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História Secund chance - Capítulo 26


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Capítulo 26 - Twenty-six


Fanfic / Fanfiction Secund chance - Capítulo 26 - Twenty-six

Finalmente folga, o Henrique queria pegar só uma semana sem show, mas eu pedi duas. Disse que queria aproveitar a Mohana e a TomTom, e que ele devia aproveitar também, já que depois do lançamento do DVD e da licença da Mendonça a gente não teria tempo nem de respirar.

Ontem foi o nosso último show antes da folga, quase não dormir, estou aqui na casa da Marília esperando ela para a gente ir pra fazenda. Murilo já havia descido com a mala dela e eu botei no carro, ele foi bem específico quando me pediu para cuidar dela e não deixar o Henrique a estressar, ele não estava preocupado nem com o fato do meu irmão estar perto dela, mas sim com o fato da namorada se estressar, pior é que eu entendo, o Henrique sempre arruma um jeito de fazer a Lila ficar putassa.

Eu só iria vir buscar ela daqui a dois dias, na o Murilo tem agenda para cumprir, e a tia Ruth está muito ocupada, e como ontem ela passou mal estando sozinha, então eu disse que viria buscar ela. Não vou deixar a minha irmã sozinha, o que era pra ser surpresa para Mohana tive que avisar a ela o que levaria a Marília lá pra casa já que ela vem tendo dores frequentemente e não tem quem fique com ela em Goiânia.

Minha esposa disse que ia arrumar o quarto para a Lila, e faria um almoço para a gente. Eu só estava tranquilo porquê as dores não era contrações, era a coluna e os pés, sem falar que ontem eu soube de um desmaio. A médica dela disse que ela precisa estar em um lugar tranquilo se quiser manter o Léo onde ele esta até os nove meses.

Então como eu passaria duas semanas em casa, eu me ofereci para cuidar dela. Murilo a ajudou a descer a escada e mesmo sorrindo eu sabia que ela não estava nada bem, o pior é que não pode simplesmente tomar remédio para aliviar as dores. Henrique me mandava mensagem toda hora para saber onde eu estava e o porque não quis falar para ele onde ia com tanta pressa, parecendo entender onde eu estava ele me mandava mensagens direto perguntando se havia acontecido algo com ela, se o Léo ia nascer prematuro ouse brigou de novo com o Murilo.

Ignorei todas as mensagens e ligações.

Fomos para o aeroporto onde tinha um táxi aéreo esperando por nós, cuidei da minha irmã a viajem toda, fiz ela beber muita água, fiz ela comer algumas coisas e ela sempre revirava os olhos. Marília era a pessoa mais forte que eu conhecia, sabia bem que estava sentindo dor e enjôo, mas não reclamava, sorria sempre, o que era uma coisa admirável. Seus olhos estavam tristes, eu sabia que não era só isso, havia mais.

No carro seus olhos iam sempre para o celular, ela parecia inquieta, mas não quis comentar, encostei a cabeça em seu ombro e ela deitou sua cabeça na minha, fechei os olhos mas abri rapidamente quando ela chamou o meu nome.

— Juliano... – falou com a voz chorosa.

— Oi?

— Eu não tô bem... Tá doendo muito. – ela se referiu a coluna.

Me ajeitei no banco e a puxei para mim, já estávamos bem perto de casa.

Quando passamos em frente a casa dos meus pais vi que eles estavam com visitas, apenas mandei que o Rodrigo buzinasse, Marília mantinha os olhos fechados e o rosto encostado em meu peito, ela parecia está com febre,

Henrique estava na frente de casa com a TomTom no colo e Amanda com Helena, quando eles viram o carro parar em frente a minha casa se levantaram, certamente Mohana disse que eu traria visitas, pois minha mulher só deixa nossa filha com eles quando realmente precisa.

Mohana abre a porta de casa e vem andando muito rápido em direção ao carro, desço do mesmo e ela tenta olhar pela brecha, encarei Marília que mantinha os olhos na casa ao lado e suspirei, vê-los bem certamente doiria.

— Vem mana, esquece eles.

— Eu não quero descer.

— Vem, vamos direto para o quarto.

Ela me olhava como se buscasse algo em mim, então eu sorri ela pegou em minha mão. Henrique ainda mantinha os olhos na gente, eu não precisava ver para saber, quando finalmente Marília desce do carro Mohana se põe ao meu lado.

— Oi princesa, tá dodói né? Eu e seu irmão vamos cuidar de você.

— Sabe que não precisam me tratar como criança né? Já sou bem grandinha.

— Perguntei se você já é crescida? Não, então cala a boca e aceita os nossos cuidados. – Mohana falou autoritária e eu ri. — Júnior, não fica aí parado, pega ela no colo se preciso, mas leva a nossa comadre pra dentro de casa.

— Calma Muié, deixe de aperreio. – falei. — Vamos mana, consegue andar?

— Ainda tenho duas pernas, Edson. – ela disse eu revirei os olhos.

Já havia me acostumado tanto com o Juliano que ouvir Mohana me chamar de Júnior e Marília e Edson, era estranho. Olhei para o lado e tanto Amanda como meu irmão pareciam imóveis.

Deixei, Mohana e Marília no quarto e fui pegar a mala dela no carro e dar um beijo na Maria Antônia, fui até a casa do meu irmão e ele me encarava e peguei minha filha que logo deu suas gargalhadas.

— Vai me dizer o que a Marília ta fazendo aqui? – ele perguntou.

— Embora eu não deva satisfação de que eu trago a minha casa, combinei com ela de ir buscá-la para passar uns dias aqui comigo e Mohana, mas tive que antecipar sua vinda, já que ela passou mal ontem e estava sozinha, o Murilo não pode parar a agenda dele, e a tia Ruth está muito ocupada esses dias.

— Ela passou mal ontem? Será que ela já sabe do tchula?

— Aconteceu algo com ele?

— Então, ele se acidentou ontem. Ainda não sei se é grave, não falaram nada... Vice sabe como a Lila é apegada ao Juliano, e sabe também que a ligação deles é forte. – Henrique falou.

— Fica com a TomTom mais um pouco, vou levar a mala dela lá pra cima e conversar com ela.

— Se precisar de qualquer coisa pode chamar viu? – Amanda falou.

— Obrigado.

Entreguei minha filha para Henrique e fui até o carro pegar a mala dela, entrei em casa e fui para o quarto, Mohana estava sentada na cama e Marília ainda olhava o celular, talvez fosse isso o algo mais, ela quer notícias dele. Ela passou mal por causa dele.

— Já teve notícias dele? – perguntei.

— Dele quem? – ela me olhou.

— Do Juliano.

— Não, ele não quer me responder. Desde ontem eu tento falar com ele nada, nenhum sinal. Eu sabia que ele estava com raiva, só não sabia que era tanta raiva assim para chegar a me ignorar.

Ela não sabe... Marília sentiu que tinha algo errado com ele, só não sabe o que é. Acontece isso sempre entre ela e o Henrique, um sempre sabe quando o outro está mal, por isso o meu irmão estava agitado ontem, e por isso ela está assim.

— Aconteceu algo com ele? – Suspirei e Mohana me olhou. — Fala Ju...

— Sim, o Henrique disse que ele se acidentou ontem, por isso você não consegue entrar em contato com ele.

— Que? Como ele está? Pelo amor de Deus, me diz como ele está, eu quero vê-lo.

— Não, você não pode vê-lo e não temos notícias, não sabemos se é grave ou foi só uma besteira.

Marília começou a chorar compulsivamente, me senti mal já que não sabia o que fazer. Eu sempre consigo acalmar, mas dessa vez parece que não está funcionando, parece que ela não vai parar nunca de chorar e isso está me matando. Mohana saiu do quarto e me deixou sozinho com ela, ela me abraçava fortemente dizendo que o Julia o tinha que estar bem, que ele não podia morrer.

Olhei para a porta e meu irmão estava lá com Amanda do seu lado, ele se aproximou devagar e sentou do outro lado da cama, ele passou a mão no cabelo dela e a Marília levantou a cabeça se afastando de mim, ele forçou um sorriso e passou os dedos no rosto dela limpando as lágrimas.

— Ei, calma. Ele é forte, vai ficar tudo bem, e você precisa se acalmar. – Henrique falou.

— Ele não pode morrer... Ainda preciso dele aqui.

— O Tchulinha vai ficar bem, agora olha pra mim – pediu e ela levantou o olhar — Você vai se acalmar porquê o Léo precisa de você bem, porque o Léo precisa que a mãe dele esteja bem, pode fazer isso por ele?

— Mas..

— Não tem mas... Eu sei, é o Juliano, ele também é meu amigo, mas você precisa ficar calma, tem uma vida dentro de você. – Henrique disse ela apenas assentiu.

— Você vai procurar saber notícias dele?

— Claro que vou, agora descansa soube que desde ontem você passa mal. Deite um pouco, vamos ficar aqui com você tá certo? – ele passa tranquilidade.

Marília deitou e ele se agachou do lado da cama e começou a fazer carinho em sua cabeça, eu ainda estava imóvel e Amanda me olhava como se tentasse entender o que se passava em minha cabeça. Não demorou muito e ela dormiu, Henrique sempre foi o seu calmante.

— Henrique, fique com a Helena, eu fico aqui com ela caso ela acorde. – Amanda falou.

— Não precisa. – eu disse.

— Mas eu quero, ela ficou comigo quando a Lena nasceu né? Eu vou ficar aqui com ela, e cunhado, vai ficar com Mohana, o estado da Marília mexeu com ela.


Notas Finais


Será que o Tchula tá bem?
E Amanda? Vai mesmo cuidar da Marília?


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