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História Secrets - Capítulo 16


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Notas do Autor


Obrigada a todos os comentários do capítulo passado e eu espero que gostem do capítulo de hoje.

Boa Leitura 😘

Capítulo 16 - Capítulo 15 - Prisioneira do medo


Fanfic / Fanfiction Secrets - Capítulo 16 - Capítulo 15 - Prisioneira do medo

Assim que entrou no apartamento que dividia com a Mio, Nami deixou toda a alegria que tinha sentido naquele encontro com o Luffy descer por água abaixo quando viu o homem sentado no sofá com as pernas esparramadas e mostrando quem mandava ali.

Mio estava sentada no chão sobre os joelhos e com a cabeça baixa, a imagem perfeita de uma subordinada submissa ao patrão, a ruiva sentiu um grande enjoo com aquela cena.

- Que bom que voltou, Nami! - Doflamingo falou e fez um gesto com os dedos para que ela se aproximasse e se sentasse na poltrona próxima dele. - Mio me contou que você estava em um encontro com o neto mais novo do Garp, espero que me conte tudo que descobriu.

Ela não queria, não queria falar nenhuma palavra de como tinha sido o seu encontro, mas não tinha outra escolha, estava fadada pelo resto da vida a seguir as ordens dele, até mesmo depois que se casasse estaria presa a família Donquixote pelo resto de sua vida.

Nami se sentou no lugar que Doflamingo indicou e olhou de canto para a Mio que até então não tinha falado uma única palavra.

- Eu descobri que o Luffy, Ace e Sabo não são irmãos de sangue, somente o Luffy é o filho do Dragon, Sabo é um membro bastardo da família D. - Doía para ela disse aquelas palavras, como se não significassem absolutamente nada, quando na realidade significavam muito, principalmente para o Luffy. - Ele não me contou com detalhes, mas Luffy disse que a parte da família deles ficaram ricos depois de receberem uma certa quantia de dinheiro e investiram em algo.

- Ele não disse no que eles investiram? - Ela negou com a cabeça. - Muito bem, óleo menos conseguimos uma informação relevante, que o próximo herdeiro na lista de ficar com a sede principal dos D, é um bastardo. Isso pode ser muito útil!

Doflamingo parecia pensativo e a ruiva sentia medo do que poderia estar se passando naquela mente doentia, mas ela não podia demostrar aquilo. Aquele homem já tinha influência demais sobre si e sabia disso, mas ele não precisava saber que até em suas emoções ele tinha poder.

O loiro ajeitou o óculos escuro no rosto e olhou com um sorriso malicioso nos lábios para Mio, que não se mexeu nenhum centímetro.

- Como você conseguiu informações úteis, filhinha. - Sua voz fez com que um frio passasse por sua espinha. - Não precisarei punir a Mio-chan e nem sua irmã. Espero que vocês duas continuem com o bom trabalho de vocês.

Aquilo era uma ameaça e Nami notou que Mio sempre tão calma e centrada, fechou as mãos que estavam sobre suas coxas com força, foi quando a ruiva percebeu que tinha algo naquela história que ela não sabia, algo que envolvia a Mio mais do que ela imaginava.

Talvez a garota tivesse um passado, assim como ela, e guardava a sete chaves, entretanto Doflamingo tinha noção desse passado e deveria usá-lo contra a Mio, assim como fazia com ela e pela primeira vez, a ruiva sentiu uma estanha sensação de que conseguia entender as ações de sua guarda-costas, durante todos aqueles anos.

- Eu só vim aqui para fazer uma visita a minha filhinha querida e dar uma notícia a você. - O homem colocou a mão no joelho desnudo da ruiva, que sentiu seu corpo todo travar com aquele gesto e a sensação só piorou quando ele apertou de leve ali. - Gostaria de saber o que eu tenho para te falar?

- Claro. - Não, ela não queria saber, mas mesmo que dissesse isso Doflamingo só sentiria mais prazer em contar o que quer que fosse.

- Marcamos o jantar com a família Vinsmonke. - Ele disse e um de seus dedos começou a fazer círculos no joelho da Nami, que precisou engolir em seco para não demostrar o quanto aqueles gestos lhe afetavam. - Sexta-feira a noite você irá conhecer seu noivo, minha filhinha. Não se preocupe que manderei um motorista vir pegar você e manderei um belo vestido para que somente a minha filhinha seja o centro das atenções durante o jantar.

E aí deixar isso ele retirou as mãos dos joelhos dela e se levantou ajeitando o terno e olhou para a Mio que estava de cabeça baixa e sorriu.

- Você também irá, Mio. - Ele avisou. - Preciso de todos os escudos para caso aconteça algo de errado durante o jantar.

E com aquelas palavras ele saiu do apartamento.

Nami suspirou e sentiu boa parte da tensão em seu corpo se dissipar, enquanto sentia lágrimas querendo sair de seus olhos, mas ela não podia chorar, não ali onde havia câmeras e escutas por toda parte.

Ela queria chorar por estar presa ao Doflamingo, queria chorar, pois percebeu que a Mio é só um brinquedo nos planos que aquele homem tramava e para piorar, se fosse necessário ele colocaria a vida dela em perigo para salvar a sua.

- Mio...

- Está com fome? - Mio não deixou que Nami dissesse uma única palavra, apenas se levantou do chão, fazendo a ruiva quase gritar ao ver os joelhos machucados da garota, como se tivesse caído na calçada e se ralado toda, estava sangrando. - Eu posso preparar algo para a senhorita e...

- Precisamos cuidar desses machucados agora! - Nami se levantou se aproximando da Mio, mas a garota levantou uma mão para que ela parasse. - Mio... O que aconteceu?

- É a minha punição! Não fui capaz de te ajudar a conseguir informações preciosas para a ajudar a família Donquixote no dia da festa. - Nami não conseguia ver nenhum pingo de emoção vinda dos olhos verdes da garota. - E por eu ter sido o motivo da senhorita não ter conseguido nada, já que eu caí na piscina.

Antes de que Nami falasse algo, Mio se retirou para o seu quarto. Ela não imaginou que caso não conseguisse as informações no tempo que Doflamingo desejava, seria a Mio quem seria punida.

Quando se jogou na sua cama, a ruiva deixou que as lágrimas saíssem, mesmo que contra sua vontade, na mente dela se passava o encontro que teve com o Luffy e as sensações que sentiu quando ele a beijou, mas ao mesmo tempo aquelas borboletas em seu estômago foram substituídas pelo medo, pela sensação de impotência, pela dor das algemas invisíveis que a prendiam com força e que não podia se livrar.

Quando fechou os olhos se permitiu mais uma vez lembrar do que tinha acontecido alguns minutos atrás, antes de novamente ser colocada no mundo de pesadelos que estava acostumada.

" Eles tinham ido tomar sorvete e ela provavelmente parecia uma criança com os olhos brilhando para aquela sobremesa em suas mãos e teve certeza daquilo, quando o Luffy deu risada, Nami queria ser capaz de poder escutar aquela risada mais vezes.
- Você fica muito fofa quando está toda animada, Nami. - Ele disse sorrindo e seus olhos pretos brilhavam ao olhar para ela.
Nami queria saber se Luffy, assim como ela, sentia alguma coisa quando eles estavam juntos, ao mesmo tempo que torcia para que sim, ela esperava que não, pois não queria ter que magoar o rapaz mais do que ela já fazia.
- Você não deveria ficar dizendo esse tipo de coisa. - Ela murmurou, fazendo com que ele erguesse uma sobrancelha a questionado.
- E por que não? É a verdade! - Ele disse levando a colher do sorvete até os lábios. - Nami, olha ali!
Ela se virou para ver o que o rapaz tinha falado, mas não encontrou nada e quando se virou para questiona-lo o encontrou bem próximo do seu rosto, fazendo o seu coração acelerar rapidamente e suas bochechas ficarem vermelhas como um tomate.
- Luffy...
- Tem uma coisa suja bem aqui. - Ele disse apontando para o canto dos lábios dela. - Posso limpar?
Ela mal conseguia falar, mas assentiu e o garoto beijou o canto de sua boca e passou a língua de leve ali, fazendo as borboletas presentes no estômago dela se rebelarem com tanta força, que Nami achou que precisaria se segurar em alguma coisa, caso o contrário iria cair no chão, graças as suas músicas que pareciam geleias.
Quando ele olhou para ela, parecia que estavam conectados de uma maneira que ela nem lembrava que esteve com alguém.
- Obrigada. - Sua voz não passou de um sussurro.
- Eu que agradeço. - Ele disse sem tirar os olhos do dela e se aproximou novamente para selar os seus lábios ao dela."


As lágrimas molhavam o travesseiro, enquanto a ruiva sussurrava pedidos de desculpas que o Luffy nunca escutaria.

Se as coisas tivessem sido diferentes, ela poderia se entregar ao sentimento de estar apaixonada por ele, mas não era assim que as coisas funcionavam.

Quando conhecesse seu noivo na sexta-feira a noite, ela estaria fadada a engolir aqueles sentimentos, o amor que sentia pelo Luffy e somente encarar a prisão que ela estava vivendo.



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