História Secrets - Capítulo 29


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Policial, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 29 - Proposta


Keith batia a ponta dos dedos contra a mesa, sua carranca mostrando claramente sua impaciência. À sua frente estava ninguém mais ninguém menos que o infame Eren Yeager, um dos principais suspeitos do assassinato de Petra, se não o próprio assassino. Apesar desse fato, o jovem ômega aparentava a tranquilidade de um monge e isso claramente estava atingindo os nervos do detetive de pavio curto.

– É impressionante sua tranquilidade dada a situação em que está, pirralho.

Tentou manter o tom de voz firme e apático, porém falhava miseravelmente a cada oitava mostrando sua consternação. Keith nunca fora de demonstrar emoções perante criminosos em potencial os quais já teve contato na vida, mas este parecia ser um caso especial.

– De qualquer forma. – estalou a língua. – Estou curioso para saber onde esteve nos últimos quatro dias, Sr. Yeager. –  enfatizou seu nome e inclinou-se na mesa entrelaçando as mãos com o olhar fixo no jovem que parecia não se afetar pelo ar intimidador que o detetive gostaria de passar.

– Estava na floresta. – respondeu simples e diretamente.

– O que você fazia na floresta?

– Queria me esconder de tudo.

Keith cerrou os olhos com a vaga resposta do jovem.

– Desenvolva. – exigiu em um tom quase rosnado.

Eren permanecia pleno, porém seu olhar era vazio e nunca acertava Keith, optando por encarar as próprias mãos.

– Desde que cheguei em Stohess as coisas não têm dado certo para mim. – respirou cansado. – Sou alvo de bullying assim como muitas pessoas no colégio Sina. Depois da escola, costumo encontrar meu refúgio na floresta. – a lembrança da floresta o acalmava. – No dia em que encontrei o corpo de Petra, mais cedo naquele dia, eu estava na escola. – o ômega desviou o olhar para o mais velho de forma presunçosa. Porém sem mudar a expressão. – A frequência pode comprovar esse fato.

Keith vacilou por alguns instantes, mas manteve-se firme.

– Pode até ser verdade, mas o que garante que antes de ir para a escola você não matou Petra?

– Os pais dela. Você conversou com eles?

A expressão de Keith o denunciou. Era óbvio que o detetive exercia seu trabalho de forma preguiçosa. Ele clamava apenas pelos resultados jogando todo o trabalho nas costas de sua equipe mal treinada. Eren sabia muito bem disso através de Dina, pois sempre que a loira chegava em casa da delegacia – quando tinha um cliente –, reclamava da desorganização e ineficiência da polícia local.

Após longos minutos de taciturnidade, gritos foram ouvidos atrás da porta. Não precisava ser um gênio para descobrir que a voz pertencia ao Dr. Grisha Yeager e possivelmente sua esposa Dina. Eram um misto de vozes que Eren não deu importância, apenas o fato de Grisha estar aqui, era o suficiente para deixá-lo enervado.

Keith resmungou uma maldição e levantou-se com fumaça saindo de seus ouvidos, batendo os pés até a porta.

– Mas o que diabos está havendo aqui!? – vociferou.

O grupo composto por dois policiais, Grisha e Dina parou para encarar o homem careca e irritado que estava na porta.

– Keith, soube que encontraram meu sobrinho. – disse o Dr. Tentando se livrar do aperto de um dos guardas. – Eu exijo vê-lo.

Era possível notar que Grisha estava quase espumando pela boca, enquanto Dina parecia uma cobra prestes a dar o bote. Claro que eles estariam irritados com o sobrinho, afinal o adolescente desapareceu de um quarto de hospital por quatro dias.

– Depois de interrogarmos ele, vocês terão tempo suficiente para conversarem. – disse autoritário. – Agora por favor, se retirem antes que eu resolva fazer a família inteira dormir na delegacia.

O tom ameaçador pareceu funcionar e logo os músculos de Grisha relaxaram ao aperto de um dos guardas. Keith acenou com a cabeça para o policial que guiava o casal rumo à recepção, enquanto o detetive voltara para a sala de interrogatório.

– Bem, onde estávamos? – caminhou a passos lentos até ficar de frente para o jovem.

Eren permaneceu calado, apesar de tudo não queria cair nas provocações de Keith que agora parecia odiá-lo mais ainda.

– Eu só quero ir para casa e não ter que me envolver ainda mais. – lamuriou baixou.

– Você deveria ter pensado nisso antes de ligar para a polícia do meio da floresta.

Eren apertou os punhos e trincou o maxilar. Como era injusto o que estava acontecendo com ele.

– Achei que fosse a coisa certa a se fazer. – o castanho estalou a língua sentindo-se aflito. – Petra era minha colega de classe, eu nunca tive algo contra ela. Por que motivo eu a mataria? – indagou agora com lágrimas a se acumularem em seus olhos.

Keith o encarou por alguns instantes. Respirou fundo quando perdeu a postura, massageando as têmporas.

– Essa é uma boa pergunta.

Ficaram em silêncio novamente. Eren tentava manter as lágrimas enquanto Keith parecia ponderar algo. O ômega estava claramente aflito e indignado com toda a situação que se desenrolava. Foi então nesse momento que o ômega resolveu usar seu az na manga.

– Olha, eu posso colaborar com a investigação se vocês se quiserem. – Keith olhou para Eren com uma sobrancelha arqueada e um olhar suspeito. – Digo... – encolheu-se um pouco – ...eu posso conseguir informações de dentro da escola para vocês. Posso falar com pessoas que conheciam Petra ou tiveram algum desentendimento com ela. – inclinou-se na cadeira olhando sagaz para o mais velho desconfiado.

A falta de palavras de Keith deixou o ômega ainda mais ansioso.

– Eu proponho um acordo!

Estava determinado. A frase arrancou um olhar minimamente interessado de Keith.

– E o que seria?

– Deixem-me ajudá-los na investigação. Prometo não fugir e se for comprovado que sou o culpado, me entregarei sem resistência.

Keith abriu e fechou a boca para falar, mas nenhum som saiu de sua boca. A proposta do jovem era audaciosa e nunca em seus anos de detetive um suspeito se candidatou a ajudar nas investigações. Talvez esse ômega apenas quisesse fazer desvio de provas para tirá-lo da reta, mas Shadis tinha certeza que o jovem não teria tanta influência quanto ele fora da escola. Era uma aposta arriscada que sua mente ponderava, mas deveras interessante. Keith sorriu arrogante pronto para responder quando foi cortado por uma voz que vinha de um alto falante.

– É uma proposta bem interessante. Acho que devemos considerá-la, Keith.

O homem careca se virou para a janela espelhada.

– Hange? Você tem certeza?

Levou alguns segundos para a beta respondê-lo.

– Sim. Afinal, eu sou a professora de química do Eren além de ser forense. Posso manter meus olhos nele na escola.  – assegurou a morena.

O detetive mais uma vez se encontrou perdido em pensamentos. Demorou um pouco até dar seu veredito.

– Espero não me arrepender disso.

– E não vai. – respondeu sorrindo presunçosa.

 

Minutos depois Keith saiu da sala de interrogatório acompanhando um Eren agora não algemado, Hange que estava na outra sala saiu logo depois atrás da dupla. O ômega foi guiado até a porta que dava acesso à recepção antes de parar e virá-lo de frente para o alfa mais velho.

– Ouça garoto, ninguém além de mim, você e as pessoas que estavam dentro daquela sala sabem sobre o nosso acordo. E espero que continue assim. – disse em tom de alerta. – Qualquer intervenção externa, não pensarei duas vezes antes de levantar provas contra você e prendê-lo.

Eren o encarava nos olhos, um tanto apreensivo pelo tom e proximidade em que estavam. Mas logo voltou para sua fachada sorridente.

– Pode ficar tranquilo, ninguém mais saberá. – assegurou.

– Certo. – colocou a mão no bolso retirando um aparelho celular e apresentando ao castanho que arqueou a sobrancelha com o objeto. – Manteremos contato através desse aparelho. Ele é rastreável mesmo estando desligado e todas as mensagens estão criptografadas. Não tem rede social, apenas SMS. Qualquer tentativa de burlar o aparelho, em pouco segundos estaremos batendo na sua porta. Faço-me entendido? – disse rispidamente.

– Sim senhor.

– Certo. Agora volte para sua família. – empurrou o garoto através das portas.

– Te vejo amanhã sem falta na escola, Eren. – pronunciou Hange antes das portas finalmente se fecharem.

Por mais que Hange estivesse sorrindo, Eren sentiu o tom de aviso da beta. Matar aula a partir de hoje, doa a quem doer, não seria mais uma opção. Ele seria vigiado pelos quatro cantos da cidade. Isso dificultaria sua fuga para a floresta para encontrar Kuchel, Christa ou Ymir. Honestamente, o que ele mais precisava no momento era um plano para manter o contato com as bruxas.

Desviou o olhar para o casal que esperavam sentados nas cadeiras da recepção com olhares julgadores. Acho que ele precisaria de um plano para se livrar da ira do seu pai e da sua madrasta primeiro.

 

“Depois de todo alvoroço mais cedo, a polícia foi acionada e Eren foi levado para a delegacia. O que mais me intrigou naquele momento foi a tranquilidade com a qual ele se deixou levar. Sem implorar ou lamuriar inocência. Tentei procurar seus olhos que sequer se encontraram com os meus. Ele apenas passou direto. Algo dentro de mim viu o ato como rejeição e choramingou frustrado por isso, querendo a atenção do ômega. Era uma merda que eu estava tendo que lidar depois que Eren e eu nos relacionamos.  

Honestamente, meu corpo quase quis impedir que Eren fosse levado para longe mais uma vez. Os meus pensamentos estão se tornando mais claros a cada dia que passa, assim como o que acredito ser meus verdadeiros sentimentos vindos à tona. Talvez, apenas talvez, desde o dia em que bati os olhos em Eren pela primeira vez, eu tenha me apaixonado por ele.

Mas era difícil de identificar até então. Era como se uma nuvem escura estivesse constantemente pairando sobre minha cabeça me levando a crer que tudo o que sentia por Eren era nojo. Depois de conhecê-lo um pouco e tocá-lo... tudo mudou. Me sinto mais leve, como se todo o peso colocado sob meus ombros pelo meu tio fosse arrancado de uma só vez apenas na presença de Eren.

– Levi?  – meus pensamentos foram interrompidos quando ouvi a voz de Eld ao meu lado.

Estávamos no meio da aula de história como se nada tivesse ocorrido mais cedo. Como se a polícia não tivesse vindo e levado Eren embora.

– O que é?

– Você recebeu alguma intimação essa manhã? – sussurrou.

– Recebi. – respondi apático como sempre. Era um assunto desinteressante para o momento. Eu só queria esfriar a cabeça.

– Então você também fará o exame de sangue?

Não era surpresa que Eld também havia recebido uma intimação, afinal Petra era sexo casual de muitos caras aqui na escola. Não me surpreenderia se ensino médio todo fosse intimado a fazer um exame que comprovasse a paternidade do filho que Petra estava esperando.

– Não sei. Isso vai depender se eu conseguir um advogado antes disso.

Eld se endireitou na sua cadeira.

– Cara que inveja. Queria ter dinheiro pra advogado assim que nem você. – Revirei meus olhos. Esse tipo de comentário era comum entre o meu círculo de amigos. Todos queriam ter o que Levi Ackerman tinha. Aparentemente tudo não apenas o dinheiro. – De qualquer forma, estou tranquilo pois sei que o filho não era meu.

Soltei um grunhido desinteressado.

Filho. De fato, é uma responsabilidade muito grande. Espero não ter filhos tão cedo.”


Notas Finais


E aí? Eu conto ou vcs contam?


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