História Secrets - TODODEKU - Capítulo 8


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Chiyo Shuzenji (Recovery Girl), Dabi, Denki Kaminari, Eijirou Kirishima, Enji Todoroki (Endeavor), Eri, Fumikage Tokoyami, Fuyumi Todoroki, Gran Torino, Hanta Sero, Hawks, Hitoshi Shinsou, Hizashi Yamada (Present Mic), Ibara Shiozaki, Inasa Yoarashi, Inko Midoriya, Itsuka Kendo, Izuku Midoriya (Deku), Kai Chisaki (Overhaul), Katsuki Bakugou, Kinoko Komori, Kurogiri, Kyoka Jiro, Mashirao Ojiro, Mei Hatsume, Mina Ashido, Minoru Mineta, Mirio Togata (Lemillion), Momo Yaoyorozu, Naomasa Tsukauchi, Neito Monoma, Nejire Hado, Ochako Uraraka (Uravity), Personagens Originais, Shouta Aizawa (Eraserhead), Shouto Todoroki, Stain, Tamaki Amajiki (Sun Eater), Tenya Iida, Toga Himiko, Tomura Shigaraki, Toru Hagakure, Toshinori Yagi (All Might), Tsuyu Asui, Yo Shindo, Yu Takeyama (Mount Lady), Yuga Aoyama
Tags Kiribaku, Tododeku
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Palavras 6.265
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Hentai, Lemon, LGBT, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - " Algumas respostas...Talvez"


- Deku…-Kacchan respirou fundo. - Eu não tô acreditando nisso, é sério...MAS QUE PORRA ! 

- Por favor, seja mais civilizado, é por sua culpa que as pessoas das outras turmas ficam olhando torto pra gente ! - Uraraka o repreendeu brava, mas depois, sua expressão suavizou-se. Era incrível como o humor daquela garota conseguia mudar com tanta facilidade. - Mas sabe, até que você tem razão, o Deku fez merda. 

- Qual é pessoal, não vai ser tão ruim assim, eu vou ficar bem. Sei que o Shouto não vai fazer nada ! 

- Oh, então você confia nele? - A morena colocou pilha na discussão.

- C-confio, eu acho...Quer dizer, ele já me salvou mais de uma vez e eu tive um sonho muito estranho que…-Sua fala foi cortada pelo grito de Bakugou.

- AH, VÊ SE NÃO FODE ! -  Eles estavam no intervalo e as pessoas em volta olhavam um pouco assustadas pois muitos conheciam a má fama de briguento do loiro. - Eu já falei que esses sonhos são só paranoia da sua cabeça porque você não tá conseguindo dormir, e por causa de tudo que aconteceu, você começou a ter pesadelos,só isso. 

- Esses sonhos vem acontecendo bem antes de eu conhecer o Shouto e tudo isso ocorrer, você sabe disso ! 

- Garotos, vocês não podem passar sequer um dia sem discutir? - Ochako falou, na tentativa de apaziguar a situação. 

- Kacchan, eu preciso de respostas e talvez o Shouto tenha algumas, você não entende? - Agora o tom de voz do esverdeado parecia mais como uma súplica e ele falava de um jeito levemente choroso. - Talvez ele saiba de algo…

- Você pretende arriscar tudo se baseando em um sonho besta? Ele pode muito bem ser um espião se passando por alguém bonzinho, sabia? E se ele te fizer alguma coisa, eu nunca me perdoaria por não conseguir te proteger ! 

- Quem não arrisca não petisca.Além do mais, aqueles sonhos foram reais demais,então tem que ser algum sinal ! 

- Se você morrer...EU TE MATO ! - Aquela era a maneira de Katsuki dizer que Deku tinha vencido aquela discussão. - Deku...idiota... descuidado...Burro,burro burro ! 

 

Momentos atrás, antes dessa pequena discussão ocorrer, Midoriya explicou para Uraraka e Bakugou que iria na casa de Todoroki pois precisavam conversar a respeito de algumas coisas. No mesmo momento, o garoto explosivo entrou em desespero e ficou muito irado, mas aquela reação já era esperada dele, então o esverdeado tratou de resolver as coisas com calma para convencer seu melhor amigo, e no final, deu tudo certo. 

Não queria admitir, mas estava extremamente ansioso para o término das aulas. 

- Sabe, se eu não te conhecesse bem, diria que está com ciúmes. - A morena olhou para o loiro comentou como quem não quer nada. 

- Tsc, vê se controla as merdas que você fala ! Até parece que eu ficaria com ciúme desse nerd ! - Mesmo dizendo isso, sua face se mantinha levemente avermelhada e ele virou o rosto bruscamente para não ser notado, contudo, não havia como esconder muita coisa dos olhos espertos da garota. 

- Fufufu.- Ochako colocou a mão em frente a boca para disfarçar a risada. 

Izuku nem prestara atenção no que eles disseram, sua mente estava longe, pensando no que faria dali pra frente. 

- E no caso, onde o Todoroki se encontra nesse momento ? 

- Que se foda ele, quero manter o máximo de distância desse puto ! - Katsuki disse irritado.- O Deku tá se arriscando demais confiando naquele pavê maldito. 

- Ah parem de falar...eu tô com dor de cabeça...- O esverdeado colocou uma das mãos na testa e com a ponta dos dedos afastou alguns fios que ficavam caídos sobre a mesma. 

- Foi mal,Deku. - Ochako se desculpou e parou de falar. 

- E que demora do Kirishima pra trazer o meu suco! - Kacchan comentou,estava ainda mais irritado,mas tudo bem.Se irritar era algo que fazia parte do cotidiano dele. 

Para que pudessem conversar melhor sobre o assunto,Bakugou pediu para o ruivo ir pegar algo para ele beber como forma de desculpa. 

- Acho que é ele ali. - Uraraka apontou para uma cabeleira ruiva que carregava uma caixinha de suco consigo. 

Todos observavam o amigo se aproximar, quando de repente foi parado por outro de cabelo platinado e espetado. 

Não dava para entender o que falavam pois eles estavam longe, mas o outro garoto disse alguma coisa que fez Eijiro cair na gargalhada. Logo, eles se cumprimentaram com um soquinho e o de cabelo branco também puxou Kirishima para um abraço e depois cada um seguiu seu caminho. 

 Não sabia dizer por quê,Bakugou não gostou nem um pouquinho daquilo e sentiu desprezo pelo platinado, mesmo não sabendo quem ele era.

- Quem é aquele cara ?

- Oh, é o Tetsutetsu da 1-B. - Ochako comentou, ela conhecia mais da metade da escola então não era surpresa que o conhecesse também.- Não lembra? Uma vez ele e o Kirishima disputaram queda de braço na gincana que teve entre as turmas, e como houve empate, os dois ficaram com aquele papinho estranho de “Coisas másculas” e viraram amigos.

O loiro se sentia um idiota por não saber- Ou melhor, não lembrar- daquilo. E quando olhou novamente para o tal TetsuTetsu,sentiu que o mesmo estava tentando tirar algo de Katsuki, ele só não sabia ainda o que exatamente era. 

- Hey bro, tá aqui seu suquinho! - Eijiro disse enquanto se aproximava. 

- Hum...Valeu. - Bakugou pegou a caixinha que continha o líquido sabor laranja.

“Mas Bakugou, você prefere café…” Ochako pensou, mas não disse nada,afinal, Kirishima pareceu não ter notado ou não quis pensar sobre o estranho pedido do loiro, então era melhor não comentar,mesmo que todos no grupinho soubessem muito bem que Kacchan sempre preferia um bom café bem forte e sem açúcar a um suquinho de caixinha sabor laranja. 

Observadora do jeito que era, Uraraka já havia notado a algum tempo que o ruivo sempre estava lá ao dispor de Katsuki e o seguia como um cachorrinho obediente. Kirishima normalmente costumava ser muito sorridente, entretanto, parecia que sua aura ficava ainda mais resplandecente na presença daquele loiro esquentadinho. Ah, se aquilo fosse mesmo o que ela estava pensando…

Enquanto tinha esse tipo de pensamento, ela sorriu minimamente. 

Assim que Eijiro chegou, o assunto “Ir na casa do Todoroki” encerrou-se e eles passaram a agir de forma banal, como sempre faziam para parecerem adolescentes normais. 


 

Em outro canto bem afastado dali, Todoroki andava pelo extenso campus,caminhando sem um rumo específico, apenas pensando nas coisas que poderiam acontecer dali pra frente. 

Quando andou por um corredor qualquer, ocasionalmente encontrou Momo que o olhou, sorriu timidamente e passou reto por ele. 

O mesmo não deu muita importância e a ignorou. 

Queria ter sorrido de volta e a cumprimentado como um bom colega deveria fazer, mas ela gostava dele e a coisa que ele menos queria fazer era lhe dar falsas esperanças, então se manteve neutro. 

O intervalo era um momento no qual ele gostava de ficar sozinho às vezes e andando sem rumo para organizar seus pensamentos pois tinha muitas coisas para se preocupar e ainda por cima, Izuku iria na sua casa para conversarem sobre tudo que estava acontecendo. Era perfeitamente normal e compreensível que o garoto de sardas estivesse buscando por respostas,mas seria ruim se ele fizesse perguntas muito complexas ou específicas demais. 

Gostaria de poder evitar fornecer certas informações, mas se o esverdeado perguntasse sobre algumas coisas no qual não estava pronto, o bicolor teria que mentir e não queria fazer isso, então esperava conseguir fazer Midoriya entender um pouco a situação perante os dois lados da moeda, ou no caso, seu lado que queria respostas, e o lado de Shouto, que talvez não pudesse dar todas elas ainda. 

Pelo menos hoje sua casa estaria completamente vazia exceto por alguns empregos, então não teria ninguém para atrapalhá-los e então poderiam conversar calmamente. 



 

Quando o intervalo acabou, todos voltaram para a sala. O meio-ruivo foi um dos primeiros a chegar, logo depois foi Midoriya e seu grupinho entraram e o restante da turma foi chegando. 

Não faltava tanto tempo assim para o término das aulas, e embora quisesse muito as respostas que precisava e merecia ter, havia uma frio na barriga de Deku ao pensar que iria na casa de Todoroki. Não que não confiasse no meio-a-meio, pelo contrário, o mesmo já tinha lhe dado provas de sua lealdade.O esverdeado apenas torcia para que não tivessem que ficar sozinhos na residência dele pois talvez na sua cabeça aquela ideia fosse um pouco constrangedora. . 

E então, quando todas as aulas finalmente acabaram, Izuku guardou seus materiais de maneira apressada e Shouto fez o mesmo, porém, calmamente. 

Sabendo que o melhor amigo não iria direto para casa, Katsuki foi na frente sem esperá-lo, mas dessa vez não estavam brigados um com o outro nem nada do tipo. 

- Vamos? - O bicolor o chamou e o esverdeado sorriu para ele. 

Todos já haviam ido embora, só estavam ali os dois que caminhavam calmamente. Nesse meio tempo, Deku foi surpreendido pela mão fria do meio ruivo que pegou a sua com delicadeza. 

Estranhamente, o menor não se sentiu incomodado com das outras vezes, talvez estivesse se acostumando ao toque do outro. Esse pensamento fez suas bochechas arderem.

De repente, a imagem daquele dia que ele havia beijado Todoroki por impulso na bochecha lhe veio a mente e seu estado de vermelhidão se tornou ainda mais evidente.

“Droga, por que tive que lembrar disso agora ?”

Tentou deixar aquilo de lado, mas simplesmente não conseguia, e o fato de estar andando de mãos dadas com Shouto o deixava levemente nervoso. 

Ao saírem da escola, continuaram andando de mãos dadas até se aproximarem de um grande veículo preto e luxuoso.

- Não me diga que esse carro é seu…! 

O vidro escuro do carro foi aberto e Midoriya avistou um senhor no banco do motorista que sorria para eles. 

- Olá, jovem mestre. 

- “Jovem mestre”? - Izuku repetiu espantado. 

- Vamos entrar. - O meio-ruivo falou e guiou Deku para dentro do veículo. 

- Por que você vem pra escola de trem sendo que pode vir de carro? 

- Porque eu prefiro me parecer com um adolescente normal, sabe. 

“Oh, então ele é burguês” Seu subconsciente pensou, mas era melhor não comentar aquele tipo de coisa. 

Um pouco temeroso e com uma leve vontade de sair correndo, Deku permaneceu imóvel enquanto o motorista dava partida pois a vontade de adquirir algum esclarecimento plausível era maior que seu nervosismo. 

- Nervoso? - Todoroki perguntou. 

- Eu estaria mentindo se dissesse que não estou. - Midoriya admitiu e logo em seguida riu um pouco para tentar descontrair. 

- Não tem por que se preocupar, você estará seguro comigo.

- Sei disso. - As palavras saíram como se ele não conseguisse controlá-las. 

- Vejo que finalmente está confiando mais em mim. 

- Bom, digamos que sim.

Logo, ficaram em um silêncio confortável,vez ou outra trocando alguns olhares,mas não falavam nada. 

A viagem durou no mínimo uns quinze minutos, e quando o carro parou, Izuku olhou pela janela e ficou surpreso com o que viu. 

Eles pararam em frente a um enorme portão escuro de ferro que foi automaticamente aberto quando o motorista apertou um botãozinho de um pequeno dispositivo que parecia ser um controle e assim, eles entraram com o veículo dentro de uma propriedade inacreditavelmente grande. 

- Uau. - Foi tudo que saiu de sua boca. 

O carro parou próximo à mansão que ficava lá no fundo.

- Sei que eu vivo em um luxo totalmente desnecessário, mas não se assuste com isso e nem com os empregados,certo? Eles vão te tratar bem. - O bicolor disse ao notar o nervosismo do menor. 

- T-tá… 

“Minha nossa, ele tem até empregados !”

Todoroki saiu do carro e deu a volta no mesmo,parando na porta do lado de Midoriya e abrindo-a logo em seguida. O mesmo estendeu a mão para o esverdeado que mesmo com vergonha por conta do gesto de cavalheirismo a pegou e foi puxado para fora do veículo

- Avise aos outros empregados que não estarei disponível para outras visitas e que podem mandar embora qualquer pessoa que aparecer aqui. - Shouto falou de forma séria para o homem. 

- E sua família?

- Se aparecerem, diga que estou ocupado e precisarão esperar. 

- Como quiser. - O motorista assentiu e logo se retirou dali junto com o carro, provavelmente indo estacioná-lo em outro lugar. 

- Sabe, desde que te vi sempre te achei muito misterioso,mas nunca imaginaria que você é um riquinho. 

- Pois é, eu prefiro manter isso em sigilo pois quero parecer com um adolescente normal o máximo possível,então por favor,não conte para ninguém. 

- Oh, tudo bem, não se preocupe com isso. 

Deste modo, O meio-a-meio,que ainda segurava a mão do esverdeado, o guiou até aquela enorme porta e o bicolor foi até um pequeno interfone que ficava ao lado daquela enorme porta e apertou um botãozinho.

- Sou eu, abram a porta. 

No mesmo instante, a entrada foi aberta pelo lado de dentro e ali surgiu uma mulher aparentemente jovem com uniforme de empregada que sorria para eles. Ela fez uma reverência e dirigiu-se para o lado, dando passagem para eles entrarem. 

- Seja bem vindo de volta. 

- Obrigado. - Shouto disse simples.- Venha,Izuku.

Antes de segui-lo, Deku uma última olhada naquela pessoa antes de virar-se de volta para o meio ruivo.

- Fetiche estranho…- Murmurou,pensando que o rapaz de olhos coloridos talvez tivesse gostos bem peculiares. 

- Hm, o que disse?

- Hã? Eu não disse nada ! - O esverdeado disse rapidamente e balançou as mãos. Nesse momento Todoroki pareceu analisá-lo, mas logo deixou aquilo de lado. 

- Para onde está me levando? - O garoto sardento perguntou curioso. 

- Iremos para o meu quarto, é o local mais seguro para conversarmos. 

- Falta muito?

- Não se preocupe,não é muito longe, e nós mal começamos a andar, por que está reclamando? 

- Desculpe, é força do hábito. 

O restante do percurso deles foi em silêncio. Dobraram em alguns corredores, subiram alguns andares e por fim chegaram no último cômodo do último andar da mansão,que no caso, era o dormitório do meio-ruivo. 

- Arf...Por que é tão longe? - O esverdeado dizia enquanto ofegava.

- Você é muito sedentário,precisa se exercitar mais. 

- Pois é, Kacchan também vive me dizendo isso…

O bicolor realmente não gostava do loiro pois Izuku sempre acabava falando sobre ele vez ou outra, então não podia evitar o ciúme. 

- Vamos entrar logo. - O maior abriu a porta do quarto.

- Com licença. - Midoriya falou enquanto entrava no cômodo. 

Só o quarto já era maior que sua casa inteira,entretanto, a decoração do ambiente era simples e bonita com uma cama grande de casal com um criado mudo ao lado, um closet, mesa grande com um computador e uma televisão igualmente grande que ficava de frente para a cama. As paredes estavam tingidas de um azul bebê que deixava o lugar com um clima agradável e aconchegante.Havia mais uma porta que ficava em um canto mais escuro do quarto e Deku constatou que devia ser um tipo de banheiro ou algo do tipo.

- Seu quarto é bonito. - Midoriya elogiou. 

-  Sei que é um exagero pra uma pessoa só, mas fazer o que. 

Todoroki foi até a cama e sentou sobre ela. 

- Pode sentar onde quiser, sinta-se em casa. 

- Obrigado. 

Sendo assim,preferiu puxar uma cadeira que estava próxima àquela mesa grande e se acomodou ali, ficando de frente para o meio-ruivo.

- Bem, Shouto...Eu gostaria de ser objetivo com as perguntas e respostas, então espero que esteja disposto a responder algumas de minhas dúvidas se você souber delas, é claro.

- Por mim tudo bem.

- Bem, pra começar; queria saber se você sabe por que estão atrás de mim.

Realmente, Izuku estava sendo bem objetivo. Provavelmente faria certas perguntas e depois ele mesmo criaria algum tipo de teoria. 

- Talvez você fique assustado, então espero que esteja preparado para ouvir as respostas que tanto deseja. - Subitamente, a expressão no rosto do bicolor tornou-se séria. 

- Com certeza estou.

- Há vários anos atrás, duas seitas cujo nome há muito tempo foram esquecidas, se juntaram porque almejavam os mesmo ideais,e no caso, conseguir te capturar vivo é algo que eles desejam. Os antigos mestres das duas organizações criaram um acordo e assim se formou a Shie Hassaikai,comandada pelos atuais líderes de ambas as seitas que se tornaram uma só.

Aquela história fascinou o esverdeado de um modo que ele nem piscava enquanto o maior contava seriamente sobre aquela organização. Para não perder nenhum detalhe, Midoriya só falou quando teve certeza de que o meio-ruivo não iria dizer mais nada. 

- Por que precisam de mim ? 

- Bem, a Shie Hassaikai deseja aniquilar todos aqueles que cruzarem seu caminho, então de algum modo, você faz parte disso.

- E-eu?

- Sim, por isso mandaram Toga Himiko pra te capturar. 

- Aquela garotinha?

- Não se engane pelas aparências, ela é bem mais velha do que realmente aparenta ser e é um perigo tanto para mim quanto para você, então se um dia cruzar com ela, certifique-se de correr o mais rápido que suas pernas puderem aguentar. Himiko é responsável por vários assassinatos por hemorragia e talvez alguns dos outros membros sejam até piores do que ela, então eu falo sério, não tente enfrentar nenhum deles. - A voz de Todoroki saía tão séria e em tom de advertência que era como se o rapaz estivesse com medo de algo. 

- Shouto. Mudando um pouco de assunto, preciso contar uma coisa que aconteceu comigo. - O bicolor ficou em silêncio esperando o esverdeado falar. - Antes de te conhecer, eu já estava tendo sonhos estranhos com uma pessoa, mas quando acordo, nunca consigo lembrar do rosto dele.- Fez uma pausa para tomar fôlego e depois voltou a falar. - Em um sonho anterior, esse alguém me disse que eu deveria confiar em você e essa noite tive um pesadelo muito estranho onde você estava morto e todo ensanguentado ! Foi tão realista que eu meio que acordei chorando, sabe…- Disse essa última parte com um pouquinho de vergonha.- Você sabe o que isso quer dizer?
De repente Todoroki levantou bruscamente de onde estava e foi até Izuku e o abraçou com tanta força que o garoto de cabelo verde ficou com certa dificuldade para respirar. Aquele comportamento foi estranho,muito estranho…

- Vai ficar tudo bem, tudo que você precisa fazer é confiar em mim, entendeu?

- Ah...Acho que sim…

Shouto o apertou com mais força.

“Droga, então ele já…”

- E-ei Shouto, você não tá me deixando respi...rar…

- Oh, me desculpe. 

Os dois se separaram e o meio-a-meio retornou para a cama. 

- O que mais você quer perguntar? 

- Outra vez, me disseram que eu não era humano e eu também já escutei uma voz em meu sonho que dizia a mesma coisa. Não entendi o que quer dizer. Você sabe de algo? 

- De fato, você não é um humano. Digo, sua forma se parece com a de um, mas você não é. 

- Como isso é possível? Quer dizer, eu nem tenho poderes super maneiros como você,o Kacchan e a Uraraka ou algo do tipo.

- Você ainda não despertou.

- Como assim?

- A Shie Hassaikai procura o poder dentro de você,mas ele ainda está guardado bem lá no fundo.Você ainda não possui força para desenvolvê-lo, mas uma hora irá acontecer e eles querem te ter em mãos quando isso ocorrer. 

- Isso é impossível. Até onde eu sei minha mãe é normal e meu pai também era, então como isso é possível?

Todoroki colocou a mão na cabeça para tentar acalmar os nervos. Midoriya ainda não podia saber, aquele não era o momento certo.

- Eu não posso te dizer ainda, sinto muito.

- O QUE?M-MAS POR QUE?

- Talvez eu não saiba ao certo, e também, é pro seu próprio bem, eu juro.

- Nada disso, eu preciso saber ! 

- Izuku ! - Todoroki segurou firmemente os ombros dele, mas sem machucá-lo. - Por favor entenda que é arriscado você saber disso agora e eu também não tenho como explicar ainda. 

Izuku pensou em questioná-lo sobre aquilo e passou a achar que Shouto também ia começar a esconder as coisas dele e dizer só o que queria. O esverdeado realmente pensou em xingá-lo por causa disso, mas as palavras daquele garoto em seu sonho lhe vieram à mente. 

“Confie nele”. 

- Tudo bem. Desculpe por ter gritado com você. 

- Não precisa se desculpar por isso. Eu quero te proteger, e nessa situação não é bom que você saiba esse tipo de coisa agora, mas quando o momento chegar, prometo que te contarei o que quiser saber se eu conseguir te explicar. 

- Sabe, eu não gosto da ideia de todo mundo querendo me proteger. Eu não sou de porcelana ! 

- Mas às vezes parece. 

Por incrível que pareça, o que estava para se tornar uma discussão, por algum motivo terminou em risos. Se fosse Kacchan ali, eles provavelmente já estariam se xingando, estapeando e rolando no chão. 

Midoriya sorriu para ele, e pela primeira vez desde que deu um beijo em sua bochecha naquele dia, tomou outra iniciativa e dessa vez iniciou um abraço.Um pouco emocionado por ter recebido um carinho vindo de Izuku, Shouto se inclinou na direção dele e com uma mão abraçou sua cintura, os aproximando, e pousou a outra delicadamente na nuca do esverdeado e começou a brincar com os fios encaracolados. 

- Ei Shouto. Se importa se eu te fizer algumas perguntas pessoais? Quero saber mais sobre você.

- Tudo bem, mas só se pudermos continuar abraçados desse jeito. 

- Ótimo. - Midoriya disse baixinho. Por algum motivo, uma paz e tranquilidade havia tomado conta de seu corpo quando se abraçavam. A sensação de ser envolvido por algo quente e frio ao mesmo tempo era muito boa. 

- Pra começar, quem era aquela mulher que recebeu a gente?

- Uma empregada daqui. - Falou o óbvio. - Por que, ficou com ciúmes?

- Não. - O esverdeado respondeu com cara de tacho. - É que ela parece ser bem jovem. - Comentou lembrando dos traços delicados daquela moça.

- Como eu disse antes, não se engane com aparências. 

- Então ela é…

-Sim. 

- Por que sua família contratou uma vampira? 

- Mesmo que eu não goste da Toga Himiko, que é uma vampira; tenho uma política de não discriminar ninguém por sua raça. Além do mais, nem todas as criaturas são malignas, assim como nem todos os humanos são bons.

- Que engraçado, você falou a mesma coisa que o Kacchan ! 

Todoroki fechou a cara ao ouvir o apelido do loiro ser mencionado. Sabendo que os dois garotos ficavam super incomodados somente com a citação de seus nomes, Izuku preferiu falar outra coisa. 

- Mudando de assunto;como é a sua família? 

- Tenho uma mãe, um merda que eu deveria chamar de pai e dois irmãos mais velhos. - Todoroki apontou para uma foto em cima do criado mudo em que ele estava junto de duas pessoas, um homem e uma moça. Aqueles deviam ser seus irmãos, mas nenhum deles se parecia com o cara que Midoriya viu mais cedo no trem. 

Quando escutou o bicolor falar daquele jeito sobre o próprio pai, sentiu que ainda não era um momento apropriado para perguntar algo como “ Você e seu pai não se dão bem?” Logo de cara pois o clima ficou um pouco pesado, então decidiu mudar o assunto para algo que lhe intrigava ainda mais. 

- Qual é a história por trás da sua cicatriz no rosto?

O bicolor desviou o olhar e ficou visivelmente incomodado com aquilo. O garoto sardento sentiu-se  um pouco culpado e idiota por perguntar uma coisa como aquela.

- Desculpe, não precisa falar se não quiser.

- É uma marca.

-Hã, o que?

- Uma marca de um pequeno “acidente”. - Em parte, era verdade. 

- Ah, entendi…- Midoriya não perguntou mais nada, achava que não seria apropriado tentar aprofundar mais aquele assunto,contudo, para sua surpresa, Todoroki começou a falar.

- Quando eu era pequeno, minha mãe enlouqueceu e jogou água quente de uma chaleira no meu rosto e ficou assim. 

- Eu fui marcado pra sempre e nunca vou poder viver sem essa coisa no meu rosto. Sei que não é uma coisa bonita de se ver, mas não há muito que eu possa fazer em relação a isso.

- Errado !- Izuku se exaltou e até mesmo afrouxou um pouco o abraço para olhar no rosto do mais alto. - Isso não é feio. As cicatrizes fazem nós sermos quem somos e falam sobre tudo que nós já vivemos, então por favor, não diga mais algo como isso. - Nesse momento, o esverdeado puxou a manga de seu casaco e levantou o próprio braço cujo havia cicatriz do corte feito por Himiko na noite em que foi atacado. Embora o machucado tivesse sido grande, o que sobrou dele foi apenas uma marca fraca, porém extensa. Claro, nada comparada com a de Shouto, mas mesmo assim, era necessário escondê-la de sua mãe e de outras pessoas para que ninguém se preocupasse à toa.

- Izuku…- O meio-ruivo olhou para ele de um modo emocionado e depois seus olhos começaram a brilhar, como se estivesse desejando algo. Foi aproximando seus rostos cada vez mais até estarem próximos o suficiente para ouvirem a respiração um do outro. 

- S-Shouto, o que está fazendo? 

- Eu quero te beijar. Posso? - O modo como o meio-a-meio era direto às vezes poderia ser surpreendente. 

- Q-que..? D-digo, por que você pediria algo como isso? - A face cheia de pintinhas tornou-se avermelhada, fazendo inveja ao lado esquerdo de Todoroki. 

- Não quero beijá-lo a força, por isso estou pedindo permissão. Então, você permite? 

Deku o olhou. Shouto estava sério e aquela expressão só realçava o quanto ele realmente queria beijar Izuku que estava extremamente nervoso com a situação. 

- E-eu nunca beijei ninguém antes…

- Sei disso. 

O coração de Midoriya acelerou como nunca antes em sua vida. O ar lhe faltou nos pulmões e ele passou a respirar com dificuldade quando o bicolor se aproximou ainda mais de si, prestes a tomar seus lábios, porém, se conteve e não o fez. 

- Izuku…- Sua voz havia saído baixa e rouca. O mais baixo ficou arrepiado. - Eu posso?

Mas o esverdeado nada disse, estava muito nervoso para responder aquela pergunta, e seu coração palpitava demais. 

“ O que é isso que eu estou sentindo?” 

- Hey, eu não quero ter que te agarrar à força, mas estou perto demais e não consigo me controlar direito quando estou com você, então por favor responda logo. 

- E-eu...Não sei…

Com isso, Todoroki suspirou pesadamente e fechou os olhos. Desfez o abraço que envolvia o menor e tentou se afastar, mas quando estava prestes a ir para longe, Midoriya o puxou pela gola do casaco e novamente fez com que a proximidade de seus rostos fosse mínima.

“ Mas que droga eu tô fazendo?” Foi o que Deku pensou naquele momento,entretanto, não conseguia controlar seu corpo. Talvez ele quisesse aquilo mas não conseguia admitir para si mesmo. Bom, pelo menos não até aquele momento. 

O meio-ruivo sorriu para ele e colocou uma das mãos na bochecha do outro, fazendo um carinho com o polegar ali. 

- Vou considerar isso como uma aprovação se você não relutar. 

Com o rosto ainda vermelho, Midoriya fechou os olhos enquanto Todoroki passou a outra mão por sua cintura e aproximou seus corpos novamente enquanto levantava o rosto do esverdeado com a outra. 

Deste modo, Shouto selou seus lábios suavemente. Era uma ótima sensação, uma das melhores que já sentiu em sua vida, porém, queria mais e apenas um selinho não seria o suficiente naquela ocasião. 

- Abra um pouco sua boca. - Pediu, e aos poucos, o garoto de sardas timidamente foi abrindo a boca. 

Sem demora, o meio-ruivo enfiou a língua ali dentro, sentindo cada espaço daquela cavidade com o maior prazer. Quando encontrou a língua de Izuku, começou a brincar com ela. O sardento não sabia muito bem como fazer e tentava acompanhá-lo de um jeito desengonçado, o que o tornava ainda mais fofo e deixava o meio-a-meio feliz pelo fato de ele ser a primeira pessoa que o garoto beijara. 

Eles continuaram o beijo até o momento em que o ar fez falta e Midoriya o empurrou de leve interrompendo o ósculo para respirar. Sua pausa não durou muito tempo pois o meio-a-meio logo o agarrou de novo e eles continuaram se beijando. Todoroki apertava a cintura do menor com um pouco de força e aquele era um dos pontos mais sensíveis do corpo de Izuku e por conta disso o garoto arqueava as costas levemente por conta do toque. 

O maior estaria prestes a aprofundar ainda mais aquela situação e provavelmente fazer uma besteira se não tivesse escutado batidas na porta de seu quarto. 

- Todoroki-san…- Uma voz feminina emergiu no lado de fora.

O garoto de cabelo verde levou um susto tão grande que empurrou o maior e rapidamente se afastou e depois passou a manga do casaco na boca para limpar qualquer vestígio do que estavam fazendo que estivesse ali. 

Todoroki também se ajeitou e foi até a porta. Abriu-a e a mulher de antes estava ali parada em frente ao seu dormitório. 

- Mayu...O que deseja? 

- Oh, eu gostaria de saber se vocês desejam algo para comer. Se sim, irei preparar algo e tudo ficará pronto em breve.

- Sim, daqui há pouco iremos comer. 

- Certo, irei me retirar agora. - Ela curvou-se e logo se retirou no local. 

Shouto fechou a porta e voltou para onde Deku estava. O menino se encontrava encostado em um canto da parede e ofegante, com o rosto ainda vermelho. 

- Você está bem?

- E-estou, eu só preciso ir no banheiro lavar o rosto e me acalmar. 

- Ah tudo bem, vou te levar até lá. - O bicolor estendeu a mão e Izuku a pegou. Quando estavam saindo do quarto, o garoto de cabelo verde olhou para trás e viu aquela porta que antes lhe chamou atenção. 

- Achei que aquela portinha fosse algum tipo de banheiro.

- Não, é só um pequeno depósito onde eu guardo tralhas, agora vamos, eu vou te levar até ao mais próximo que tem daqui. 

Por algum motivo, sentia que Todoroki estava omitindo alguma coisa, mas resolveu deixar para lá por enquanto, sua mente estava ocupada demais naquele momento para pensar naquilo.

Então mesmo Midoriya morrendo de vergonha, eles andaram de mãos dadas até o banheiro mais próximo e sim, aquela casa tinha muitos deles, afinal, espaço era o que não faltava.

Assim que chegaram, o esverdeado entrou e foi direto para a pia lavar o rosto e tentar se acalmar. Ainda não tinha acreditado que acabara de beijar Todoroki Shouto, entretanto, por algum motivo, estava muito feliz por isso e esse fato só o deixava com ainda mais vergonha.

Olhou para seu próprio reflexo no grande espelho seu rosto estava vermelho e os lábios levemente inchados. 

“ Ai que vergonha!”

- O que deu em mim para fazer uma coisa assim? - Colocou a mão na própria boca, ainda sentindo o toque do bicolor ali. 

Tentando deixar aquilo de lado, o que no momento, seria uma tarefa mais do que impossível, saiu do banheiro e deu de cara cara com Todoroki que o esperava na frente da porta. O rapaz sorriu para ele e novamente tomou sua mão.

- Espero que possamos repetir a dose qualquer hora. - O bicolor sorriu de forma travessa, coisa que raramente fazia quando estava na presença de outros, porém, com Izuku era diferente. 

O esverdeado nada respondeu, ainda estava com vergonha, mas uma coisa não podia negar; Aquilo tinha sido muito bom e talvez...Ele também quisesse repetir a dose embora não tivesse coragem para dizer isso em voz alta. 

- Você gosta de doces? 

- Hã? - Midoriya ficou confuso. - Ah, gosto, por que? 

- Bom, não é como se eu já não soubesse...É que eu queria escutar isso vindo de você. 

- Por que? - Deku perguntou confuso.

- Porque eu quis. 

- Ah…- De vez em quando realmente não dava para entendê-lo - E qual é a sua comida favorita?

- É Soba. 

- Vou me lembrar disso. 

- Você vai cozinhar para mim?

- Não ! - O garoto de cabelo verde respondeu quase que de imediato e a cara de felicidade de Shouto murchou no mesmo momento. 

- Malvado… 

- Não sou malvado. - Midoriya respondeu enquanto ele era levado para um lugar do qual não fazia ideia. 

- Eu queria que você cozinhasse soba para mim algum dia desses.

- Se quiser, cozinhe você mesmo ou peça para algum empregado. 

- Não sei cozinhar e não quero pedir para a Mayu porque ela também é péssima na cozinha. 

- E os outros empregados?

- A Mayu e o meu motorista são os únicos empregados fixos daqui, os outros vem só às vezes quando são chamados para limpar ou algo do tipo. 

- Você tem que aprender a cozinhar. - Izuku disse seriamente. - O que você come quando ninguém cozinha para você?

- Geralmente como comida instantânea.

- E por que não contrata alguém que saiba cozinhar?

- Eu poderia contratar você. - O bicolor sorriu de novo enquanto o esverdeado olhou um pouco irritado para ele. - Falando sério, não temos mais empregados porque seria muito perigoso se alguém de fora entrasse aqui. A Mayu trabalha aqui há anos e até já foi minha babá, então só continua aqui porque eu a considero alguém de confiança.

- E sua família?

- O que tem eles?

- Também são como você?

- Eles também são "diferentes", mas somente eu e meu pai desenvolvemos algum poder enquanto meus irmãos, ainda que tenham alguma força, preferiram viver uma vida normal sem preocupações e eu não os culpo por isso. 

- Entendo... 

Sem que o garoto de sardas percebesse, já estavam parados em frente a uma porta um pouco grande que logo foi aberta por Todoroki que entrou primeiro e depois o puxou para dentro. 

Era uma sala muito bonita, com as paredes pintadas na cor vinho e um candelabro pendurado e centralizado exatamente no meio do teto acima de uma grande mesa que estava repleta dos mais variados tipos  tortas, bolos e outros doces . Ao lado de tudo aquilo estava a tal Mayu que sorria para eles. 

Os olhos verdes do menor brilharam com aquela visão. 

- Ei, você está esperando mais pessoas?

- Não, seremos só eu e você. 

- Ah, eu não estou com fome. - Seu corpo o traiu, pois no mesmo momento em que falou, sua barriga começou a roncar.

Todoroki riu nasalmente e puxou uma cadeira ao lado de Izuku, indicando que ele deveria sentar ali. Sem questionar e com um pouco de vergonha, o esverdeado foi para o seu lugar e o bicolor sentou ao seu lado. 

Somente observando um pouco mais toda aquela comida, percebeu que haviam grandes proporções, com certeza era mais do que ele conseguiria comer. 

- E pra quê toda essa comida?Aposto que dá pra alimentar a nossa turma inteira ou até mais com tudo isso que tem aqui ! 

- Epa, você acha que foi demais?

- Claro que sim, não tem como a gente conseguir comer tudo isso.

- Na verdade, meu mestre comeria facilmente mais da metade de tudo isso. - Foi a primeira vez que a vampira lhe direcionou alguma palavra, e por conta disso, Midoriya levou um pequeno susto ao escutar a voz dela. - Desculpe por assustá-lo. Sei que deve ter algum receio da minha raça já que foi atacado por uma vampira, mas não se preocupe, até mesmo se eu falar muito com o senhor, já corro o risco de Todoroki-san arrancar minha cabeça com suas próprias mãos. 

Izuku olhou para ele de forma apavorada e descrente. 

Shouto franziu as sobrancelhas como se dissesse “ De onde você tirou isso?” 

- Calada,Mayu. 

- Oh, perdão,hihihi…

- Mayu pode ser bem falante quando se acostuma com desconhecidos, então releve o comportamento dela. Mesmo sendo mais velha que essa casa, ela costuma agir como uma adolescente. 

O esverdeado riu baixinho e sorriu para a vampira que retribuiu o gesto e acenou para ele. 

- Bom, se não precisarem mais de mim, irei me retirar. 

Assim que a mulher se retirou, Deku começou a rir baixinho enquanto colocava a mão na frente da boca para abafar ainda mais o som,porém não foi o suficiente para que o outro não escutasse. . 

- Do que está rindo? - Shouto perguntou confuso. 

- Ela me chamou de “senhor”, foi engraçado ! - Midoriya respondeu e dessa vez passou a rir um pouco mais alto. 

- Mayu é assim mesmo, não ligue para isso. Agora, vamos comer alguma coisa, eu estou com fome. 


Notas Finais


Hey gente, eu tive um probleminha com o capítulo então tive que repostar :v

(Eu to morrendo de vergonha de ter escrito isso >///< )

Coitado do Midoriya, é sempre o último a saber de tudo kkkkj ;-;


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