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História Seduce and destroy - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Eu quatro dias atrás: Em 11 dias eu escrevi só 762 palavras, sou uma bosta

Eu agora: Escrevi mais de 5000 palavras e estou morrendo


Ademais, ademais, capítulo longuinho, li uma vez só por motivos de que estou cansada, 3 horas de sono e é 6 da manhã e eu tenho que pegar o ônibus pra ir pra aula (último dia antes da quarentena, uou)
Boa leitura e obrigada a @lady_usagi numa cena entre Dazai e Nikolai

Capítulo 3 - Hope fades just like life


Fanfic / Fanfiction Seduce and destroy - Capítulo 3 - Hope fades just like life

Você quer o que? - Dazai sentiu uma onda de choque percorrer cada centímetro do seu corpo. Ele na guerra? O que Mori estava pensando?


— Isso mesmo que você ouviu, o conselho junto com alguns membros importantes da corte nos reunimos hoje e decidimos que seria de grande incentivo ter alguém com sangue real no meio das tropas. - Mori o respondeu sorrindo como uma cobra, é claro que tinha segundas intenções nisso, Dazai não era burro.


— Eu sequer fui treinado a lutar com espadas, com qualquer arma. Eu sou um estorvo no meio de uma guerra. - Chuuya emitiu um grunhido ao lado do moreno, mas ele ignorou, não era hora de pensar em alguém além de si.


— Você lembra o que me disse na guerra anterior que tivemos? Que algumas batalhas são vencidas com espadas e outras apenas com uma carta e um corvo. - O rei cruzou os braços, caminhando até ficar centímetros do rosto do filho. — Você pode não ser um lutador, mas é um grande estrategista.


Ambos se encararam por um tempo, era o primeiro elogio que Mori o dava, porque não dar naquela época em que lhe deu a ideia de se aliar ao reino dos Dostoievsky? Porque justo agora?


— Você parte amanhã de manhã, Osamu. - Foi nesse momento que o moreno viu que não teria escapatória, seu destino foi selado em uma reunião de merda da corte com o conselho.


Mori Ougai voltou para dentro do salão, e o olhar de pena que sentia do ruivo se fincabai mais no seu corpo, isso o irritava.


— Quantos dias você acha que eu vou durar, Chuuya? - Ele sorriu, sorriu como se não carregasse preocupação alguma do destino que lhe esperava.


Chuuya por outro lado, não parecia feliz, não parecia satisfeito, mas também não estava triste ou coisa assim, seria irônico se estivesse. Estava apenas irritado. Se aproximou do outro e com a sua palma da mão encostada na bochecha dele ao tempo que estava nas pontas dos pés o puxou para um beijo, não era desesperado e carregado de desejo, de luxúria e de estro, não, era um beijo de despedida.


— Não morra múmia idiota. - Sussurrou ainda perigosamente próximo dos seus lábios, ambos de olhos fechados sentindo ambas respirações chocarem em seus rostos.


— Tá tarde, talvez se eu voltar vivo a gente tenha outra oportunidade, chibbiko. - De início, Chuuya grunhiu com o apelido, era idiota e lhe fazia uma piada de mal gosto. Mas também era a última noite que veria o bastardo fácil demais de irritar.


E naquela mesma manhã, Osamu foi embora, ninguém veio se despedir, esperava que o ruivo que carregava tantas mentiras viesse, mas não o viu lá, exceto a sua irmã mais nova, Elise.


Ela parecia sorrir com a partida do meio irmão.


Bom, ela tinha os seus motivos, mesmo que patéticos na visão do moreno.


Dazai entrou na carruagem sem dar mais uma única olhada para trás, sempre quis uma morte pacífica e sem dor, agora ele só iria conseguir algo doloroso, brutal e provavelmente não seria lindo. Porque o moreno sempre foi medroso — ou sábio o suficiente para não se sacrificar por alguém.


A verdade é que Chuuya esteve o tempo todo ali, vendo-o partir enquanto cerrava os punhos, deixando as juntas brancas por causa da quantia de força. Estava com raiva.


Uma raiva extremamente palpável.


— Oh! Uma concubina do papai! - A princesa loira pequena passou por si, sorria infantilmente como alguém da sua idade.


Para Chuuya, era um sorriso cheio de segundas intenções.


E ele sabia que estava certo.


— Princesa. - Curvou-se diante da criança que ignorou o cumprimento, saltitando de volta para o castelo.


Engoliu em seco, ela podia ser o completo oposto de Dazai na questão de aparência, mas a personalidade e o poder de apavorar um era idêntico. Vai ver isso viesse do pai.


Mori Ougai sempre foi um homem solteiro que nunca se preocupou com herdeiros e casamentos até certa idade. Assim como nunca se preocupou com o fato de reconhecer os nada poucos filhos bastardos, ninguém entendia o porque de Dazai ser tão privilegiado que além de ser reconhecido foi até mesmo morar na corte. Já a outra, a mais nova foi de um casamento, já havia estabelecido uma aliança com o reino dos Dostoievsky e ter mais uma é sempre algo excelente para muitas questões. Foi por isso que se casou com Anna Gogol, a mulher que deu todas as características físicas a sua filha, porém a mesma sempre teve uma saúde debilitada e fraca, resistiu poucos meses após o parto.


O herdeiro lhe dado ser mulher causou um alvoroço, sugestões de outro casamento lhe foram dadas e debates exaustivos de como uma garota não deveria assumir o trono e muito menos um filho bastardo que usava o nome da mãe.


Mas o homem sequer parecia dar importância pra isso, muito pelo contrário, divertia-se e gozava dos prazeres da riqueza e com as mais caras e luxuosas prostitutas.


(...)


— É suicídio! - Dazai bateu forte com a palma de uma das mãos na mesa de madeira, estavam em uma tenda num terreno baldio da família Gogol. — Não temos nem a metade dos soldados que eles possuem, é em outro território, um território que está num forte inverno, nenhum dos nossos aliados possuem experiência com esse clima.


— Podemos ter menos soldados, mas nosso armamento é mais avançado, eles ainda manejam lanças, espadas, arcos e flech--


— Nós vamos atacar direto a fortaleza deles? Fortaleza que tem enormes paredes de pedras, impenetráveis. - Dazai rebateu o capitão da guarda Yukichi Fukuzawa, o platinado lhe lançou um olhar raivoso.


— Essa guerra já nos custou demais, é uma jogada arriscada e eu compreendo o seu ponto. - Fukuzawa suspirou antes terminar a fala com o bastardo, queria poder dizer que concordava e que bolaria outra estratégia como bolaram juntos em tantas outras batalhas vitoriosas, mas esse não era o caso. — Os soldados estão fracos, falta comida e remédios, não duraremos mais nessa maldita guerra, essa tem que ser a jogada final.


— E se fizemos um cerco? - Nikolai que até então havia permanecido quieto a discussão inteira se pronunciou, eram somente os três ali presentes, outros generais  e capitães estavam machucados demais e todas as decisões ficaram por responsabilidade deles. — É uma boa estratégia não é? Existem diversos relatos de estratégias assim dando certo. - Suas pernas antes em cima da mesa agora estavam no chão, o loiro se levantou até a frente de ambos, apontando para o mapa para exemplificar a sua ideia. — Cortaria a chegada de novos recursos, pegaríamos para nós tudo o que chegasse e com o tempo eles se entregariam, sem mais mortes desnecessárias. - Bateu ambas as mãos na frente de um sorriso que só faltava brilhar a frase "sou um gênio, por favor me elogiem".


Fukuzawa bufou ao passo que Dazai revirou os olhos e o respondeu secamente.


— É de fato uma estratégia boa, mas o reino de Fitzgerald são acostumados em ter um enorme estoque de comida, ainda mais em época de inverno onde chega a se estender por meio ano, eles tem estoque suficiente, um cerco não seria nada. - Dazai massageou as têmporas antes de continuar. — Fora que é um reino rico, nós parados na beira da sua fortaleza só iria nos transformar em alvos fáceis para mercenários ou qualquer grupo que se interessasse pela provável recompensa posta nas nossas cabeças.


— Está decidido, não existe outra opção. - Fukuzawa sibilou e pegou a sua espada antes de sair da tenda, deixando somente o príncipe Nikolai Gogol com o bastardo Osamu Dazai.


— Hmm Dazai-kun, eu pensei que tinha te impressionado com a minha estratégia… - Nikolai falou bobamente se aproximando com claras segundas intenções no moreno irritado. — Tenta relaxar um pouco, você pode ser um bastardo, mas ainda é uma moeda de troca com o Mori Ougai, você não morreria como esses diversos soldados na linha de frente, você seria capturado, nós seríamos, talvez torturados, mas nunca mortos.


Dazai meneou a cabeça de um lado para o outro, aproveitando a massagem que recebia do loiro assim como cada beijo e suspiro no seu pescoço.


— Ser torturado é muito pior que a morte, idiota. - Dazai falou no mesmo tom, deixando-se levar pelos toques de Nikolai.


— Você tá escondendo alguma coisa do Fukuzawa-san não é? - Uma das mãos que antes estava no ombro foi até o membro coberto por diversos tecidos de algodão do moreno que gemeu baixo.


Nikolai sempre soube o levar ao prazer em segundos.


Não seria eu se não estivesse não é? - Sorriu arrogante, sendo empurrado até um canto mais escondido a primeiras olhadas na barraca, Gogol prontamente se pôs de joelhos na sua frente abaixando as suas calças.


Dazai ofegou ao sentir os dedos de Nikolai apertando seu membro semi ereto. O loiro sorriu com pura malícia e o bastardo mordia os lábios para abafar os gemidos que sairiam ao ter o palma de Gogol batendo nele com força e velocidade, o deixando ainda mais duro.


— Gosta assim, Da-zai-kun? - Nikolai cantarolou com ironia e antes que Dazai pudesse responder, o outro levou sua própria boca até o falo alheio.


Ao passo que o bastardo rapidamente levou uma mão aos fios loiros do amigo e apertou os dedos ali, machucando o couro cabeludo de Nikolai que gemeu em apreciação.


A língua de Gogol pressionava a veia pulsante da base do pênis de Dazai, que mordia seus lábios com tanta força que já estava arrancando sangue.


O loiro era bom no boquete, mas Osamu não iria gemer uma vez sequer.


Não daria essa satisfação ao príncipe.


Nikolai relaxava o maxilar para levar Dazai mais fundo em sua garganta, e gemia descontroladamente e propositalmente com a boca cheia do pênis do moreno. As vibrações dos gemidos da garganta alheia tão diretamente em seu membro fez o bastardo revirar os olhos.


Ele olhava para Dazai enquanto se mexia, o rosto do moreno estava corado e ele estava ofegante, havia suor em sua testa e seus olhos estavam fechados. Um pouco de sangue escorria por seus lábios e para Nikolai, Osamu nunca esteve tão bonito como agora.


Dazai não se controlou e soltou um gemido ao sentir Gogol o levar ainda mais fundo, a língua do loiro pressionava seu membro com força enquanto seu rosto estava completamente encostado na cintura do moreno.


Osamu soluçou sofregamente, ele não esperava por isso, mas havia gostado. Levou seu olhar para o amigo e viu Nikolai o observando descaradamente, havia saliva e gozo escorrendo pela boca dele e lágrimas caindo de seus olhos.


Dazai amaldiçoou a si mesmo pela fisgada gostosa em sua pélvis que a cena lhe proporcionou, e antes que ele tivesse a chance de avisar Nikolai sobre, ele gozou completamente na garganta do outro.


Nikolai já estava preparado para isso, mas não quer dizer que ele não tenha engasgado levemente com o jato de porra descendo por sua garganta.


Ele então se afastou do membro de Dazai, dando uma lambida na cabeça do mesmo antes de se levantar e o beijar nos lábios.


— Surpreenda-me Osamu. - Nikolai falou com a voz mais sedutora que tinha no momento, rouca, a garganta ainda se recuperando por ter levado o membro alheio o mais fundo que podia.


— Hoje? Ou em algum próximo dia? - Dazai se aproximou em mais um beijo aproveitando para apertar as nádegas do loiro.


— Eu não me importo com o amanhã e sim o agora, antes de morrer quero 'fuder com você mais uma vez… - Sussurrou perto dos lábios do moreno, vendo os mesmos se transformarem em um leve sorriso.


— Pensei que havia dito que não morreriamos, Nikolai-kun… 


— Como você disse, ser torturado é mais doloroso que a morte… - Foi a vez de Gogol apertar as nádegas de Dazai, deixando claro suas reais intenções. — E você sempre quis um suicídio a dois, não é?


Dazai riu fraco…


É ela sempre quis um suicídio a dois com alguém encantador…


Nikolai Gogol se encaixava muito bem nisso.


(...)


— ELES ESTÃO NO CERCANDO! NÃO DEIXEM QUE O CERCO FECHE. - Nikolai gritava para qualquer homem que ainda estivesse vivo naquele campo nevoso de batalha, o desgraçado do Dazai tinha razão, fora um ataque completamente suicida.


Fukuzawa estava nas costas do loiro e parecia esgotado, segurava sua espada como se a sua vida estivesse ali, o que de fato estava. Sua cabeça ia de canto em canto, vendo apenas corpos e mais corpos dos seus soldados, restavam poucos e Fitzgerald parecia não se importar nenhum pouco de até mesmo matar homens que serviriam como moeda de troca.


Gogol praguejava pelo sucesso do inimigo formar círculo perfeito com cavalos, lanças e escudos, os fechando-os para uma morte cruel, era o fim de todos ali, não havia escapatória.


O platinado sabia que o maldito e inteligente demais bastardo de Mori Ougai estava certo, mas foram ordens de cima, ordens de que a guerra deveria acabar agora, uma derrota digna era melhor do que se render segundo o conselho. Se saísse dali vivo, esganaria a prepotência e o orgulho de cada nobre esnobe que não tem a mínima consciência do que é uma guerra de verdade.


— Merda Fukuzawa-dono, eu prometi depois de transar loucamente com o Dazai ontem que iríamos morrer em um suicídio a dois… - Riu histericamente e desolado, chorava sem ter noção. — Mas agora eu estou prestes a morrer espetado, dolorosamente, seu plano era uma merda.


Fukuzawa olhou de canto em falsa desaprovação, o príncipe Gogol lhe acompanhou em todas as batalhas, brandindo a espada da família e salvando diversos companheiros de situações complicadas, era uma boa pessoa e principalmente, jovem demais para morrer.


— Imaginei que Dazai-kun teria alguma carta na manga. - O mais velho falou, encostando suas próprias costas nas do outro.


— Por mais incrível que ele seja, é impossível se ter algo em relação a isso… - Murmurou baixo e irritado, fazendo sinais com a mão para que as espadas fossem erguidas para o alto e que atacassem quem se aproximasse.


Metade eram apenas mortas mais cedo do que o previsto.


— É, talvez seja… - Fukuzawa concordou igualmente baixo. 


— Não ficou surpreso pela informação extra que eu dei? - Nikolai perguntou irônico, era estritamente proibido e até visto como pecado ser homossexual em ambos os reinos.


— Eu não ligo e sinceramente, eu imaginava. - Estalou a língua, um assunto assim não era importante agora.


— Obrigada… Por não julgar Fukuzawa-dono. - Em meio a todo o caos, o loiro sorriu, sempre temeu retaliações e julgamentos.


Não era de fato apaixonado pelo bastardo de Mori Ougai, havia afeto e desejo carnal, o mesmo ocorria com o moreno.


Os gritos de dor se tornavam cada vez mais próximos, assim como os da marcha de cada soldado inimigo, ambos já tinham a espada colada na lateral do corpo, era inútil e provável que lutar só deixaria tudo mais doloroso. Nikolai olhou para a neve aos seus pés mais uma vez, era nostálgico pois no reino da sua família sempre nevou forte no inverno, mais forte que era agora.


Talvez, só talvez se os soldados que estivessem consigo não fossem treinados nas ilhas do sul, em temperaturas quentes eles tivessem tido alguma chance.


Lembrou-se da irmã mais velha, que sempre teve a saúde debilitada e morreu no parto da meia-irmã de Dazai, quem sabe a veria agora? Ou talvez os boatos da igreja sejam verdadeiros e ele queime no inferno por gostar de homens. Riu mais uma vez, se parasse em um lugar assim ele não teria se arrependido de Fyodor Dostoievsky e muito menos de Osamu Dazai.


Foi o soar do que poderia ser considerado um rugido que despertou dos seus pensamentos e o fez encarar o leste, se deparando com dois cavalos negros em um canto recluso enquanto um enorme exército corria pra região onde estava, alguma carregavam um estandarte amarelo com um dragão vermelho, era a única família daquele reino gelado a usar cores quentes para se representar.


— É a família Shibusawa! - Fukuzawa falou num misto de confusão e entusiasmo, logo o entendo o motivo da chegada tão repentina que fez os soldados na volta dos que restaram se virarem para se defenderem.


Dazai que vestia roupas negras de couro estava ao lado do homem de cabelos brancos e roupas de mesmo tom, olhos vermelhos e o  frios, Tatsuhiko Shibusawa.


— É um desgraçado! - Um riso alegre escapou da boca de Nikolai, no fim, Osamu realmente escondia alguma coisa.


Uma grandiosa coisa que o fez vencer a batalha e a guerra, Fitzgerald fora prepotente demais em sair da fortaleza, cantou com a vitória ganha e agora se encontrava afundado na neve implorando por misericórdia.


O cerco continuou até a chegada do conselho e dos pais de Dazai e Nikolai, não era mais uma questão a ser resolvida com soldados ou estrategistas, por isso, foram mandados de volta junto com outros soldados e o capitão Fukuzawa.


E de fato foram sem pestenejar, estavam cansados, Fukuzawa estava desde o início de tudo, os outros dois a 4 meses.


Foi uma aventura desgastante e não gostariam de outra tão cedo.


Mas ainda tinham a missão de entregar a carta de rendição de Fitzgerald a família divisória dos terrenos do reino dele com o de Mori Ougai, não era uma missão complicada, era de fato simples a se fazer.


Era só entregar uma carta da qual foi recebida, lida e aceitada sem objeções, sendo assim uma hospitalidade gentil oferecida aos três que cansados de banhos frios e comidas até mesmo podres aceitaram de bom grado toda a gentileza.


Nathaniel Hawthorne e sua recente esposa Margaret os receberam com um enorme banquete e música alegre, algumas novas e improvisadas contando os feitos da guerra mais recente.


Dazai achava estranho, uma das características mais marcantes das famílias do reino de Fitzgerald é que eram extremamentes leais, principalmente os Hawthorne, fora difícil convencer Shibusawa a vir para o seu lado, mas ter Nikolai o agarrando pelo pescoço e lhe oferecendo canecos de cerveja só o fez perceber a merda que tinham se metido quando os instrumentos dos músicos não estavam mais em mãos e sim arcos e flechas, alguns já atirados em soldados bêbados demais, outras ainda mirando nos remanescentes.


A risada arrogante de Nathaniel fez uma onda de ódio percorrer todo o corpo do moreno, Fukuzawa já era segurado por soldados inimigos e Nikolai jazia de joelhos ao seu lado pressionando uma ferida de flecha, Dazai a ajudou pressionar enquanto ouvia o monótono discurso de quão leal era a Fitzgerald e que jamais se curvariam a outros.


Nikolai estava certo sobre matar soldados inferiores e os deixarem vivos, porque foi exatamente isso que aconteceu, todos os soldados que haviam vindo com eles foram mortos, sobrou somente os três que foram jogados em celas juntas na prisão da família Hawthorne.


Iriam ser usadas de moeda de troca, ou coisa muito pior.


Fugir era quase impossível, a divisa era um longo e largo rio, a prisão era na costa dele, precisavam de um barco para atravessar e de ajuda de fora.


Mais uma vez Gogol e Fukuzawa viram a esperança morrer a sua frente.


E Dazai? Bem, ele já havia se acostumado com isso quando pequeno.


— Isso é péssimo, ainda colocaram o Fukuzawa-dono com a gente, não podemos nem se divertir da nossa maneira sem deixar o velho constrangido. - Nikolai bravejou irritado, o som da sua voz saindo abafado e quase que incompreensível por estar fazendo força com a cabeça no travesseiro de esponja.


— Oe idiota, não saia falando  isso abertamente assim. - Dazai lhe deu um tapa com as costas da mão em seu braço, estava sentado na beira da cama e olhou constrangido para o platinado na frente de ambos que os encaravam sem esboçar expressão alguma.


— Não precisa ter medo, eu não os repreendo e sequer os julgo. - Fukuzawa os respondeu simplista, uma mão agarrando a forte barra de metal como se tivesse testando se era realmente forte o suficiente para impedir que ambos fugissem.


— Fukuzawa-dono é alguém sensato, não acha Osamu-kun? - O loiro se virou, ficando de barriga para cima e puxando o moreno para mais perto pelo braço, fazendo que o mesmo se deitasse em seu peito para receber um gostoso cafuné em seus cachos marrons.


— É, é reconfortante saber disso… - Osamu concordou quase que ronronando como um gato. — Mas se bem que sensatos foi tudo o que nós menos fomos, era muito hospitalidade para pessoas que até então eram inimigos.


— Por mais que tivesse uma pequena chance, é uma jogada estúpida… - Fukuzawa começou, encarando Dazai como se esperasse que o moreno entendesse o seu raciocínio só com o olhar. — Eu sou só um plebeu que se destacou na guarda real e se tornou capitão da mesma, você um filho bastardo que mesmo com todas essas discussões de quem deveria assumir o trono… Pode ser resolvido só com um novo casamento, o único realmente importante aqui é o príncipe Gogol.


— Você pode me tratar como igual a vocês viu, eu não passo de um prisioneiro agora. - Fez um bico em falsa expressão de irritado. — E eu posso ter sangue real de ambos os lados, mas mesmo assim eu sou só o segundo na linha de sucessão se contar só com os filhos homens, se eles possuem algum plano complexo eu não vejo meus pais entrando em guerra por mim…


— De qualquer forma, estamos ferrados, é isso? - Dazai falou com certa ironia e sonolência, carinho nos seus cabelos sempre foi um ponto fraco seu.


Os dias ali logo se transformaram em três semanas e o mais abalado entre todos era Gogol, porque diferente de Fukuzawa que cresceu entre a classe mais pobre e Dazai que se virou sozinho depois da morte da mãe até Mori o reconhecer, ele sempre fora acostumado a receber tudo pronto e em mãos, afinal era um príncipe de uma família russa rica.


Parecia de fato uma criança desamparada ou um pássaro que finalmente saiu do ninho para vivenciar o novo — mesmo que esse novo para o loiro fosse terrível de diversas maneiras. Por isso se agarrou a Dazai em forma grudenta e quase como romântica.


O bastardo sequer movia-se a noite para urinar, porque o outro estava agarrada na sua perna ou corpo como se fosse uma pelúcia fofa. Osamu achava essa versão angelical de Nikolai adorável e então não reclamava nenhum pouco.


— Você tem um cheiro ótimo mesmo preso nesse lugar imundo. - Gogol falou numa manhã que Fukuzawa saiu mais cedo para aproveitar o sol, deixando os dois a sós, era uma oportunidade perfeita para ambos fazerem o que bem entenderem e o loiro a agarrou, literalmente enlaçando suas pernas em Dazai.


— O sabão dessa prisão consegue ser surpreendente, não acha? - Respondeu com ironia, sorrindo erótico pela posição que se encontrava, o outro lhe tocou o pescoço em uma das suas diversas cicatrizes, era o único que sabia os reais motivos delas existirem.


— Não tem mais seus apetrechos de moda é? - Nikolai o perguntou manhoso, fazendo um carinho gentil no pescoço do outro que apenas sorriu e o beijou.


Assumindo uma posição que não assumia a tempos quando se tratava sobre ambos transarem.


— Osamu… Minha bunda dói, meus quadris doem, eu tinha esquecido o quão dolorido era… - Gogol praguejou choroso, esfregando uma das palmas na região enquanto a outra mão se agarrava ao moreno.


Ambos haviam acabado de transar e agora se encontravam no banheiro, aproveitando do único banho que podiam ter no dia, fediam a sexo e suor então era uma escolha óbvia em gastar o prazer único naquele momento, fora que Nikolai estava cheio de gozo do outro dentro de si.


— Tudo isso porque um certo alguém não sabe parar… - Falou emburrado, virando o rosto para o lado contrário do de Dazai que riu daquilo, lhe dando um beijo na bochecha enquanto ensaboava suas costas.


— Desde quando você fala de si mesmo na terceira pessoa Nikolai-kun? - Sorriu bobo para o loiro que inflou as bochechas.


Era de fato verídico o que o bastardo havia dito, porque ele de fato parou com os gritos e gemidos altos demais do outro, mas esse apenas pegou a oportunidade de ficar por cima do corpo do moreno, ditando o ritmo e movimentos.


— Você acreditou que era pra parar não é-- Aah o-o que você tá--


— Shh, relaxa, eu só tô tirando o sêmen de dentro. - Dazai o respondeu calmo, pegando uma das mãos do outro e beijando seu dorso quase que românticamente.


— V-você passa por isso toda vez? - Era uma pergunta idiota, mas o moreno não caçoou do outro.


— Claro que sim, acha que eu tenho o gozo de todo mundo ainda ali dentro? - Sua resposta pareceu irônico nos ouvidos de Nikolai que o respondeu com um leve tapa em suas costas.


— Tô querendo dizer que você poderia pedir a minha ajuda, idiota. - Pontuou irritado, escorando o rosto no peito magro de Dazai e fechando os olhos com força, sentindo a espuma se misturar ao sêmen do mesmo e dois dedos irem mais fundo, quase alcançando a sua próstata. — Aah D-Dazai…


— Pronto, pronto, tirei tudo… - Beijou o topo da cabeça de Nikolai e limpou a mão para que pudesse ensaboar o resto do corpo do outro.


E bem, se Dazai estava concentrado em deixar ambos limpos e livres de qualquer resquícios de gozo, Nikolai estava concentrado no seu membro ereto só pelo fato de ter sido penetrado pelos longos dedos do moreno, foi por isso que levou sua própria palma ali, gemendo baixo ao sentir o toque.


— Ei, não se suja de novo, idiota. - Dazai o repreendeu, deixando que o mesmo senta-se no chão enquanto era limpo, já era complicado molhar e segurar alguém que tinha as pernas bambas, ensaboar então com certeza seria pior. — Nós temos que ser rápidos, e se pegarem dois homens no mesmo box? - O repreendeu passando as mãos no tórax definido do loiro e em suas coxas.


Gogol ainda massageava seu próprio pênis.


— Você quer que eu fique duro assim? - Falou irritado e excitado, mais ainda porque o rosto do moreno estava na mira excelente do seu membro. — Eu tô quase, por favor… - Implorou como se fosse uma criança pedindo um doce.


Dazai apenas revirou os olhos e atendeu o pedido do loiro que de fato gozou rápido.


— Vai se secando, eu termino rápido aqui. - Osamu o ajudou a sair do box lhe alcançando a toalha, voltando pra debaixo do chuveiro ensaboando-se rápido.


Eram raros e únicos os momentos em que tiveram um ao outro no passado, sempre ficavam juntos em alguma festa quando bêbados ou quando saiam para algum bordel da capital do reino de ambos. Eram jovens e não se preocupavam de fato com qualquer outras coisas, não teriam tempo para curtir como agora quando assumissem responsabilidades — mesmo que de fato não fosse uma carga de responsabilidade tão grande.


Esse tempo lhes serviu para criar um laço forte de amizade e confiança entre ambos.


Fora apenas quando completou um mês que os três tiveram um raio de esperança em serem livres daquele lugar, Shibusawa era do reino e conhecia a prisão que estavam por uma das suas primas ser uma das mulheres de honra de Margaret. Era uma espiã, em outras palavras, e por isso, conseguiu a planta do local.


Arquitetou um plano que fora explicado por um plebeu comum que fingia-se de faxineiro do local, era simples e de fato tinha muito potencial de dar certo.


Meia noite, o horário marcado pelo homem mórbido de cabelos brancos e olhos vermelhos os três que cavaram nos tijolos envelhecidos com uma colher perto das barras, para poderem puxá-las para cima e poderem fugir.


Eram magros e estavam mais do que o normal, então foi algo relativamente fácil de passar, foram preciso fazer apenas com duas barras.


Correram pelo corredor oeste e pularam uma janela que dava em direção a uma montanha de lixo que serviria para amortecer a queda, os três se jogaram e foram até a encosta do rio quando o sinal da prisão tocou.


E Dazai entrou em choque.


— E-eu não sei nadar. - Encarava aterrorizado o barco simples no meio do rio, sem estandarte de família ou coisa do gênero.


— O que? - Nikolai virou para trás o encarando incrédulo. — Tá, tá eu te levo nas costas, só--


— NÃO! - Gritou, balançando a cabeça negativamente e repetidas vezes. — Eu não consigo, não consigo. - Seus olhos estavam arregalados e agora miravam em Fukuzawa que estava a beira da água e lhe lançava um olhar de pena.


Era óbvio que se fosse pelo mais velho, ele já estaria no barco, os anos como capitão da guarda lhe ensinaram a fazer sacrifícios.


— Vão! Eu vou ter outra oportunidade. - Falou por fim, ainda olhando apavorado agora para a água.


— Eu não vou te abandonar idiota! - Nikolai bravejou, colando ambas as mãos nas bochechas de Osamu e o encarando. — Vem comigo… Por favor…


— Nikolai eles estão chegando… - Dazai o respondeu choroso, tremendo mais por medo do que por frio.


— Eu vou ficar com você então. - Balançou a cabeça para Fukuzawa que o encarou incrédulo. — Vá e tente nos salvar depois.


— NÃO! - Osamu gritou, empurrando Nikolai para mais perto do platinado que o agarrou pelo braço. — Foi isso o que combinamos Fukuzawa-san, não o deixe fazer merda.


— O que?! Não me solta, eu não--


Dazai o interrompeu com um beijo, as vozes dos soldados já estavam próximas demais para perder mais tempo. — Fyodor não iria gostar de te perder.


E com isso, Gogol não falou mais nada, apenas a expressão em extremo choque, sendo puxado por Fukuzawa para dentro da água enquanto Dazai era pego pelos guardas. Levando socos em sua barriga e rosto.


— OSAMU! - Foi a última coisa que ouviu antes de vomitar sangue e garrafa de vidro ser batida com força na sua cabeça. — Porque eu? Porque ele ficou pra trás? - Gogol falou enraivecido quando chegaram no barco, os punhos cerrados e prontos para partir para uma briga.


— Alguém precisava ficar para trás como distração, ele se ofereceu pra isso. - Fukuzawa o respondeu cansado, sentia uma tremenda falta de fôlego.


— E PORQUE ELE FICOU? PORQUE VOCÊS NÃO ME CONTARAM ISSO? - Gritou, ficando de pé no barco e agarrando a gola da camisa encharcada do platinado.


— Porque nós sabíamos que você iria tentar impedir e entre nós três você é o mais importante a ser liberto. - Respondeu simplista, fazendo sinal para que os outros acompanhantes remassem mais rápido.


Nikolai o largou com raiva, praguejando baixo e olhando para a prisão uma última vez.


— Eu juro que vou te salvar bastardo de merda. 


E mais dois meses se passaram com o moreno preso, sobrevivendo em meio a várias tentativas de morte, como agressões físicas a envenenamento da sua comida, abusos em que passavam a mão por ser corpo, mas sem que de fato o tocassem, sempre conseguiu impedir antes que o pior acontecesse. Sentia-se culpado por vários animais mortos pois sempre dava um pedaço da sua comida a um deles para garantir que não tinha nada de perigoso ali, foram ratos, gatos e cachorros.


O último cachorro, grande e peludo fora o que mais sobreviveu e mesmo que Dazai odiasse cachorros ele criou afeição por aquele que morreu quando lhe alcançaram um pedaço de torta.


Os guardas se enfureceram pela recusa dele de comer a torta e então o agarraram pelos braços, o arrastando a sabe-se lá onde.


O bastardo queria gritar de dor, estava ferido por suas pernas se arrastarem tantas vezes assim, mas não os daria o prazer de ver que a tortura estava de fato tendo progresso.


Fora levado até um altar, sabia que era uma pequena igreja próxima a prisão, de madeira, simples para que aqueles que morressem na prisão tivesse uma oração a Deus pelo padre responsável.


— Mais um? - O padre os encarou e olhou com certo nojo para Osamu. — Vocês sabem o que fazer. 


E os guardas colocaram a cabeça do moreno em um suporte de madeira e prenderam parte do seu pescoço ali como os pulsos, Dazai olhou para baixo e viu um balde cheio de sangue.


Ele seria decapitado…


— Sobre que acusação? - Sussurrou cansado, pelo menos seria uma morte rápida.


— E precisa disso? Você não vale como moeda de troca, então apenas vamos cortar a sua cabeça e mandar ao seu pai. - O padre falou, passando as mãos pelos cabelos sujos de Dazai. — Mas se quiser uma, Deus não gosta de pecadores como vocês, como é mesmo que chamam? Isso mesmo, homossexuais.


Viu o carrasco se aproximar e fechou os olhos, era realmente o seu fim.


Pensou na sua mãe uma última vez, a mulher havia morrido da peste e por fome, por isso Dazai sempre odiou desperdiçar comida e sentia extrema raiva quando tinha que jogar sua comida fora, pensou em Fyodor e se havia ficado feliz em ter Nikolai de volta, com certeza sim, pensou em Sigma, fazia tempo que não o via, pensou em seu desprezível pai que não fez esforço algum para salvá-lo e na sua pequena meia irmã, de fato a pequena levava a sério demais a questão de quem assumiria o trono, mas quando isso era deixado de lado eles se divertiam como uma família, pensou em Chuuya… Em momento algum pensou no ruivo nesses meses todos que não o viu, como será que ele tava? Quais eram os seus objetivos? Nunca mais teria a oportunidade de brincar com o homem.


O machado do carrasco estava no alto quando uma flecha atravessou a garganta do mesmo e ambos caíram no chão, derrubando o balde e fazendo com que sangue se esparramasse pelo piso de madeira.


O padre gritou e os dois guardas puxaram suas espadas, uma flecha foi acertada no olho direito do padre que caiu na frente do altar e os guardas apavorados partiram para cima.


Mortos em questão de segundos, era alguém de fato habilidoso.


— Se você veio aqui para me dar uma morte dolorosa eu espero que você queime no inferno. - Dazai arqueou os pulsos, tentando se soltar para ver quem era, mas era impossível.


— Calado, bastardo de merda.


Oh, ele reconhecia aquela voz, aquela voz alta e rouca que muitas vezes se disfarçou de uma feminina e delicada.


— CHUUYA! 


Notas Finais


Irra que eu cansei e termino de revisar quando chegar da aula, espero que esteja minimamente decente--

Vão ler See you soon e Sons of Anarchy, beijo



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