História Secrets And Lies - A Seleção - Capítulo 27


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Categorias A Seleção
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Gay, Interativa, Revelaçoes, Romance
Visualizações 37
Palavras 1.841
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha gente primeiramente vocês vão ter que me perdoar pelas minhas péssimas habilidades no photoshop, eu juro que tentei hahaha

Chegamos na nossa tão esperada festa de Halloween! Eu ainda estou escrevendo os capítulos, mas até agora essa festa já deu quatro capítulos e acho que ainda vai ter mais um ou dois! Muita coisa acontecendo viu!!

Aliás, vou dar um spoiler para aguçar a curiosidade de vocês: em um dos capítulos, tem beijo!

Boom, sem mais delongas, sejam bem-vindas a festa de Halloween do palácio!

Enjoy!

Capítulo 27 - Essa decisão não cabe a você


Fanfic / Fanfiction Secrets And Lies - A Seleção - Capítulo 27 - Essa decisão não cabe a você

A música que ressoava pelo salão de bailes era melodiosa o suficiente para algumas pessoas dançarem na pista de dança. O resto, estava mais concentrado em beber e conversar coisas de pouca importância. As selecionadas eram basicamente o centro de toda a conversa. Todas as celebridades, repórteres, pessoas influentes, pareciam querer poder conversar por alguns segundos com as prometidas ao príncipe. 

O salão estava lindamente decorado com misturas das cores roxo, laranja e preto. A temática Halloween havia dado àquelas paredes, sempre tão douradas e tediosas, um ar jovial. Até mesmo as falsas teias de aranha e as caveiras penduradas esporadicamente tinham um ar jovial. Poderia ser um lugar assustador, se não fossem as luzes de festa e as músicas agitadas. E a conversa quase fútil que se espalhava pelo lugar. 

— É quase uma experiência espiritual, para mim — a voz de Anne soava como uma pluma suave para as pessoas ao seu redor. — A minha vida inteira eu soube que estava destinada a algo maior do que eu mesma. Só não imaginava que seria a possibilidade de me tornar rainha. 

Só quem a conhecesse realmente conseguia perceber seu tom de voz pretensioso e sua postura manipuladora. A fantasia de Cersei Lannister fazia jus à ela, mesmo que a maioria das garotas soubesse que ela havia escolhido aquela apenas porque se assemelhava ao vestido de uma rainha. 

— As outras garotas não tem chance contra você, Anne — disse Braga, uma jornalista baixinha e loira, que poderia muito bem ser a serviçal de Anne. — Estão todos torcendo por você. 

A garota sorriu, da forma áspera que sempre fazia. Em sua boca vermelha, um sorriso doce e meigo. Em seus olhos azuis, a fria constatação de que ela sabia que era melhor do que todos naquele lugar. 

Ela procurava pelo príncipe minuciosamente, tentando descobrir qual das pessoas fantasiadas ele era. Porque Anne sabia que estava exageradamente linda e que o decote em seu vestido era o suficiente para deixar qualquer homem louco. Era questão de tempo até que Arthur se aproximasse e ela o fizesse se apaixonar por ela.

No entanto, o que Anne não sabia era que Arthur já havia chegado na festa há algum tempo. A máscara branca que usava servia para cobrir parcialmente seu rosto e poucas pessoas realmente tinham reconhecido o príncipe. O resto da fantasia, havia sido feita especialmente por Margot. Arthur já esperava que a fantasia estivesse linda, mas foi surpreendido. A garota tinha um dom. E fora recompensada com muito mais dinheiro do que ela esperava. 

Naquele momento, ele conversava com Lily. Ela havia sido a primeira garota que ele identificou quando chegou ao salão e não hesitou em chamá-la para dançar. Afinal, havia trocado algumas palavras com ela anteriormente e a garota era, definitivamente, divertida. Tão alegre e cheia de vida. E aquela fantasia — um vestido bege, degradê, que dava a impressão de ser transparente, com estrelas douradas em toda sua extensão e uma tiara com estrelas em seu cabelo — a deixava ainda mais bonita do que ela já era. 

Lily, no entanto, preferiu não dar a si mesma a oportunidade de passar vergonha na frente de tantas pessoas. Por isso, convenceu Arthur a ficar com ela num canto do salão, onde os dois podiam comer e conversar sem maiores problemas.

— O que está achando da festa? — Arthur perguntou. 

A garota a sua frente sorriu. Lily tinha um cheiro de lavanda agradável.

— É uma boa festa. Definitivamente não é o tipo de festa que eu estou acostumada a ir — ela afirmou, honestamente. 

Arthur sorriu, mas não era possível ver seu sorriso por completo, por causa da máscara branca que cobria parte de seu rosto.

— Peço perdão por não tê-la convidado para um encontro de verdade ainda. As tarefas que meu pai tem me passado são inúmeras. Quase me sinto sufocado… — Arthur se interrompeu. — Não que eu esteja reclamando, ser o príncipe da Nova Inglaterra é uma dádiva. 

A garota assentiu, sem saber direito o que dizer. Não é como se ela soubesse do que ele estava falando. Era uma artista, afinal, não uma líder.

— Mas me diga — Arthur retornou a falar —, o que está achando da sua estadia no castelo?

Lily se perguntou se aquilo era uma forma do príncipe a conhecer melhor ou se era uma entrevista para o Jornal Oficial.

— É um lugar legal — Lily afirmou. — A comida é boa. As roupas são ótimas. É tudo perfeito.

— Mas? — Arthur sentia hesitação na fala de Lily.

— Mas… sinto falta da minha mãe. Acho que é algo que todas sentem aqui. Saudades da família.

— Como é a sua? — Ele perguntou. — Gosto de saber como é a família das outras pessoas. Sempre são tão diferentes da minha.

Lily sorriu. 

— Minha mãe é incrível. Definitivamente uma mulher forte, minha melhor amiga. 

— E seu pai?

O sorriso de Lily diminuiu.

— É complicado.

Arthur assentiu, olhando para seu próprio pai, que estava do outro lado do salão, em uma fantasia nada criativa de Fera — do filme, "A Bela e a Fera". Nenhum pouco criativa, mas com certeza refletia quem aquele homem era de verdade.

— Entendo — Arthur suspirou. — A família sempre é mais complicada do que a gente gosta de admitir.

Lembrando-se de Anastásia, do que havia visto no estábulo, Lily se perguntou se Arthur sabia sobre a tia. Pensou em perguntar, mas decidiu que não era da sua conta. Se a duquesa escondia sua sexualidade, deveria haver um bom motivo. Ela não queria ser responsável por retirar alguém do armário à força.

— Acho que seu pai está vindo para cá — Lily murmurou, tentando não fazer contato visual com o rei que vinha na direção dos dois. — Eu saio? Ou eu fico? Não sei como agir.

Arthur sorriu para ela e então olhou para o pai. Reconheceu o olhar.

— É melhor você sair — afirmou. — Aquele é o olhar de negócios dele. Provavelmente vai pedir licença para você de qualquer forma.

Lily assentiu.

— Nos falamos depois então — ela disse, se afastando a tempo suficiente para que o rei se aproximasse. 

Harrison observou Lily sair de perto como se estivesse quase fugindo, mas decidiu não se estressar. Qualquer coisa que Arthur tivesse dito a ela, logo seria irrelevante.

— Boa noite, filho — o rei disse. A fantasia era ainda mais assustadora de perto. Ou talvez fosse o homem por baixo dela que a deixasse tão assustadora assim.

— Pai — Arthur se limitou a dizer, temendo o que viesse pela frente. 

— É uma bela festa. 

— Um pouco caída, na minha opinião.

— É claro — Harrison sorriu. — Você está acostumado com as festas dos plebeus. Cheias de bebidas e mulheres fáceis. Você tem uma visão distorcida do que é certo e errado — o rei tinha um tom amigável em sua voz, mas as palavras atingiam Arthur como uma facada. — Você não sabe o que é belo e o que é podre. 

— Se não se importa, preciso falar com as outras garotas — Arthur tentou fugir da conversa, mas seu pai o segurou pelo braço. Um movimento tão sutil que passou de forma imperceptível pelos outros convidados.

— Você vai eliminá-la.

O tom baixo de Harrison era ameaçador o suficiente para que Arthur sentisse tremores pelo corpo. Mesmo assim, o príncipe franziu o cenho.

— De quem está falando? — Perguntou, genuinamente confuso. 

— A Cinco com quem você estava falando — Harrison afirmou. — Você vai eliminá-la.

Arthur puxou seu braço de volta, em um movimento quase ousado.

— Me desculpe, pai. Mas essa decisão não cabe a você — a voz de Arthur tinha um tom quase confiante, mas seus olhos o denunciavam.

— Eu ainda sou o rei, Arthur — quão mais baixa a voz de Harrison ficava, mais ameaçador e grande ele parecia. Arthur se encolhia aos poucos, sentindo-se como se fosse apenas um grão de areia de frente a imensidão do mar. — Você ainda deve respeito e obediência a mim. E quando eu digo que você vai eliminar a garota, é porque você vai. A menos que queira mais algumas cicatrizes para a sua coleção 

O príncipe olhou dentro dos olhos de seu pai por alguns segundos. Eram frios demais, ameaçadores demais. Quase como se ele pudesse destruir o próprio filho em questão de segundos com apenas o olhar. Arthur estava tão cansado de ter que obedecer. Estava tão cansado de sentir medo. Queria tanto poder dizer não.

Mas quanto mais encarava dentro dos olhos de seu pai, mais medo sentia. As lembranças da infância nada feliz, de uma adolescência ainda pior. As cicatrizes em suas costas ardiam só com a lembrança do que havia vivido nas mãos de seu pai. Arthur não era idiota. Ele sabia que se Harrison quisesse, poderia espancá-lo até a morte e sair impune. Por isso, não disse mais nada. Apenas se afastou de seu pai e saiu do salão. 

Do outro lado, Anastásia observava a conversa com afinco, tentando ler os lábios dos dois, tentando descobrir o que Harrison falava. A duquesa, trajando uma bela fantasia de Cinderela, sabia muito bem qual deveria ser o assunto, mas ainda se sentia curiosa. Ao perceber que o príncipe havia se afastado, ela se aproximou do rei. 

— Como ele reagiu? — Perguntou, casualmente, como se ela e Harrison ainda fossem os grandes amigos que costumavam ser. 

— Não é da sua conta — o rei respondeu, rispidamente. — Já está resolvido. 

Anastásia suspirou. 

— Eu não tive a intenção... — afirmou, quase como um pedido de desculpas. — Realmente achei que estávamos sozinhas. 

Harrison revirou os olhos, exausto daquela conversa e daquele assunto impertinente.

— Escute, eu não quero saber sobre as promiscuidades que você e aquela criada fazem entre quatro paredes — Harrison usava em Anastásia o mesmo tom que havia usado com Arthur. — Mas mantenha isso fora do olhar público. Somos a família real. Não somos como eles e eles não são como nós. Supere esse sentimento ou o mantenha trancado. Espero não ter que lidar com isso novamente. 

Anastásia estava quase chocada. Já esperava que seu cunhado lhe lançasse palavras duras como aquelas, mas ainda assim, se surpreendia a cada dia mais com a frieza de Harrison. Todos os dias, Anastásia se perguntava como o garoto que conhecera havia se tornado aquele monstro com quem tinha que conviver. 

Quando a duquesa percebeu, já estava sozinha, segurando sua taça de vinho, ainda imersa em seus pensamentos. Ela olhou para Lily, que conversava alegremente com uma atriz que fora convidada para a festa. Era uma pena ter que se livrar da garota. Anastásia sabia que ela provavelmente precisaria do dinheiro, mas a duquesa não podia arriscar ter seu segredo exposto. 

Por mais nobre que tentasse ser, Anastásia havia aprendido há muito tempo que para se sobreviver naquela família, ela precisava pensar em si acima de tudo. 


Notas Finais


E então??


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