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História Secrets - Take on me - Clexa - Capítulo 23


Escrita por:


Notas do Autor


Oi, oi gente linda. Então to trazendo esse capitulo aqui só como transição para o que vai acontecer nos próximos.
Lembrando que escrevi esse capitulo baseado na musica Hurt do Johnny Cash
Então confiram lá pra dar uma imersão mais legal

Capítulo 23 - Hurt


"Eu amo minha família e faria qualquer coisa para estar com eles e protege-los todos os dias, mas agora, a cada dia que passa se torna mais claro que eu não deveria ter voltado, que eu não pertenço mais a esse lugar. Estou certa agora de que minha esposa ama essa vida, e ela sequer tenta esconder de mim. Suas armas na bolsa, seus soldados e o desejo insano pelo perigo é o que a guiam agora. Enquanto isso, eu desejaria que meu revólver Smith e Wesson não fosse meu melhor amigo e que nós não tivéssemos saído da fazenda.

Sinto que minha vida deu a volta. Estou seguindo um caminho em que nunca estive, nada é familiar. Nada faz sentido, não sei se devo sair ou continuar, se vou embora sozinha ou levo todos comigo. Não sei sequer em quem confiar.

Mas agora entendo que ser um líder requer isolamento. Tenho que me afastar dos que se afetam por minhas decisões. Aqueles que amo, assim como os que eu odeio. Por que um momento ficará difícil ser uma irmã quando minhas decisões serão as que uma mãe tem que tomar."

---X---

"Enterrei minha melhor amiga três dias atrás, e como clichê deixei uma parte minha naquele caixão. - Uma parte que eu pouco conhecia. Uma parte que nunca verei de novo. – Desde esse fatídico dia, eu perdi o equilíbrio, Anya sempre me empurrava para a direção certa. Agora a dúvida e a sensação de desonestidade gritam tão alto em minha mente que a maior parte do tempo eu não consigo ouvir nada. Amor, camaradagem, liberdade... Todas essas coisas que eu queria dessa vida estão perdidas agora.

Não consigo olhar para seus filhos ou para sua esposa, não tenho palavras para contar o que aconteceu, sequer sei o que dizer aos meus filhos quando perguntam por sua tia. Costia diz que coisas ruins acontecem, e que essa é uma das consequências por nossas ações. Ela está certa. Nenhum gangster vive o suficiente para ver os netos nascerem, e essa é a nossa maldição. Ainda assim, tudo está preto e branco para mim. Todas as vezes que fecho os olhos eu vejo seu sangue nas minhas mãos e todas as vezes que eu durmo sinto que não vou acordar, ou que algum membro da minha família irá morrer.

Quando forem velhos o suficiente para ver sentido na vida, saberão tudo sobre mim; as coisas que me orgulho, e as quais me arrependo. Por isso as escrevo, para que saibam por mim. E então terão que tomar suas próprias decisões. Por mais que queira ajuda-los, saibam que suas escolhas são só suas. O único conselho que posso lhes dar... É saber quem vocês são.

Descubram o que importa para vocês, saibam o que está em seu coração, não se distraiam pelo medo, ou histórias, ou pela opinião de gente de fora. Encontrem suas próprias verdades – não sigam nessa vida de sujeira, não sigam os meus passos ou meu império, vocês não precisam. – e isso os levará para as coisas que vocês amam."

 

A lâmina do canivete cortava sua pele profundamente, mas a dor não chegava nem perto do que seu coração estava sentindo. Marta, a única mãe que já havia conhecido estava morta agora, a sete passos do chão e sem direito a um grande funeral. Não havia filhos ou marido para chorar sua morte, apenas Alexandra, de joelhos, exausta e sem qualquer reação. As gotas de chuva caiam sobre sua face e lavavam suas lágrimas e machucados. E isso era tudo.

- Alexandra, por favor venha comigo para dentro. – Guinevere ajoelhou-se ao seu lado e pegou sua mão livre. – Deixe-me cuidar de você.

- Ela era a única mãe que tive. – Seu olhar permaneceu no vazio, perdido e sem qualquer brilho. – Eu a matei. Por culpa minha ela está morta.

- Você não tem culpa pelo que aconteceu. – Guinevere envolveu seus braços ao redor de Lexa e lhe apertou. – Venha comigo, vamos tomar um banho, comemos algo e então conversamos.

Woods se deixou ir para casa, mas não disse nada. Clarke havia partido sem olhar para trás, Marta morreu. Soldados próximos foram mortos e sequer puderam ser enterrados com alguma dignidade. Seu mundo foi destruído por inteiro, era notável sua falta de palavras porque essas ainda sequer foram inventadas. Mas ainda assim, seu silêncio era barulhento, e quando seus amigos a viram, eles baixaram a cabeça em total respeito, ouvindo todo o seu silêncio e respeitando a sua queda.

Guinevere a levou para o quarto e com a ajuda de Anya, que preparou um bom banho de banheira e em seguida ajudou a despir prima. Lexa não se moveu e isso entristeceu Anya profundamente, ela jamais havia visto sua prima daquele jeito. Ela estava profundamente abalada e quebrada nos piores níveis.

Ao tirar a roupa de Alexandra, Guinevere viu as cicatrizes em seu corpo. Machucados provocados por Finn e a enorme tatuagem de Jesus crucificado a fizeram tocar no corpo dela.

- Vem comigo. – Anya passou o braço de Lexa em volta do seu pescoço e a levantou, ajudando-a a ir até a banheira. – A água está do jeitinho que você gosta.

- Está tudo bem?

- Pode deixá-la comigo Guinevere. – Anya tirou sua camisa pegou uma esponja e começou passar pelo corpo dela. – É minha obrigação cuidar dela.

- Não precisa fazer isso sozinha Anya.

- Não morri ainda, estou ouvindo vocês. – Protestou Alexandra. Sua voz saiu fraca e sua garganta estava seca. – Preciso de um uísque.

- Lexa...

- Vá. – Ordenou a morena e Anya apenas assentiu e saiu. Então Lexa voltou-se para Guinevere. – Clarke voltou?

- Não, sinto muito. – A velha amiga limpava suas feridas deixando a água percorrer pelo seu corpo. Seus músculos tensos, a dor e o sangue a incomodavam. “Como pode uma rainha sangrar?” – Mas se serve de consolo, Jake também não sabe onde ela anda.

- Não serve. – Respondeu Lexa mergulhando sua cabeça dentro da banheira e permaneceu assim. O gosto da morte era doce ali em baixo, mas ela não queria morrer, isso não resolveria seus problemas e nem traria Clarke de volta, mas precisava de coragem e talvez a estar perto da morte lhe traria isso.

Anya voltou, trouxe o uísque e um cigarro. Woods levantou com o rosto lavado, bebeu um gole e acendeu o cigarro.

- Eu cheguei perto, por Deus eu cheguei tão perto. – Woods fechou os olhos e viu Clarke, um sorriso largo e a certeza de sua felicidade, quando abriu os olhos viu que nada era real, ainda estava perdida e sozinha. Nada fazia sentido, era só dor e sujeira. Ela bebeu o restante do liquido e atirou o copo contra a parede. – EU QUASE CONSEGUI TUDO.

- Lexa? – Sua prima abraçou Guinevere para lhe proteger dos estilhaços, estava assustada com sua prima.

- Por Deus eu tentei fazer tudo certo. Não derramar o sangue de inocentes e não arriscar vidas desnecessariamente. Eu hesitei, eu errei e mesmo indo pelo caminho certo, eu perdi pessoas. O que você quer de mim? – Woods tragou o cigarro por uma última vez, olhou para o céu esperando uma resposta e quando ela não veio, Woods levantou da banheira sem se importar com que Guinevere veria. – Isso não vai acontecer de novo, vou pegar tudo de volta.

- Espere Lexa. – Suplicou a velha puxando-a pelo braço e a impedindo de sair. – Não era isso que Marta queria para você, não é assim que se resolve as coisas.

- É exatamente assim que se resolve.

Alexandra Woods não olhou para trás e seguiu para seu quarto. Ela olhou para todas roupas no seu closet e viu as roupas de Clarke ao lado das suas. Ela toca-as, mas não chorou. Sentiu seu perfume, mas não os guardou na memória. A mulher que ela deu a mão lhe virou as costas.

Sem pensar duas vezes, Woods pegou uma moeda e a atirou no ar, os giros pareciam intermináveis e seus pensamentos eram muito barulhentos. Quando a moeda caiu, Lexa encarou seu próprio resultado, sorriu aceitando seu destino e pegou suas roupas.

Vestiu-se de preto, prendeu o cabelo em uma trança e colocou sua arma no coldre. Na jaqueta estava escrito “presidente” na manga direita foi a ultima coisa que ela colocou antes de sair e encontrar Anya. Ela tocou o ombro de sua prima e sorriu para Guinevere.

Nossa vida é repleta de linhas tortas e naquele dia Alexandra tinha certeza de que numa dessas linhas ela teria perdido sua humanidade e se não podia fazer por ela, faria pelos que ainda a tinham.

Enquanto passava os contatos pelo celular ela lembrou do diário de sua bisavó: “Encontrem suas próprias verdades – não sigam nessa vida de sujeira, não sigam os meus passos ou meu império. – e isso os levará para as coisas que vocês amam.”

- Sim? – Disse a voz vindo do seu celular.

- Sou eu. Preciso de sua ajuda.

---X---

Todos os soldados esperavam por Alexandra Woods, qualquer palavra ou notícia que fosse. Estavam todos em pé, cansados e nervosos. Costia estava no meio disso tudo e não parecia melhor do que qualquer soldado ali, apenas mais preocupada. Já havia perdido Marta que havia sido uma mãe para todos, e perder Alexandra seria perder toda sua família e tudo que era importante para ela, não podia deixar isso acontecer.

- Senhores. – Alexandra apareceu no topo da escada. Seu rosto tinha alguns curativos e sua mão estava enfaixada, mas tirando isso ela estava como deveria estar, e todos os soldados ficaram a postos. – Obrigada por ainda estarem aqui, eu agradeço isso.

- Capitã, nós nunca abandonaríamos a senhora. – Lincoln deu um passo a frente e subiu dois degraus da escada. – Eu e todos os soldados conversamos e estamos dispostos a fazer o que for necessário.

- Obrigada Lincoln. – Agradeceu Woods sem esboçar nenhum sorriso e prosseguiu. – Não mentirei para vocês; são bons homens e eu protegi todos vocês com minha vida. No entanto, o que está acontecendo é uma guerra, e ela vai muito além de território, proteção e poder... Está guerra é por causa da minha família, do meu nome... A mulher que eu amo, então essa vingança é só minha, essas mortes são só minhas, e eu compreenderei perfeitamente se não quiserem me seguir mais.

- Capitã, assim a senhora nos ofende. – Disse Martin elevando a voz e sorrindo. – Eu estive do seu lado toda minha vida, você me fez ser um homem. Vou com você onde quer que for.

- Garoto, você me serviu bem, mas não vou colocar você nisso, volte para casa para sua família.

- Você é minha família, minha casa. – Martin retrucou o garoto e bateu o pé. – Vamos mata-los, pegar o que é nosso de volta e resgatar sua mulher.

- Eu gosto da garota. – Disse Jesse com um sorriso no rosto. – Ela é nossa rainha, capitã.

- É vamos buscar a garota. – Gritou James incentivando todo o resto.

E antes que Alexandra dissesse alguma coisa, ela percebeu que não havia o que dizer, então agradeceu a todos com um sorriso simples.


Notas Finais


E ai, vcs curtiram?
Comentem aqui o que acharam
E com esse capitulo chegamos na reta final, teremos mais 5 ou 6 capítulos e vou encerrar a fic, sorry.
Mas em breve trarei novidades


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