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História Sedução - Capítulo 13


Escrita por:


Notas do Autor


Olá? ^^
( Só pra avisar, mudei de user ).

Este capítulo é inédito e ao mesmo tempo não é. Ele nas outras versões fazia parte do próximo, mas nessa resolvir separá-lo e juntar com outra parte que foi excluída do anterior. ( Aliás, queria agradecer a Elie-panda por ter me dado a idéia de colocar essa parte nesse capítulo, fico impressionada por ela lembrar das outras versões tão perfeitamente. Também queria agradecer a vocês que cometam e favoritam essa fanfic, vocês mal sabem como me fazem feliz ). Obrigada! ♡♡♡♡♡♡

Capítulo 13 - No meio da madrugada


A imagem que vejo no espelho mostra a Elizabeth que sempre tentei esconder de mim mesma, uma mulher que fugiu da solidão para uma vida que até pouco tempo atrás fazia sentido. Mas hoje esta mulher carrega muito mais do que olheiras nos olhos, noites mal dormidas e escolhas que não podem ser mais mudadas. Agora ela carrega um passado solitário, um presente repleto de ilusões e um futuro de incertezas. 

O quanto você mentiu para si mesmo? Por que culpa os outros quando na verdade você é a causadora de tudo isto? E o principal, por que não aceita que você é humana e imperfeita? 

Toco na minha coxa e sinto a cicatriz que foi feita há quatro noites atrás. Agora não dói mais como antes, está cicatrizando e logo será apenas uma marca no meu corpo.

Fecho os olhos lembrando do momento em que pensei que ia morrer, o momento em que pegou aquela adaga, mas para minha sorte ou talvez para o meu azar, ele fez um corte na minha coxa.

" Agora a Prostisexy não é mais perfeita, agora você minha querida Elie, terá eternamente minha marca no seu corpo ".

Não deixo de sorrir por suas palavras. Mal sabe você Hendrickson, que as marcas que você fez na minha alma e no meu coração das piores formas, são únicas que irão ficar marcadas. Estas sim, são as piores, aquelas que nunca cicatrizam. 

Depois do nosso encontro, fui levada de volta ao meu apartamento. Não lembro de nada claramente, é como se uma parte da minha memória tivesse sido apagada. Só sei que ainda era madrugada de domingo, e fazia apenas algumas horas que eu tinha sido arrastada para aquele maldito quarto.

Na manhã seguinte, a Vivian me encontrou deitada no sofá e ardendo em febre. Ela ligou para Merlin e me levou para o hospital, eu não queria ir, mas nas minhas condições não tinha muito o que fazer. Porém, a minha surpresa foi quando o médico percebeu o inchaço na minha coxa e acabou encontrando a cicatriz já suturada. 

Antes de me levar de volta para o apartamento, ele me levou para algum lugar que costurou o corte. 

Segundo o médico, os pontos pareciam perfeitos e visualmente não havia sinal de infecção. Então apenas receitou um remédio para baixar a febre e analgésicos  para se eu sentisse alguma dor.

Uma hora depois, a Merlin chegou no hospital e me encontrou tomando soro, enquanto olhava com horror para a minha coxa. Apenas lhe disse o que contei para todos os outros.

" Me cortei com o depilador ".

Ela não acreditou, mas também não perguntou mais nada. Quando nos tornamos amigas, eu disse que tinha coisas que ela nunca poderia questionar ou saber, isso poderia custar a vida dela e principalmente a minha. 

Na parte da tarde, eu voltei para o meu apartamento, a Merlin ficou por algumas horas e foi embora prometendo que tentaria voltar no outro dia. Quando fiquei sozinha, lembrei de algumas imagens que pareciam ser de uma clínica e de um homem vestido com um jaleco branco. Também lembrei da dor e do sangue.  

O quanto louco você pode ser Hendrickson? Não quero saber!

Jogo um pouco de água fria no meu rosto e resolvo voltar para o quarto. Não é melhor opção deitar ao lado dele, mas fazer boas escolhas nunca foi o meu forte.

Já é mais de três horas da madrugada e ainda não consegui dormir. Depois de sair do parque viemos para o hotel, e nesse meio tempo percebi que pela primeira vez estou arrependida de ter aceitado este maldito contrato. Ainda mais quando fico observando ele dormir, como estou fazendo agora. 

Fiquei feliz quando não me chamou na segunda-feira, mal conseguia andar e não estava preparada para vê-lo depois do que tinha acontecido. Também fiquei tranquila quando na terça, não recebi nenhuma mensagem sua, minha perna não estava mais tão inchada e já conseguia andar, mas ainda não queria vê-lo. Então ontem, quarta-feira, recebi uma mensagem dizendo que queria me ver a noite. Não foi por causa do corte que ainda doía, do vestido simples que usei ou da sandália rasteira que nem sabia que eu tinha guardada, mas doeu. Doeu por eu não saber antes o que era a dor, doeu por vê-lo me esperando com um sorriso, e doeu ao finalmente perceber que o que eu sentia por ele me fez entregar minha vida ao Hendrickson.

Quando o abracei e chorei pela primeira vez depois de tudo o que tinha acontecido, me sentir o ser humano mais fraco e ridículo do mundo. Ali estava, Elizabeth Leoneth, uma Profissional da Sedução, com o psicológico completamente destruído. Porém, tinha que ser a Prostisexy mais do que nunca, trancar os sentimentos e não por a minha vida e nem a dele em risco até terminar o contrato. E depois disso não o veria mais e a nossa vida seguiria como se nada tivesse acontecido. 

Era para ser assim, ou pelo menos até ele me levar no parque. Eu não merecia aquele cuidado, então em um descontrole fiquei fora de mim e acabei dizendo que na minha vida, ele não passava de um contrato movido a dinheiro. Foi uma mentira, mas ela precisava ser dita. Só não pensei que além de me machucar, também iria machucá-lo. A dor no seu olhar, foi o que mais me destruiu.

Então eu fugir, tentei fugir, mas outro tipo de dor mostrou que eu era prisioneira fisicamente do monstro e sentimentalmente do humano. 

Agarrei a perna do corte, enquanto ele me tirava do chão e carregava nos seus braços. Mesmo eu sendo fria, veio atrás de mim e me tratou com todo carinho. Quando o beijei, sentir vontade de chorar mais uma vez, fiquei mais confusa do que antes e não entedi o que seu olhar quis dizer naquele momento. 

Não quero descobrir o que ele sente por mim, se é que sente alguma coisa. Quero apenas desaparecer e fugir de tudo isso.

- Não consegue dormir? 

Levanto o olhar e vejo que ele está acordado.

- É... fui ao banheiro. 

Respondo e volto para a cama. Não conversamos mais do que algumas palavras desde que chegamos do parque, está tudo muito estranho. 

Sento de costas para ele e puxo o short para cobrir melhor minha coxa. O corte não tinha sido grande, então dava para escondê-lo, ou pelo menos era isso que eu esperava. Ele não poderia ver, pelo menos não agora. Não queria magoá-lo lhe dizendo que não tinha nada haver com isso ou dizer a patética mentira da depilação, no fim das contas, nada disso faz diferença.

Começo a deitar, mas antes sinto ele me abraçar por trás. Fecho os olhos assim que beija o meu ombro, sobe pelo pescoço e assopra no meu ouvido me fazendo encolhe nos seus braços. 

- Meliodas, de agora em diante me chame apenas de Meliodas_ sussurra.

Sem saber o que fazer ou sabendo muito bem o que quero fazer, afasto seus braços de mim e viro ficando de frente para ele.

Seu rosto está sonolento, como se também não tivesse dormido. Porém o que chama minha atenção, é a tristeza que vejo no seu olhar, então levada por todos os sentimentos que estou sentindo no momento, faço o que nunca fiz antes de conhecê-lo. 

- Eu sinto muito por antes, estava nervosa e acabei falando demais.

Ele fica visivelmente surpreso, acho que nunca pensou me ver pedindo desculpas, nem eu mesma achei que um dia isto fosse acontecer, mas agora entendo que as pessoas mudam e eu não sou uma exceção. 

- Tudo bem.

Sorrir seu velho sorriso de canto e estende a mão. Um  pouco mais tranquila por ver que não está mais triste como antes, a seguro e sento de frente para ele e sobre suas pernas, sabendo muito bem quais são suas intenções. Estava sentindo falta do seu toque, e enquanto tivesse chance de estar junto dele, iria aproveitar ao máximo. 

- Vamos brincar um pouquinho_ falo antes dele me beijar. 

Morde meu lábio superior e pede passagem com a língua, concedo e seguro seu cabelo entre minhas mãos. Suas mãos apertam minha cintura e seguram a barra da minha blusa, nos afastamos para ele tirá-la e deito na cama.

- Só brincar?_ pergunta e segura um dos mamilos do meu seio entre os dedos. 

Sorrio com malícia. 

- O senhor sabe muito bem o que fazer_ respondo sem chamá-lo de Meliodas, assim fica muito mais exictante.

Rir e desce até a altura da minha barriga, a beija e morde leve. Solto um gemido arrastado assim que começa a chupar um do meus seios e aperta o outro. 

Pressiona sua parte inferior sobre a minha e soltamos um gemido quase ao mesmo tempo, pela sua ereção está tão excitado quanto eu. Começo a tirar sua camisa, mas paro assim que levanta sua cabeça e me encara. 

- Aconteceu alguma coisa Meliodas?_ pergunto vendo o quanto ele está sério, bem diferente de agora a pouco. 

Segura meu rosto com a mão que não está apoiada na cama e beija o canto da minha boca. 

- Elizabeth eu...

Arregalo os olhos ao perceber o que ele vai dizer. Não! Isto não pode acontecer! 

- É melhor irmos dormir... eu tou com sono.

Pisca os olhos algumas vezes e sai de cima de mim, calça o chinelo e sai do quarto. Suspiro e fecho os olhos. Era melhor ter falado que não queria transar do que ter dito isso, mas de qualquer maneira não poderia deixar ele continuar.

Droga! Toda esta situação está ficando incontrolável.


Notas Finais


O que acham das atitudes da Elizabeth? Será que ela está tomando as decisões certas?

Espero que gostem, até o próximo capítulo! ♡♡♡♡


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