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História Séculos - Capítulo 4


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Capítulo 4 - "Convidado"


— Por acaso, você... sabe o endereço... dele? — Mark perguntou meio envergonhado e sem graça. Nunca imaginou que pediria o endereço do cara que gostava à séculos. 


  Sr. Choi sorriu, já sabendo qual era a origem da cor rubra das bochechas de Mark, se abaixando para pegar num mini caderninho. Mantinha-se bastante concentrado tentando encontrar o endereço de Haechan; possível amor de Mark Lee. Minhyung ergueu um pouco o seu olhar, vendo Choi super determinado procurando o que fora-lhe pedido. Parecia que o Senhor queria juntar os dois o mais rápido possível. Já estava farto de ver Mark observando Hae quase babando pelas atuações, quanto ver o mais novo ficar ainda mais nervoso todos os dias por ver Mark ali. Queriam falar frequentemente um com o outro, mas a coragem era a única que faltava ali. Ambos tinham medo de dar o primeiro passo e levar um grande fora; o que não era o caso. 


  — Ah! Achei! — Choi sorriu amigavelmente para Mark. Lee festejava por dentro por, finalmente, saber o endereço do mais novo. Minhyung estava muito feliz, tentou conter sua animação mordendo seus lábios com força, balançando de um lado para outro, queria muito saber onde Haechan morava, não suportava mais.


Sr. Choi ditou o endereço de residência de Dong para Mark que sorria sem parar, não conseguia se conter. Choi era um senhor carinhoso, super protetor. Amava "aproximar" futuros casais, adorava ser o cupido. Já não era a primeira vez que ele tentava uma coisa destas; Choi era um anjo da guarda que fora enviado propositadamente, somente para tentar juntar os Lee's. 


Mark agradeceu, referenciando-se para Choi. Virou pronto para ir à caça de Lee Donghyuck para tentar saber o que realmente haveria acontecido com ele, mas antes sua atenção foi chamada por Choi novamente.


— Mark! 


— Eu? — perguntou atônico.


— Boa sorte. Você consegue! — Choi sorriu de orelha a orelha, completamente feliz por Mark ser o primeiro a tomar a decisão de ir conversar com o Lee mais novo.


— Oh... obrigado! — pediu envergonhado. Mark havia notado que Senhor Choi sabia de seus sentimentos por Haechan, era muito visível. Seus sentimentos até era possível ver transbordando de si. 


  Lee saiu do restaurante-karaoke com o coração nas mãos, pronto para enfrentar seu medo. Não sabia ao certo o que fazer, ou como fazer. Apenas sabia que ia visitá-lo para ver porque ele não tinha vindo apresentar hoje. 


  Já dentro do carro, Minhyung deu a partida, acelerava o seu carro como se não houvesse um amanhã. Não sabia o que poderia acontecer, só sabia que ia lá e ponto final. Isso era o que ele queria saber no momento. Mark queria lutar por Lee, seu medo era de seus sentimentos não serem recíprocos, ou até mesmo mal recebidos. Lee sabia que Hae não seria capaz de maltratá-lo, mesmo assim, pensar numa possibilidade dessas o machucava. Não o conhecia bem, como é óbvio, mas também nunca viu Hae maltratar alguém, ou ser mal educado.


Estacionou seu carro com calma, retirando seu sinto, e saindo do carro tremendo. Era ali. Era ali que Lee estava, ou deveria estar. Caminhou até à porta de Haechan, com medo de tocar à campainha, ou bater na porta. Ele estava tremendo demais, e não era do frio que se fazia. 


  Sem mais delongas, tocou à campainha. Passaram cinco minutos e nada. Virou-se para trás, ficando de costas para a porta. 


  — Será que enganei-me na porta...? — com suas mãos na cintura, Mark bufou batendo o pé no chão. Talvez haveria entendido o endereço errado? — Ou... será que ele não está em casa? 


Mark suspirou. Suas ações foram cortadas quando ouviu o som da fechadura suar. Rapidamente, virou-se de novo para a porta, que agora estava sendo aberta, dando de cara com Donghyuck. 


— Mark...? — sussurrou surpreso. Por que Mark teria ido à sua casa? 


— Donghyuck...


— Mark — recompôs-se, limpando a garganta — O que fazes aqui? — encostou-se na parede da porta, tentando parecer tranquilo. Mas não, ele estava muito longe de estar tranquilo. O acontecimento de ontem veio à sua mente, corando levemente. 


  — Vim te ver.





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