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História Secrets - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Representação de Daniel Brunner;
Armie Hammer

Representação de Giselle Worthington;
Rachel Weisz

Capítulo 6 - Pie Troubles - Punishment


Fanfic / Fanfiction Secrets - Capítulo 6 - Pie Troubles - Punishment

Todos estavam sorrindo, gargalhando e celebrando o casamento em meio a praça coberta por pequenas lâmpadas e orquídeas brancas, Arabella, ao contrário, estava sentada em uma mesa, cabeça baixa e olhos fechados, enquanto esperava que toda essa situação acabasse.

''Arabella'' "Bella?"

Uma voz no fundo de sua cabeça a chamava;

— Arabella, sua vadia, tá ouvindo?!

Estava tão submergida em seus pensamentos que mal dava conta de que a voz no fundo de sua cabeça era na verdade a voz irritadiça impaciente de Minna a chamando, estava vestida em um vestido rodado de cintura marcada, cor creme, com um decote generoso para os seios, seus acessórios reluziam como se estivesse coberta por estrelas, o que não conseguia ofuscar a beleza do rosto em uma poderosa maquiagem marcada com um delineador efeito gatinho, destacando seus olhos e um batom fosco cor de chocolate. Seus olhos se voltaram para sua amiga;

— Oi — Balançou a cabeça rapidamente para pensar melhor, então tornou a falar —, nossa, você tá linda, Minna.

— Não me vem com essa, Bella, onde esteve? Passamos o dia atrás de você… Ah há, já sei, estava com seu amante, né? Safadinha.

O senso de humor negro e as vezes meio sujo de Minna geralmente a faziam sorrir, mas, na situação em que se encontra, a morena não está querendo ouvir piadas ou insinuações sujas, quer que seus problemas desapareçam;

— Minna, olha bem pra mim, acha mesmo que eu tô de brincadeira?

Palavras certeiras como tiros. Arabella costuma ser uma garota séria mas nunca e jamais seria tão grosseira dessa forma com Minna e Vidya, suas melhores amigas;

— M-me desculpa, Bella — Minna fala, ainda não conseguia acreditar que sua amiga havia lhe tratado daquela forma —, eu peço desculpas pelo o que eu falei…

A morena percebe o espanto no semblante da ruiva, só então havia dado conta do havia acabado de fazer, joga-se então nos braços dela numa tentativa desesperada de pedir perdão;

— Não não não! — A apertou fortemente — Não, Minna, me perdoa por ser tão estupida, eu tô… — Ela quase contou —, nada, não é nada.

— Bella — Minna vê que ela não está bem, então a segura pelos ombros —, amiga, o que houve? Você não tá legal.

Procurando alguma desculpa ela começa a olhar para todos os lados, sua mente a mil por hora, agitada e perturbada seus olhos acabam alcançando a janela do quarto de hóspedes e lá estava ele. As feições de Bella mudam drasticamente, seu semblante é de medo, Minna percebe que sua amiga muda drasticamente ao olhar para a direção atrás dela e com uma das sobrancelhas arqueadas ela tenta olhar para a mesma direção, é surpreendida por um beijo que faz a mesma largar sua bolsinha no chão. Durante o beijo Arabella percebe que ele já havia saído da janela e ela por sua vez se afasta de Minna que permanece de olhos fechados, ainda em transe pelos lábios que estavam colados aos seus;

— Uau — Disse Minna, abrindo os olhos com um sorriso confuso —, o que foi isso, Bella?

— Eu e o meu noivo brigamos —, Sua mentira pareceu ser convincente —, queria me sentir melhor.

Risada — Nossa, então usou sua melhor amiga como consolo?

— Para com isso, Minna — Arabella responde e então apanha sua bolsa que havia caído —, você já tentava me beijar há tempos.

— Tem razão — Concordou com um sorriso presunçoso e engraçado —, me usa sempre que se sentir assim, e aí, funcionou então?

Arabella gostaria muito de responder que sim, mas a amiga não sabia que o real problema se tratava de um homem perigoso que estava ameaçando o bem estar dela, a morena precisa ser firme agora;

Heh, é, eu me sinto melhor, obrigada.

— Que bom saber disso.

Ela então lembrou-se de que precisava estar no quarto dele, já haviam passado mais de vinte minutos desde que haviam se falado atrás árvore;

Err — Minna — Disse Arabella, olhando para a janela do quarto, então voltou os olhos para ela —, escuta, eu preciso ir a um lugar, depois nos falamos.

— Tudo bem, amiga.

Arabella então deixa sua amigo e entra em casa.

Ela realmente não gosta de aglomerações e outras pessoas em sua casa, as únicas exceções eram as senhoras Diva, Claudia e Seline, amigas de longa data das mulheres Worthington, Minna e Vidya também, é claro. Enquanto passava pelas pessoas na sala de estar, Arabella sente-se pesada e ao mesmo tempo fraca ao longo do caminho em direção ao quarto de hóspedes, estava nervosa e apreensiva pois não sabia o que esperar.

O corredor do andar de cima estava vazio e num verdadeiro breu, a única iluminação que era a da janela do quarto de Jason, visível, pois a porta estava aberta, sinal de que estava a esperando.

Ela entra, fecha a porta e gira a chave na tranca, tem um breve espasmo ao ouvir o estalo característico. O quarto está escuro assim como o corredor de instantes atrás, não se via nada além da escrivaninha abaixo da janela e os pés da cama que quase sumiam na escuridão;

— Rebelde e inconsequente, mas chegou na hora, eu estava me preparando pra ir te buscar lá em baixo.

Ao escutar a voz rouca desse homem Arabella sente seu corpo estremecer, não era uma sensação boa como costuma sentir ao escutar a voz de Roman. Ouve-se o som oco de seu passos pelo chão, a jovem fecha os olhos enquanto ainda segura a chave na tranca, seu desejo é de sair correndo dalí mas ela não pode, os passos cessam e uma mão pousa levemente entre a extensão do ombro e pescoço da garota, aquela mão quente e pesada a puxam para longe da saída, ela sentia como se estivesse sendo engolida pela escuridão e o desconhecido, batendo contra uma parede ao sentir suas costas encostarem no peito dele;

— Está com fome, querida? — Perguntou perto de seu ouvida.

Ela está tão apavorada que não soube distinguir se a pergunta era de duplo sentido ou literal, ela nem abriu os olhos ainda;

— Pode respirar, eu não vou me comportar como fiz minutos atrás.

Ele a solta e se afasta, assim ela sente-se mais a vontade para respirar e então abrir os olhos. Arabella ousa olhar para trás, ele liga o interruptor, ao ligar das luzes Arabella vê logo de cara, sobre a cama estava um prato com uma fatia de torta, recheio e cobertura roxa;

— O que p… — Ela não vai falar um palavrão desta vez — Suspiro —, o que é isso?

— Eu presumi que estando isolada durante todo o dia você não havia se alimentado, bolo é bom mas torta é muito melhor, não é assim que você costuma dizer?

— Você entendeu minha pergunta.

— É de amora, sua favorita, não é?

Ele adivinhou ou será que já sabia? Ela recua passos para trás, não cogita a menor hipótese de comer aquilo;

— Não — Ela parece tão assustada em relação a isso —, eu não toco nessa porcaria.

— Poxa — Ele pegou o prato —, eu fiz com tanto carinho, não vai querer nem mesmo um pedacinho?

— O que ganha fazendo isso?

Humm — Jason dá de ombros com uma sardônica expressão de dúvida, então se aproxima, a encurralando contra a porta — Coma.

— Não.

— Não torne as coisas difíceis, querida, não vai querer que eu a faça comer isso.

As lágrimas surgem no canto dos olhos dela, Jason as enxuga com seu polegar, Arabella o afasta dela, não há provocações ou implicância, ela realmente não quer fazer isso;

— Arabella — Ele disse, sua voz muda, mais grossa e firme e ele então segura um dos braços dela com extrema força fazendo-a contrair as feições e gemer de dor —, eu vou falar pela última vez, coma.

Contra sua vontade, completamente frustrada, assustada e irada ela puxa o prato abruptamente da mão dele, que se afasta, senta-se na beira e se põe a assistir a cena.

Ela não tem escolha, por mais que não queira ela precisa fazer, é obrigada a isso. Arabella tira o primeiro pedaço com o garfo e leva a boca;

— Mastigue bem devagar.

Revolta e frustração, Arabella obedece, ela mastiga a torta ao mesmo tempo que o encara como se quisesse o incinerar com os olhos, sentido um arrepio repulsivo a cada mastigada, torta de amora é algo que ela tem total aversão por algum motivo, desde sua infância. Depois de mastigar várias vezes ela finalmente engole, no momento sente seu estômago revirar, ela faz muda sua expressão, queria vomitar;

— N-não posso… — Urgh —, não consigo fazer isso.

— Não? Mas conseguiu cuspir no meu rosto — Gesticulou, então apontou para o prato —, você mal começou, Arabella

— Eu disse que não.

Sem muita ele começa a tirar o seu cinto, a primeira vista ela começou a tirar conclusões precipitadas sobre o que ele iria fazer, mas ele enrola parte em sua mão e então bate na armação da cama, dando um estalo que ecoa pelo quarto e a faz suspirar rapidamente no momento em que se assusta;

— Ainda quer jogar duro, Arabella? Você só vai sair deste quarto quando comer essa coisa até limpar o prato ou então vai sair daqui depois da sua surra que vou ser obrigado a dar em você por ter uma boquinha tão suja.

Um filme de terror psicológico, essa é a sensação que ela tem quando está na presença dele, como ela chegou a esse ponto? Tudo o que mais quer sair dali e pela escuridão em seu olhos ele não parece estar blefando em suas palavras. Arabella se põe a comer rápido, mastiga e engole cada pedaço que põe em sua boca. No fim de tudo, a jovem larga o prato e o talher no chão, sente uma leve tontura e se segura em um das paredes, sentindo vir por sua garganta, estava prestes a vomitar, ela então corre para o banheiro do quarto, abre a tampa do vaso e deixa tudo sair.

Todo tipo de sentimento que estava sentindo naquele momento estavam misturados ao líquido que saia da boca dela, já estava sem ar, sentindo coices em seu estômago mesmo que já não tivesse mais nada ali para pôr pra fora, sentiu uma mão segurar seu cabelo mas não luta para afastá-lo, do jeito que está agora isso não faz diferença;

— Será que você não entende?

Estava transpassada de absolutamente tudo naquele momento, olhando para seus olhos , não tinha como saber só olhando para o seu rosto, Jason então limpou o canto da sua boca com o polegar, parece não sentir nojo;

— Eu reconheço que não me comportei adequadamente lá atrás — Ele fala, então a puxa para perto, para o calor de seus bracos em uma atitude terna e sem malícia, pelo menos era isso o que deixava transparecer —, mas não é sobre mim e sim sobre você, será que agora você é capaz de entender isso? Sempre que se comportar dessa forma eu vou ser obrigado a castigar você e eu sei que não parece mas eu não que o ter que fazer isso.

Ele a fez comer uma maldita torta de amora, ela não estava ligando para mais nada e nem para o que ele estava dizendo, ela o empurra e cambaleando sai andando para o seu quarto, sendo seguida durante o trajeto enquanto escuta os passos atrás dela em uma atmosfera perturbadora. Ao chegar em seu quarto, Arabella fecha a porta e então escuta a voz dele vindo do outro lado;

— Um dia — Ele disse —, um dia você vai entender o que estou fazendo, Arabella.

— Por favor, só por essa noite, me deixa em paz.

— Eu entendo, então… Tenha uma boa noite. — Ele disse tão tranquilamente, como se não sentisse nada em relação a cena de momentos atrás, seus passos são escutados se afastando do quarto.

Uma espécie de alívio atinge a pobre garota ao escutar ele se afastar, ela engatinha até a cama, onde se agarra a uma de suas almofadas e a usa para tapar sua boca, abafando o seu grito. Depois de tudo, ela sentiu dormência em seu corpo, uma leveza como um bálsamo em suas dores, resultado de muito choro e muita força feita enquanto estava vomitando, naquele momento, pouco importava para ela se era o casamento de sua mãe ou não, nada mais importava, ela apenas cedeu a tentação de se entregar ao sono na esperança de acordar desse terrível pesadelo.

Mal começou, essa cena seria apenas o começo de uma intensa tortura que estaria por vir, ela só não fazia ideia disso.


Notas Finais


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Até a próxima, galerinha!


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