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História Séculos - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Avanço


Devastador. Era isso que Hyuck era, uma pessoa devastadora. Tudo nele. Tudo nele era devastador, quanto precioso e bom humorado. Além de ser precioso, sua voz e seus dedos, enquanto trabalhavam lindamente pela sua guitarra da cor castanho claro, era precioso, e maravilhoso de se ver. As pessoas amam-no, admiram-o, apreciam-o, em todos os momentos que o garoto passava no restaurante-karaoke, todas as noites. 


Era ele quem criava suas músicas, suas notas, lembretes, imaginações, compaixões, tudo. Haechan é uma pessoa bastante criativa e animada, isso também contagiava Mark de longe, e as pessoas ao seu redor. 


Hyuck permanecia no seu lugar habitual, onde todos os dias ficava para se apresentar diante das pessoas que entravam, saiam, permaneciam. Amava ver as pessoas com os olhos luminosos pela compaixão que o garoto transmitia, até transbordava. Tal como o seu amor por Mark Lee. Aquele garoto de cabelos pretos que estava lá todos os santos dias, na hora certa de Hyuck se apresentar. Não iria mentir, Hyuck cantava e se expressava com ainda mais compaixão vendo Mark olhá-lo, essa é uma dos seus motivos para cantar para o público, também para conseguir ter um tostão para continuar sobrevivendo. Ele estava sobrevivendo na sua paixão, com tal compaixão antes citada. 


— Obrigado por hoje, novamente — pediu Hyuck risonho há multidão que o assistia. Era muita gente, imensos pares de olhos encarando-o, suas mãos chegavam a tremer, nada que ele não estivesse habituado. 


Deixou o palco com o coração nas mãos, junto sua guitarra que estava guardada dentro do seu saco, onde carregava junto com seu corpo. Mark tratou de levantar-se de sua mesa, deixando seu copo de cerveja a meio, seguindo Hyuck. Não iria perder a oportunidade, não aguentava mais apenas apreciar seus lábios com o olhar. Queria senti-los e ver se eram tão mágicos como eram quando os via percorrer cada letra das canções que cantava.


Lee saía do local quando terminava seu horário de canto, sempre pelas traseiras. Nada melhor que isso. Sair pelas traseiras à meia noite, sem medo de ser perseguido, ou até mesmo ser maltratado. Lee era destemido, tem uma personalidade forte, não é um babaca. 


O Lee mais velho tratou de sair pelas traseiras também. Não perderia essa oportunidade por nada, amava demais o Lee mais novo, queria sentir seus lábios que davam desejo só de apreciar. 


Assim que o mais novo abriu a porta, e começou a caminhar em frente com o pressentimento de ter alguém atrás de si, Mark saiu também, fechando a porta de uma maneira que fizera um barulho não muito alto, mas que capturou a atenção de Lee. 


Virou-se rapidamente para a pessoa que o "perseguia", vendo sua expressão enrugar cada vez mais. O que Mark estaria fazendo ali? Porque o seguiu? Porque estava demasiado bonito? Haechan queria deixar de gostar de Mark, porque, porra, ele é muito bonito! É impossível desgostar dele, impossível! 


— Hyuck — chamou-o calmo e suave. Ouvindo seu nome sair pela boca do mais velho, foi como o início de uma possível enorme — ainda mais que antes —, atração. Mark sabia o que fazia, só não sabia que causava tal efeito no garoto há sua frente.


— Mark — chamou-o, igualzinho ao tom que Lee mais velho havia usado, só que ainda mais profundo, como se fosse rasgar e acabar com Mark de uma só vez. 


O clima estava pesado. Nenhum sabia o que fazer, apenas ficaram-se encarando como se não fosse permitido falar, aliás, estavam amando poderem olhar um para o outro mais perto, mais perto, cada vez mais perto. Mark saiu do seu transe quando já estava quase colado ao garoto.


  — Séculos...


  — Séculos...


  Sussurraram em uníssono. Os olhares impregnados um no outro era devastador, ambos amaram tal contato, pela primeira vez ter acontecido. Mark gritava eternamente enquanto Hyuck tentava não soltar seus gritos histéricos nada másculos. Mark respeitou fundo, pronto para "devorar" sua tentação.


  — Qual será a sensação de sentir seus lábios?


— Porque não experimentas?


  Donghyuck não sabia onde aquela coragem toda saiu para responder com outra pergunta, nem Mark sabia de onde tirou aquela coragem toda para dizer aquilo de boca para fora. E agora? O que faria? Tomaria seus lábios? Não. Não poderia ser tão fácil assim. Mark achou aquilo fácil demais, não podia dar-se ao luxo de ir logo correndo para o seus braços, nada é feito correndo.


  — Ainda não — sussurrou, caminhando para a sua casa, deixando Haechan completamente estático, sem ter mexido um único dedo quando Mark se afastou ainda mais, já nem dava para ver sua silhueta. 


  Aquilo fora um avanço. Um avanço da qual Mark e Donghyuck não iriam desperdiçar.





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