História Secrets and Lies - Capítulo 3


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Categorias Os Instrumentos Mortais, Shadowhunters
Personagens Agramon, Alexander "Alec" Lightwood, Aline Penhallow, Céline Herondale, Church, Clary Fairchild (Clary Fray), Imogen Herondale, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Jeremiah, Jocelyn Fairchild, Jonathan Christopher Morgenstern, Jordan Kyle, Lilith, Luke Graymark, Magnus Bane, Maia Roberts, Maryse Lightwood, Max Lightwood, Meliorn, Rainha Seelie, Raphael Santiago, Robert Lightwood, Sebastian Verlac, Simon Lewis, Stephen Herondale, Valentim Morgenstern
Visualizações 18
Palavras 1.673
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oi tudupom?

Capítulo 3 - Memories and Lullabies


—Boa, shadowhunter. —O licantrope pareceu um pouco satisfeito.

—Oh, por favor. Como você notou antes de mim? Eu tenho um super olfato.—Me sentei no banco grande onde cabia todos.

—Só não tem super olhos. —respondi o vampiro.
Ajeitei a bainha de modo que ficasse mais confortável e justa na minha perna.

—Me lembre o por que de você estar armada agora?—Jonathan perguntou.

—Não saio de casa sem minha estela e no mínimo uma lâmina serafim.—ela franziu o cenho.

—Não somente de armas se faz um shadowhunter.—Ele provocou ela.

Ela arqueou a sombrancelha, pronta pra rebater.

—Vocês dois são muito chatos e competitivos.—afirmei.

—E você não é nem um pouco competitivo, não é, Alec?—Jace provocou.
Eu demorei uns segundos pra responder, levemente chocado.

—Isso é uma calúnia.—afirmei.

—Uma calúnia?—Jace caçoou.

Meus olhos se moveram pra Alex que estava quieta enquanto Jace fazia piadas sobre eu ser competitivo. Ela parecia tensa, mas ninguém além de mim parecia notar. Enquanto isso, todos zoavam Jace por ser competitivo e mais um bando de coisas que eu estava muito ocupado pra notar. Ela pareceu notar que eu estava encarando e retribuiu o olhar. E não era o olhar divertido ou sarcástico que ela constuma lançar aos outros, era um olhar de dor em sua forma mais pura. Ela desviou o olhar rápido, mas não rápido o suficiente. Fiquei tenso. 

—Está tudo bem?— Magnus perguntou, preocupado. 

‎—Sim. Está tudo bem.—dei um sorriso forçado.

‎—A bebida acabou. Quem vai buscar mais?—Simon perguntou.

‎—Deixa que eu vou. —ela se voluntariou com um sorriso falso.

—Você quase não tocou nas garrafas.—Clary notou.

‎—Alguém tem que voltar sóbrio, não é? —disse enquanto dava dois tapinhas amorosos em Jace. Como um "já volto".

—Já volto. Chamem Maia se quiserem beber mais alguma coisa.—Saí deslizando antes que alguém pudesse falar algo. Ela já havia saído pela porta dos fundos. Demorei uns segundos pra achá-la novamente.

Quando a encontrei, ela estava com uma mão na parede, quase que se apoiando.

‎—Alex?—ela se virou surpresa.

‎—Você está bem?—perguntei, me aproximando devagar.

Ela riu sarcasticamente.

‎—Sem respostas sarcásticas, por favor.
‎Ela suspirou.

‎—Eu estou bem, de verdade.

—Toda vez que você está se sentindo bem você costuma parecer miserável e fugir?—perguntei.

‎—Talvez.—disse enquanto via até a mim.

—Eu tenho a noite toda.—Não sabia o porque de estar tão insistente.

‎Ela me encarou por um tempo e então desviou o olhar.

—Isso tudo...Ver você e Jonathan, ou Clary com o vampiro, me lembra...do meu parabatai.—As palavras atingiram Alec como uma flechada.

‎Ele sabia o quão sombrio ficava alguém depois da perda do seu parabatai. Nem todo shadowhunter aguentava a dor da perda. Mas ela estava ali, firme e sustentando seu olhar.

Mas eu sabia que era só uma fachada.

—Como ele era?—perguntei sem me conter.

‎Ela deu um sorriso triste.

‎—Ele tinha cabelos loiros e olhos azuis. Era doce e gentil. Não tinha a arrogância que nos faz serem reconhecidos, sabe?—ela disse com uma pontada de carinho.

—Deve ser....difícil. Eu já quase perdi minha marca duas vezes. Não sei o que faria sem Jace aqui.—disse com a voz fraca, o desespero surgindo com a possibilidade.

—O que aconteceu? —ela perguntou.

—Da primeira vez eu quase morri tentando rastrear ele, o que me salvou foi ele ter voltado. E a segunda vez foi a pior, a marca sumiu por alguns minutos. Foi os piores minutos da minha vida. Eu meio que senti...

—A vida dele se esvaindo.—ela completou. 

—Deve ter sido um daqueles milagres que ninguém sabe explicar. Por que uma vez que a runa some, ela não volta. —disse, espantando a sensação ruim que pairava sobre mim desde aquele dia.

—Talvez vocês sejam sortudos.—ela disse.

‎—Tal coisa como sorte não existe. Não no mundo das sombras.—afirmei.

‎—Talvez tenha sido sorte. Talvez tenha acontecido por que algo mais pra frente irá acontecer algo maior. Não temos como saber. As únicas certezas que temos é que o mundo continua girando e que independente do que aconteça, uma hora ou outra vamos retornar ao pó.—ela disse suavemente.

—Você fala da morte de uma forma natural, como se estivesse esperando por ela.—disse, desconfiado.

—Somos shadowhunters, Alec. Saímos pra noite sabendo que pode ser nossa última vez. E quando voltamos, vivemos a vida intensamente. Mas alguns só tem as noites. Entende?—ela disse.

—É esse o seu caso? —perguntei. Antes que ela pudesse responder, as portas atrás de nós se abriram e Jace saiu delas. Ele pareceu aliviado.

‎—Então vocês estão aqui. Achamos que vocês tinham ido embora ou algo assim.—ele se aproximou cautelosamente de Alex. 

—Você está bem?—a preocupação era visível. Incrível o quanto ele já desempenhava o papel de irmão mais velho. Mesmo que seja mais velho por alguns minutos e eles tinham praticamente acabado de se conhecer.

—Nada que um banho quente e uma boa noite de sono não resolva.—ela deu um sorriso cansado.

P.O.V. NARRADORA.

Após um banho quente, Alex sentou na cama e pensou no rumo que a vida estava levando. Há 4 meses atrás ela não sabia que a vida iria ter uma reviravolta dessas. Ela se perguntou o que ele pensaria disso. Sebastian. Meu Sebastian. O coração dela afundou. Olhou pra cama onde a mala estava aberta e havia roupas e itens espalhados. Élodie a mandara algumas coisas dele, uma carta que já havia lido e relido tantas vezes que gravara até onde ficava as dobras do papel e as manchas devido as lágrimas. Ele a havia escrito e entregado a sua tia, de forma que se algo acontecesse com ele, ela a receberia como uma despedida. Ele não sabia o quão rápido a carta chegaria nas mãos dela, e ela esperava que nunca chegasse o dia onde precisasse se apegar a coisas materiais só pra lembrar que ele foi real. Mas chegou. Tão rápido e doloroso quanto....não havia uma metáfora pra isso.
Ela vestiu a camisa preta de manga que estava na mala e pegou o anel de prata em cima da cama, ainda lembrava de como havia ganhado. 

"Era de madrugada, e ela estava vagando pelo Instituto até o quarto dele. Bateu na porta cuidadosamente pra não chamar atenção. Uns segundos depois e ele abriu a porta pra ela entrar. O quarto estava frio, mas o abajur estava aceso, ela abraçou como se não o visse há dias.

Ele a abraçou com cuidado, e ela pôde sentir seu coração acelerando enquanto ele fazia a pergunta.

—Está tudo bem?
Ela sentiu as lágrimas rolando como uma represa vazando. Ela sentiu ele ficando tenso, e a abraçou mais forte.

—Me diz o que aconteceu, Lena. 

—Foi só um pesadelo, mas eu precisava vê-lo pra ter certeza de que estava bem.—agora que ela estava ali com ele, se sentia mais segura. E o protegeria também, caso seu pesadelo ousasse se tornar realidade.

—Posso ficar aqui hoje?—perguntou.

—Hoje e todos os dias que quiser. Eu sabia que você estava tendo pesadelos, só não sabia que eram comigo. Quer me contar como aconteceu? —ele deitou na cama e a puxou junto, ela deitou a cabeça em seu ombro.

—É sempre a mesma coisa. Algo sombrio, provavelmente demoníaco. Então....o homem de cabelo platinado corta a sua garganta e o joga em um rio. E então eu acordo com a runa parabatai ardendo e o sentimento de perda.

—Já falou com o irmão Zachariah?—ele perguntou.

—Sim, foi um beco sem saída. Mas a sensação de que algo pode acontecer não passa.—respondeu.

—E não vai. Somos shadowhunters, Lena. Estamos sempre correndo pro perigo. Escuta...tem algo que eu gostaria de dar a você. —ele esticou o braço e pegou algo na cômoda ao lado, ele estava nervoso.

—Eu não posso prometer que vou viver pra sempre, por que somos mortais, mas aconteça o que acontecer lá fora....eu prometo fazer o possível e impossível pra voltar pra você. 

Ela sentiu suas bochechas queimando, e as palavras não saiam. Mas não conseguir conter um sorriso.

—E caso algo aconteça comigo mesmo assim. Eu gostaria que você ficasse com isso. Me dê sua mão.—pediu.

—Sabe, se quiser me pedir em casamento vai ter que me chamar pra jantar antes, sou uma moça difícil. —caçoou, mas fez o que ele pediu. Ela viu ele segurando o riso, mas não falou nada.

Ele pôs um anel de prata nela que continha um V. Ela não conseguiu conter sua surpresa.

—É o anel da família Verlac, como pode ver. Minha tia me deu em caso de eu achar alguém especial. Nada mais que justo que dar pra você, não é? —ele havia ensaiado uma forma de dar a ela o anel várias vezes. Ele não sabia o que eles eram, e quais consequências seriam. Mas quando estava com ela, aceitaria o que fosse. Ela bocejou, visivelmente com sono. —Está frio aqui.—ela disse. Ele gargalhou e se levantou. —Já volto. —depois de uns segundos voltou com um casaco na mão e jogou pra ela. —Quantos presentes, assim eu acostumo.—ela zoou enquanto vestia o casaco. Ele se deitou novamente e ela o abraçou. Não havia lugar melhor. Ele selou um beijo em sua testa e apagou o abajur. Ela dormiu sem pesadelos daquela vez."

Ela sacudiu a cabeça na esperança de afastar as memórias quando notou alguém batendo na porta. —Entra.

Jonathan entrou, vestido com pijama com anjos querubins e o cabelo bagunçado que nem uma criança.

—Uau.—ela disse.

Ele se avaliou.

—Gostou? Vesti especialmente pra você. —disse rindo.

—Não consegue dormir?—Alex perguntou.

—Não, então vim ver se você podia me ajudar com isso.—ele disse se jogando na cama ao lado dela. 

—Que gracinha, quer que eu conte uma história enquanto afago seu cabelo?—ela perguntou guardando as coisas na mala e pondo na poltrona ali perto.

—Na verdade, quero sim.—Jonathan se embolou no cobertor que nem uma criança.

—Cadê Clary?—ela perguntou terminando de arrumar o quarto.

—Deve estar no quarto dela, eu não sei.—respondeu.

—Você não sabe?—ela franziu o cenho.

—Sabe, nós não nascemos grudados. Mas eu e você sim, bem, não exatamente grudados, mas deu pra entender.—ele respondeu.

Ela pareceu considerar. —É um bom argumento. 

Ele riu em vitória. Ela apagou a luz e deitou do lado dele. 

Eles não sabiam explicar a intimidade e carinho que pareceu surgir do nada, só sabiam que estava lá e crescendo.

—Está confortável? —ela perguntou, e ele deitou no ombro dela, como se ele fosse a criança e ela a adulta. —Agora estou.—ele respondeu.

Ela apagou o abajur e se cobriu pra não sentirem frio a noite. —Era uma vez...


Notas Finais


espero que gostem bjssss


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