História Secrets And Lies - A Seleção - Capítulo 46


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Categorias A Seleção
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Gay, Interativa, Revelaçoes, Romance
Visualizações 30
Palavras 2.106
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Heeeeeeeeeey
Tô morrendo de sono.

Esse provavelmente vai ser o último capítulo que eu vou postar esse mês. Novembro sempre é o pior mês pra mim em questão de provas finais. Quando eu entrar de férias da faculdade tudo vai ficar mais fácil, prometo.

Vou tentar escrever o máximo que eu puder, mas já estou deixando avisado pro caso de eu não conseguir.

Enjoy!

Capítulo 46 - Eu não quis ofender


Depois de uma noite de sono perturbada por sonhos onde seu pai o perseguia com um chicote e depois que havia espancado-o até seu sangue escorrer, também ia atrás de uma mulher cujo rosto Arthur não podia ver, mas que sabia amar muito, ele decidiu que estava na hora de tomar algumas decisões. E quando pensava em decisões, ele só conseguia pensar em um tipo delas: eliminar alguém. Essa tarefa, no entanto não era nenhum pouco fácil. 

Havia o fato de que, de todas as eliminadas, ele havia eliminado por vontade própria, apenas uma. Então ele não sabia exatamente qual critério usar. Com Caroline, ele havia conversado apenas uma vez, mas soube de primeira que não era ela quem queria. No entanto, com as outras garotas tudo parecia mais difícil. Havia conversado com todas, e mesmo que algumas tivessem tido menos química do que outras, todas eram pessoas com quem ele havia conseguido ter, pelo menos, um diálogo no mínimo interessante.

E, haviam também as garotas que ele tinha como favoritas, mas esse era outro assunto. 

Ele se levantou da cama, mas não chamou os criados para o ajudarem a se preparar. Colocou uma camisa azul oceano de manga comprida, uma calça social preta e um sapato social. Para um príncipe que ficaria no palácio, aquela roupa era quase o mesmo que usar shorts na praia. Então, ele saiu de seu quarto e começou a andar pelo palácio, para refletir, com a ajuda de paredes que ele conhecia tão bem. 

Era cedo. Sua família provavelmente ainda estava dormindo, por isso, o corredor dos quartos da família real estavam vazios, exceto pelos guardas e empregadas que executavam suas tarefas, alheios à presença do príncipe. Arthur pegou o elevador e foi para o andar dos quartos das selecionadas. Ele não sabia direito como faria aquilo, só sabia que precisava arranjar um jeito de eliminar alguém. Uma seleção não deveria demorar mais do que seis meses. Demonstrava fraqueza. 

A primeira pessoa que ele viu foi Atena. Ela estava na porta de seu quarto, mas Arthur não soube identificar se estava saindo ou entrando. Pela roupa que usava, provavelmente estava saindo. Afinal, não faria sentido que ela estivesse voltando para seu quarto às sete horas da manhã, usando um casaco branco de inverno.

ー Bom dia ー a voz de Arthur fez ela se assustar. Suas mãos paralisaram na porta. Ela precisaria de uma boa desculpa para explicar aquilo.

ー Bom dia, alteza ー a ironia na voz de Atena e sua reverência desajeitada, misturada ao fato de que seu cabelo estava um pouco bagunçado e com neve espalhada por ele, era estranhamente charmoso para Arthur.

ー Está indo para algum lugar? ー Ele perguntou, ignorando o fato de que ela tinha neve no cabelo. Arthur sabia que, mesmo que perguntasse, aquela garota não lhe daria uma resposta. 

Atena o analisou. Por alguns segundos, Arthur se sentiu incomodado com aqueles olhos de gelo.

ー Quero ver a neve ー ela disse, por fim. Estava extremamente cansada por causa da noite anterior e tudo o que queria era aquela cama macia do palácio, mas informar ao príncipe que havia saído do castelo era suicídio. 

Arthur assentiu.

ー Você gosta da neve? 

Ela pensou em responder ironicamente, mas se segurou.

ー Me lembra minha casa. 

Ele sorriu. Por algum motivo, aquilo fazia com que ele se sentisse mais próximo dela, como se fosse um grande segredo. 

ー Sente muita falta de lá? ー Ele colocou suas mãos em seu bolso.

Ela arqueou uma sobrancelha. 

ー Está honestamente me perguntando se sinto falta de passar fome e frio? 

Ele sentiu ter tocado em um ponto sensível.

ー Desculpe, eu não quis ofender. Eu só… sabe, queria saber mais sobre onde você morava. 

ー E por que?

Ele sorriu de lado, se aproximando um pouco. Atena deu um passo para trás instintivamente. Arthur percebeu o pequeno ato, mas não comentou. 

ー Porque é para isso que a Seleção serve ー ele disse, com um sorriso pretensioso que fez com que Atena quisesse socá-lo ali mesmo. 

ー Sinto falta dos meus amigos. Da minha família ー seu tom era normal, mas seu olhar indicava o quão relutante ela estava em liberar aquela informação. ー Não sinto falta do lugar onde eu morava porque eu não morava em lugar nenhum. Sou uma Oito, Arthur. Não tenho casa. 

Era parcialmente a verdade. O lugar onde viviam era clandestino e considerado um local de ações criminosas. Além disso, Oito eram pessoas, em geral, que moravam na rua. Mesmo que Theodore houvesse arranjado uma casinha para dizer que era onde eles moravam, aquele lugar não era seu. Mesmo assim, ela decidiu se corrigir. 

ー Quer dizer, eu tenho um lugar para morar. Se você quer chamar um barraco de dois cômodos de casa, vá em frente. 

Arthur olhou para seus pés. 

ー Queria poder fazer alguma coisa para melhorar.

Atena riu, de forma debochada. 

ー Sério mesmo? Você realmente disse isso?

Havia confusão no rosto do príncipe.

ー O que? ー Ele a olhou.

ー Você é o príncipe herdeiro! Se tem alguém que pode mudar isso, esse alguém é você! ー Ela estava tão indignada, que não se importou com o tom que usava, muito menos que aquele homem à sua frente tinha o poder para fazer ela desaparecer em segundos. ー Você está tão enterrado em seus privilégios que ainda não percebeu que a única pessoa que pode fazer alguma merda de mudança na porra desse país é você.

Seus olhos já não pareciam mais gelo. Por mais azuis que fossem, estavam em chamas. As palavras de Atena tinha um peso enorme e uma raiva ainda maior por trás. Ela não esperou que Arthur dissesse qualquer coisa ー nem mesmo que a mandasse de volta para seu quarto ー, apenas adentrou no mesmo e bateu a porta com força. Porque estava cansada e se recusava a acreditar que tinha ouvido aquilo do príncipe. 

Atônito, Arthur voltou a andar pelo corredor, sem tirar as palavras da garota de sua mente. Se fosse qualquer outra, ele teria dispensado da Seleção no mesmo momento em que ela começara a gritar com ele. No entanto, ele sabia que a vida de Atena não havia sido fácil. Ele também sabia que ela precisava do dinheiro. Eliminá-la estava fora de cogitação, pelo menos pelo momento. Mesmo quando ela gritava com ele, Arthur ainda se sentia estranhamente diferente quando seus olhos se encontravam. E, por mais que odiasse admitir, Atena sentia a mesma estranha sensação.

ー Oh, alteza, eu não te vi. Peço perdão ー Arthur sentiu o corpo de Anne quase se chocar contra o seu. 

Ela estava linda, mesmo que ainda fosse sete da manhã. Arthur começava a pensar que era simplesmente seu estado natural: perfeitos cachos ondulados ruivos caindo sob seus ombros e olhos de vidro tão esverdeados que o faziam se lembrar da cor do dinheiro. Ela era exatamente como olhar para um filme antigo sobre Bonnie e Clyde, mas Arthur não sabia explicar o porquê. 

O problema com Anne era exatamente esse. Arthur já havia mentido demais em sua vida para saber quando alguém estava fazendo o mesmo. A garota, nos dois encontros que os dois haviam tido, parecia disposta a fazer tudo para agradar-lhe, o que era extremamente irritante. Ele achava engraçado, em sua mente, o quão diferente ela e Atena eram. 

ー Não se preocupe, senhorita. 

Ele reparou que Anne ainda estava tocando em seu ombro. 

ー Se me permite perguntar, o que está fazendo acordado tão cedo? ー Ela perguntou. Havia um sorriso quase traiçoeiro em seu rosto. 

Arthur teve uma ideia. 

ー Estou em um dilema, minha querida ー sua voz estava o mais doce possível. Arthur percebeu como ela gostou de ser chamada de “minha querida”. 

ー Algo que eu possa ajudar? 

ー Na verdade sim ー ele retirou a mão dela de seu ombro delicadamente e a guiou para um pequeno banco que ficava no corredor, entre dois vasos grandes e vazios, e um quadro ー horripilante, na opinião de Arthur ー de seu pai. 

Anne sorriu com a possibilidade de poder ser útil para o príncipe, mesmo que não se importasse realmente com isso. Tudo o que ela queria era apenas poder ser rainha. Se escutar as baboseiras que Arthur tinha a dizer estavam inclusas nesse pacote, infelizmente ela teria de aceitar. 

ー Qual a sua opinião sobre a população Oito?

A pergunta não era o que ela esperava. Anne ainda não havia tido tempo de analisar Arthur o suficiente para saber qual era a resposta que ele gostaria de receber naquele momento. 

ー Como assim? ー Se fez de desentendida, para tentar desenterrar algum indício de opinião na voz dele. 

ー Estive pensando em ações a serem tomadas depois que eu me tornar rei. A minha rainha, é claro, precisaria ter uma opinião sobre essas… causas sociais ー a pausa de Arthur foi proposital. Ele queria realmente saber qual era a opinião real dela sobre o assunto, então estava tentando demonstrar um desconforto com a situação. Assim, ele saberia se ela estaria sendo sincera ou não. ー O que você acha que poderia ser feito em relação a eles?

Anne quis bufar. Ela não queria ser rainha para ter que cuidar de pessoas que nem mesmo poderiam ser consideradas pessoas de tão sujas e fedidas. Mas ela não poderia bufar na frente do príncipe ー segundo Suzanne, em suas aulas de etiqueta, uma dama jamais demonstrava seu desconforto em público. Não importava o quão desconfortável ela estivesse. Ou, no caso de Anne, o quão estressada estava. 

ー Não acho que haja algo que você possa fazer, alteza ー ela afirmou, com um tom de conforto. ー Infelizmente a maioria daquelas estão nas ruas por falta de esforço próprio. Todo mundo pode alcançar a grandeza se se esforçar para isso. 

Arthur a olhou. 

ー Acha que se eles quisessem, estariam em posições mais altas?

ー É tudo uma questão de lutar por aquilo que quer. Você pode chegar onde quiser, basta se esforçar. A meritocracia explica isso ー ela ajeitou o cabelo ruivo que caía em seu cabelo, mas Arthur não reparou no modo como ela tentava fazer aquilo parecer sexy. Ele estava abismado demais com aquela… opinião. 

ー Você realmente acredita em meritocracia, senhorita Bowen? ー Ele perguntou, simplesmente porque não queria acreditar que havia uma pessoa tão limitada atrás daquele rosto tão bonito. 

ー Mas é claro. Como eu não acreditaria? Eu só me tornei uma atriz reconhecida por causa do meu talento. 

ー Não acha que o fato de seu pai ser um diretor de cinema, a ajudou?

Ela franziu o cenho, um pouco insultada com aquela afirmação. 

ー Mas é claro que não. Se eu consegui chegar onde eu cheguei, foi porque eu mereci. 

Ali estava. O motivo que Arthur estava procurando. Ele só não sabia que seria tão fácil assim achar. Ele pensou brevemente nas consequências. Seu pai ficaria furioso com aquela sua decisão, mas a Seleção era dele, afinal. Arthur se levantou ー ato que deixou Anne confusa. 

ー Senhorita Bowen, eu sinto em dizer isso, mas preciso ser honesto. Acredito que isso entre nós não será uma boa ideia. Peço que você arrume suas coisas. Irá embora antes do café-da-manhã. 

Anne ficou boquiaberta. Levantou-se tão agressivamente que Arthur deu um passo para trás. Olhou para o fim do corredor e percebeu que havia um guarda ali, os observando discretamente. Pelo menos, se ela o atacasse, haveria uma testemunha. 

ー Você não pode fazer isso. 

Arthur franziu o cenho. 

ー Não sei se a senhorita sabe, mas eu sou o príncipe. 

ー Com tantas outras garotas inferiores a mim nesse lugar, com uma Oito aqui, você vai me eliminar? ー Ela riu debochadamente. ー Está querendo fazer o povo te odiar?

A atitude dela fez com que Arthur se lembrasse das garotas com quem havia dormido e que não aceitavam não como resposta. Ele suspirou.

ー Você é exatamente o tipo de pessoa que eu desprezo ー Arthur afirmou, sem medo de machucar os sentimentos da garota. ー E se continuar a agir dessa forma, vou ter que pedir para um guarda escoltá-la para fora do palácio. 

Arthur sabia que se um olhar matasse, ele estaria morto só pela forma como Anne o olhava naquele momento. Sem dizer mais nada, a garota saiu marchando de volta para o quarto, que em breve se tornaria tão vazio quanto ela era por dentro. Arthur se sentiu mais livre, de alguma forma. Havia sido apenas uma eliminação, mas, para ele, era como se estivesse no controle do jogo novamente.

Mesmo que ele soubesse que jamais estaria. 


Notas Finais


E agora são nove. Mais quatro eliminadas e estaremos oficialmente na Elite. Vocês já tem suas apostas de quem são as garotas do top 5?

E então?


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