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História Sedução - Capítulo 10


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Notas do Autor


Olá? Boa leitura!

Capítulo 10 - Um dia quase perfeito ( Parte II - Final )


Abro meus olhos ao ouvir batidas. Atordoada por ter acabado de acordar, leva alguns segundos para eu perceber que estão batendo na porta. 

O Meliodas ainda continua dormindo, mas pelo relógio de parede, percebo que já são mais de sete horas da noite, dormi por quase oito horas seguidas. Voltam a bater e levanto da cama pegando um robe, cubro o meu corpo e vou atender antes que o senhor Dragon acorde.

Abro a porta e levo um susto ao ver o Zeldris visivelmente irritado.

- COMO VOCÊ TEM A CORAGEM DE DESAPARECER, E NÃO MANDAR NENHUMA NOTÍCIAS?! SABE COMO FICAMOS PREOCUPADOS? JÁ ESTÁVAMOS QUASE LIGANDO PARA A POLÍCIA!

Ele nem percebeu que eu não era o seu irmão, apenas ficou gritando no meio do corredor.

 - Senhor..._ tento chamar sua atenção.

- O encontrou? Dá para ouvir a sua voz por todo o hotel!

Vejo o Ban vim até nós, mas ao contrário do primeiro, esse tem a decência de me olhar.

- Senhorita Elizabeth?!_ pergunta surpreso.

- Olá senhores_ os cumprimento.

O senhor Zeldris que agora já tinha me notado, apenas me encara com as sombrancelhas erguidas.

- Não acredito que enquanto estávamos preocupados, aquele idiota estava se divertindo_ o Ban rir e o Zeldris revira os olhos.

- Então senhorita, onde está o meu irmão? Andamos aqui algumas vezes mais cedo, porém não o encontramos

Sorrio e abro um pouco mais a porta, dando uma visão privilegiada do Senhor Dragon dormindo.

- Acho melhor esperar a explicação do Meliodas.

Depois dessa pequena " confusão ", o meu alvo acordou no maior mau humor, simplesmente continuei a comer meu sanduíche natural enquanto ele foi conversar com o irmão.

Após meia hora, voltou mais transtornado do que tinha ido, apenas fiquei observando ele se jogar no colchão e cobrir o rosto com o travesseiro.

Não entendia o motivo daquele drama exagerado, homem não sofria de TPM.

- Quem em sã consciência saí a noite em pleno domingo, sendo que no outro dia irá trabalhar?_ o ouço perguntar depois de alguns minutos.

- Pessoas ricas que não se precisam trabalhar no outro dia_ respondo com sinceridade.

- Já esperava uma resposta desse tipo. Então senhorita Elizabeth, se prepare porque daqui a pouco iremos sair_ avisa cobrindo o rosto novamente.

A minha adolescência foi uma fase de escolhas, e não anos de rebeldia e atitudes inconseqüentes. Então vivendo em um orfanato, era impossível de sair ou ir para festas. O único objetivo que eu tinha era ser adotada e estudar o máximo possível, mas a vida acabou me levando por outro caminho.

- A senhorita parece estar bem animada.

- Geralmente não saio quando não estou a trabalho, então confesso que estou um pouco empolgada.

Estamos no elevador descendo para o primeiro andar e realmente estou animada. A última vez que saí para um lugar diferente, foi há quase um ano atrás, quando um cliente ficou mais ou menos meia hora numa boate. Não deu para aproveitar por muitos tempo, mas foi bem interessante ver de perto aquele ambiente.

- Não tenho tempo para isso, amanhã trabalho. Diferente do meu irmão e daqueles desocupados, sou eu que faço a empresa andar.

Encaro o senhor Dragon que está visivelmente irritado com essa nossa saída. Para a minha surpresa, no seu guarda roupa não tem apenas ternos, camisas brancas e gravatas azul marinho. O look dark que está usando hoje, deixa isso bem claro. Camisa estampada com um crucifixo, jens, bota de cano curto e uma jaqueta de couro, todos na cor preta. Nem sequer imaginava que ele tinha um lado motoqueiro, mas admito que tudo isso combinou muito com ele. Enquanto eu, vesti um simples vestido tubinho, cor de vinho, alça única e acima dos joelhos. E claro que não poderia faltar, do meu bom e velho scarpin preto de salto quinze.

- Vou te chamar novamente de papai se não tirar essa sua marra de ranzinza. Relaxe senhor Dragon, vamos nos divertir e esquecer um pouco a vida, ela é curta e temos que aproveitá-la.

Ele revira os olhos, mas não diz nada.

Ao contrário de mais cedo, o hotel agora estava bem movimentando. Enquanto passávamos em direção ao estacionamento, as pessoas nos encaravam como se fôssemos algum tipo de celebridades, porém o mais engraçado era ver como o Meliodas estava visivelmente desconfortável com  essa exposição. Se querem olhar, olhem. Admirar a beleza, não faz mal a ninguém.

No estacionamento, iríamos nos encontrar com todos os outros e inclusive com as três intrometidas. Mas, já estava preparada para mais uma sessão de sorrisos forçados e respostas estratégicas.

- Não quero que saía do meu lado quando estivermos no bar, iremos agir como verdadeiros namorados. Aliás, você está linda!_ sussurra ao avistamos os outros.

- Até que enfim, achei que nos faria esperar a noite inteira.

- Não queria nem estar aqui, então não me importaria nenhum pouco de deixá-los esperando por dias.

O senhor Dragon responde para o Zeldris que faz uma careta e vai na direção do seu carro com a Gelda.

- Hoje ele está pior que os dias de negociar os carros_ o Ban resmunga e se afastar junto com o King, a Elaine e a Diane.

Sigo o Senhor Dragon até a Mercedes e finjo não ter percebido os olhares das meninas, essa noite iria ser bem interessante.

Enquanto íamos para o barzinho, comecei a pensar de tudo o que tinha acontecido no dia. De manhã tínhamos voado de jatinho pela Britânia e agora estávamos saindo para nós diverti um pouco, além de ser difícil de acreditar que já faziam nove dias que eu tinha invadido o quarto do Meliodas para chorar por causa daquele monstro. 

Tive a sensação que o tempo do contrato estava passando rápido demais, mas não entendi o que isto significava. 

Depois de alguns minutos, chegamos ao nosso destino. 

- Não vou demorar nesse lugar, amanhã preciso acordar cedo_ avisa assim que os outros se juntam ao nós.

- O que aconteceu com você? Seu humor está péssimo! _ o King diz o fitando, porém o senhor Dragon não fala nada.

Realmente tudo estava muito estranho, e o motivo não podia ser só por estarmos saindo. Ele é um homem bem sério e fechado, mas agora estava sendo grosso e rude. Antes de chegarmos ao hotel estava tudo bem, ou pelo menos até antes de dormimos depois daquela conversa.

O que estava acontecendo?

- Vamos pessoal, temos que arranjar uma mesa para oito _ ouço alguma das intrometidas dizer, ou para ser mais exata a Gelda.

O lugar era bem agradável e todas as mesas ficavam ao ar livre, além de não estar cheio de pessoas. Tinha uma decoração medieval e parecia muito com uma taberna. Mesmo morando na cidade não conhecia o lugar e muito menos a rua, mas ninguém podia negar que o nome Chapéu de Javali era bem chamativo.

Me sentei ao lado do meu suposto " namorado " e um pouco próxima ao Zeldris e a Gelda. Fizemos os pedimos e todos começaram a conversar em conversas aleatórias, menos eu que acabei sobrando na mesa.

Não que achasse isso ruim, até preferia apenas observar. Estava tudo indo bem, até a Elaine ter a " ótima " ideia de fazer uma pergunta que todos sem sombra de dúvidas estavam querendo saber.

- E então Meliodas e Elizabeth, que tipo de relacionamento vocês realmente possuem?

Fito todos naquela mesa que agora nós encaravam, e passo meu olhar rapidamente pelo Senhor Dragon que me fitava com a expressão fechada. Forço um sorriso e resolvo responder, já que tinha percebido que ele não estava fazendo questão de nada.

- Amizade Colorida?!

Observo meu reflexo no espelho do banheiro. Depois da minha resposta pergunta, com toda educação possível me retire para vim ao toalete, foi ilário ver as diferentes caretas que se formaram naquela mesa. E como eu tinha deduzido, o Meliodas apenas se manteve indiferente e virou de uma única vez a bebida do seu copo.

Antes de voltar resolvo dar uma olhada no meu celular, não pegava nele desde ontem a noite, então devia estar cheio de mensagens das meninas, mas ao tentar acendê-lo percebo que está descarregado. Espero que a Merlin e a Vivian não estejam muito preocupadas.

Ouço passos vim na direção do banheiro e ao levantar o olhar vejo a Gelda, a Elaine e a Diane.

Por que será que não estou surpresa?

Suspiro cansada de todo este circo.

- Vocês não irão desistir de tentar descobrir qual a minha verdadeira relação com o Meliodas_ falo assim que todas ficam de frente para o espelho.

- Até que enfim resolveu dar o braço a torcer, e parar com os joguinhos de falsidade e sorrisos forçados_ ouço a Gelda responder e ao fitá-la vejo que está sorrindo.

Faço uma careta, e logo depois solto uma risada leve e incrivelmente verdadeira.

- Tanto trabalho de atuação e até mesmo considerando que merecia o Oscar, para vocês terem percebido tudo desde o início?!_ exclamo fitando as outras duas que já estavam rindo.

- Não se preocupe com isso, só o fato de manter sua atuação por alguns segundos, já é merecedora de ganhar o Oscar_ a Diane responde.

- Porém, ainda não sabemos praticamente nada sobre você Elizabeth, uma verdadeira incógnita..._ a Gelda diz novamente.

Ergo uma das sombrancelhas e falo o que nunca pensei que falaria.

- Tem certas coisas que é melhor ficar em segredo, tenham certeza disso.

De alguma forma, não me sinto bem em dizer para elas minha verdadeira profissão. Nunca me importei com isso e sempre sentir orgulho em ter me tornado uma Profissional da Sedução, e agora sinto como se alguma coisa estivesse errada e fora do lugar. Tenho uma leve noção que talvez este desconforto seja resultado da minha relação com o senhor Dragon, não sei o porquê, mas não desejo que todos saibam que ele está se relacionando com uma Prostisexy.

É a primeira que estou me importando com um dos meus clientes, e não entendo o que tudo isto pode significar.

Saio do banheiro deixando as três mulheres com as expressões confusas, e ao voltar para a mesa vejo que o Senhor Dragon já não estava mais sentando.

- O Meliodas disse que estaria te esperando no carro_ o Zeldris me responde após meu olhar fazer uma pergunta silenciosa.

- Entendo. Até mais senhores e digam as meninas que deixei um beijo 

- Até senhorita e não precisa nos tratar com tantas formalidades, apenas pelo primeiro nome já está de bom tamanho_ o King responde educado.

- É isso aí_ o Ban concorda tomando um gole de cerveja.

Sorrio para os dois.

- E se também me permite, irei te chamar apenas de Elizabeth. Aliás, quero aproveitar a oportunidade para dizer que qual seja sua relação com o meu irmão, espero que dê certo, o Meliodas merece ser feliz.

Vou na direção da Mercedes e reflito sobre as palavras do Zeldris.

Se soubesse quem realmente sou, não diria isso. Desprezo, seria o que sentiria por mim.

Entro no carro sem dizer uma palavra e pela expressão ridícula dele, ele também não estava querendo conversa alguma. Só queria pelo menos conseguir imaginar o que se passa na cabeça deste homem.

Em poucos minutos de puro silêncio, chegamos na frente do meu prédio. Parecia que havia passado anos desde a última vez que tinha estado aqui.

Sorrio ao sentir um beijo no meu pescoço.

- Não estava de mau humor?_ pergunto assim que me puxa para o seu colo.

- Não era nada, esquece!_ responde roçando seus lábios nos meus.

Não era apenas isso, seu olhar dizia outra coisa. Mas ainda não conseguia entender o que estava acontecendo.

- Quero te avisar que apenas poderemos nos encontrar na terça a noite, te mando uma mensagem explicando melhor_ sussurra.

Beija minha bochecha levemente e desliza seus lábios até os meus. É um beijo leve, um pouco diferente dos outros, porém ao mesmo tempo é bom.

- Sentirei sua falta.

Já estava na porta do meu apartamento, porém a última frase do senhor Dragon ainda ecoava na minha cabeça.

Sentir minha falta?!

Respiro e suspiro fundo várias vezes, antes de entrar no meu apartamento. Eu precisava descansar e por os pensamentos no lugar, esses últimos dias haviam sido muito cansativos, então iria dormir e esquecer o mundo por pelo menos algumas horas.

Pego a chave e abro a porta, ligo a luz e grito ao ver a sala toda revirada. O sofá estava desmontando, a Tv jogada nos degraus da escada, gavetas e papéis espalhados, e até mesmo tinha cacos de vidro. Entro sem entender o que teria acontecido e muito menos o que significava tudo aquilo.

- Mas por que...

Não podia ser ladrões, meu dinheiro e jóias estavam em um cofre no banco, então não poderia ser isso. Confio na Vivian o suficiente para ter certeza que ela não daria a chave para ninguém, aliás, era um prédio então o porteiro não deixaria ninguém subir tão facilmente. 

- Já estávamos quase desistindo de te esperar, estou até com pena do que acontecerá com você, sua vadia.

Arregalo os olhos ao reconhecer a voz. Mas por que eles estão aqui? Por que invadiram minha casa e quebraram tudo?

Antes de me virar e encarar os malditos, sinto mãos agarrarem minha cintura por trás, e um pano cobrir minha boca e nariz. Minha visão começa a escurecer enquanto já me falta o ar, então a última coisa de que me lembro são as palavras do Meliodas.

" Sentirei sua falta ".

E depois sou consumida pela escuridão.


Notas Finais


O que aconteceu com a Elizabeth? Quem eram esses homens? Acho que alguns de vocês já devem saber.

Espero que estejam de quarentena, é o melhor que podemos fazer para acabar com esse vírus.

Até o próximo capítulo, prometo que será em breve!


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