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  3. 07.02.2020

História Secrets - Capítulo 12


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Capítulo 12 - 07.02.2020



 Acolhimento em fim sentido pela comunidade gay, pertencimento, amor, afeto não recebido em casa, mas recebido lá, me sentia em casa, amada independente de, conheci pessoas dispostas a ajudar, o porque? Não sei. 
 Um psicologo me foi indicado, tratamento iniciado, dificuldade gigante de falar, olhar nos olhos e ser sincera, aprendi a esconder, calar, mentir, permitir ser vista, por dentro, sem mascaras, desafiador,embolava as palavras e frases, parecia vaga na maioria das vezes, parece simples mas, sentia na pele as consequências, passava mal, sentia enjoo, dor de cabeça, insonia, o resultado esperado para o tratamento era um melhor esclarecimento meu comigo, aceitação, entendimento de mim, mas me sentia mal, me sentia exposta, e sentia como se quisesse que as pessoas sentissem pena de mim, por tudo oque vivi. É chato estar perto de alguém que nunca esta bem, que parece só carregar e viver coisas ruins, sensação de ser sempre dramático, e incompreendido, mas só quem viveu sabe e entende. 
 Minha intenção aqui é escrever oque vivi aguardando um certo alivio que parece não vir. Nas primeiras vezes que escrevi, passei mal, meu emocional afeta o físico, muito raro me ver chorar, mas visito o hospital com uma certa frequência, hemorragias, taquicardia, remédios para a pressão já tomados com apenas 23 anos, e nenhuma doença que explique esses sintomas, estudos comprovam que sentimentos guardados, e feridas emocionais não tratadas podem causar doenças físicas, em mim causam esses sintomas.
 Busco alívio na religião e na sensação de estar fazendo o certo, sinto paz, mas também sinto falta de ter alguém, não só sexo, pele com pele, (Oque convenhamos, é maravilhoso) mas companheirismo, se permitir conhecer e ser conhecido, tocar e ser tocado, não só no físico, mas na alma, se mostrar por completo, medos imperfeições sem medo de julgamentos, grito, imploro por amor, aceitação. Carência ? Talvez.
 Carência: Sentimento perigoso, que pode fazer com que aceitemos migalhas, restos, ou enxergar sentimentos onde não existe, implorar por amor, por afeto, atenção. 
 Te conheci na igreja, você com um jeito mais masculino, assumida, nuca raspada, oque descobri que me atraia, cabelos pretos, pele clara, olhos castanhos, alta, feliz, com poucos amigos, verdadeira, transparente, carinhosa, parecia se importar com as pessoas, demonstrava oque sentia, talvez esse seja o motivo da minha atração, você, ser tudo oque sempre quis ser, assumida e aceita pela sua família, verdadeira, sem segredos e mentiras, apenas você, te vi, te quis, medo, linda, agradável, foi se aproximando pouco a pouco, e entrando na minha vida, conversávamos todos os dias, te deixava em casa quando saiamos, pagava seus lanches e oque você quisesse comer, perigoso, sabia que não podia me apaixonar, mas sentia falta de sentir o coração acelerado no peito, você ameaçava jogar no chão todas as muralhas que construí, e isso me dava medo. 
 Sem saber oque fazer, te afastar ou trazer mais para perto ? Me aproximava e me apavorava com oque você ameaçava me fazer sentir, NÃO, não podia, de novo não. Confusa, sem saber ao certo oque sentia, admiração ? amor ? atração ? amizade ou algo mais ? Gostava de cada pedacinho seu, viciante te conhecer, permitir sua aproximação, quais musicas gostava, seu cheiro, posicionamentos, pensamentos, necessidade de te conhecer, querer sentir sem poder, o peito doía por tentar separar os sentimentos amor de amizade do amor sexual, tentativas frustradas, a paz adquirida a tão pouco tempo, já perdida. 
 Te chamei para sair, convite aceito, meus melhores amigos estariam presentes. Te apresentei, você ao meu lado, linda como sempre, conversava, ria, eu, ao seu lado observando, conclui, te amava, de um jeito que não deveria amar, e você ? Conversava com meus amigos e comigo, próxima a mim, seu cheiro e o vinho me embriagavam, meus amigos perguntavam se você era minha namorada, sua mão na minha perna por dentro da coxa um pouco acima do joelho, para você, talvez um carinho inocente, para mim, borboletas no estomago, e todos os sinais de alerta ligados, sensação de desespero, comecei a fazer coisas estupidas, falar coisas estupidas, pedi para que você fosse embora, e você foi. Corri atrás de você, e você correu de mim, fugiu de mim, senti o coração afundar no peito, te ver correndo de mim, foi como um soco, sabia que era necessário mas não sabia que doeria tanto, e nem oque me custaria. 
 



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