História Secrets And Lies - A Seleção - Capítulo 28


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Categorias A Seleção
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Gay, Interativa, Revelaçoes, Romance
Visualizações 27
Palavras 2.244
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello, it's me!

Advinhem quem finalmente terminou de escrever os capítulos da festa de Halloween?? Eu mesma!! Deu seis capítulos no total e eu preciso dizer para vocês que o último capítulo tá pegando fogo hahaha

Gente eu tenho uma coisinha pra dizer. Se vcs acharem que eu não estou capturando a essência da personagem de vcs, por favor me digam! Eu quero fazer o melhor com as personagens que vocês criaram, sempre!

E mais uma vez, eu peço perdão se parecer que eu tô negligênciando a personagem de vocês, é que é muito difícil escrever sobre todas na mesma quantidade! Não se preocupem, eu prometo que as que não estão aparecendo muito é porque tem uma história bonitinha pra elas lá na frente!

Aliás eu já falei para vocês que já sei quais são as garotas integrantes da Elite? Pois é, eu já sei quem são as cinco finalistas hahaha Não vejo a hora de dividir com vocês!!

Bem, sem mais delongas, o capítulo.
Aliás, vou deixar o link das músicas do capítulo no final, para caso vocês queiram ouvir. Eu super recomendo porque são músicas maravilhosas!

Meu pai já falei demais hahahah

Enjoy!

Capítulo 28 - Me mostre o seu melhor


A festa estava começando a ficar um pouco enjoativa para Beatrice. Ela já tinha conversado com a maioria das pessoas ali — até mesmo feito algumas amizades que jamais achava que poderia fazer na sua vida —, mas não queria falar com nenhuma daquelas pessoas. Só havia uma pessoa com quem realmente queria falar, mas essa era a única pessoa com quem não podia.

A sua fantasia combinava direitinho com ela. A sua criada havia acertado em cheio: a saia amarela do vestido, o corpete azul e a faixa vermelha no cabelo preto como o carvão. Tudo isso e o batom vermelho em seus lábios ajudavam a torná-la a Branca de Neve perfeita. Vários Dois haviam a elogiado. Alguns deles, haviam elogiado até demais. Era como se ela, só por ser pretendente do príncipe, se tornava automaticamente alguém milhões de vezes mais interessante. 

Beatrice precisava de uma pausa. Sempre amou festas e aquela era definitivamente uma das melhores em que havia estado, mas precisava de uma pausa. Suas bochechas já estavam doendo de tanto sorrir para os convidados. Por isso, ela foi para o jardim. Apenas para respirar. 

Andar pelo jardim do castelo em um vestido de Branca de Neve era algo quase cômico. Ela riu de si mesma por alguns segundos. Se uma velhinha aparecesse lhe oferecendo uma maçã ou sete pequenos homens, ela saberia que estava em um conto de fadas. O castelo já tinha e havia um ou dois príncipes por ali, então realmente só faltavam aqueles dois elementos.

No entanto, o que surgiu não foram sete anões. Uma melodia suave de um violão foi o que a fez ficar ainda mais atraída por aquele pequeno labirinto que havia no jardim, emendado por folhas e lindas flores. Ela não reconhecia a música, muito menos a voz que a cantava, mas era coisa mais linda que ela já tinha ouvido. Nem mesmo Robert tinha uma voz tão suave quanto aquela.

— I keep on trying to let you go. I'm dying to let you know. How I'm getting on. I didn't cry when you left at first. But now that you're dead it hurts. This time I gotta know. Where did my daddy go? I'm not entirely here. Half of me has disappeared — a voz cantava, ficando cada vez mais alta, à medida que Beatrice se aproximava. 

(Eu fico tentando te deixar ir. Eu estou morrendo para que você saiba. Como eu estou indo. Eu não chorei quando você foi embora da primeira vez. Mas agora que você está morta, dói. Dessa vez eu preciso saber. Para onde meu pai foi? Eu não estou totalmente aqui. Metade de mim desapareceu)

Quando Beatrice finalmente viu o dono da voz, ela ficou surpresa. Arthur não a percebeu ali. Ela estava escondida entre uma árvore e outra, que davam passagem para o pequeno local onde o príncipe estava. Um banco branco rodeado por paredes de folhas, como se fosse um pequeno segredo no meio de tanto espaço. Ela o observou tocar, sem dizer uma palavra.

— Go ahead and cry, little boy. You know what your daddy did too. You know what your mama went through. You gotta let it out soon, just let it out…

(Vá e chore, garotinho. Você sabe o que seu pai fez também. Você sabe o que sua mãe passou. Você vai ter que descarregar isso logo, só descarregue…)

Beatrice apoiou-se em um galho solto, para ver melhor, e ele se partiu. Arthur parou de tocar no mesmo instante e bufou.

— Será que eu não posso ter um pouco de paz? — Perguntou, olhando para o meio das árvores, mesmo que não conseguisse ver quem estava ali.

A garota decidiu que era melhor não fugir. Por isso, ela se aproximou, o mais envergonhada possível.

— Desculpe, eu… — ela tentou não olhar para ele. — Desculpe.

— Você já disse isso.

Arthur estava realmente bravo. Havia acabado de ter uma discussão com seu pai e só queria ficar sozinho por uns segundos. Sem ter que ser o príncipe perfeito, nem o homem dos sonhos de alguém. Só queria ser o bom e velho Arthur, o garoto sem futuro, cheio de defeitos e que era muito mal resolvido consigo mesmo. 

— Você toca? — Ela perguntou, sem saber se deveria se afastar ou ficar. — Eu não sabia disso — decidiu ficar. — É… diferente.

— Porque eu sou obrigatoriamente um príncipe idiota que só gosta de músicas idiotas? — Ele estava afiado. — Me desculpe por te decepcionar.

— Você não decepcionou — ela sorriu, mesmo sabendo que ele estava sendo arrogante. — Eu gostei. Quer dizer, foi muito bom para um príncipe idiota que só gosta de músicas idiotas.

Arthur não queria, mas foi impossível não sorrir com aquele comentário. Beatrice não parecia estar querendo ser má, muito menos uma péssima companhia. E não era culpa dela que a noite dele estivesse sendo uma droga. 

— Quer tocar o resto para mim? — Ela perguntou, de frente para ele. — Eu sou musicista. Posso te ajudar com isso, se quiser. 

— Eu não toco para outras pessoas — afirmou, observando aquela garota de lábios vermelhos que parecia genuinamente ter saído de um conto de fadas. 

— Pode ser o nosso segredo — ela riu ao perceber que aquela frase tinha saído mais maliciosa do que ela pretendia. — Se você não quiser, eu posso te tocar uma das minhas músicas. 

Arthur ficou intrigado. 

— Tudo bem — ele se levantou, entregando a ela seu violão. — Me mostre seu melhor. 

Beatrice sorriu, tirando o violão das mãos de Arthur. Sentou-se no banco onde antes o príncipe estava e posicionou o objeto em seu colo. O jardim era um dos lugares mais bonitos do castelo, mas, de alguma forma, à noite ele ficava ainda mais bonito. Com aquela lua cheia brilhante no céu estrelado e as pequenas luzes brancas espalhadas pelas folhas… se Beatrice parecia ter saído de um conto de fadas, aquele lugar parecia ainda mais. 

— Put your lips close to mine. As long as they don't touch. Out of focus, eye to eye. 'Till the gravity’s too much. And I'll do anything you say. If you say it with your hands. And I'd be smart to walk away. But you're quicksand — a voz de Beatrice era tão suave e perfeita, que Arthur ficou surpreso. Parecia o canto de uma sereia.

(Coloque seus lábios próximos aos meus. Contanto que eles não se toque. Fora de foco, olho no olho. Até que a gravidade seja demais. E eu farei tudo o que você disser. Se você disser com suas mãos. E eu seria esperta se eu fosse embora. Mas você é como areia movediça).

— I can't decide if it's a choice. Getting swept away. I hear the sound of my own voice. Asking you to stay. And all we are is skin and bone. Trained to get along. Forever going with the flow. But you're friction — Ela deslizava as mãos pelo violão como se ele fosse um membro de seu corpo. De todas as coisas que havia visto naquela semana, ver Beatrice cantando era a mais bonita delas, Arthur constatou. 

(Eu não consigo decidir se é uma escolha. Me deixar levar. Eu ouço o som da minha própria voz. Pedindo para você ficar. E tudo o que somos é pele e ossos. Treinados para nos darmos bem. Sempre indo com o fluxo. Mas você é como uma fricção).

— Two headlights shine through the sleepless night. And I will get you alone. Your name has echoed through my mind. And I just think you should, think you should know. That nothing safe is worth the drive. And I'll follow you, follow you home. This hope is treacherous. This daydream is dangerous. This hope is treacherous. And I like it…

(Dois faróis acesos brilham pela noite incansável. E eu vou te buscar sozinha. Seu nome tem ecoado pela minha mente. E eu acho que você deveria saber. Que nada seguro vale a viagem. E eu vou te seguir até em casa. Essa esperança é traiçoeira. Esse devaneio é perigoso. Essa esperança é traiçoeira. E eu gosto disso…)

Quando a última nota foi tocada, Arthur percebeu que estava em um transe. Era tão bom ouvir aquela voz suave e delicada e aquela música era a coisa mais perfeita que ele já havia ouvido. Parecia que Arthur havia mergulhado em uma história da qual não sabia nada e aquilo… era talento puro.

— Uau — ele disse, quando finalmente encontrou palavras. — Você que compôs?

Ela assentiu, com um sorriso no rosto. 

— O que acha? 

— Que você é ótima — ele admitiu, sentando-se ao lado dela no banco. — Nunca ouvi nada igual.

Ela estava um pouco envergonhada, mas ainda sorria. 

— Eu tenho uma banda com meus amigos. Nós tocamos em um bar e de vez em quando, quando sobra algum tempo, eu componho — ela confessou, olhando para o chão. — Acho que compor músicas é a forma mais honesta de desabafar. 

— É, acho que se eu tivesse um diário, meu pai não gostaria disso — Arthur disse, mais para si mesmo do que para Beatrice.

— Por que? 

— Sentimentos são perca de tempo — Arthur sabia que estava se abrindo mais do que deveria, mas não se importou. 

Por algum motivo, era fácil conversar com Beatrice. Talvez fossem aqueles olhos castanhos quase pretos que praticamente brilhavam no escuro. 

— Bem, eu não acho. Sentimentos são o que nos tornam mais fortes. 

Arthur sorriu.

— Você não é a primeira pessoa que eu ouço dizer isso. 

— Ah, acredite em mim, eu já tive minha cota de péssimos relacionamentos — ela suspirou. — Sei como é se sentir perdido, mas… bem eu acho que sentir é algo que é muito poderoso. O amor é o maior sentimento do mundo. Ele faz as pessoas começarem guerras, terminarem elas… é algo bonito, mesmo que possa doer às vezes. 

O príncipe se encontrava encantado por aquela garota vestida de Branca de Neve. Ela falava da mesma forma que sua tia Alice, mas havia um brilho diferente em seus olhos. Algo tão profundo que parecia um ímã, atraindo qualquer um que olhasse para descobrir mais.

Quando Beatrice sentiu os lábios do príncipe nos seus, ela não poderia ter ficado mais surpresa. As mãos dele estavam no cabelo dela e havia um violão entre eles, mas Arthur beijava tão bem que tudo aquilo, o palácio, a seleção, desapareceram. Ela se permitiu sentir a textura dos lábios dele e, depois, o gosto da língua quente que havia adentrado em sua boca, como se fosse para aquilo que ela estivesse respirando: um beijo com o príncipe encantado. 

E tudo estava muito bom, até que ela começou a comparar a forma como Arthur tocava em seu cabelo com a forma que Robert costumava fazer. Ela suspirou, ainda beijando o príncipe, desejando que, por alguns segundos, ela pudesse simplesmente esquecer o homem que a fazia querer deixar tudo para trás. 

— Desculpe interromper, Vossa Alteza, mas o senhor está sendo esperado no Salão de Baile.

Beatrice achou que estava ficando louca. Afinal, quais seriam as chances daquilo acontecer? Mas quando Arthur separou os lábios dos dois e ela abriu seus olhos, ela soube que não era ilusão de sua mente. Era Robert que estava ali na sua frente, com um olhar tão triste que o coração dela se partiu no mesmo instante. 

— Obrigado pelo aviso — Arthur disse, levantando-se, alheio ao que acontecia ali na sua frente. — Eu irei agora, mas espero que possamos continuar depois — piscou para Beatrice e pegou o violão, deixando que a garota ficasse sozinha com o guarda. 

A última coisa que ela queria fazer naquele momento.

— Robert…

— É guarda Stark — ele a interrompeu. Sua voz estava embargada em diversas emoções. Ele não sabia se sentia ódio ou decepção. — Sou um guarda do palácio e você é uma selecionada do príncipe. Temos que usar os termos corretos, senhorita Alvarez.

Ela respirou fundo, abaixando seu rosto. Queria chorar só por causa da forma com que Robert falava com ela. Queria fugir daquele momento e voltar no tempo, apenas para que ele não tivesse visto aquele beijo, que definitivamente não havia significado nada para ela. Não da forma que Robert significava para ela.

— Por favor, me escute…

— Não precisa se explicar, Bea — ele suspirou. Seus punhos estavam cerrados. — Eu não tenho o direito de querer que você se explique. Eu tenho uma namorada. E você está prometida. Não se preocupe com os meus sentimentos, eu vou ficar bem.

Ela secou uma lágrima que insistiu em descer por seu rosto. Droga, por que tinha que ser tão difícil? 

— É claro que eu me preocupo — ela disse, baixinho. — É só com eles que eu me preocupo.

— Você veio para cá porque queria seguir em frente — ele andava vagarosamente na direção das árvores. — Agora você vai conseguir. Eu vou ficar fora do seu caminho.

E então, Beatrice estava sozinha. Ela pensou em voltar para o Salão, mas não havia motivos. Ela não queria que todos a vissem chorando do jeito que ela fazia naquele momento. Tudo era tão complicado. Ela só queria poder voltar para antes de ter conhecido Robert e se impedir de olhar para aqueles olhos. Porque ela sabia que se jamais tivesse olhado para ele, jamais teria se apaixonado. 


Notas Finais


As músicas são essas:

A que o Arthur canta (pois é gente, nosso príncipe também canta, toca violão e compõe): https://open.spotify.com/track/5E30LdtzQTGqRvNd7l6kG5?si=TB3gWnd8QWyIxPLL4blQcA

A que a Beatrice canta: https://open.spotify.com/track/7nECwCDHS1JvQbrmuorZIH?si=AYoE-DMqQHuHC1KOuZvtYQ

E então?


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