senti com medo e envergonhada, mas não sinto mais isso. Também me sinto confortável com você, você é alguém fácil de conversar. - passou a mão no pescoço, um movimento involuntário que a deixou tremendamente sexy - Me tratou bem, poucas pessoas me trataram bem desde que cheguei em Starling.


- Podemos ser amigos - sorri novamente - Se você quiser. - ela sorriu assentindo - Isabel me disse que a sua família está com alguns problemas financeiros. Por isso que aceitou essse encontro. 


- Foi, eu quero poder ajudar - olhou para o prato agora vazio - Eu acho que é melhor eu ir embora - falou se levantando e eu senti o clima mudar, estava leve e ficou tenso. 


- Não vou mais tomar seu tempo - sussurrei a encarando intensamente e me levantei - Vou te acompanhar até a porta


- Espera - ela segurou meu braço desnudo e parecia que uma corrente elétrica passou pelo meu corpo, ela também sentiu pois meu soltou rapidamente - Você não vai poder me levar?


- Acho melhor não, não quero nenhuma manchete maldosa nos jornais envolvendo você - fui sincero- Como explicaria a sua família?


- É - falou um pouco ofegante - Então... - me aproximei mais dela, o suficiente para o meu rosto ficar a centímetros do meu e beijei sua bochecha. Ela me encarou ainda ofegante e, parecendo que havíamos combinado, selamos nossos lábios.


O beijo começou lento e calmo. Seus lábios eram macios e sedosos, como de um verdadeiro anjo. Eu a abracei pela cintura a agarrando em mim e ela passou seus braços pelo pelo pescoço, quando puxou de leve meus cabelos o beijo se tornou mais veroz e sedutor. Uma batalha de línguas que não tinha um ganhador, mas sim duas pessoas desesperadas uma pela outra. Quando o ar se fez necessário eu juntei nossas testas e olhei em seus olhos. 


- Eu quero - ela falou ofegante por causa do beijo 


- Você tem certeza? Não farei nada que você não queira, anjo. 


- Eu quero - falou novamente juntando nossos lábios, a puxei para perto da cama e parei atrás dela. Levantei seu cabelo e beijei toda e sua pele nua das costas, seu cheiro era extraordinário, tudo nela era. Desci devagar o zíper do seu vestido e ele escorregou sozinho por suas pernas. Estava sem sutiã e com uma calcinha de renda branca, a visão de seu bumbum fez meu membro latejar ainda mais de ansiedade. Fiquei de joelhos e beijei sua nadega, senti seu corpo se estremasser com meu beijo e sorri. 


Coloquei minhas mãos no cos de sua calcinha de desci até seu pé, ela deu um passo para frente e se virou para mim, olhando nos meus olhos e sorriu. Um sorriso travessa que me fez avançar sobre ela e a joguei na cama. Abri suas pernas e me acomodei no meio delas, asneirei com corpo com certa adoração. 


- Perfeita - falei abocanhando seu peito e ela gemeu se arrepiando. Passei minha língua por seu bico, mordiscando e lambendo alternadamente. Ela arqueava o corpo e gemia pedindo mais. Estiquei meu braço chegando em seu clítoris e o massageei, ela gemeu ainda mais quando a penetrei com um dedo. - Você gosta? - falei voltando a chupar seu peito e fazendo movimentos com meu dedo dentro dela. 


- S-sim, oh oh - gemia alto e me deixava ainda mais louco por ela. - Oliver 


Quando ela gemeu meu nome foi demais pra mim, dei uma última mordida em seu peito e abocanhei sua intimidade, ela arqueou todo o corpo e pressionou minha cabeça ainda mais contra ela, eu chupava seu clítoris com vontade. Seu gosto era maravilhoso e eu queria mais mais. Se eu tivesse vizinhos nesse andar com certeza eles estariam ouvindo os gritos dela de prazer. 


Felicity puxou meu rosto para o seu e me beijou, um beijo que começou calmo e terminou com ela em cima de mim tirando toma a minha roupa, quando meu membro ficou amostra ela o abocanhou sem exitar e começou com movimentos de vai e vem com a cabeça. Ela estava me levando ao céu e nem sabia, ela não tinha noção do efeito que tinha sobre mim. A puxei para mim antes que eu acabasse gozando em sua boca e a beijei ainda mais. 


- Agora, Oliver - ela sussurrou no beijo e eu entendi. Saquei a camisinha rapidamente e me vesti com ela. Felicity deitou e me encarou a olhei com ternura e me encaixei em suas pernas, ela entrelaçou as pernas em volta de mim. Posicionei meu membro em sua entrada e penetrei com tudo e ela gritou, mas não foi de prazer. Foi de dor. Felicity era virgem. Era virgem e escolheu se entregar a mim, um desconhecido. Sai de dentro dela e a encarei - Continua - pediu 


- Porque não me contou? 


- Continua - repetiu me olhando intensamente e pude ver certeza em seu olhar. Ela queria comigo, então era minha obrigação fazer sua primeira vez ser especial.


A penetrei novamente, só que mais devagar e com calma. Beijei seus lábios com ternumera e fiz movimentos leves de vai e vem. No início ela ficou calada, esperando seu corpo se acostumar com a situação, quando se acostumou ela soltou o primeiro gemido de prazer e eu soube que  ela estava pronta para que eu fosse mais rápido. Fui aumentando a velocidade e a força das penetrações, Felicity voltou a gemer como antes e eu a acompanhava. 


Mudei nossas posições e ela cavalgava e rebolava em cima de mim chamando meu nome. Aquela mulher seria a minha perdição!


- Oliver, eu acho que eu vou ... - gemeu


- Goza pra mim, meu anjo - rosnei segurando seu bumbum e estocando o mais forte que conseguia


Gozamos juntos, com um último gemido de prazer. Ela caiu ao meu lado da cama e me olhou sorrindo, sorri pra ela e a puxei para o meu peito. 


- Obrigada por ter sido compreensível 


- Entre tantos porque um desconhecido?


- Entre tantos você foi quem me tratou bem - sussurrou fechando os olhos e me arrancando mais um sorriso 


POV FELICITY


Achei que eu ia me sentir suja, envergonhada e usada. Mas não, com Oliver eu me senti bem, não fiz pelo dinheiro, fiz porque eu quis e ele me fez sentir especial. Não sei se foi alguma jogada dele pra conseguir o que queria, ou se ele realmente era alguém fácil de conversar e se sentir bem quando está perto. Podem me chamar de maluca, mas me senti protegida de uma forma que nunca me senti. 


Naquele dia mais cedo quando Isabel me passou as instruções de como seria nosso encontro eu senti medo, eu não sabia quem era. Se seria gentil ou se me maltrataria se eu chegasse dizendo que não queria nada. Mas Oliver foi perfeito.


Ele era uma de uma beleza única, beleza essa que faria qualquer um “molhar a calcinha” como diria Curtis. Seus olhos azuis iguais os meus me faziam sair de órbita, seu toque era como veludo em mim. Ele fazia toda uma corrente elétrica passar por meu corpo quando me tocava. Ele era maravilhoso.


Sorri ainda mais ao lembrar de mais cedo. Eu me senti tão bem na passarela, sentia que ali era realmente o meu lugar. Desfilar fazias com que meus problemas e medos sumissem, era só eu e a passarela. Com certeza era aquilo que eu queria para mim! Queria que minha mãe pudesse ver o desfile, ver o quanto brilhei e fui aplaudida. 


Me desesperei quando lembrei da minha mãe... Ela deve estar morrendo de preocupação comigo. Fiz menção para me levantar mas braços fortes me impediram, olhei para ele que me encarava com um sorriso nos lábios. 


- Bom dia, anjo - me deu um selinho e eu sorri 


- Bom dia! - tentei levantar de novo e ele não deixou - Oliver eu tenho que ir, minha mãe deve estar preocupada demais. 


- Relaxa, fala pra ela que a festa durou até tarde, diz que o dono da empresa fez um confraternização com todos que trabalharam - deu de ombros 


- É mesmo, dono da empresa? - sorri - Eu realmente tenho que ir - me levantei e fui correndo para o banheiro. Ele apareceu logo atrás de mim e me prensou contra a parede, o bico do meu encostando no azulejo gelado me fez estremecer. - Oliver...


- Eu não consigo resistir a você - sussurrou no meu ouvido 


- Não resista - falei e ele gemeu no puxando para cima da bancada do banheiro e me penetrando sem cerimônias- Oh - gemi alto enquanto ele estocava cada vez mais forte. 


Cravei minhas unhas nas suas costas puxando-o ainda mais para mim. Ontem fora um pouco dolorido, mas agora eu sentia tanto prazer que meus olhos se reviravam. Ele deu uma atenção especial ao meu seio mordiscando e chupando a cada estocada. Eu já estava perto de me liberar para ele quando de repente ele saiu de dentro de mim e se liberou na pia. A imagem do Oliver gozando devia ser algo sensurado. 


Ri lembrando que eu era menor de idade. 


- Eu quase esqueci - ele se virou pra mim - Você me deixa maluco - me beijou voraz e eu correspondi.


- Posso dizer o mesmo de você! - encerrei o beijo descendo da bancada e deixando ele com cara de quem queria mais.


Tomei um banho sem molhar o rosto para não correr o resto de molhar o cabelo e minha mãe desconfiar de algo, enquanto eu me arrumava Oliver tomou o banho dele. Ele saiu do banheiro apenas com a toalha na cintura. 


- Tenho algo pra você - disse ele indo até um móvel e pegando dois envelopes. 


- Eu não quero seu dinheiro, Oliver - falei me sentindo um pouco ofendida - Não transei com você pelo seu dinheiro - peguei minha bolsa e dei as costas para ele indo em direção a porta, mas ele foi mais rápido e parou na minha frente me impedindo de sair.


- Desculpa se te ofendi - acariciou meu rosto secando a lágrima que nem percebi que escorria - Eu quero apenas te agradar, eu ia te dar se tivéssemos transado ou não, fiquei com medo de te dar assim que você chegou e você acabar se sentindo pressionada a algo 


- Eu me sinto mal em aceitar 


- Aceita, gasta com o que você quiser - fé uma cara de pidão- Vou arrumar um jeito desse dinheiro chegar a você de qualquer forma, você aceitando agora só me poupa o tempo de descobrir sua conta bancária. 


- Você não vai desistir? 


- Não - ele sorriu - Vou te encher de presentes, acostume-se 


- Tudo bem - sussurrei pegando os envelopes que ele estendia. Abri o mais vazio e vi que era um conta de hospital paga em nome de Dorotty Smoak Cuter. Ele havia pago a conta do hospital da minha tia. - Oliver...


- Eu só quero te agradar e principalmente te ajudar. - falou se aproximando - Não adianta relutar


- Obrigada - o abracei - De verdade, você tirou um peso das minhas costas 


- É pra isso que eu estou aqui, anjo - beijou minha testa - Vou te levar 


- Não precisa, eu pego um táxi...


- Não vou deixar você sair essa hora de táxi sozinha. 


Assenti descobrindo que era impossível dizer não a Oliver Queen.


O caminho para casa foi tranquilo, era quase de manhã quando ele estacionou o carro na esquina, pedi que fosse na esquina afinal como eu ia explicar um táxi conversível?


- Anota o meu número - falou me olhando antes que eu descesse do carro. Estendi meu celular para que ele anotasse no mesmo - Vou comprar outro pra você  - Fiz careta lembrando que o meu celular era realmente bem velho. - E não adianta falar que não precisa, porque vou comprar de qualquer forma - Suspirei e peguei meu celular de volta.


Salvei o contato apenas como “Anjo” a forma como ele me chamou à noite toda. Virei para a porta para abri-la e suas mãos me puxaram para um beijo. O beijo era calmo, mas cheio de desejo. Parei antes de fizéssemos algo ali mesmo na esquina.


- Tchau, Anjo - falou sorrindo 


- Tchau, Oliver - sai do carro e sacudi os envelopes - Obrigada. - fechei a porta. Ele piscou e fechou a janela do carro, mas não deu a partida provavelmente esperando eu entrar em casa.


Caminhei sem olhar pra trás com um sorriso no rosto. Não era um sorriso de uma boba apaixonada, lógico que não, era o sorriso de quem foi tratada bem. Ele fez eu me sentir especial. 


Entrei em casa devagar, com calma para não acordar ninguém, mas em vão, pois encontrei mamãe e titia acordadas com cara cansada sentadas no sofá.


- Minha filha - minha mãe exclamou assim que me viu - Graças a Deus!


- Desculpa - falei indo em seu abraço- Não pude sair até a festa que o dono da empresa fez para quem trabalhou acabar.


- Eu falei pra sua mãe que esse tipo de coisa acontecia, mas ela é teimosa - tia Dottie falou fraquinho e eu a abracei também 


- Tenho um presente para você- falei chamando minha mãe para perto da gente. Titia estava deitada no sofá maior e minha mãe sentada no menor, Donna se agauchou ao meu lado. 


Minha tia teve um princípio de infarto normal na sua idade com fortes emoções já que ela era cardíaca, porém o médico pediu repouso total se não o pior poderia acontecer.


Estiquei o envelope do hospital para minha mãe ela pegou sem entender abrindo-o e se espantando. 


- Está pago? - perguntou 


- Sim - sorri - Estava na soleira da porta quando entrei em casa - menti - E esse é o meu salário pelo desfile de hoje - estiquei o outro envelope - Quero que paguem a primeira parcela da dívida 


- Claro que não - elas falaram juntas 


- Por favor - pedi - se não eu mesma irei lá pagar. Estou fazendo isso para melhorar tudo pra gente e vou melhorar vocês são minha família. - abracei as duas e elas choraram junto comigo. 


Titia ficou intrigada com o fato de alguém ter pagado a conta dela é simplesmente ter deixado o comprovante na porta de casa. Eu apenas disse que anjos existiam e fui dormir. Mamãe ficou dizendo que era muito dinheiro para ganhar em um trabalho e eu desconversei dizendo que era porque eu havia fechado o desfile e cada cachê era diferente para cada função. Ela aceitou minha resposta e me deixou dormir. 


Sonhei que eu estava nos braços de um anjo de olhos azuis.


Notas Finais


Por favor, comentem o que acharam!!
Espero que tenham gostado!


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