História Secretary - Capítulo 24


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sidney Glass, Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Chefe, Emma Swan, Regina Mills, Secretária, Swan Queen, Swanqueen
Visualizações 842
Palavras 3.331
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Festa, LGBT, Lírica, Mistério, Orange, Poesias, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha quem voltou bem rapidinho!
Espero que estejam bem preparados para revelações...

Capítulo 24 - Revelações


Fanfic / Fanfiction Secretary - Capítulo 24 - Revelações

Regina Mills

 

Os fleches surgem, com a minha vontade de chorar. É deprimente, até lamentável perceber que a decepção se faz presente em cada parte de mim, como se essa sensação já não fosse costumeira.

A sensação de peso no peito deveria ser comum para mim, assim como levantar da cama e fazer higiene matinal, porém, no momento parece que bati o mindinho na quina da mesa e estou prestes a não saber como me segurar para soltar um palavrão, sem dúvidas esse é a explicação mais adequada em relação aos meus sentimentos. Deveria estar assim por não ter conseguido falar com Emma ou ainda por conta dela ter largado o hotel, mas tudo isso só me causa raiva e frustração, mas não uma imensa tristeza. Mesmo que senhorita Swan estivesse aqui do meu lado, se tivéssemos feito amor durante a tarde toda, senhor amor há tanto tempo simplesmente não me deixo amar coisa que sinto que posso fazer com Emma, sentir sua pele com calma, arfar ao ver seu sorriso, até se o dia estivesse sido ótimo diferente do que tem se mostrado, acabaria por me estar atormentada, apavorada, com um peço sobre os ombros por estar próxima a August.

É engraçado, as pessoas sempre pensam que é sempre possível colocar o passado em uma caixa no fundo do guarda-roupa e continuar seguindo a vida, é isso que a maioria faz , esquece antigos relacionamentos mal acabados, as brigas, simplesmente colocam no lugar das lagrimas um belo sorriso falso, faço isso todo santo dia, quando olho para o meu filho que não é meu, quando observo minha mãe e luto para não lembrar todas as palavras duras, assim como faço quando me examino no espelho e tendo não me repudiar. Escutei tantas vezes que deveria seguir em frente colocar uma grande pedra no passado, mas como seria possível? Se quando olho os cabelos de Henry e logo me lembro de Fiona, quando encaro Zelena lembro as palavras que ela omitiu e agora enquanto vejo August percebo que o que mais amo, nem tem parte de mim, que não é nada meu.

Dias apos dia o passado me consome a cada segundo, por mais que queira fugir, está em minha pele. É horrível perceber que as dores físicas sumiram, mas as emocionais ainda corroem e a pior é a de não ter falado, de não ter deixado as palavras fluírem entre meus lábios. Os pedidos de desculpa que nunca mais poderão ser ditos, o eu te amo abafado em uma noite fria, o arrependimento da briga, tudo isso parece agora tão real quanto o som de meus saltos adentrando o salão, é como se o mundo se mostrasse um pouco mais perturbador, por simplesmente ver ele ali, em seu terno com corte elegante e sua camisa social xadrez, em tons de vinho e branco, que fazem contraste com os seus olhos com tom de verde intenso, que causam espantos por não terem sido herdados, porem o seu cabelo castanho é da mesma tonalidade.

Respiro fundo e ando pelo salão cumprimentando algumas pessoas, que sorriem educadamente. Perco-me em uma conversa com o organizador do evento, que gira em torno de pedidos de desculpa da minha parte, enquanto as palavras saem dos meus lábios, os meus olhos teimam em se direcionar para o homem, é explicado a mim que ele ficou com o meu lugar como homenageado por conta do meu atraso, dou um sorriso como resposta e olho para os lados notando que sou a única a não bater palmas quando ele desce do palco.

Cravo as unhas contra a palma da mão lutando para não ir até onde August conversa animadamente com algumas pessoas e dar na cara dele, mas me controlo e apenas observo. Viro-me sentindo dedos em minhas costas, que causa um arrepio, antes mesmo de me virar sei quem é por conta do perfume.

— Fiquei preocupada com o seu atraso — Indaga sorrindo.

Observo o cabelo de Isabelle, que forma um coque de lado, os fios bem organizados parecem quase que fazerem um contraponto com sua personalidade, desço os olhos por sua roupa, um vestido branco com mangas regata e saltos enormes que nos deixam em uma distância considerável de altura.

— Não deveria — Esclareço ríspida.

Qualquer outra pessoa ficaria irritada, mas conheço e sei que ela vai sorrir mesmo tendo ficado extremamente nervosa  com a conversa que teve com Zelena, Isabelle não vai entrar no assunto, pois, esperara que saia da minha boca para acreditar no fato de que estou realmente gostando de alguém, foi assim com Fiona e não acredito que vou ter a mesma paciência para lidar com o seu temperamento igual antigamente.

Algumas pessoas andam envolta da gente, conversando, outra indo em direção ao segundo salão onde será o jantar, só de observar tenho certeza que aqui não é o lugar para ter essa conversa, mas merda ficar disfarçando durante a noite toda será capaz de me fazer explodir, ainda mais estando na mesma mesa que August.

— Sempre me preocupo com você Gina, é inevitável — Comenta deslizando os dedos por minhas costas, causando em mim certa irritação.

Se Emma estivesse aqui não gostaria nada de ver isso. Senhor nem temos nada rotulado, logicamente temos uma química incrível e por mais que não conhecemos muito bem nos gostamos, mas mesmo assim com todos esses poréns sinto que lhe devo satisfação e respeito, mesmo ela não estando aqui, ainda mais depois de tê-la ignorado de forma tão equivocada quando poderia ter muito bem a assumido para Isabelle, mesmo sendo cedo demais.

— Nós temos que conversar Isabelle — Alerto tirando sua mão de minhas costas.

Mesmo que Emma tenha sumido tenho que fazer isso, sei que estou enrolando anos para ter uma conversa sincera com Isabelle, temos que colocar os problemas na mesa. Não quero ser egoísta e pensar que foi tudo culpa dela, que foi só ela que foi toxica, também fui, pois, mesmo sabendo de todo o afeto dela por mim nunca impedi e cortei totalmente os seus sentimentos. É engraçado, pois, Emma mostrou isso para mim enquanto conversávamos, sempre soube que a amizade com Isabelle tinha algo a mais, porem sempre quis evitar acreditar fielmente nisso porque seria doloroso cortar a relação por completo. Foi difícil ter uma conversa depois de termos feito sexo, perceber que Isabelle French tinha feito amor comigo, enquanto eu acabara de apenas usar ela para satisfazer algo que nem era sexual, mas sim emocional isso é ser toxica com alguém.

— Sobre? — Pergunta arqueando levemente a sobrancelha.

Mereço isso? Sua forma de ser sonsa me atormenta, para que correr de assunto previsível.

— Você sabe Isabelle — Esbravejo me controlando para não revirar os olhos.

— Sabe o que realmente sei Regina? — Pergunta se aproximando ainda mais de mim — Que você vem me evitando e isso é horroroso.

Nossa olha quem esta falando em Ignorar, sim realmente a evitei diversas vezes. Ela esteve duas vezes em Seattle e ambas às vezes evitei nosso contato, não estava pronta para lidar com os fatos e entender como as coisas ficariam depois daquela noite.

— Não sou a única a ignorar situações e evitar conversas Isabelle — Esclareço sorrindo — Você vem fazendo isso desde sua conversa com Zelena.

Percebo o olhar de Isabelle, como ele se transforma em sombrio por saber que sei da conversa. Sem dúvidas neste momento seu cérebro esta tentando entender se os fatos são verdadeiros, se Zelena não estava loucamente equivocada dizendo todas aquelas palavras.

— Regina, sinceramente — Indaga colocando a mão em meu ombro, seus dedos são frios como na noite em que eles se perderam entre minhas pernas — Não quero me estressar com suas aventuras, com mais uma delas. Sei que tenho lugar garantido com você e nem venha dizer novamente aquele assunto de amizade, sabemos bem que não somos apenas amigas e depois daquela noite não quero nunca mais ser apenas sua amiga, entende?

Mal sei definir que palavra é mais equivocada nesta frase, ela pensa que vamos ficar juntas? Fui bem clara que não aconteceria, que não tínhamos nada e que apenas a amizade existiria. Sobre Aventuras? Ela pensa que me conhece demais só pode, na verdade, depois de a morte de Fiona só fiz sexo três vezes e em uma dessa foi com ela, então cogito que isso não significa aventuras sexuais comparado a tudo que fiz na juventude. Emma nunca será uma aventura.

— Não sou de aventuras há muito tempo Isabelle e você sabe muito bem disso — Esclareço tirando sua mão do meu corpo — Não queria que esse assunto ficasse em boca de terceiros, mas Zelena se meteu, mas todas as palavras delas são reais. Estou gostando de alguém e pretendo tentar ter um futuro com esse alguém, então para que o passado não se repita, peço para que se afaste.

— Esta falando de me afastar de Henry e da sua família? — Pergunta com um tom de voz um pouco mais alto.

Seria quase impossível fazer isso, pois, Henry gosta dela e seria bem difícil convence-lo de nunca mais ver a tia Belle e em relação a minha família ela faz parte dela, então se as coisas derem certo com Emma o certo é eu me distanciar colocar um limite onde não a veja com frequência.

— Se for necessário para que eu seja feliz irei fazer — Esclareço calmamente.

 Você já estava gostando de alguém na época? — Pergunta fazendo alguns olhos virem em nossa direção, por conta do seu escanda-lo.

Nunca faria isso, por mais cruel que possa ser em algumas atitudes isso seria ultrapassar completamente a linha do limite. Com Isabelle o sexo aconteceu, mas não estava pensando em outra alguém mais sim em uma situação.

— Abaixa o tom de voz Isabelle — Indago segurando o seu braço — Não estamos em um lugar particular e, na verdade, nem deveríamos estar conversando isso aqui.
Ela faz cara feia, solto o e vejo a marca vermelha por conta da forca que apliquei contra a pele, sinto raiva de mim por isso.

— Desculpa — Sussurro sabendo que nem deveria ter tocado nela.

Ela abre a boca para dizer algo, mas se cala assim que Mulan surge. O seu vestido é de um tom cinza-claro e tem uma grande fenda entre os seios, ela é uma mulher elegante e de modo geral não tenho nada contra ela, mas não posso dizer o mesmo em relação ao seu companheiro, namorado, sexo casual de anos.

— Regina, como é bom te ver — Indaga beijando sutilmente minha face — Pensei que nem viria. August ficou extremamente surpreso ao saber que te substituiria.

— Imagino — Comento forcando um sorriso e olhando para Isabelle que tem os olhos cheios de lagrimas.

Merda ela vai chorar aqui? Machuquei o braço dela, consigo ver a marca vermelha.

— Esta tudo bem Isabelle? — Pergunta Mulan vendo a mesma cena que eu, Isabelle com a mão no braço.

— Ótima — Diz olhando para mim.

Antes que possa dizer algo August aparece fazendo cada parte de mim ser tomada por uma incrível raiva. Parece que todo o meu casamento com Fiona passa como um filme diante dos meus olhos. O modo como nossas mãos se uniam de forma quase que perfeita, sua risada que motiva o surgimento da minha, nossos corpos colados em nossa cama, à maneira como cada parte de mim, ansiava por mais de Fiona e os anos de decepção que sucederam o silêncio que se fez morada em horas vagas quando August se fez presente em nossas vidas.

— Regina Mills, quem diria a empresária mais renomada chegaria atrasada em um evento. Quebrou o salto ou acabou por ser traída? — Perguntou exibindo os seus dentes alinhados e brancos.

Vou matar esse filho da puta, odeio ter que manter contato com August me irrita o fato de estar presa a ele, de ser chantageada pra defender alguém que amo.

— Coisas assim acontecem com pessoas que assumem suas responsabilidades — Comento sorrindo e me controlando para não pular em sua garganta.

Antes ele era apenas o filho do dono da empresa concorrente, mas as coisas mudaram quando o pai faleceu e ele tomou posse de tudo por meio da herança. Pouco a pouco o império dos Booth foi desabando, era esperado já que colocaram a empresa nas mãos de um moleque que só gostava de dirigir sua moto e transar, sorri ao saber da ruína de sua empresa, mas não sabia que minha vida iria seguir o mesmo destina.

— Como vai meu garoto? — Pergunta cruzando os braços.

Respiro fundo tentando controlar os meus instintos, não posso descer do salto, nem mata-lo, tenho que ter algo controle, mas é impossível. Garoto dele? Henry é meu. Quem cuidou dele quando ele ficou com febre? Quem ensinou a nadar e a tocar piano? 

— Henry Mills esta bem — Esclareço aproximando-me do ouvido de August.

Sim Mills, ele tem o meu sobrenome, não o dele, Henry é meu filho.

— Acho tão engraçado — Diz segurando meu braço, os seus dedos são quentes contra minha pele — Muito engraçado a sua cabeça erguida. É uma pena nenhuma daquelas pessoas — Indaga apontando para quem esta a nossa volta — Saberem sobre você — Esclarece rindo.

Meus olhos encaram o chão, não me importo se todas as pessoas soubessem com detalhes todos os fatos, o que mais doeria seria meu filho, se Henry souber a verdade ele vai odiar tanto eu quanto Fiona.

— Ainda sinto o gosto dela, tão entrega pra mim Regina — Suspira murmurando fazendo os meus olhos encherem de lagrimas — Aquela pele alva, a forma como ela se entregou gritando enquanto a fodia, foi assim que concebemos nosso filho — Comentou trazendo revolta e frustração — Em uma boa de uma foda, pois, você não era suficiente, porque, na verdade, Fiona adorava montar em mim, mas você sempre foi tão fissurada por ela que nunca conseguiu ver o que estava na frente dos seus olhos — Ri jogando a cabeça para trás — Pior você criou o nosso filho, olha como isso é hilário você cuidou de Henry.

Eu o odeio, odeio August, repudio o fato de Fiona Mills ter me traído. Não me controlo, minha mão se ergue para atingir a face dele, mas é contida por Isabelle.

— Vamos sair daqui Gina — Diz me puxando.

Ela vai apanhar junto se não me soltar.

— Se esse tapa me atingisse, iria surgir o nome de seu filho em tudo que manchete, posso ate imaginar — Indaga levantando as mãos — Henry Mills, filho de Regina Mills e sua Ex-mulher Fiona Mills e, na verdade, filho do empresário August. Pela primeira vez em meses sou confrontada com esses fatos novamente.

— Odeio você — Sussurro tremendo sentindo os braços de Isabelle me puxando.

Preparo-me para bater nele, preciso disso.

— Regina, não vale a pena não faca isso. Henry vai ficar sem chão — Sussurra contra a minha orelha.

Henry não pode saber que é filho desse nojento, ele não pode sentir essa dor que me corrói. Meu filho não pode odiar a mãe morta, prefiro que todo o ódio dele se direciono apenas a mim, mas não a Fiona os problemas do nosso relacionamento sempre foi só nossos e Henry não tem que saber disso. Simples ele foi fruto de uma inseminação e enquanto eu tiver dinheiro para pagar August vai ficar tudo bem.

Desvencilho-me dos braços de Isabelle e ando pelo salão desnorteada, parece que algo esta preso em minha garganta e narinas me impedindo de simplesmente respirar, tropeço em algumas pessoas.

Encontro o banheiro, entro em um dos cubículos e me deixo chorar. Um gemido abafado sai de seus lábios e me assusta, por haver tanta dor, parece que algo esta apertando o meu coração com força a sensação de pânico atinge. Levo as mãos à cabeça tentando controlar as lagrimas.

Henry e meu filho o meu menino, fui a primeira pessoa a pega-lo no colo depois de Fiona, gravei os seus primeiros passos e analisei os ferimentos de suas quedas, li para que ele dormisse e diversas vezes não dormi preocupada com ele. Porque o mundo e tão injusto? Porque ele simplesmente não pode ter meu sangue correndo em suas veias? Porque Fiona me traiu? Poderíamos ter sido realmente felizes, sempre que vou ate o cemitério e observo sua lapide escrito, grande mãe, esposa e amiga, pergunto-me qual foi o erro que cometi, nunca atrai e nem pensei na ideia, a amava de forma tão amena e intensa, nestas horas que me pergunto se foi por dinheiro, mas não consigo acreditar, não posso simplesmente ter fé de que ela nunca me amou.

Quando descobri a gravidez de Fiona foi como se o mundo desaba-se sobre os meus pés.

Os meus dedos correram por diversas planilhas, mas minha mente mal estava ali, observei a porta retrato sobre minha mesa e não resisti deslizei a mão sobre a foto de nosso casamento. A preocupação me abateu com força fazendo-me largar o trabalho sobre a mesa e observar o relógio 10h00min horas, ela não havia respondido nenhuma das minhas ligações e a governanta de nossa casa avisou que Fiona ainda estava dormindo. Pensei em pedir para secretaria mandar os tão comuns 31 cravos vermelhos para Fiona, um para cada dia do mês como de costume, mas decidi por eu mesma comprar e a entregar em casa. Estava preocupada com Fiona, pois, ela tinha passado mal em um jantar depois de comer alguns canapês, a situação ficou tão desesperadora que tive que enfia-la em um carro para ir ao hospital. Parei com as rosas em frente a nossa casa, optamos por um lugar grande, escolhemos a dedo, ansiávamos por futuramente enchê-la de crianças, ficava a cerca de 30 minutos da empresa, mas parecia uma casa de campo.
Subi as escadas devagar sabendo que ela ainda estaria dormindo, mas aquilo era comum já que Fiona tinha o habito de passar noites em claro. Entrei em nosso quarto, todo em tons de branco e madeira, os lençóis estavam bagunçados sobre a cama com dossel.
Segui lentamente ate o banheiro, esperando que ela estivesse nua na banheira, poderíamos tomar um banho relaxante e depois almoçarmos, passaria a tarde trabalhando no escritório para o caso dela precisar de mim. A porta estava aberta me dando a vista dela parada de frente ao espelho, com os olhos banhados por lagrimas enquanto observava um teste de gravidez. Meu copo todo gelou e como se tivesse um grande erro ali, porque ela estaria fazendo um teste de gravidez, mas em minutos toda a minha ficha caiu como as rosas que foram ao chão. Consigo lembrar perfeitamente dos olhos negros de Fiona vindo em minha direção, o seu olhar assustado. Tudo que consegui fazer foi pegar o teste de suas mãos e ver o positivo. Escutei os seus gritos enquanto descia a escada, meu mundo girava de forma alucinada. Quando senti os seus dedos em meu braço no enorme quintal da casa vomitei contra a grama, me odiando por amar Fiona Mills.
Fora os nove meses mais conturbados da minha vida, queria abandonar Fiona, mas ainda a amava, tinha plena noção que ela não teria como criar aquele feto, então apenas disse para que ela ficasse na casa, eu sairia. Foram tantas brigas, situações horríveis, por vezes a olhava mesmo depois de o nascimento de Henry que foi o momento mais feliz da minha vida e me perguntava como ela tinha sido capaz de foder tanto com o amor que sentia por ela e ate o último dia da vida de Fiona, por vezes a fintava e pensava por quê?
Senhor eu amava Fiona e ainda a amo, por incrível que pareça amo Fiona Mills, porque ela me deu a coisa mais preciosa para mim que é Henry, mas, ao mesmo tempo, é doloroso demais saber que a pessoa que mais amo neste mundo não tem nenhum fragmento de mim, que ele pode ser arrancado de meus braços com facilidade e isso ainda não correu por conta de dinheiro, pois, sei que se August contratar um advogado para ficar com a guarda de Henry vou acabar por perdê-lo.

Nenhum juiz em sã consciência vai deixa-lo comigo. Eu a mulher que matou a mãe dele.


Notas Finais


Tudo que mais quero, é saber o que vocês acharam!


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