História Sedução Fatal - Capítulo 5


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Categorias Originais
Tags Darklemon, Drama, Drogas, Romance, Violencia
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Palavras 1.889
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Lemon, Mistério, Policial, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - IV


Andei por um tempo até perceber que não tinha rumo nenhum. O enjoo não havia passado, respirei fundo, se comesse qualquer coisa vomitaria. Meu passado estava me deixando doente. Agora que a mente parecia clarear notei que estava molhado, chovia bastante, era raro não chover em Londres, o céu sempre nublado mostrava isso. Voltei até o prédio de investigações, tinha que contar o que descobri, Gran Fort poderia estar envolvido no caso de ópio, se fosse assim, entraria cada vez mais fundo nessa história e tinha medo de encontra-lo e fazer exatamente como aquele homem previu, não conseguir mais fugir das suas garras.

- Blauth, Blauth. - Eric estava na minha frente, não percebi quando cheguei ao prédio, definitivamente tinha que prestar mais atenção enquanto caminhava. - Aconteceu alguma coisa? Você está ensopado.

Acabei acompanhando ele sem motivação, na verdade não sabia como lidar com a descoberta, apenas aceitei a toalha quando ele entendeu na minha direção. Despi apenas a parte de cima da roupa e me enxuguei, Eric não me olhou enquanto eu fazia isso, até porque passava a mão pelo meu corpo de forma sensual, era tão ruim para ele ou simplesmente irresistível?

- Grey morreu. - A voz dele saia seca e não parecia lamentar. - Foi assassinado para ser mais claro.

- Entendi. - Esperava que minha voz não saísse estranha, na verdade também não me importava. - Encontrou o cara que nos emboscou no porto?

- Sim, foi encontrado amarrado na ponte, morreu quando a água subiu. - Deixei a toalha pender nos meus ombros, voltando meus olhos na direção de Eric, mas agora ele me fitava, parecia querer saber o que eu estava pensando. Não eram coisas tão bonitas...

- Eu... - Hesitei, não gostava de hesitar, queria sempre me mostrar convicto com minhas falas.

- O chefe disse que você foi conversar com a Rachel. É por isso que reage assim? O que houve? - Félix andou na minha direção e se sentou na minha frente. Para quem não queria me ter mais como seu parceiro ele parecia atencioso demais e não queria isso vindo dele, não agora.

- Nasci praticamente em um castelo, filho da cozinheira. O dono daquele lugar era o Lord William Gran Fort II, o homem basicamente cuidou de mim. - Não falaria em que sentindo, Félix não precisava saber dos detalhes sórdidos da minha vida. - Como você bem deve saber, aquele homem é dono de bordéis luxuosos em Londres. Rachel conseguiu a droga no local que trabalhava para conseguir vender o corpo, outras meninas obtiveram da mesma forma, com a mesma intenção. Saber que esse homem estava envolvido me perturbou. - Suspirei, admitir algo assim era difícil, parecia ferir meu orgulho.

- Ele era como seu pai, por isso você se sente mau, é compreensível. - Félix dizia cruzando os braços, parecia convencido disso.

- É... - Esperava que ele não sentisse o sarcasmo na minha voz. Pai, um pai não transaria com o próprio filho, ou lhe dominaria da forma que era dominado. Como será que Félix reagiria se soubesse o quão sujo era? O quão maculado fora por aquele homem? Não conseguia imaginar. Eu lhe pintei com minhas cores, ninguém pode apagar, pois você foi manchando por mim. Novamente aquelas palavras possessivas que começava a achar que eram sérias. Abaixei o olhar, foi quando senti a mão de Eric no meu ombro.

- Posso continuar com isso sozinho Blauth, não tem porque ficar assim. - Eric parecia preocupado, mas talvez o sentindo das suas palavras fossem apenas me afastar deixá-lo em paz. Que homem maquiavélico.

- Não vou lhe dar esse gostinho. Se o Lord tem algo a ver com isso, eu quero descobrir. - Me ergui recuperado, não sabia porque, mas sentia que conversando com o investigador recuperava minhas vontades e aspirações.

- Não seja impulsivo. - Sério que tinha que ouvir isso daquele homem? Acabou colocando sua camisa e acompanhando até a sala do chefe que ouviu tudo reportado com atenção, Eric não contou minha ligação com Gran Fort, fiquei feliz com isso.

- O próximo passo é Bartolomeu. Precisamos interceptar o navio que esse homem é responsável. Hoje a noite, dessa vez a polícia estará acompanhando vocês. Estejam preparados e vá trocar de roupa Blauth, ver você molhado me deixa gripado. - O chefe rugia e eu saia dali de imediato. Ficava imaginando se essa gripe não tinha a ver com o desejo dele, ainda mais por não ter parado de me encarar a reunião inteira. Esbarrei com Taylor no caminho, o menino quase caiu, porém segurei antes que ele se ferisse.

- D-desculpe Blauth. - Normalmente Oliver estava olhando para baixo, então isso era bastante comum de acontecer.

- Vai falar com o chefe? Fique calmo Taylor. - Disse dando meu sorriso compreensivo, o menino despertava meu libido de forma errada, sentia que poderia devora-lo, era estranho. Ele apenas acenou positivo e continuou o caminho.

- Ele tocou em você? - Gran Fort havia me amarrado suspenso, sendo açoitado por seu chicote de três pontos, era a primeira vez que apanhava daquele jeito. - O Crow te tocou?! - Aquele homem estava com raiva, sabia que ele não poderia matar Bartolomeu por ele ser subordinado de um sócio muito importante, mas arrancaria cada dedo da mão daquele homem se soubesse que ele se atreverá a tocar em mim.

- N-não, ele nunca me tocou... - A minha voz saia fraca, minhas costas doíam e sangravam, além de chorar bastante. Não satisfeito William deu mais dez açoitadas, fazendo meus gritos ecoaram por todo o cômodo, se não pelos corredores do castelo.

- Você é meu. - Ele disse exasperado. Depois disso cuidou de mim, limpou minhas feridas e me deixou repousar, nunca esqueci a dor. Nunca havia desejado tanto esquecer alguém como Bartolomeu Crow. Quando despertei no dia seguinte só lembrei da dor e não do motivo de eu senti-lá.

Acordei sendo sacudido por Eric. Normalmente ele não me deixaria dormir, porém deixou que descansasse pelo caminho do Porto, já tinha roupas secas, mas a chuva não parecia dar trégua. Bartolomeu Crow, não imaginou que um dia o veria novamente, foi responsável por meu primeiro e último castigo. Aquela sensação de dor me marcou tanto que durante aqueles anos de treinamento, após deixar a mansão, não me envolvi com ninguém por temor inconsciente. Todavia, Gran Fort não era meu dono e estava disposto a seduzir Eric Félix que naquele momento me deixava para trás na carruagem. Sai correndo atrás dele.

- Espere. - Fiquei emburrado, mas sabia que ele não tinha obrigação de aguardar o final das minhas divagações. 
- Pare de se perder em pensamentos desnecessários Blauth. - A sentença dele foi dolorosa, contudo, assertiva, precisava ser mais concentrado.

Os policiais se moveram junto conosco, tínhamos autorização de abordar o navio de Stan que estava no porto, era onde encontraríamos Bartolomeu Crow. Eric pediu que eu ficasse longe enquanto eles fizeram a invasão. Também me foi permitido estar armado, não era à primeira vez que segurava uma arma de fogo, porém o fizera apenas no treinamento, agora portando a munição sentia que o fato de eu ser um investigado estava sendo real.

Observei os homens serem capturados e colocados em fileiras, nada do Crow, eu estava acompanhado por cinco policiais. Foi quando vi alguém descendo do navio e pulando na água, nadando até margem, indo na direção das fábricas.

- Ali. Vamos. - Disse correndo na direção da onde vi Bartolomeu seguir. Não tinha como esperar Eric da alguma ordem se não aquele homem iria fugir, as fábricas eram três, então teríamos que nos separar. A cada passo que dava sentia o coração bater mais forte, ouvi barulho de vidro vindo do galpão, mas estava sozinho, segui na direção com a arma em mãos. Inclinei o corpo e olhei pela fresta da porta, nada, abri com o pé, adentrando, comecei a olhar ao redor e o mínimo de barulho apontava a arma. Fui pego de surpresa quando alguém segurou meu braço e torceu, fazendo com que eu largasse a arma. Urrei de dor ao ser posto contra o chão, ele estava atrás de mim, pegou algo que parecia arame e enrolou nos meus pulso de forma firme.

- Me solta, não tem saída pra você! Esta totalmente cercado. - Digo tentando ganhar algum tempo até os outros me encontrarem.

Mesmo com minhas palavras, Bartolomeu me arrastou na direção da sala de observação, a janela estava tampada com madeira. Ele pegou a pernamanca que estava estirada no chão e colocou contra a porta depois de me jogar no chão. Hostil demais, não tinha como mentir, estava com medo, quem quer que fosse lhe ajudar demoraria a abrir a porta.

- Finalmente. Estava esperando por esse dia... - Era óbvio que Crow me reconheceu. Aquele homem sujo vinha na minha direção ávido. Rasgou minha camisa, deixando meu peitoral exposto, tentei chutar seu corpo, contudo me rendeu facilmente. Ofeguei por causa do medo que começou a tomar conta de mim, inclusive quando começou a me acariciar mas não se demorou, abriu a própria calça para penetrar meu corpo.

- N-não. - Vacilei. A voz trêmula. O nojo fazia com que sentisse ânsia de vomitar.

- Essa voz meiga me deixa mais duro, só de pensar que finalmente vou te comer, vai valer a pena cada ano de cadeia. - Ele sorria, dentes amarelos e podres, aumentando meu asco.

Quando pensei que iria ser violado, ouvi a janela quebrando, eram como marteladas contra a madeira e de repente estourou, o tiro veio em seguida, atravessando o ombro do Bartolomeu. O homem deu uma guinada, gritou alto devido a dor que veio a seguir, caindo no chão desmaiado. O sangue manchou minha roupa. Olhei para cima e vi o rosto de Eric, nunca imaginei que o veria com tanto odeio, tinha certeza que se Bartolomeu não fosse a testemunha mais importante de todo o caso ele o mataria e mataria de novo.

A porta foi arrombado, os policiais pegaram o homem no chão e pressionaram o ferimento para estancar o sangramento. Fui ajudado por alguém que nem sabia o nome, alguns homens ali me olharam com desejo, fechei o casaco e encobri minha nudez para não me sentir mais derrotado. Ao sair do galpão, notei Eric segurando o próprio ombro, parecia sentir dor depois que a adrenalina passou. Lembrei de repente que o Félix estava ferido e fui até ele, preocupado, cheguei a esquecer o que tinha ocorrido.

- Seu ombro está machucado e você usa força bruta para quebrar a janela. - Acabava alterando a voz por estar perturbado, poderia ter piorado a lesão. 
- Queria que eu deixasse você ser estuprado? - Eric parecia puto e acabei abaixando o olhar, sacudindo a cabeça negativamente. - Suba na carruagem. 
Acabei obedecendo, me encostando e o fitando, estávamos sozinhos, eles cuidariam do Bartolomeu.

Fiquei olhando para Eric durante toda a viagem. Eles vão apenas te usar, nada mais, é pelo simples interesse de ter você. Aquelas palavras eram mentira, Félix não estava interessado no meu corpo, ele me protegia sem precisar que eu me desse a ele, a sensação era tão reconfortante e única, todos as suas atitudes, mesmo que me evitasse eram de certa forma cuidadosas. Acho que estou me apaixonando, pela primeira vez.

 

 



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